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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A IGREJA E A IGREJA



Religiosidade é puxa-saquismo espiritual, tentar agradar a Deus com obras e condições humanas; roupas, estereótipos, amuletos e coisas exteriores; mas Deus esquadrinha o coração humano, Ele quer pessoas sinceras e não bajuladores.

Você não pode agradar a Deus com sua doutrina, mas Deus pode te dar um coração de carne, se você for sincero. Seja você mesmo, Jesus veio para nos libertar, enquanto a religião foi criada para aprisionar e cegar o homem.

A igreja de Deus é feita de homens de coração quebrantado, de alma sincera e espírito livre; a igreja de Deus não é de tijolos, não tem nome e não foi criada por homens; a igreja de Deus é perceptível no mundo espiritual e não é vista de maneira pejorativa como alguns homens apresentam e desejam que ela seja. A igreja de Deus é movida a fogo, mas o fogo que existe para favorecer a outros, e não um fogo barulhento e de pouco proveito como alguns templos evangélicos apresentam por aí.

A igreja de Deus tem a sabedoria do céu, a riqueza do céu e a grandeza humana do céu; ser humano é divino, pois foi para nós que tudo foi criado, e além de nós sermos a obra-prima de tudo que foi criado, o próprio Deus se fez humano para se colocar em nosso lugar, nos capacitando a aceitação espiritual do plano perfeito do Criador. E Esse Criador, que eu não preciso fazer qualquer apresentação, pois tudo que está dentro da nossa capacidade já foi dito e ainda assim não foi suficiente para defini-Lo, Esse Criador através de um Amor que é Ele próprio, e seu plano perfeito de salvação de que falei anteriormente, foi por este plano que Ele nos deu uma filiação não merecida, mas desejada, fazendo-nos então, detentores de algo maior que toda criação, que é a vida eterna, através de Jesus Cristo, a Personalidade que possui em Seu Nome o poder de mandar e desmandar em qualquer lugar desse infinito cosmo.

Então a conclusão lógica que chegamos: somos mais do que servos, somos amigos dEle, Jesus, cujo nome é o nome mais forte e poderoso em todo e qualquer lugar que existe ou que venha a existir; e nós somos a Igreja, também pode-se traduzir que somos o templo que habita o Espírito Santo, então devemos saber que depois do nosso novo nascimento, passamos a possuir a essência divina que nos capacita a sermos os representantes do céu aqui na terra, mas não para sermos como extra-terrestres de filme de ficção em meio ao povo, mas pelo fato de sermos humanos como eles, nos apresentamos da mesma forma e vivemos a mesma coisa, porem, no mundo espiritual é que temos vestes celestiais e um selo que nos distingui; e isso não tem nada de religião, isso é dádiva; não há imposição, não há barganha e não há sacrifício; mas há graça, liberdade e paz.

COMPLEMENTAÇÃO

Vocês podem estar pensando que estou defendendo um tipo de igreja que tem por aí, que se designa a única correta por não possuírem nome e por aparentemente parecerem com a igreja primitiva. Porem, ao se designarem a forma correta de igreja, elas já segregam o evangelho a elas mesmas. Ao se fecharem em um grupo, já se definem como uma igreja especifica, da mesma forma das que possuem placa, elas não deixam de ser uma denominação só porque se intitulam não-denominação, uma maneira um tanto hipócrita de instituir em nome de Deus uma igreja regida por homens, pois ao seguirem alguns homens e livros específicos, já definem suas próprias doutrinas, e ao negarem toda forma que o evangelho está sendo pregado pelo mundo, já estão julgando pessoas que são realmente usadas por Deus. “Quem comigo não ajunta, espalha” é o melhor exemplo de que a Palavra não tem restrição; e a Bíblia nos da exemplos variados e não idênticos, como estes que estas igrejas querem mostrar.

Como podemos negar as formas tão diferentes e até absurdas que Deus vem usando nestes últimos tempos para alcançar pessoas de todas as tribos, línguas, raças e nações; negar este evangelho pregado de maneira “louca” para loucos, é negar a criatividade e o poder do Espírito Santo que não faz acepção de pessoas, mas ama os de coração puro. Eu vejo a honestidade destes que se apresentam de maneira estranha, de maneira que gera exclusão aos olhos dos homens, mas também vejo a mesquinhez e o orgulho nos corações destes que se apresentam engravatados e detentores da verdade, que usam a Palavra para acusar, para proibir e para esculachar e zombar dos outros, ao invés de aceitar pelo amor de Cristo que por Ele mesmo não julga pelo que nossos olhos avistam.

Dizer que a mulher não pode ensinar, que desta forma ou daquela não pode, que não pode ter pastor, que o Espírito Santo não age desta forma (como se alguém pudesse dizer como o Espírito Santo age) e inúmeras “doutrinas” ensinadas por esta igreja que se considera a não-igreja e ao mesmo tempo a Igreja-Certa. Quem são eles para limitar Deus? E porque de uma hora para outra se levanta num lugar a visão do evangelho verdadeiro? Então Deus dá uma visão de algo tão grande a meia dúzia de filhos?

É para acabar com este papo infantil espiritualmente que invariavelmente nos vem ao encontro constantemente; já que não é igreja que fala comigo, nem homens, mas sim Deus através da sua maior revelação. São os frutos e a forma e a suavidade ou a arrogância dos meios que me provam quando é Deus agindo ou apenas homens que usam Seu nome, e quem da essa e outras diretrizes para descobrir a verdade é a Palavra, ou seja, a própria Verdade.

Repito, a Igreja de Deus não tem nome, nem placa, porque ela é feita de pessoas; é impossível agora querermos transpor isso ao material e querermos destruir os templos e voltar a igreja primitiva; os tempos são outros e se existem igrejas com placas é porque há diferenças de ministérios, e gostos, e vontades, e garanto que na igreja primitiva era igual, por causa da cultura dos lugares e das pessoas que influenciavam na forma de levar ou de ser o ministério, só ainda não havia nome, porque tudo era muito novo, ainda estava sendo formado o cristianismo; nós somos individuais e cada igreja é compatível com um tipo de pessoa, porem o Espírito é o mesmo; o maior erro é sair dizendo que um é melhor ou mais correto que o outro, se está dentro do projeto de Deus esta é a igreja de Deus; mas a Igreja, esta sim é uma e não existe placa, é a Noiva de Cristo, mas esta é compatível no Espírito de Amor e não no corpo perecível, Deus não fez robozinhos, Deus nos fez especialmente únicos.

diego marcell - razões para a nova reforma

sexta-feira, 30 de julho de 2010

UMA VELHA LIÇÃO AINDA NÃO APRENDIDA



Quanto mais se fecham nos seus, mais longe estão de Deus. Quanto mais trabalham nos sãos, menos galardões recebem pelos doentes. Quanto mais escolhem seguir uma idéia doutrinaria, menos ouvem a voz criativa do Espírito Santo. Não importa como você se apresenta, igreja, grupo, segmento..., não pertence a universal expressão de amor divina, não passando de uma bolha de ego. “Falou João e disse: Mestre, vimos certo homem que, em teu nome, expelia demônios e lhe proibimos, porque não segue conosco. Mas Jesus lhe disse: Não proibais; pois quem não é contra vós outros é por vós.” (Lc 9:49-50). Lição que os discípulos aprenderam a muito tempo, mas que os muitos religiosos ainda não sabem; a Bíblia não é a bússola deles, e sim o fundador (o homem) das suas bases religiosas. Do versículo 37 ao 62 de Lucas 9 vemos a demonstração da futilidade de querer salvar-se; os discípulos egocêntricos e impotentes são contrastados com o Cristo poderoso e desprendido, que novamente anuncia sua morte. A conseqüência do egoísmo dos discípulos foi o conflito entre crentes, entre grupos e entre raças. A única solução é abandonar o ego, abandono que se manifesta na dedicação sincera ao reino de Deus.

Há tanta certeza que cheira a ignorância. Mistérios fazem parte de tudo que nos cerca, como podemos afirmar segundo uma suposta revelação. Tantas revelações individuais e desconexas não podem produzir um segmento representativo para caminharmos aqui na terra. O evangelho puro e emanado de Cristo não é o que a grande nação evangélica decide seguir, mas um evangelho apócrifo que se reinventa a cada século, ou que se cria em lugares distantes, oriundos de um pensador que tira da sua extrema reflexão a respeito dos ensinos bíblicos, teorias cheias de sentimentos intrínsecos a sua criação, influenciados por seu histórico e recheados pela criatividade de uma mente trabalhada e flexível; flexível o suficiente para dominar os que carecem dessa capacidade intelectual de que suporta o referido “mestre”.

O povo “evangélico” conhece todas diretrizes e mensagens bíblicas décor, mas pouquíssimos as tem fundido com seu ser, a ponto de viver aquilo que é expresso por palavras, que se tornam vãs apenas. Que cada leitura seja uma experiência genética, uma metanóia a cada linha, só o que se transforma constantemente é digno de ser chamado cristão; buscar a face de Deus, conhecer o caráter Divino, conhecer a fundo como era o Cristo aqui na terra entre os homens, e não só mais um retrato midiático ou opinativo, uma visão particular, unilateral e limitada que se expande e depois se enclausura em segmentos religiosos inquisitores de uma idéia adquirida por homens pouco sensíveis ao Espírito Santo, que necessitam de revelações alheias para “seguir” a Deus.

Enquanto uns vivem a teologia da prosperidade e outros fazem voto de pobreza; enquanto uns usam um pouco das escrituras e outros usam o outro pouco que aqueles deixaram, eu prefiro usar tudo, pois há tempo para tudo, momentos, lugares e épocas em nossas vidas para extrairmos coisas específicas das escrituras, ou recebermos do Senhor a palavra certa, independente da vontade ou ensinamento de qualquer líder religioso. Buscar a vontade verdadeira de Deus sem influência humana estando arraigado a algum líder é praticamente impossível, a não ser que Deus te tire e te revele algo que possa até ir contra algum principio doutrinário que você segue. Do contrario, você deve ter por cabeça e mestre apenas o Senhor Jesus Cristo e sua pura, porém profunda mensagem Mt 23:8-10.


diego marcell - razões para a nova reforma

sábado, 3 de julho de 2010

PREFÁCIO - para a Nova Reforma



Para falar o que tem que ser dito como base para conversão ou novos convertidos existem muitos capacitados. Todos já falaram, falam e terá cada vez mais quem fale. Eu quero ir onde nunca vi ninguém, apesar de saber que deve haver alguns, tão solitários que nem chegaram até meu conhecimento.
Esta carta foi escrita primordialmente para ser entregue a um grupo de louvor especifico.
Deus nos criou com individualidades, e isto é especial para Ele. Cada um de nós possui uma maneira ímpar de adorá-Lo, como Ele nos deu gostos particulares, porém neste imenso planeta haverá milhares de pessoas com gostos parecidos com os nossos e isso não é por acaso. É nessa concordância que o Pai nos usará para buscar as outras almas que ainda não O conhecem.
Deve ter algum motivo dEle ter me colocado onde estou hoje. Mas também há uma razão para cada história que foi feita. Há uma razão dEle ter me colocado filho dos meus pais, naquele bairro, ter estudado naquela escola, ter vivido e presenciado aquelas coisas; isso formou em mim um conceito, que não é mais certo ou mais errado que o teu, ou de outra pessoa, apenas diferente, e essa minha diferença para muitos, alcançará compatibilidade em muitos outros.
Então o que eu quero dizer é que o que faz com que nosso coração se alegre em nossa forma de adoração, também é aquilo que um dia aprendemos e se fez agradável a nós, sendo assim, não por acaso, Deus se alegra e recebe nossa adoração, porque ela saiu do nosso coração com verdade de sentimento, nossa forma que até parecerá com a de alguém adorar, mas sempre será única, como Deus nos criou, únicos.
Por isso venho pedir, na mais humilde opinião: vamos nos respeitar, vamos dialogar para buscar a compatibilidade em nós, vamos evitar falar dos outros por mais graves que sejam os erros que nós achamos que sejam cometidos, pois nós sabemos que cada um colhe o que planta, não precisamos acusar ninguém; vamos unificar nosso louvor para ser um só coração, um só coro; agora é a hora de juntar as individualidades e ver o que encaixa na proposta e juntar forças; juntar vozes em oração; mas não adianta o espírito se conhecer e as pessoas serem estranhas umas das outras, deve haver compatibilidade aí também, intimidade da igreja também com a igreja.
Deus me deu uma cabeça que pensa grande, projetos gigantescos, que ainda precisam de preparação, mas Ele me deu coragem para arriscar, Ele me designou uma obra não para a igreja, mas para o mundo, eu vejo um numero enorme da classe média baixa se convertendo, mas vejo os intelectuais morrendo na sua ignorância, e será que suas almas frias e arrogantes não têm valor? Eu quero falar a língua do jovem, do gay, do estudado e quero que Deus me capacite para isso. Surpreender aquele que sempre ignorou as coisas de Deus, mas quando acontecer na sua frente, não terá como fugir. Chega de se preocupar com o umbigo, com o que é bonito, não adianta encher-se de poder e não sair à rua. Se não amarmos a todos como Deus nos amou, nada funciona. Nós devemos estar no mundo, não como algo de lá e diferente, e sim como algo de fora que veio para ser a luz, porque o que seria deles e até de nós mesmos a um tempo atrás se Deus não usasse os seus homens aqui na terra como instrumento do Espírito? Vou me fazer de tolo, com os tolos; vou falar como o sábio, com os “sábios”; vou respeitar os velhos, para eles me ouvirem; vou entender os homossexuais, para eles me aceitarem; vou ter que conhecer de tudo para não perder oportunidades; vou ter que ser bem mais cara de pau, mas eu chegarei lá. Espero que vocês entendam e aceitem a mensagem, respeitem os diferentes universos de cada um, se perguntem mais e dêem menos opiniões e assim chegaremos mais perto de ser um corpo. Deus os abençoe.

diego marcell

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