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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Reduto de caipiras




Tudo é uma relatividade percentual, existem todos os gostos em uma cidade, mas só será um “movimento” a partir que aumenta a população. Porem se há um reduto de algo, é um reduto caipira com orgulho, não é a toa que nas ruas o que toca nas portas do comercio é uma musica cansativa e pobre, mas que pelo visto agrada a massa.
Existem sim os rockers em nossa cidade, mas nunca haverá um movimento porque não há inteiração. Há o grupo pseudo-intelectual do rock, que não conhece nada que não passe da guitarra batida de Jimi Hendrix, ou do pé-no-saco do “toca Raul”; coisas que a mídia rock’n roll fantasiada de alternativa inventou (mas esse rock também é pop, ainda mais para esses remanescentes dos anos 90, metaleiros frustrados e grunges da moda da época que hoje se acham as enciclopédias do rock). Há também o povinho do século XXI, acabados de sair da adolescência, que levam uma vida bem mais rock’n roll do que os encerveijados homens de preto dos anos 90, com “menos cultura rock” mas com mais voracidade e verdade. Tanto que eu não vejo convites da eclésia da mídia sonora da cidade para esses jovens, ou até mesmo para quem faz a historia cultural do município e que não puxam o saco de ninguém, pessoas que saíram de suas tocas e chegaram até mim graças a iniciativa Sebo onde me encontro, eu pude conhece-las, pessoas que fazem puramente arte, singularmente arte, em seus redutos particulares; ao contrario da intelectualidade falida que na sua pomposidade lê e relê biografias como dos Beatles para decorar cada mentira dessa historia para quem sabe daqui 30 anos (se estiverem vivos) algum raro vir conversar com eles e então eles falarem durante 4 horas a fio e a pessoa que o ouviu calada nunca mais queira voltar a ouvi-la, e chegar ao ponto de atravessar a rua ao ver aquele velho que não possui penicos para descarregar sua cultura, que estará atualizada em qualquer sitio na rede mundial de computadores.
A cidade está numa crescente qualidade gráfica no que faz, mas no conteúdo ainda deixa muito a desejar, tudo porque os chefões escalam por razões que desconheço a fundo, mas que não são, por exemplo, a qualidade. Talvez se eu tivesse morado no Suriname ou na Guiana Francesa, alguém me contrataria para falar sobre a natureza do lugar, algo extremamente útil para nossa vida, não é? Mas como não foi meu caso, eles preferem manter seus filhos e chegados escrevendo matérias copiadas em suas belas paginas de revistas e livros e jornais e ..., o que nunca irá dar credibilidade a essas fontes, algo que é a cara da cidade, num mundo globalizado RioMafra e sua dimensão paralela, é assim que se faz uma cidade, com parco conhecimento cultural, mas aceitando tudo que faz sucesso, não somos capazes de produzir, mas importamos a fossa lotada que os americanos precisavam se livrar. Palmas para a cultura inútil. Não importa pagar caro, tanto que seja aquilo que está na propaganda.
Se eu tenho algo melhor para oferecer? Você só irá saber depois que me ver na tevê.

Diego Marcell
2008

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Para a cidade




...e dize: Assim diz o SENHOR Deus: Ai da cidade que derrama sangue no meio de si, para que venha o seu tempo, e que faz ídolos contra si mesma, para se contaminar! Pelo teu sangue, por ti mesma derramado, tu te fizeste culpada e pelos teus ídolos, por ti mesma fabricados, tu te contaminaste e fizeste chegar o dia do teu julgamento e o término de teus anos; por isso, eu te fiz objeto de opróbrio das nações e de escárnio de todas as terras. As que estão perto de ti e as que estão longe escarnecerão de ti, ó infamada, cheia de inquietação. Eis que os príncipes de Israel, cada um segundo o seu poder, nada mais intentam, senão derramar sangue. No meio de ti, desprezam o pai e a mãe, praticam extorsões contra o estrangeiro e são injustos para com o órfão e a viúva.
Homens caluniadores se acham no meio de ti, para derramarem sangue; no meio de ti, comem carne sacrificada nos montes e cometem perversidade.
Um comete abominação com a mulher do seu próximo, outro contamina torpemente a sua nora, e outro humilha no meio de ti a sua irmã, filha de seu pai.
No meio de ti, aceitam subornos para se derramar sangue; usura e lucros tomaste, extorquindo-o; exploraste o teu próximo com extorsão; mas de mim te esqueceste, diz o SENHOR Deus.
Eis que bato as minhas palmas com furor contra a exploração que praticaste e por causa da tua culpa de sangue, que há no meio de ti. Estará firme o teu coração?
Estarão fortes as tuas mãos, nos dias em que eu vier a tratar contigo? Eu, o SENHOR, o disse e o farei.
Serás profanada em ti mesma, à vista das nações, e saberás que eu sou o SENHOR. (Ez. 22: 3-7,9,11-14,16)

Para quem fala mal da cidade, não pode se exonerar da situação, você é o alicerce da tua cidade, você faz o lugar que vive com suas palavras e atitudes, tanto para o bem, como para o mal.
Se a cidade é ignorante, não foi você que a educou assim? Se os filhos são viciados ou ladrões, não foram os pais que os permitiram ser?
Se a cidade é cega, não foram os ídolos que vocês construíram para adorar que os deixaram assim?
Se não tem emprego, não foi você que não se capacitou para possuí-lo?
E assim tantos exemplos, tantas criticas de pessoas que por elas mesmas nunca fizeram nada para ser diferente, para melhorar, buscar o que é bom e agrada o Criador. Seguem seus próprios interesses, para satisfazerem seus egos, mas estão sempre prontas para criticar o vizinho; sempre pelas costas, é claro!
Apenas lembre-se quando isso for acontecer, que neste momento você estará colocando mais um tijolo defeituoso em sua cidade, ou você pode trocar essa atitude por um elogio a alguém, um incentivo; como diria um ícone carioca das ruas: “gentileza gera gentileza!”.

Diego Marcell

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