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domingo, 12 de agosto de 2012

15 Livros inspirados por Dom Quixote, que talvez vocês não soubessem



Dom Quixote é considerado o maior livro de ficção já escrito, e ele me serve de fonte de inspiração e admiração de forma permanente. O que pouca gente sabe é que ele serviu de inspiração para muita gente e acabou deixando provas disso em obras importantes da literatura. Segue algumas delas:

1 - 1984, de George Orwell.
2 - Cardênio, obra atribuída à William Shakespeare e John Fletcher. Relata o encontro do personagem na Sierra Morena com Quixote e Sancho Panza.
3 - As aventuras do Barão de Munchausen, de Gottfried August Bürger.
4 - A novela do curioso impertinente, de Miguel de Cervantes.
5 - Meditações do Quixote, de José Ortega e Gasset.
6 - Cantos de vida e esperança, de Ruben Dario.
7  - Vida de Don Quijote e Sancho, de Miguel de Unamuno.

Além destas, temos estas outras obras, das quais não conheço a tradução para o português:

8 - Instrucciones para olvidar el Quijote, de Fernando Savater.

9 - Hamlet y el Quijote, de Ivan Turguenev.

10 - Rocinante, de Leon Felipe.
11 - Al morir don Quijote, de Andres Trapiello.12 - Las bodas de Camacho, de Juan melendez Valdez.13 - El hidalgo de la mancha, de Juan de Matos Fragoso.14 - Vida de Don Quijote y Sancho, de Miguel de Unamuno.15 - La vida golfa de don Quijote y Sancho, de Pedro Perdomo Azopardo.



Lembramos que aqui fazemos referência somente às obras que foram inspiradas no personagem Quixote, não colocamos nesta lista aquelas que o estudaram, que são muitas, e podem ser matéria para outro post.


Sobre o autor:
Alejandro é escritor e trabalha em um sebo em Curitiba/PR.

Publicado no Listas Literárias

sábado, 28 de janeiro de 2012

Estante Virtual faz mudanças e provoca reclamações



PublishNews - 26/01/2012 - Roberta Campassi
Portal troca sistema de pagamentos e altera ferramenta para contra-atacar concorrência; usuários e livreiros protestam na internet
 
No dia 17 deste mês, a Estante Virtual, maior portal de venda de livros usados e semi-novos do país, trocou o sistema de pagamentos Pagamento Digital, brasileiro, pelo PayPal, que pertence ao eBay, americano. No sábado, dia 20, começou uma onda de reclamações na internet a respeito da troca. Até hoje de manhã, havia centenas de manifestações na página da empresa no Facebook, com relatos de problemas para realizar compras e com pedidos para que a mudança do sistema seja desfeita.
 
Entre as principais reclamações por parte dos clientes finais estão a lentidão no processamento das compras, erros na cobrança (como duplicação de valores) e dificuldades de cadastramento. Já quem é vendedor na Estante Virtual (livreiros ou leitores que vendem seus livros) protesta contra o aumento das taxas e a obrigatoriedade de usar o PayPal - e, consequentemente, de aceitar transações via cartão de crédito, mais custosas do que opções como o depósito bancário.
 
Segundo André Garcia, fundador e principal executivo da Estante Virtual, estão ocorrendo problemas em cerca de 10% das tentativas de compra desde que o PayPal entrou em vigor. “Fizemos inúmeros testes antes de implementar o novo sistema, mas havia detalhes impossíveis de prever”, diz. Segundo ele, a operação da Estante Virtual é a “mais complexa” já realizada pelo PayPal no Brasil. “Os erros serão corrigidos em uma ou duas semanas no máximo”, afirma Garcia.
 
De acordo com o empresário, o PayPal trará uma série de vantagens quando os problemas estiverem corrigidos, como a possibilidade de comprar de vários livreiros e pagar tudo junto; uma confirmação mais rápida da compra; uma interface mais prática e uma base já existente de três milhões de clientes do sistema no Brasil. “Esperamos que as vendas aumentem de forma significativa com a mudança”, diz Garcia.
 
O PublishNews ouviu três sebos que preferiram não se identificar. A maior reclamação deles é que, com o sistema anterior, era possível optar por permitir pagamentos com cartão de crédito. Agora, todos são obrigados a usar o PayPal e a aceitar pagamentos eletrônicos. Para o dono de um sebo tradicional de São Paulo, determinar a obrigatoriedade do uso do PayPal foi uma atitude “stalinista” por parte da Estante Virtual. A conseqüência direta, segundo ele, é o repasse dos custos para os preços dos livros.
 
Segundo Garcia, o Pagamento Digital cobrava 5,39% sobre transações desse tipo, enquanto o PayPal cobra 5,6% - até março, contudo, a taxa está em 4,99%, subsidiada pela Estante Virtual. O executivo afirma que há, ainda, uma taxa fixa de R$ 0,20 por transação mais R$ 3 para cada retirada de saldo que o livreiro fizer.
 
Para o executivo, unificar as formas de pagamento era uma necessidade do site. “Antes, pouco mais da metade dos vendedores aceitava o pagamento com cartão, o que nos tornava um site de comércio eletrônico muito particular”, diz. “Sistematicamente, não é um modelo que tem boa usabilidade para os compradores. E, apesar da obrigatoriedade do PayPal, quem quiser continuar oferecendo pagamento via depósito bancário pode.”
 
Mudança de ferramenta
 
Os livreiros também reclamam de uma mudança feita numa ferramenta que a Estante Virtual oferece e que permite que cada vendedor veja a lista de suas obras cadastradas (o inventário). Segundo os sebos, antes era possível “exportar” esse acervo, mas há dois meses ficou impossível fazer isso.
 
Os livreiros admitem que costumavam exportar essa lista compilada na Estante Virtual para depois repassá-la a outros sites, com destaque para o Livronauta, e-commerce de livros usados que surgiu no fim de 2010, em Curitiba. “O acervo é meu e a Estante Virtual não pode impedir que eu o tenha no meu computador e use como quiser. Moralmente isso é errado”, diz um dos livreiros.
 
O Livronauta também confirma a prática. E reclama. “Há dois meses disseram que a ferramenta estava em manutenção, agora não existe mais a opção ‘exportar acervo’”, afirma Giancarlo Rubio, fundador do site. “Ficou claro que ela foi retirada para afetar o Livronauta. Muitos sebos estão sendo prejudicados, e nosso crescimento também.”
 
Garcia, da Estante Virtual, conta que a empresa percebeu que os sebos estavam exportando seus dados para sites concorrentes e, por isso mesmo, mudou a ferramenta. “Nossa obrigação é fornecer uma ferramenta que permita aos livreiros e a nós gerir as vendas da Estante Virtual. Mas não é nossa obrigação fornecer isso para a concorrência”, responde em relação às críticas.
 
Embora a Estante não exija contratualmente ser o único canal de vendas on-line dos sebos, Garcia admite que a empresa desencoraja o trabalho com outros sites. “Quando um sebo tem acervos em mais de um lugar, isso em geral prejudica a qualidade do serviço, porque o controle de estoque fica bem mais difícil”, argumenta.
 
A Estante Virtual reúne cerca de mil sebos e dois mil leitores e vendedores. Segundo dados próprios, detém 98,5% do mercado, enquanto a Livronauta fica com 1,2% e o Sebos Online, com 0,3%.

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O estante virtual quer monopolizar o mercado, tendo assim vantagem ilícita moralmente perante os livreiros e também compradores. Sabem porque os reclamantes não quiseram se identificar? Porque o sr. Garcia é um ditador que tira do ar quem não segue suas imposições arbitrariamente favoráveis apenas a si mesmo. (Diego Marcell)

segunda-feira, 28 de março de 2011

O crime teológico de “A Cabana”


O credo de Atanásio fala a respeito do Pai, do Filho e do Espírito Santo como não feitos, nem criados, nem gerados, mas procedentes uns dos outros, pois não são três Deuses, mas um, portanto o centurião quando viu a morte de Jesus e teve aquele estranho súbito sentimento que o revelava Jesus o filho, realmente, de Deus (Lc 23.47) ele não poderia ver um homem como outro qualquer gerado do Ser Máximo, mas o procedente, que desta forma é o próprio, concebendo então a compreensão da morte do próprio Deus naquele momento, por sua criação inteira.

O que se vê no cristianismo de hoje que quer se dissociar a tri-Unidade de Deus, se assemelha a uma antiga crença chamada Triteísmo, analise sua doutrina:

Ensina três pessoas distintas, como se as pessoas da trindade fossem independentes umas das outras.
Método triteísta: muito do que se fala e se escreve sobre a Trindade aproxima-se perigosamente do triteísmo; fala do Pai, do Filho e do Espírito Santo, como falando de três pessoas individuais humanas, fala-se muito em cooperação das três pessoas, num plano em que trabalham nele separadamente, ouve-se falar de concílios de eternidade, como se os três se reunissem numa mesa redonda e individual a fim de que chegassem num acordo. (Silveira, p. 118)

Se não for possível aceitar que ali na morte de Cristo estava Deus, se nossa fé é tão fraca e defeituosa a ponto de exercer novos conceitos para a Trindade, então este cristianismo não se vê muito fundamentado.

Andei lendo alguns comentários sobre o livro “A Cabana” antes de iniciar minha leitura, algo que estranhei foi um comentário de um pastor que admiro muito por suas análises teológicas cotidianas e culturais, ele elogiou bastante o livro, mas analisando uma questão do enredo como erro teológico, situação elevada pelos extremistas tradicionais à heresia.

Quando cheguei no capítulo da referente citação, confesso que me arrepiei pela definição que o mesmo dá de Deus, mas um arrepio bom foi este, já que o escritor mostra algo de admirável profundidade teológica e espiritual, o capítulo 6 faz jus ao título e realmente é uma “Aula de vôo” para os espiritualmente dispostos a irem a cabana encontrarem Deus. Quando o Pai diz que Ele estava sendo crucificado com Jesus não é um crime, como o título deste texto sugere, mas uma verdade que faz sentido desde quando obtive alguma compreensão teológica verdadeira, se não fosse assim, quem seria Jesus na cruz? Seria o Jesus de várias seitas que no decorrer da história surgiram e continua surgindo, que fazem planos e cálculos para estabelecer algum sentido racional onde só existe mistério e fé, por ser a não-limitação do Ser perfeito que não é concebido pelos conceitos reduzidos por conceitos e conseqüências dos arredores da mentalidade humana.

A Cabana é um livro profundamente espiritual para quem se deixa penetrar pela reflexão da vida, um livro que mexeu muito comigo e me fez aprofundar ainda mais nas questões relacionadas a este Ser que nos criou. Um livro que mexeu comigo de forma suave e cotidiana. Recomendo a todos como fundamental para compreender que Deus não é aquele cara do quadrinho nas instituições religiosas.

Diego Marcell 28-03-11

Referencias

SILVEIRA, Agissé B. GONÇALVES, Israel B. Teontologia – Um Ser que é Deus um Deus que é Pai. Mafra: FAEST editora, 2009.
YOUNG, William P. A Cabana. Rio de Janeiro: Sextante, 2008.
Novo testamento King James edição de estudo. São Paulo: Abba Press, 2007.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

sábado, 22 de maio de 2010

Espiritualidade ou religiosidade?




A comunidade cristã deve ser uma comunidade espiritual, ou seja, “uma vida no Espírito de Deus, um intenso convívio com o Espírito de Deus”. Segundo Moltmann, esse é o verdadeiro sentido de espiritualidade. O significado da palavra sofreu modificações, e atualmente espiritualidade é entendida como religiosidade. Espiritual seria a pessoa que vive intensamente com o Espírito Santo, não aquela que se dedica amplamente à vida religiosa.
Numa perspectiva dualista – em que corpo/alma, matéria/espírito, ação/oração estão em contradição -, seria correto afirmar que espiritual é a pessoa que vive de forma ascética, como um monge, uma freira, um líder de comunidade, um membro que se destaca por freqüentar muitas reuniões na igreja. Esse tem sido o entendimento de muitas igrejas acerca do que significa ser espiritual, ou ter espiritualidade. Muitas de nossas experiências comunitárias evangélicas atuais tem-se identificado como espirituais pela ênfase no que se convencionou chamar de separação do mundo.
Essa tendência dualista enfatizava que o homem e a mulher deveriam buscar a Deus e preocupar-se com a sua alma, afastando-se do que se referisse ao corpo, à natureza e à sociedade. Esse pensamento influenciou a teologia cristã, gerando a separação das coisas espirituais das carnais (corpo, sociedade, natureza). O homem e a mulher deveriam cuidar de sua alma e do seu relacionamento com Deus, vivendo de modo mais espiritual. No entanto, conforme Moltmann afirma, “com essa espiritualidade se introduz na vida uma oposição que a divide e lhe amortece a vitalidade”. (citação: Jürgen Moltmann, O Espírito da Vida).
O gnosticismo, um dos primeiros representantes do dualismo no interior da fé cristã primitiva, mesmo sendo tão combatido acabou por influenciar a teologia cristã. A exaltação da transcendência e dos valores do mundo espiritual, somada a um crescente desprezo por tudo que é material, acabou afastando a comunidade cristã do mundo como lugar digno de construir o Reino de Deus.
O futuro de Deus foi sendo substituído pela eternidade de Deus, o Reino vindouro pelo céu, o Espírito Santo como “fonte de vida” pelo Espírito que liberta a alma do corpo, a ressurreição da carne, pela imortalidade da alma, a transformação do mundo pelo anseio por um outro mundo.
Essa formação dualista de lidar com a vida e, de forma especifica, com a experiência cristã, não cessou na igreja primitiva. Ela se estendeu ao longo do tempo, chegando de forma muito intensa à vivencia da fé em solo brasileiro em praticamente todos os arraiais cristãos. Exatamente em decorrência da força do dualismo na vivencia da fé cristã, é preciso perceber quanto essa forma de pensamento e ação se distancia daquilo que o texto sagrado revela como sendo o modelo de vida dirigido pelo Espírito.
Onde o Espírito de Deus está atuando, como força de Deus que a tudo dá vida, há vitalidade. Homens e mulheres que se aproximam de Deus são levados pelo Espírito a uma novidade de vida, ou seja, a experimentarem a verdadeira espiritualidade: “A benção de Deus aumenta em vez de amortecê-la – a vitalidade.” A proximidade de Deus torna a vida novamente merecedora de ser amada e não de ser desprezada”.
A ênfase na santificação e na santidade, tema de muitos sermões e não poucas canções, tem sido na separação total do mundo quando deveria ser na ação santificadora do Espírito em nós, que não habitamos outro lugar senão o belo e bom mundo dado a nós por Deus.
Na verdade, o Espírito nos chama para atuação no mundo. Cristo afirmou que não somos do mundo, mas estamos nele, por isso clama ao Pai para que nos livre. Não significa que devemos viver de forma alienada, forjando uma falsa espiritualidade, mas que devemos viver para regar o mundo por meio da fonte de vida. Viver a verdadeira espiritualidade nos leva a ver o mundo como campo branco para a ceifa, ou seja, um local à espera de libertação e transformação.
A experiência da comunidade deve ser marcada pela atuação do Espírito como orientador, consolador e ajudador; como aquele que gera a vida, pois ele é o doador da vida! Ele não inibe a vida; ao contrário, faz-nos vivê-la em nossa humanidade com verdadeira vitalidade.

(Espírito Santo aspectos de uma pneumatologia solidaria à condição humana, Alessandro Rocha, Ed. VIDA acadêmica, 2008, pp 49-52)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

o pior estrago da religião



Você pregava contra religiosidade, mas manifestações espirituais não são ausência de religiosidade. Levado a algumas potencias transformou-se em tal. Dinheiro e poder são o seu deus. E hoje tudo que você prega em cima do altar é religião. Não prega amor. Não prega o evangelho demonstrado por Jesus. Mas prega vingança. Retrocedeu. Deixou a graça. Seu deus é o dinheiro. Seu deus é você.

A bíblia você reescreveu a sua maneira. Manipulando a seu favor. Venham a mim todos ao meu reino. É isso teu maior desejo. Religião é só isso que você prega. Sua igreja, seu sistema, seus marionetes de fácil manipulação.

O mel dos seus lábios é produzido em laboratório, com o dinheiro daqueles que você necessita adular. A família. O Reino. Isto já não existe. Isto é fantasia cristã. Tudo que existe é o “eu”. Levantado por Deus para este lugar que EU construi, com o MEU esforço. A igreja é MINHA. Eu sou o cabeça. Eu sou. EU ganho almas. Porque a unção está sobre MIM. EU recebo visões, vocês ainda têm muito a percorrer para chegar perto do que EU SOU. Eu sou o interprete da palavra. Não ousem me desafiar. Deus está me revelando e quem não concorda seja amaldiçoado.


”_ Isso acontece porque os princípios mantêm o foco nos cultos ou nos rituais e transformam os fiéis em espectadores. Fortalecem padrões e motivam as pessoas a se enquadrarem neles, estimulando-as a fingir que são o que não são ou agir como se soubessem mais do que de fato sabem. Os princípios estabelecidos desestimulam questionamentos e duvidas, e as pessoas não entendem direito aquilo que eles ocultam. Assim, o relacionamento entre elas se torna superficial e até mesmo falso, pois se baseia nas aparências ditadas pelos princípios e não no que as pessoas efetivamente são. Então, como se sentem isoladas, elas se voltam cada vez mais para as próprias necessidades e reclamam quando os outros não as atendem. Disputam o controle da instituição, seja ela grande ou pequena, para poder obrigar os outros a fazer o que elas consideram ser o melhor. É uma historia que vem se repetindo há uns 2 mil anos.

_ Para manter o sistema funcionando, é preciso submeter as pessoas, impondo-lhes compromissos ou apelando para as necessidades dos seus egos, convencendo-as do que é o melhor, o maior, o lugar definitivo para se pertencer. É por essa razão que muitos grupos criam falsas expectativas que frustram as pessoas e se concentram nas necessidades, ou mesmo nos talentos de seus membros, e não no Cristo sempre presente.” (porque você não quer mais ir a igreja? Wayne Jacobsen e Dave Coleman, pg 129)

“_Como vamos saber viver na vida de Deus se não houver alguém para nos mostrar?

_ Foi aí que a religião causou seu pior estrago. Ela tornou as pessoas dependentes de líderes e assim fez o povo de Deus ser passivo no seu próprio crescimento espiritual. Ficamos esperando que outros nos mostrem como fazer e os seguimos na esperança de que estejam agindo certo. Jesus deseja essa relação com vocês e quer que sejam parte ativa nesse processo. “ (pg 132)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Por que você não quer mais ir a igreja?


Uma história sobre o verdadeiro sentido do amor de Deus. De Wayne Jacobsen e Dave Coleman. Editora Sextante.

EU RECOMENDO.

“As pessoas que estão tentando ser mais leais a Deus, na verdade, se tornam mais escravas dos próprios apetites e desejos.” (pg 58)

terça-feira, 13 de abril de 2010

A CRIATURA DOS HOMENS



Agradando a Deus, fazendo o bem para Ele me amar, eu busco uma recompensa pelo meu penar. A religião está falando. Todo esforço é meu. Com carne e sangue eu trabalho, será que meu espírito irá agüentar?
Estou exaurido não tenho mais o que fazer. Deus está mudo. O vazio ecoa seu suspiro entre os bancos da catedral.
O sermão é numa língua incompreensível. E bonecos de plástico ficam estáticos a liturgia do local.
Aonde eu fui para perder a salvação?
Que mundo é esse que eu ganhei para perder a minha alma?
Deus é uma bailarina na mão do locutor. E nós aplaudimos e damos brados num pão e circo sagrado. Desenvolvemos um meio de salvação abstrato, labiríntico. E nós pregamos um deus louro e ditador para as criancinhas sonharem a noite. Só que um dia ele vem te pegar também. Aí você descobre que ele não era o Deus que você pensava que era. Era um deus apoderado por você, homem incapaz.
E quando tudo isso faz sentido. Você também era um e a Verdade lhe fez um excluído.
Abandonando a velha concepção.


“chegar ao fundo de nós mesmos não é a parte mais divertida. É só a primeira parte. Nessa hora, quanto mais perto ficamos de Deus, mais longe nos sentimos Dele.” (do livro Por que você não quer mais ir a igreja? De Wayne Jacobsen e Dave Coleman, pg 65).


Diego Marcell
07-04-10

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Amor com um anzol


_ Este é o amor com um anzol. “Se você fizer o que nós queremos, nós o recompensaremos. Caso contrário, o castigaremos.” Isso acaba não tendo absolutamente nada a ver com amor. Damos nosso carinho apenas a quem atende aos nossos interesses e o negamos aos que não o fazem.
_ Que confusão!
_ Está vendo como é penoso? É por isso que as instituições só tem condições de refletir o amor de Deus enquanto seus membros concordam em tudo. Qualquer diferença de opinião se transforma em competição pelo poder. (do livro Por que você não quer mais ir a igreja? Pg 72)
O pastor quer que eu minta, que sustente a história dele. Disse que, depois de tudo o que já fez por mim, eu lhe devo essa.
_ Tenho a impressão de que, se você lhe deve alguma coisa, é porque ele nunca fez nada de fato por você.
As palavras de João ficaram suspensas no ar enquanto eu tentava entender o que ele queria dizer com elas.
_ Você está afirmando que ele não fez aquelas coisas todas por mim? Por quem, então? Por ele mesmo?
_ Por quem mais? Está vendo como nossas definições de amor acabam distorcidas quando os interesses da instituição se tornam prioritários? ...
O problema da igreja, como você sabe Jake, é que ela se transformou numa mútua acomodação de necessidades individuais. Todo mundo precisa de alguma coisa dela. Alguns precisam liderar. Outros precisam ser liderados. Há quem deseje ensinar, outros se contentam em ser platéia. Em vez de se tornar uma manifestação autentica da vida e do amor de Deus no mundo, a igreja acaba sendo um grupo de pessoas que precisam proteger o próprio território. O que você está vendo é a insegurança das pessoas que tratam de se agarrar às coisas que acham que servirão melhor às suas necessidades. Não é a vida de Deus.
_ Então é por isso que as pessoas de repente podem ficar tão agressivas quando se sentem ameaçadas? Agem como cães raivosos quando alguém tenta lhes tirar o osso.
_ Exatamente! E fazem isso achando que Deus está do seu lado. Nessas horas, o grupo costuma rachar... (pg 73,74).

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