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sábado, 13 de agosto de 2011

Alento aos desolados com a Igreja


11/08/2011
por Leonardo Boff

Atualmente há muita desolação com referência à Igreja Católica institucional. Verifica-se uma dupla emigração: uma exterior, pessoas que abandonam concretamente a Igreja e outra interior, as que permanecem nela mas não a sentem mais como um lar espiritual. Continuam a crer apesar da Igreja.

E não é para menos. O atual Papa tomou algumas iniciativas radicais que dividiram o corpo eclesial. Assumiu uma rota de confronto com dois importantes episcopados, o alemão e francês, ao introduzir a missa em latim; elaborou uma esdrúxula reconciliação com a Igreja cismática dos seguidores de Lefebvre; esvaziou as principais intuições renovadoras do Concílio Vaticano II, especialmente o ecumenismo, negando, ofensivamente, o título de “Igreja” às demais Igrejas que não sejam a Católica e a Ortodoxa; ainda como Cardeal mostrou-se gravemente leniente com os pedófilos; sua relação para com a AIDs beira os limites da desumanidade. A atual Igreja Católica mergulhou num inverno rigoroso. A base social de apoio ao modelo velhista do atual Papa é constituída por grupos conservadores, mais interessados nas performances mediáticas, na lógica do mercado, do que propor uma mensagem adequada aos graves problemas atuais. Oferecem um “cristianismo-prozac”,apto para anestesiar consciências angustiadas, mas alienado face à humanidade sofredora e às injustiças mundiais e a situação degradada da Terra.

Urge animar estes cristãos em vias de emigração com aquilo que é essencial ao Cristianismo. Seguramente não é a Igreja que não foi objeto da pregação de Jesus. Ele anunciou um sonho, o Reino de Deus, em contraposição com o Reino de César, Reino de Deus que representa uma revolução absoluta das relações desde as individuais até as divinas e cósmicas.

O Cristiansimo compareceu primeiramente na história como movimento e como o caminho de Cristo. Ele é anterior a sua sedimentação nos quatro evangelhos e nas doutrinas. O caráter de caminho espiritual é um tipo de cristianismo que possui seu próprio curso. Geralmente vive à margem e, às vezes, em distância crítica da instituição oficial. Mas nasce e se alimenta do permanente fascínio pela figura e pela mensagem libertária e espiritual de Jesus de Nazaré. Inicialmente tido como “heresia dos Nazarenos” (At 24,5) ou simplesmente “heresia” (At 28,22) no sentido de “grupelho”, o Cristianismo foi lentamente ganhando autonomia até seus seguidores, nos Atos dos Apóstolos (11,36), serem chamados de “cristãos.”

O movimento de Jesus certamente é a força mais vigorosa do Cristianismo, mais que as Igrejas, por não estar enquadrado nas instituições ou aprisionado em doutrinas e dogmas. É composto por todo tipo de gente, das mais variadas culturas e tradições, até por agnósticos e ateus que se deixam tocar pela figura corajosa de Jesus, pelo sonho que anunciou, um Reino de amor e de liberdade, por sua ética de amor incondicional, especialmente aos pobres e aos oprimidos e pela forma como assumiu o drama humano, no meio de humilhações, torturas e da execução na cruz. Apresentou uma imagem de Deus tão íntima e amiga da vida, que é difícil furtar-se a ela até por quem não crê em Deus. Muitos chegam a dizer: “se existe um Deus, este deve ser aquele que traz os traços do Deus de Jesus”.

Esse cristianismo como caminho espiritual é o que realmente conta. No entanto, de movimento, ele muito cedo ganhou a forma de instituição religiosa com vários modos de organização. Em seu seio se elaboraram as várias interpretações da figura de Jesus que se transformaram em doutrinas e foram recolhidas pelos atuais evangelhos. As igrejas, ao assumirem caráter institucional, estabeleceram critérios de pertença e de exclusão, doutrinas como referência identitária e ritos próprios de celebrar. Quem explica tal fenômeno é a sociologia e não a teologia. A instituição sempre vive em tensão com o caminho espiritual. Ótimo quando caminham juntas, mas é raro. O decisivo é, no entanto, o caminho espiritual. Este tem a força de alimentar uma visão espiritual da vida e de animar o sentido da caminhada humana.

O problemátio na Igreja romano-católica é sua pretensão de ser a única verdadeira. O correto é todas as igrejas se reconhecerem mutuamente, pois todas revelam dimensões diferentes e complementares do Nazareno. O importante é que o cristianismo mantenha seu caráter de caminho espiritual. É ele que pode sustentar a tantos cristãos e cristãs face à mediocridade lamentável e à irrelevância histórica em que caiu a Igreja atual.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Inventando uma religião para limitar Deus


Sempre que apresentam um cristianismo cheio de esquemas e cálculos e suposições, e acabam o igualando as infinitas religiões existentes no planeta e espalhadas pelas eras, eu me decepciono com o mesmo; sempre que o cristianismo se assemelha a um filme Hollywoodiano, a histórias secretas, a planos revelados e toda essa elaboração de mistérios de dimensões paralelas, eu acabo por desacreditar. Este Deus que parte de conjecturas humanas, de esquemas muito exagerados para um Deus tão superior, que creio eu, não precisaria de tantos artifícios para executar sua obra que se baseia na naturalidade da sua divindade, algo que foge da nossa compreensão e, portanto superior a qualquer tentativa de leitura da mesma.

Deus não precisa limitar-se a regras cingidas de não sei onde e porque motivo para realizar aquilo que deseja.

Por serem seus designos impróprios a nossa capacidade, não tem sentido criarmos a partir da nossa compreensão conceitos para as coisas de Deus.

Diego Marcell 12-03-11

domingo, 17 de abril de 2011

Sou adolescente e busco uma igreja, o que fazer?


Primeiro, se você entre seus 14 e 18 anos busca de espontânea vontade uma igreja, sente esta necessidade, isto já é 50% de um grande motivo de louvor. Porém, que causa o instiga tal desejo?

Muitos dos jovens que conheci nas igrejas, na verdade, a grande maioria fez da igreja o seu meio social e não digo que não possa ser, mas se este for o que alavanca a situação, aí habita um grande erro. O sexo oposto na época de maior ebulição sexual é um ótimo pretexto para buscar-se uma igreja, se a mesma armazena em seus limites gatinhos e gatinhas, mas se da mesma forma esta for a causa primeira, será também a primeira a afastar-lhe da mesma. Também existem as amizades escolares que se estendem para o campo religioso, isto também presenciei em grande quantidade, como presenciei sua derrocada pela falta de motivos realmente religiosos em torno deste reduto social. Há também aqueles que por serem jovens renegados ou anti-sociais buscam na instituição religiosa uma saída para sua solidão, já que ali geralmente são bem acolhidos, principalmente porque quem acolhe também vê vantagens em fazê-lo, se porém uma fé verdadeira não brotar no interior destes ex-solitários, eles cansados da hipocrisia religiosa buscarão em outros lugares seu recanto pop e ainda estarão aptos a expressarem sua amargura contra aquilo que viveram, situação que também vi com meus próprios olhos. A estes, meu melhor conselho é que vivam a juventude livremente longe de qualquer religião, tanto para não prejudica-las, como para não prejudica-los, isto fará que no momento certo a religião encontre os vossos corações.

Agora, se você é um jovem da mesma idade, e está sentindo esta necessidade sem nenhum dos motivos citados acima, então este momento certo já chegou na sua vida, isto quer dizer que o dia do chamado chegou, se seu peito arde pela causa religiosa, é Deus quem lhe chama para a vida comunitária da igreja. Mas qual igreja?

A igreja que é a vida com os irmãos de verdade, onde você consiga se encontrar com pessoas que pensem como Igreja/Corpo de unidade cristã.

Para encontrar uma instituição cristã onde se possa viver esta Igreja é necessário primeiro pesquisar os históricos das instituições partindo da história do cristianismo; calma, que não é tão complexo assim. Analisar igrejas que possuam uma base teológica forte (e não tão cheia de normas e regras, que aí você cai em coisas tipo adventistas do sétimo dia e testemunhas de jeová, e isto Deus não quer), mas os exemplos da reforma protestante e igrejas clássicas são um bom exemplo, deve-se evitar igrejas clássicas com adendo no nome, tipo: “Assembléia de Deus do fogo santo”, ou “Igreja Batista porta da revelação”, ou “Igreja Luterana Renovada do Milagres” e coisas do gênero. Tendo como base alguns nomes de igrejas cristãs de conceito teológico, você pode partir por uma peregrinação de conhecer as que existem na sua cidade, infelizmente cheguei a conclusão de que quanto menor a cidade, mais desqualificada é a liderança da igreja, mas cabe a nós estudarmos para mudar este quadro. Outra coisa que você enfrentará neste caminho é o chamado “puxar a sardinha”, tipo, você visita uma igreja e logo a liderança de jovens vem dizer que você tem que ficar ali, porque ali é a melhor igreja que existe, porque tem o pastor mais abençoado, porque ensina melhor que a outra, etc, isto é um péssimo sinal, foge deste lugar!

Neste sentido, das igrejas conceituadas, não existem ruins ou boas, apenas diferenças que irão se encaixar na característica pessoal do fiel. Na minha cidade natal, eu conheço um rapaz que é tão parado, que ele só se sente bem numa igrejinha presbiteriana pequenina que possui meia dúzia de idosos; enquanto conheço outras que só se sentem bem em lugares bem agitados e barulhentos; eu, por exemplo, não me vejo em nenhuma das duas, porém não descarto a necessidade de ambas. Nesta sua peregrinação você acaba encontrando mais similaridade de idéias em uma que em outra, mas também tem a questão do ambiente das pessoas e a compatibilidade de pensamento e cultura dos que ali estão com você. Eu freqüentei um lugar onde sentia necessidade de um diálogo mais aberto, cultural e até intelectual, o que não acontecia, não me permitindo encontrar por completo naquele grupo que era mais freqüentado por pessoas de um bairro e trazia características sociais ruins deste tipo de lugar, começando pelo seu pastor.

É fundamental encontrar um grupo que se identifique com você, que ali existam pessoas com coisas em comum com as suas para haver certa cumplicidade não só espiritual, mas também epidérmica.

Apesar de tudo isto que foi dito, creio que a melhor alternativa para um adolescente nos dias de hoje, que nasce com o pensamento pós-moderno, seria uma comunidade “descolada”, espiritual e mais intima, como é possível encontrar hoje na internet e que se materializam em reuniões em Universidades, nas casas, nos cafés e até mesmo em um local especifico, mas que exercem esta expressão cristocêntrica de forma que faça mais sentido no mundo conectado que flui pelos dias do terceiro milênio. Onde a vivência de Cristo no ser humano possa evoluir para a vivência do respeito e da saúde plena do ser para a sociedade dentro do projeto divino no indivíduo.

Se você é um adolescente que sente este chamado, fale com Quem te chamou no silêncio do seu quarto, encontre nas palavras dos evangelhos o sentido desta vivência e permita que o Espírito te guie pela liberdade no melhor da ousadia da idade para exercer o que lhe foi proposto pelo Criador, pois este o levará a aquilo que fará sentido em seu coração.

Diego Marcell

texto encomendado e postado originalmente pelo blog Geração Renovada

quarta-feira, 2 de março de 2011

Onde estamos depositando a nossa fé?


Jesus veio ao mundo e nos deu um evangelho pautado na humanidade, mas hoje os homens ensinam um “evangelho” baseado no sobrenatural, uma vida de super-poderes, de viagens estrelares; perdeu-se a base, eles esqueceram da mensagem da cruz, pegaram a moldura do texto bíblico e transformaram em doutrina, tornando insuficiente o milagre da vida e da salvação. Fabricam testemunhos baseados na mentira, o que remete a Satanás, pois o pior pecado que se pode cometer por alguém que professa o nome de Cristo é este, já que ensina como sendo verdade algo que não é, enganando muitas pessoas para se auto-favorecer sendo então este que age desta forma um inspirado pelo espírito do anti-cristo, pois causará repulsa em muitos daqueles que um dia creram e como não há nada encoberto que não seja revelado, mais cedo ou mais tarde este espírito maligno terá dado seus frutos podres no meio de “crentes”.

Os homens da bíblia não andavam circulados por aureolas de santidade como os pastores pop stars de hoje, não faziam shows com hora marcada para milagres, mas eram operários da fé, com as mesmas crises e falhas que vemos em nossos homens comuns de hoje; andavam no meio do povo e compartilhavam a vida diária com a sociedade, não ficavam trancados em seus quartos encarpetados fazendo armazenamento de poder para a próxima cruzada de milagres em Tókio; mas eram homens que realmente sabiam do que falavam e o que viviam, pois é na simplicidade e na cumplicidade que o evangelho faz sentido e produz seu melhor resultado, é na mudança que instiga o crescimento diário, e não em supostos arrebatamentos para não sei onde, ou em cruzadas marcadas por “quase divindades” que a distancia movem meu sentimental com o tom certo de uma palavra incompreensível.

Onde estamos baseando nossa fé? Quem são os homens de Deus? Alguém que roda o mundo com uma mensagem tão séria, tão marcante, capaz de enganar os mais firmes com a força do seu movimento que produz mensagens, livros, músicas e poder, será que estes só estão onde estão porque venderam suas almas?

É inexplicável o que estou sentindo, o choque que me eletriza as entranhas, mas como tenho tanta certeza nos caminhos produzidos pelo Senhor, a tristeza talvez seja alegria; o que Deus vem me ensinando nos últimos 9 meses e mais intensamente nos últimos dias é algo digno de um encontro com a verdade que se descortina a cada passo que dou sem me esforçar para procura-la. Homens da mais elevada estirpe midiática da história da igreja que não passavam de ideais errantes, ainda mais por afirmarem suas crenças particulares e as pregarem como primórdio, levando milhões de seguidores a se tornarem extremistas e consequentemente assassinos da fé cristã. Enquanto a simplicidade do evangelho de Cristo foi deixado de lado por não atrair ninguém por sua falta de adereços, ele atrai os que realmente tem na verdade o seu amor, pois é o evangelho que fala ao coração e tem como belo o exótico, que sempre foi a verdadeira beleza.

Diego Marcell 04-2010

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

HOMOFOBIA: NÃO CABE AO CRISTÃO DISCRIMINAR



Além de não poder praticar nem dar seu aval à conduta sexual adulterina e à homossexual, o cristão precisa aprender a arte da convivência com aqueles que as praticam. Por ter se comprometido espontaneamente com Cristo ao se converter, o cristão é membro de uma comunidade cristã e responsável por seu comportamento e testemunho. Porém, ele não é retirado do mundo, da sociedade no meio da qual vive. Segundo Paulo, o cristão não deve ficar separado dos não-cristãos, que vivem a seu bel-prazer. Para viverem separados, os cristãos “teriam de sair deste mundo” (1Co 5.10, NTLH), atitude com a qual Jesus não concorda. Na oração sacerdotal do Cenáculo, Jesus é claro: “Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno” (Jo 17.15, NTLH). Retirado do mundo, o cristão jamais seria “o sal da terra” e “a luz do mundo” (Mt 5.13-16).
Por uma questão de princípios, se o cristão não se retira da sociedade, ele tem de aprender a conviver com seus contemporâneos e vizinhos, sem se deixar influenciar ou enredar por eles. Convivência e conivência são coisas distintas: “convivência” é viver com outra pessoa; “conivência” é cumplicidade, colaboração, conluio.
Não cabe ao cristão discriminar, desprezar, odiar, maltratar, humilhar ou apedrejar o homossexual ou a lésbica, em uma sociedade em que há muitos outros desvios, como a injustiça, a avareza, o consumismo, a hipocrisia, a idolatria, o ódio, a vingança, a arrogância, a frivolidade e assim por diante. Cabe ao cristão conviver com todas essas pessoas, com temor e tremor, sem espírito de superioridade, reprovando todas essas coisas mais pela conduta do que pelas palavras.
O ensino de Paulo tem um valor imenso se o contexto for considerado. Não há concessão alguma ao desregramento sexual. No mesmo capítulo, o apóstolo é enfaticamente contrário à presença de certo indivíduo da comunidade cristã de Corinto que estava tendo relações com a mulher de seu pai (já morto ou não), provavelmente sua madrasta. Ele deveria ser temporariamente afastado dos privilégios da comunidade, até que sua natureza carnal fosse suplantada pela nova natureza (1Co 5.1-5). No capítulo seguinte, Paulo recorda que entre os membros fundadores da comunidade cristã havia ex-homossexuais ativos e ex-homossexuais passivos, bem como muitos outros ex-isto-e-aquilo (1Co 6.9-11).
Na comunidade, o critério seria um; na sociedade, seria outro. Não se pode exigir que o não-cristão se comporte como cristão, mas é lícito exigir que o cristão se comporte como cristão.

*****

Por Elben M. Lenz César, Diretor-fundador da Editora Ultimato e redator da revista Ultimato onde o texto foi publicado originalmente.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A religião-instituto



O homem adora um esquema elaborado de organização, com cargos e departamentos, o homem adora institucionalizar as coisas, é o mal da sociedade moderna, tudo deve ter registro em cartório, tudo deve possuir documentação, hoje até para legalidade espiritual é preciso o juiz assinar. Você só é crente de verdade se tiver a carteirinha de membro da sua igreja com o nome “Diácono Fulano de Tal”, do contrario você ainda é um aspirante a crente.

Porém esses inventores de religiões, estes apóstolos da infantilidade, esses visionários do ventre, devem aprender que isto não tem nada a ver com Religião, não tem nada a ver com qualquer ar Divino aqui na terra.

Jesus foi aquele que desestitucionalizou a religião, pois Ele é a Religião, Ele trouxe vida para onde só havia ritualismo fúnebre, Ele veio mostrar ao homem como se deve viver, e que não há separação dessa vivencia no mundo, nas ruas e nos parques, com a vida religiosa, pois esta não está submissa a templos, mas ela transpira de cada célula no ar. Jesus veio trazer o que na criação foi causa, Jesus veio esclarecer as mentes que foram domadas pelo próprio labirinto charmoso que o homem formulou para sua vida, mas que à dificulta e a separa da realidade.

Não existe distinção de profano e sagrado, tudo é profano e tudo é sagrado, mas aqueles que se dizem povo de Deus fizeram uma separação na vida, se colocaram no lugar de Deus e formaram limites, e decretaram o certo, o errado, o que pode, o que não pode, o que é de Deus e o que não é de Deus. Estão sendo totalmente anti-bíblicos aqueles que andam pra cima e pra baixo com a Bíblia na mão. Porque eles não crêem no poder de Deus, eles crêem em sistemas de indução, em maquinas de programação mental, em medicina alternativa para mudar o espírito, e em uma lista de afazeres para se ter completude de algo que eles não chegam nem perto, porque isso quem faz é Deus, e Ele faz de forma simples, porque quem tem o poder da complexidade sabe que ela é desnecessária na maioria das vezes.

Confesso em que muitos casos eu sou assediado pela idéia organizacional dos homens, e que tenho que me limpar diariamente a cada fim de dia desse pó do sistema corrompido que se lança em nossas mentes, mas que graças ao Soberano, que me traz a memória em alguma casualidade sua palavra pura e simples e é o que me faz dormir em paz a cada noite, lembrando que temos apenas um dia após o outro, e que o Seu Espírito nos guarda e nos traz a paz, a alegria e a certeza pela presença e pela vivencia da verdadeira Religião em nós, que podemos confiar Nele e viver cada segundo sem separar este sentimento do espírito, daquilo que a matéria sente.

Diego Marcell

19-08-10outroapos enas rmir em paz a cada noite, lembrando diariamente a cada fim de dia desse pdo, o que pode, o que nao

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Cristianismo e cultura – desde a antiguidade



“se alguém precisa de comida, deixe-o ordenhar a ovelha; se precisa de roupa, deixe-o tosquiá-la; da mesma forma deixe-me usufruir de erudição grega.” (clemente de Alexandria)

“onde quer que haja verdade ela vem de Cristo e pertence a nós.” (Justino mártir)

Na contra-cultura

“eu creio porque é absurdo, o filho de Deus morreu, isso é incrível porque é uma tolice, e Ele foi morto e ressuscitou, isso é certo porque é impossível.” (Tertuliano crazy e psicodélico)

Adorai o Senhor na beleza da sua santidade, tremei diante dele, todas as terras. Dizei entre as nações; reina o Senhor. Ele firmou o mundo para que não se abale e julga os povos com equidade. (Salmo 96:9-10)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O estar verdadeiramente em Cristo


07 e 08/10/09


Quando lemos algo na Bíblia, é importante meditar a fundo no que está escrito, qual o sentido daquilo, o que quer dizer e não simplesmente ler. Só quando a Palavra entra em seu coração e se faz viva dentro de você, você é realmente um cristão, um cristão digno de dizer que é seguidor de Cristo.
Aí você permite que o Espírito Santo realmente possa agir em você através do mandamento, quando adentra no seu coração o sentido daquilo, o sentido do mandamento.
Entender; ter consciência do que somos; onde estamos; e o que podemos ser dentro da vontade de Deus. Entender e ter consciência de quem é Deus; como Ele é; e o que Ele quer de nós e para nós.
O tremelique, o falar em línguas, as lágrimas, a emoção, dons externos não significam nada e não servem para nada se não houver temor, ou seja, consciência de Deus, do ser Deus; do ser humano comparado a Deus; e se você pretende ser um cristão verdadeiro, então deve desejar saber e adquirir o Amor de Deus, o amor incondicional, que não vê defeitos e não faz acepção de nada, o amor que em grego é chamado Ágape. E é esse amor Ágape, que, aquele que quer ser chamado de cristão deve ter intrinsecamente em si, isso deve fazer parte de você (Jo 14:20,21); isso é exercício diário (ex: pense no que sempre lhe causou revolta e agora invista amor naquilo), isso é uma busca diária e constante, essa é a verdadeira cura, a verdadeira transformação, ser uma pessoa melhor é isso, e isso é ser cristão.

Quando você canta “não há Deus maior”, vá fundo nisso e cante NÃO HÁ DEUS MAIOR,... TUDO CRIOU, TUDO FORMOU, PARA O SEU LOUVOR. Isso significa que a todo momento, em todo lugar, louve a Deus e reconheça Sua grandiosidade; basta o ar que respiramos para adora-lo; a nossa vida expressa o maior milagre da criação; você não precisa ficar vendo anjo pra cima e pra baixo; a nossa igreja tem um costume de querer só manifestações sobrenaturais, manifestações exteriores, mas a manifestação interior que é mais importante, essa ninguém pensa. Na verdade nós queremos antecipar o curso das coisas, estamos querendo ultrapassar uma contagem natural, estamos querendo o banquete sem antes experimentar o Pão Vivo que desceu do céu, ou seja, é preciso a compreensão, a cura interna, o ter a Palavra de Deus saltando a boca e isso só acontece quando ela está no coração; para aí sim você ver anjo, se “tele transportar” como Filipe, fazer cair fogo do céu como Elias, e até abrir o mar como Moisés, se isso for a vontade de Deus para sua vida; mas isso depende do teu nível de intimidade com Ele, e intimidade não é ser tocado num seminário, mas ter total segurança e conhecimento do Deus que você serve.
Busca diária, constante e gradativa.

Diego Marcell

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

ONDE ESTÃO OS DOADORES DE DEUS?




O quanto somos negligentes dentro do que Deus nos capacitou a fazer, somos covardes, mesquinhos. Somos mais um armazenamento de lixo egocêntrico, que doadores de Deus. Somos mal-agradecidos, não fazemos o mínimo do que deveríamos diante do que nos foi dado na cruz do calvário. Somos tímidos para fazer o bem. Mas somos corajosos em nosso satisfazer. Não temos amor pelos outros, não medimos o valor de uma alma, não paramos para pensar nas coisas que transcendem o natural. Somos arrogantes, e queremos benção e queremos unção; mas quem quer aspirar, beijar e lamber o pó da terra? Quem quer ser pisado pelo outro, por outros? Mas eu vos digo, que aquele que não experimentar o pó e não for humilhado, jamais chegará a ser alguém para Deus. Aquele que cresce, aparece, mas ofusca o Criador; devemos ser o menor, viver cada dia como um doador de Deus, por amor, amor de doação.

diego marcell - razões para a nova reforma

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