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sexta-feira, 22 de julho de 2011

F-ERROR


Será que passo
No ultimo dia
Com pouca euforia
No que faço?

Vozes fora do luxo
Concreto que derrete
Estou a fim de um croquete

Rouco posso atuar
Como quem não sabe entrar
No furacão do seu bucho.

Diego Marcell 19-03-11

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Soneto nº 3




Uma melodia oitentista
Invade-me a alma
E um prego na sua palma
É o que me salva

Uma melodia no piano
Leva-me pra longe
Como um moderno monge
A tua presença me esconde

Uma melodia no saxofone
Eleva-me para o alto de um prédio
Só o Senhor é o meu remédio.

diego marcell

quarta-feira, 16 de junho de 2010

SONETO Nº 2




Quando sinto cores
Quando vejo saxofones
Quando consigo fugir
Por uma estrada de flores

Em Ti encontro meu desejo
Psicodélico desejo ao som do realejo
Abstrata noção da paisagem
Quando no ar sinto seu beijo

Parece uma grande malandragem
Mas é um divino sentir
No âmago o seu real agir.

Diego Marcell
01/06/10

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Soneto nº 1



Eu gosto quando eles arriscam
Mostrando uma imagem onírica fora de tempo
Rememorando um antigo clichê
Que os novos não conseguem entender

Eu gosto quando não se explica
Quando o sentido se perde no vento
E a poesia mostra sua modernidade
Nas azas invisíveis da sagacidade

Eu gosto de te ver
Onde não se pode enxergar
Uma mente que não transcender.

Diego Marcell
01/06/10

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