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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

E se Jesus fosse neopentecostal?


Se Jesus fosse neopentecostal, não venceria satanás pela palavra, mas teria o repreendido, o amarrado, mandado ajoelhar, dito que é derrotado, feito uma sessão de descarrego durante 7 terças-feiras, aí sim ele sairia. (Mt 4:1-11)

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria feito simplesmente o “sermão da montanha”, mas teria realizado o Grande Congresso Galileu de Avivamento Fogo no Monte, cuja entrada seria apenas 250 Dracmas divididas em 4 vezes sem juros. (Mt 5:1-11)

Se Jesus fosse neopentecostal, jamais teria dito, no caso de alguém bater em uma de nossa face, para darmos a outra; Ele certamente teria mandado que pedíssemos fogo consumidor do céu sobre quem tivesse batido pois “ai daquele que tocar no ungido do senhor” (Mt 5 :38-42)

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria curado o servo do centurião de Cafarnaum à distância, mas o mandaria levar o tal servo em uma de suas reuniões de milagres e lhe daria uma toalhinha ungida para colocar sobre o seu servo durante 7 semanas, aí sim, ele seria curado. (Mt 8: 5-13)

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria multiplicado pães e peixes e distribuído de graça para o povo, de jeito nenhum!! Na verdade o pão ou o peixe seriam “adquiridos” através de uma pequena oferta de no mínimo 50 dracmas e quem comesse o tal pão ou peixe milagrosos seria curado de suas enfermidades. (Jo 6:1-15)

Se Jesus fosse neopentecostal, ele até teria expulsado os cambistas e os que vendiam pombas no templo, mas permaneceria com o comércio, desta vez sob sua gerência. (Mt 21:12-13)

Se Jesus fosse neopentecostal, nunca teria tido para carregarmos nossa cruz, perdermos nossa vida para ganhá-la, mas teria dito que nascemos para vencer e que fazemos parte da geração de conquistadores, e que todos somos predestinados para o sucesso. E no final gritaria: receeeeeeebaaaaaa! (Lc 9:23)

Se Jesus fosse neopentecostal, ele teria sim onde recostar sua cabeça e moraria no bairro onde estavam localizados os palácios mais chiques e teria um castelo de verão no Egito. (Mt 8:20)

Se Jesus fosse neopentecostal, Zaqueu não teria devolvido o que roubou, mas teria doado seu ao ministério. (Lc 19:1-10)

Se Jesus fosse neopentecostal, não pregaria nas sinagogas, mas na recém fundada Igreja de Cristo, e Judas ao traí-lo não se mataria, mas abriria a Igreja de Cristo Renovada.

Se Jesus fosse neopentecostal, não diria que no mundo teríamos aflições, mas diria que teríamos sucesso, honra, vitória, sucesso, riquezas, sucesso, prosperidade, honra…. (Jo 16:33)

Se Jesus fosse neopentecostal, ele seria amigo de Pôncio Pilatos, apoiaria Herodes e só falaria o que os fariseus quisessem ouvir.

Certamente, Se Jesus fosse neopentecostal, não sofreria tanto nem morreria por mim nem por você… Ele estaria preocupado com outras coisas. Ainda bem que não era.

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria prendido satan, mas pisado na cabeça dele por mil anos com sapato de fogo

Fonte: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=14452493&tid=5637281225318380538&na=1&nst=1

Comentário da Estrangeira:

Se Jesus, em sua vinda, agiu totalmente contrário aos ensinamentos de denominações neopentecostais, essas igrejas e lideranças têm ensinado heresias, e inclusive arrecadado milhões com a desculpa de “evangelizarem em nome de Jesus”. Porém, Jesus dizia que quem O seguia fazia as mesmas obras que Ele, e que muitos que diziam Senhor, Senhor! não entrarão no Reino dos Céus.

Isso é muito grave!!!

Significa que muitos que se dizem cristãos não o são de verdade, por aceitarem ensinos contrários aos de Cristo. Pensam serem salvos, mas estão seguindo os ensinos do evangelho de Mamom, o evangelho do entesouramento de riquezas e sucesso aqui na terra. Isso significa que muitos, até com o coração puro, estão financiando ministérios que, no final, levarão muitos à perdição eterna.

Citar o nome de Jesus não significa pregar a Jesus Cristo, o Filho de Deus. O verdadeiro seguidor de Cristo faz e ensina aquilo que Ele fazia. Jesus nunca buscou riquezas ou sucesso pessoal, dava a outra face, cuidava dos órfãos e das viúvas e de todos os que se chegavam a Ele.

Infelizmente, vivemos num momento em que a igreja se irmanou com o mundo, e por isso busca suas ferramentas e seu conforto. A igreja, em boa parte, se conformou com o mundo, negando o ensino do apóstolo Paulo (Rm 12.2), ao invés de ser sal e luz, de dar gosto e iluminá-lo. Por isso, muitos olham a igreja, no geral, como algo corrupto e que busca apenas seus próprios interesses, tornando ainda mais difícil a aproximação dos incrédulos.

Está na hora dos de coração puro abrirem seus olhos para essa triste realidade espiritual: a de que, em nome de Jesus, muitos estão sendo enganados.

sábado, 25 de junho de 2011

Roubados e agredidos na Marcha para Jesus de São Paulo


Dias atrás, o Paulo teve um sonho: éramos agredidos na Marcha para Jesus, e para nos defender nos colocávamos de joelhos e começávamos a louvar.
Hoje parte do sonho se tornou realidade.
Tudo começou, como sempre, com o pessoal se encontrando na saída do metrô Tiradentes. Era o Paulo, o Nei, o Alex, o Julio, o Josef, o Thiago Mafra, o Morelo e eu. Levamos seis faixas, cinco dos anos anteriores e uma feita especialmente para essa marcha:

Dividimo-nos em dois grupos: metade ficou no início da marcha, e metade se postou mais adiante, onde aguardaria a chegada dos trios. Por volta de dez horas, como sempre, a metade que ficou se aproximou do primeiro trio-elétrico, onde estavam os astros gospel casal Hernandes, Silas Malafaia, Jabes de Alencar, Samuel Ferreira, Marcelo Crivella, entre outros. E estendemos nossa primeira faixa.
Eu segurava uma faixa ainda enrolada, quando a agarraram e a arrancaram dos meus braços, chegando a me machucar. Era um homem forte, um segurança do evento, que saiu no meio da multidão. Comecei a gritar “fui roubada”, sob o olhar assustado dos fiéis que presenciavam a cena. Outros seguranças se aproximaram e tentaram levar outra faixa, essa já aberta, e eu e os meninos “grudamos” na faixa, enquanto gritava “socorro” repetidas vezes, na ânsia de chamar a atenção de todos e não sermos agredidos. Deu certo, havia uma base policial próxima e os policiais foram ao nosso socorro. Resultado: os policiais apreenderam duas faixas e nos aconselharam a ficar ali, para nossa segurança.
Porém, fui tomada de enorme ira santa, e confesso que fui bastante imprudente (só agora vejo isso). Deixei a base e fui me esgueirando na multidão, a fim de chegar na frente do trio dos astros gospel. Foi bem difícil caminhar contra a multidão, mas enfim cheguei e fiquei cara-a-cara com a pastorada famosa. Sem as faixas, sem ter como comunicar minha mensagem, fiz o que estava ao meu alcance: aquele gesto, com um polegar em pé na outra mão, e os demais dedos fazendo um semi-círculo (para bom entendedor…). Fiquei de costas para a multidão, e de frente com o trio. A bispa Sonia até se fez de piedosa, e fez um coração com as mãos, estilo Wagner Love, para mim. E eu, fazendo incessantemente aquele gesto peculiar. Os demais astros viam minha manifestação, mas fingiam nada ver.
Enquanto fazia o gesto e andava de costas, ou melhor, era empurrada de costas pelo cordão humano de brutamontes do evento, ainda por cima o brutamontes que estava na minha frente resolveu me retaliar à sua maneira. A cada passo, ele levantava propositalmente seu joelho, que parava nada delicadamente na minha coxa. E, ao pisar, seu pezinho de fada despencava em cima do meu. Porém, o gostinho de ver aqueles astros gospel tendo que aturar meu gesto me fez perder totalmente a noção de dor. Uma hora até tentei revidar, levantando também meu joelho e atingindo-o com a mesma ignorância, mas aí ele gritou: “você está querendo se machucar”. Entendi o recado, parei de “joelhar”, mas continuei sendo “joelhada” e “pisada”.
Mas não apenas os astros gospel puderam ver meu singelo gesto. Uma repórter se aproximou e perguntou se eu estava protestando. Disse que sim, e ela disse que queria depois falar comigo. Então me deu um bloco, onde escrevi meu celular. Na mesma hora, um brutamontes surgiu do além e arrancou a folha da repórter. Do jeito que ele fez, e no ângulo em que eu estava, achei que ele a tivesse agredido, então por instinto agarrei o braço dele e gritei para ele soltar ela. Quando ele se virou, achei mesmo que ia levar uns sopapos. Mas Deus me livrou.
Continuei no meu gestual básico, e então outro brutamontes ainda maior chegou gritando: “pára de fazer esse gesto, senão você vai ser presa”. Continuei o gesto e o cara veio para cima, me agarrou pelo braço com pouco afeto, me arrastou para fora da pista e voltou para o seu lugar. “Ué, você não ia me prender?”
Como não estava presa, voltei com muita dificuldade para a frente do trio, e depois para o outro lado da pista, já que não tinha mais o que fazer ali. Por sorte (ou providência divina), estava justamente onde parte do nosso grupo estava, no caso o Josef, e com ele estavam as outras três faixas. Subimos num canteiro e estendemos a faixa de 2 Pedro 2.3:
Aí aquela repórter se aproximou de mim e perguntou sobre o porquê de estarmos ali. Falamos um pouco, e do nada apareceram os brutamontes de novo, e arrancaram a faixa das nossas mãos. Na ânsia e na violência, acabaram atingindo um deles mesmos com a vara da faixa, e segundo palavras do Josef, parecia o Pedrão dando uma espadada na orelha do soldado. Assim, nossas três outras faixas foram roubadas, porém ainda tínhamos os panfletos que o Alex fez. Então passamos a distribui-los na multidão.
Depois disso, voltamos para a base policial. Os policiais, diga-se de passagem, foram muito cuidadosos para conosco. Eles nos levaram e nos trouxeram ao 2º. DP, onde não pode ser feito o B.O. por não haver identificação dos agressores. Pela primeira vez, andei de camburão.
Então, de volta à Marcha, encontramos o Thiago Mafra com sacos de lixo, recolhendo o entulho largado pela multidão. Pegamos um saco e resolvemos ajudar também, e conseguimos lotar um saco em muito pouco tempo, tamanha a quantidade de papéis, garrafas plásticas e sacos de salgadinhos que encontramos pelo caminho.
E então fomos embora.
Sem dúvidas, o tratamento que recebemos foi premeditado, planejado pela organização do evento gospel. Nossas faixas não ficaram abertas nem dez minutos, antes de serem brutalmente arrancadas de nossas mãos. Não tiveram medo de agredir mulheres, nem na frente dos fiéis que marchavam. Só não fizeram coisa pior porque a polícia estava ali, presente.
O que relatei acima foi o que aconteceu comigo, e fatos nos quais eu estava presente. Cada participante teve suas próprias experiências (por exemplo, o Julio conversou cara-a-cara com o Malafaia e o Jabes), e por isso é importante visitar todos os blogs e ler todos os relatos. Em todos, porém, uma característica básica: a intolerância, que gera a violência.
E violência entre pessoas que dizem estar ali para marchar para Jesus!
No final, sobraram as duas faixas, aquelas que foram apreendidas no início pelos policiais. As demais, devem estar queimando em alguma fogueira santa gospel, com nossos nomes nas bocas de sapo ungidas. Porém, se não deixaram que a multidão lesse as faixas, pelo menos alguns tiveram acesso aos nossos panfletos, fora os que puderam assistir às cenas de violência. Nossa oração é para que Deus possa usar tudo isso para que o Espírito Santo abra os olhos de alguns para a busca do Verdadeiro Evangelho, que é puro e simples como Jesus vivia.
E, se tivermos que apanhar no ano que vem, sem problemas. O importante é que nós diminuamos, e que Cristo cresça.



VOLTEMOS AO EVANGELHO PURO E SIMPLES
O $HOW TEM QUE PARAR!

confira no blog da Estrangeira

quarta-feira, 2 de março de 2011

Onde estamos depositando a nossa fé?


Jesus veio ao mundo e nos deu um evangelho pautado na humanidade, mas hoje os homens ensinam um “evangelho” baseado no sobrenatural, uma vida de super-poderes, de viagens estrelares; perdeu-se a base, eles esqueceram da mensagem da cruz, pegaram a moldura do texto bíblico e transformaram em doutrina, tornando insuficiente o milagre da vida e da salvação. Fabricam testemunhos baseados na mentira, o que remete a Satanás, pois o pior pecado que se pode cometer por alguém que professa o nome de Cristo é este, já que ensina como sendo verdade algo que não é, enganando muitas pessoas para se auto-favorecer sendo então este que age desta forma um inspirado pelo espírito do anti-cristo, pois causará repulsa em muitos daqueles que um dia creram e como não há nada encoberto que não seja revelado, mais cedo ou mais tarde este espírito maligno terá dado seus frutos podres no meio de “crentes”.

Os homens da bíblia não andavam circulados por aureolas de santidade como os pastores pop stars de hoje, não faziam shows com hora marcada para milagres, mas eram operários da fé, com as mesmas crises e falhas que vemos em nossos homens comuns de hoje; andavam no meio do povo e compartilhavam a vida diária com a sociedade, não ficavam trancados em seus quartos encarpetados fazendo armazenamento de poder para a próxima cruzada de milagres em Tókio; mas eram homens que realmente sabiam do que falavam e o que viviam, pois é na simplicidade e na cumplicidade que o evangelho faz sentido e produz seu melhor resultado, é na mudança que instiga o crescimento diário, e não em supostos arrebatamentos para não sei onde, ou em cruzadas marcadas por “quase divindades” que a distancia movem meu sentimental com o tom certo de uma palavra incompreensível.

Onde estamos baseando nossa fé? Quem são os homens de Deus? Alguém que roda o mundo com uma mensagem tão séria, tão marcante, capaz de enganar os mais firmes com a força do seu movimento que produz mensagens, livros, músicas e poder, será que estes só estão onde estão porque venderam suas almas?

É inexplicável o que estou sentindo, o choque que me eletriza as entranhas, mas como tenho tanta certeza nos caminhos produzidos pelo Senhor, a tristeza talvez seja alegria; o que Deus vem me ensinando nos últimos 9 meses e mais intensamente nos últimos dias é algo digno de um encontro com a verdade que se descortina a cada passo que dou sem me esforçar para procura-la. Homens da mais elevada estirpe midiática da história da igreja que não passavam de ideais errantes, ainda mais por afirmarem suas crenças particulares e as pregarem como primórdio, levando milhões de seguidores a se tornarem extremistas e consequentemente assassinos da fé cristã. Enquanto a simplicidade do evangelho de Cristo foi deixado de lado por não atrair ninguém por sua falta de adereços, ele atrai os que realmente tem na verdade o seu amor, pois é o evangelho que fala ao coração e tem como belo o exótico, que sempre foi a verdadeira beleza.

Diego Marcell 04-2010

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Fuga da Realidade


Podem até me chamar de blasfemo, mas as "unções" descritas abaixo se encaixam num dos seguintes casos: a) manifestações meramente carnais; b) obras demoníacas. O Espírito Santo não tem nada a ver com isso. Leia esse texto na íntegra, faça sua análise e tire suas próprias conclusões. Se tiverem interesse, conversemos a esse respeito um pouco após esse post. Escândalo? Embriagados? Loucos?


Minha igreja é destas que tem cai-cai, estrebucho e chororô. Aos domingos, quando cai a unção, homens e mulheres, crianças e adolescentes, profissionais liberais, garis, prostitutas e doutores se misturam num carnaval maluco, sem máscaras e sem fantasia. Todos dançam e pulam; alguns desconjuntadamente; outros, como pipoca no óleo quente. Outros, ainda, movimentam-se como num balé new age bem elaborado, em que se perdem sozinhos em seu mundo de adoração, como se estivesse no seu próprio quarto. Alguns gritam – gritos viscerais, primais, enlouquecidos; outros balbuciam extasiados palavras sem sentido. Alguns apenas caem em êxtase, como se tocados por um dedo gigante, e outros ficam no chão, rindo e chorando por muito tempo.

É estranho estar no meio de tudo isto. Você se torna quase um espectador do teatro do absurdo. Por mais que se confronte com o inusitado, sempre se surpreende a cada nova pessoa tocada, a cada profissional circunspecto que de repente se vê no chão despido de qualquer vergonha na cara. No começo, era uma espécie de playcenter espiritual; queria-se reunião todos os dias, numa ânsia pelo toque sobrenatural. A unção se tornou melhor do que qualquer coisa, do que os bate-papos a que estávamos acostumados antigamente, do que as festas regadas a muita comida, que eram comuns no dia-a-dia da igreja. Queríamos a emoção de cair, de perder o controle, de sermos tomados por aquela coisa nova. Um amigo médico definiu o processo como a "cocaína espiritual". Cocaína da qual não se sai "deprê", mas que vicia igualmente. Cocaína que produzia cura.

Lembro-me de outro amigo, profissional respeitado na cidade, que por respeito acompanhava a mulher para a igreja anos a fio. Sincero, dizia abertamente que não era crente, sempre querendo se preservar o direito de dar umas pecadinhas sem culpa. Mas, um belo dia de unção, lá estava o sujeito no chão, rolando suas roupas de marca pelo piso sujo de um galpão. Por mais que eu quisesse me desligar da imagem dele e louvar no meu canto, não conseguia parar de olhar as reviravoltas que ele dava – ora como um capoeirista exímio, ora como um lagarto desengonçado. Toda a dureza e indiferença cínica daquele homem rompeu-se e deu lugar a um zelo intenso pelo Evangelho e confissões públicas inimagináveis.


Na época, deflagrou-se uma guerra entre os membros da denominação quando começamos a nos "viciar" naquela cocaína divina. Muitos não se conformavam com o novo modelo, e vociferavam que Deus não podia fazer coisas nem proporcionar tais manifestações. Eu, cá do meu canto, sabia que não podia decidir as coisas que Deus pode ou não fazer – primeiro, porque sou mineira, assim como disse o caboclo depois que viu o sexto elefante cor de rosa voando por cima da cabeça: "É, cumpadi, parece que o ninho deles é pra lá mermo..." O Deus que falou em coluna de fogo, que apareceu em nuvem, que derrubou muralha com buzina, que abriu e fechou mares e rios, pode continuar fazendo o que bem entende. Um Deus que, na forma de homem, curou cego cuspindo no chão, andou em cima d'água, pescou peixe com moeda na barriga, morreu na cruz e ressucitou de maneira espetacular, pode continuar fazendo o que bem entende.

Fiquei a observar os resultados. Sei que a indiferença generalizada que reinava na igreja antigamente virou entusiasmo. Sei que homens que antes passavam o tempo do culto a pensar em seus problemas ou a desnudar as mulheres com o olhar, hoje, tocados por uma compaixão estranha, choram como crianças e pregam o Evangelho com paixão. Sei que mulheres mal-amadas, endurecidas pela vida, de repente desabrocharam em flor, como a moça da janela de A Banda do Chico Buarque. No meio disso tudo, alguns de nós querem teologar em cima de experiências e desenvolvem toda uma filosofia da preservação da "unção" na igreja, carregada de proibições neuróticas e de culpa. Para se ter unção, não pode isto não pode aquilo; não pode roupa de uma determinada marca, não pode música de ritmo afro; só o que é judeu é santo, o resto pertence ao diabo – que, aliás, acaba sendo um sujeito mais criativo que o próprio Deus, que não conseguiu inventar nada além daquelas musiquinhas judaicas em tom menor.

Assim, para ter unção, dizem que o crente precisa viver fora do mundo e outras bobagens mais. E quem olha de fora, ou seja, os acadêmicos da religião, tenta racionalizar e entender cada detalhe, revestindo-se de preconceitos histórico-teológicos. Apesar de cristãos, são mais céticos do que os incrédulos. Do meu canto, observo uma mulher de vida difícil levantar-se do banco ir ao altar pela primeira vez, querendo ver a Jesus e sendo tocada por uma mão sobrenatural de amor que a faz chorar e rir durante horas. Naquele choro, sua alma é lavada, suas culpas freudianas são extirpadas, sua sensação de miséria interna se torna em valor precioso. E ela levanta dali numa inteireza que duzentas horas de sermão não produziriam.

Edgar Morin, grande filósofo da educação, fala sobre cegueiras paradigmáticas. Segundo ele, "um paradigma pode, ao mesmo tempo, elucidar e cegar, revelar e ocultar. É no seu seio que se esconde o problema-chave do jogo da verdade e do erro". Ou seja, por ficarmos viciados num tipo de paradigma lógico, não conseguimos pensar fora dele, nem muitas vezes analisar coerentemente fatos do mundo ao nosso redor. No entanto, não somos capazes de perceber esse erro porque estamos presos na falsa lógica produzida pelos axiomas em que acreditamos.

O mundo protestante do Brasil hoje apresenta dois paradigmas principais – o dos experiencialistas, para os quais a experiência é tudo, o centro, a verdadeira razão de ser do Evangelho; e o dos racionalistas, que apesar de não admitirem abertamente, excluem a experiência do escopo de sua fé. Estes controlam o que é possível e racional no âmbito "espiritual", discriminam experiências e vivências de acordo com sua própria concepção do que é ou não racional. Ambos sofrem de cegueira paradigmática. O grupo de cá, voltado para o supremo poder da experiência mística, cega-se para os desatinos que o "império dos sentidos" produz, e infelizmente ignora o leme racional da Palavra. Assim, anda à deriva, movido por ventos de doutrinas, medos legalistas e arroubos personalistas.


O grupo de lá, conservador e racional, primando pelo amor à Palavra, ignora o lado místico da fé, sem o qual a própria fé deixa de ter sentido. Perde a oportunidade de experimentar o mover legítimo e curativo de Deus, o derramar do Espírito Santo que foge à nossa capacidade racional de explicá-lo, ultrapassa nossos limites religiosos e alcança almas e corpos com curas e prazeres que nossa teologia casta e asséptica não é capaz de gerar. Do mesmo modo que o grupo experiencialista exclui toda lógica – e, muitas vezes, todo parâmetro bíblico de sua fé –, o lado metafísico de Deus se torna ausente da lógica viciada da teologia racionalista.

A verdade é que caráter nunca será ministrado por imposição de mãos. A unção nunca substituirá a cruz a ser carregada ao longo de nossa jornada, gerando o verdadeiro cristianismo. A educação e o entendimento da Palavra nunca poderão ser relegados ao segundo plano; nossas mentes devem ser lavadas e transformadas pelas Escrituras, sem a qual a revelação nem existe. Mas ainda assim, a brisa suave do noivo está passando – e, quando ele passa, nosso coração amolece e nossos olhos querem chorar. Ele me ama, e eu sinto isto. É bom adorar por horas seguidas, sem olhar o relógio, e sentir-se limpo, perdoado e próximo do Senhor. É bom saber que Deus é concretamente e transcendentemente eficiente e poderoso para curar corpos, almas, dores, mágoas e teologias... E não há prazer maior que este.

Encontrado no blog do Web Evangelista

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A moda chegou ao espírito




Há um enorme número de pessoas que faz tudo para aparecer, conseqüentemente diminui a criatividade na hora de achar a atividade que servirá de ponte para ter uma matéria no TV Fama ou na revista Caras. Toda essa trajetória dos aspirantes a celebridades fúteis pode-se acompanhar no livro de Xico Sá “A Divina Comédia da Fama”; mas eu quero relatar uma nova modalidade que chegou ao mundo fervilhantemente vazio dessas pessoas. Resolveram achar que pertencer a uma determinada religião é bom para sua popularidade, já que não se consegue ter fama nacional, pelo menos nesse grupo de adeptos eles conseguem algo (o que eu acho difícil). Eu já observo isso a algum tempo, de certos artistas de 2° escalão andarem dizendo que são evangélicos; eu poderia citar vários que fizeram muito sucesso no país e que hoje são e são de verdade servos tementes a Deus, alguns que não hesitaram mesmo no auge da fama de largar tudo por uma verdade que a fama jamais os daria, porém existem alguns que pelo que parece, precisavam dar assunto para meia página de revista, foram no máximo duas vezes a um culto (se foram) e se dizem evangélicos, posando para revistas, fazendo filmes pornográficos, saindo em trio elétrico, ou desfiles de escola de samba e dando vexame por aí, apenas para envergonhar o povo de Deus. Ainda mais que a Tevê Globo (que infelizmente tem domínio para manipular grande parte da informação) jamais pronunciará os projetos que as igrejas evangélicas sustentam, de recuperação de drogados, de pessoas da rua, as clínicas, escolas, hospitais e tantos outros benefícios que a igreja faz, mas não fica levantando bandeira de propaganda, ao contrário dos “artistas” milionários que querem matéria exclusiva pelo bazar no quintal de casa para colaborar com os deficientes da esquina. Eles não fazem o mínimo, mas só fazem visando o retorno, a publicidade; os cristãos de verdade não, pois na Bíblia fala que o que a tua mão direita faz, que a esquerda não saiba. Porém essa mesma tevê Globo, na hora de falar mal, passa dias se for possível, prolongando o assunto; se um pastor faz algo suspeito, ele é o pior criminoso do país e se torna símbolo de toda aquela denominação, mas o dinheiro publico que é lavado diariamente pelos políticos e também PELA REDE GLOBO, onde estão estas matérias? A Globo não manda no país? Porque ninguém estuda, pesquisa? Porque a maioria é burra! Porque se houvesse uma maioria que pensasse igual, que não fosse uma iludida da mídia, colocaria todo esse lixo pra fora, governo, mídia, polícia, lei, faria tudo de novo; o povo é sacaneado todo dia e ri junto, mas quando o Diogo Mainardi satiriza o Brasil o povo se ofende, é incrível ver como a falta de conhecimento produz anomalias.
O cúmulo, o que me levou a escrever este texto, foi uma ex-paquita contando da sua vida com a Xuxa, elegendo-a uma santa e no final da matéria dizer que agora é evangélica e gravou um CD, ah, nenhum evangélico que se preze vai comprar esse CD e garanto que nem a sua Michael Jackson Xuxa poderá ouvi-lo.
Por isso fiquem atentos, cuidado com os falsos profetas que se apresentam disfarçados de ovelhas, mas que por dentro são lobos roubadores (Mateus 7:15).

Diego Marcell
2008

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Quase embarquei na de vocês




Quase embarquei na falsa diplomacia formulada para sua biografia, item banalizado pelo mundo gospel, por seus espertalhões “apóstolos”, fundadores de reinos, detentores de visões, fetichistas da institucionalização do espiritual, com seus itens, regras, doutrinas com artigos mirabolantes e criativos. Arrebatadores de povos, findadores de opiniões; quase embarquei neste fetiche carnal, de sacralização do material. Vestes, liturgias, adereços, climas e cores de igreijolas futuristas, escatológicas, proféticas, mas tão carnais quanto a associação de clubes.

Quase embarquei nesta viajem ilusória do sentimento humano da auto-promoção, da fabricação de diplomas, da criação de estórias, da condecoração de fundo de quintal. Apóstolos da eu, profetas da carne, missionários do ego, até onde vão acreditando nas próprias mentiras? Para onde isso tudo os levará?

Nos discursos são ecumênicos, todos são irmãos, mas na prática são construtores de paredes, paredes grossas feitas de pedras medievais. Separatistas do sentimento, realizadores da desunião.

Tenho que agradecer a Deus por me livrar deste meio, não sejam como eu, sejam como vocês, mas sejam como a vontade de Deus para vocês. Sem essa de visão, pois dessa forma a única visão dominante é a de que cada um possui um Deus diferente do outro. Cada Deus uma visão, cada Deus uma igreja, cada Deus um apóstolo, cada Deus um reino. E se assim é, os deuses de vocês não se parecem com o meu, pois o meu é de unidade, é imaterial e de aceitação. Isso não é produzido por regra de eclesiologia humana, mas por pratica de vida e amor.

Diego Marcell
07-10-10

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Um corpo doente




A divergência teológica pode caminhar tranquilamente na comunhão do Corpo quando ela não é a doença do fundamentalismo e da falta de humildade que coloca sua doutrina acima das demais. Neste caso se torna insuportável a convivência com esses irmãos. Se formos dividir o Corpo baseado na divergência teológica, pouquíssima quantidade sobra à unidade. Porém se mesmo assim a consideração for de irmandade, mas prevalecer os conceitos divergentes, não haverá comunhão, paz e alegria, dando subsídios para se iniciar o pecado neste meio.
Por isso que apesar de eu possuir irmãos muito amados, que desejaria de todo coração conviver mais intensamente para dialogar e tomar chimarrão, café ou jantar, mas que infelizmente prefiro manter distancia significativas para evitar sentimentos ruins, pois sua intransigência fica evidente nos primeiros cinco minutos de conversa, já inseridos por posicionamentos proféticos de seus apóstolos preferidos. E quando interpelados pela pura teologia tornam-se austeros nos seus olhares e tons de voz. Por isso prefiro tornar-me um ermitão do mundo crente que gerar inimizades pecaminosas pelo Corpo.
Espero nesta caminhada, encontrar irmãos realmente comandados pelo Espírito em suas mentes, para dialogar sem preconceito como um bom apreciador da vida e da reflexão que Deus me fez, repartir este prazer e este mandamento da comunhão em paz com alguns membros do Corpo, já que em sua totalidade ainda perecemos com algumas espécies de doenças geradas pela falta de atenção espiritual e humana.

Diego Marcell
06-10-10

domingo, 22 de agosto de 2010

EPÍLOGO




Como inventarei parábolas se quero chocar os cegos. Já que nunca entenderam minha poética vibração de cordas vocais sobrepostas sem vírgulas, apenas com uma fragrância de respiração soluçada para prosseguir.
Eles ainda são muito fundamentalistas, enquanto minha genética me leva cada vez mais para a subjetividade da poética mensagem hebraica, mesclada a linguagem do cinema europeu dos anos 60.
Mesmo que eu os agrida com a clareza da língua mísera e pobre portuguesa, eles se programam para não ouvir, porque onde caem as palavras é no coração, e os seus são de pedra; a não ser que eu fosse uma goteira contínua em suas vidas, mas não pertencemos a mesma comunidade; deste modo, só Deus em sua misericórdia incompreensível para nós, pode quebrantar-lhes e refazer suas entranhas, deixá-las puras para sentir com esmero uma vida com mensagem e liberdade emanadas do céu.
Nós temos limites, extrapolados para entrar a mão de fogo do Todo Poderoso e causar. Aí vemos nossa pequenez e incapacidade diante da auto-suficiência de Deus e sua voz e vontade para o homem, mesmo quando sua cerviz é dura.

Quando Jesus era intrépido em sua fala? Quando falava aos religiosos de inúmeras seitas e conhecedores das escrituras. Porém com os pecadores, Ele era amor, curava-os e os protegia, jamais os julgou ou os condenou. Você como Igreja, como servo, como mensageiro da Palavra, como alguém que busca fazer a vontade de Deus e se espelhar em Jesus, deve como base do trabalho de evangelismo ter isto como prioridade, até que faça parte de você.
Não é por palavra, é por atitude de amor.

diego marcell - razões para a nova reforma

quarta-feira, 28 de julho de 2010

DAS OPINIÕES




Fui confrontado por um pastor com 30 anos de ministério, por argumentar o fato de não ter interesse em me tornar pastor da sua igreja; observei claramente que ele não receptou o que realmente eu queria dizer, apesar de um amplo discurso referente ao que eu tinha dito (num dialogo de grande compreensão e respeito de ambas as partes), mas que ele não poderia ter entendido completamente mesmo porque eu não havia concluído, o que também não me interessava, pois eu já havia me arrependido de ter exposto um pouco do meu propósito para ele.
Baseado primeiramente em Jó 32: 8-9, 21-22 e depois em Mt 23:8-9, sigo eu os propósitos que creio ter Deus me dado; dês de antes, em tudo em minha vida, nunca desejei imitar ou fazer algo de outros, mas a inovação é que me motiva, a singularidade, a criação. Neste sentido, não quero baixar minha cabeça diante dos “grandes”, pois dentre tantos que se dizem ou são considerados, neles descobri banalidades e faltas infantis, considero então único e exclusivo exemplo para mim o Senhor Jesus Cristo, nem Paulo que lhe foi imitador, mas Jesus Filho do homem simplesmente.
Quando expus alguns pensamentos ao veterano pastor, ele que também é psiquiatra clinico, pensou extrair de uma análise rápida de minhas colocações um objetivo mais específico para meu futuro, o que provou sua incompreensão a meu respeito. Afirmando ele que o meu objetivo era meia dúzia de pessoas, e que não há diferença nas formas do evangelho; então eu escreverei aqui um trecho de um conceituado livro sobre comunicações e missões.

De qualquer modo, os missionários devem despojar-se para sempre da noção ingênua de que a aceitação da mensagem do evangelho é a mesma, não importa como ele seja transmitido ao mundo – seja por meio de livros, revistas, rádio, televisão, filmes, gravações sonoras, folhetos, desenhos a giz ou dramatizações. Possivelmente, nenhuma historia fictícia teve circulação mais ampla nas missões ocidentais do que a idéia de que, se você colocar uma mensagem do evangelho em uma das extremidades de qualquer desses meios de comunicação, ela sairá na outra extremidade como exatamente a mesma mensagem do evangelho.
(A Comunicação Transcultural do Evangelho – volume 1, comunicação, missões e cultura – David J. Hesselgrave, pagina 42, editora Vida Nova, São Paulo 1994).

Esse acontecimento foi bom e proveitoso para mim, como um teste de onde você reafirma o propósito dado por Deus em contraste com a infinita opinião dos homens, ou que eles pensam saber ou servir para os outros, independente de quem seja ou dos anos ministeriais nas costas. Os que buscam são capacitados e Deus usa quem Ele quer da forma que deseja onde não imaginamos nos propósitos que nem sabíamos que existia. A transição desse mundo, desse milênio, de novo tempo, é geneticamente desenvolvida nos homens de Deus que surgem; não desmerecendo os do passado, mas a inovação temporal evangélica, sua velocidade, linguagem e ritmo já não se enquadram nos velhos conceitos de trabalho e meios que antes foram usados. O que infelizmente pode acontecer, é alguém na sua boa vontade, porém humana opinião, tirar ou na melhor das hipóteses atrasar a vontade de Deus para alguém, por este ainda não estar tão certo ou arraigado naquilo.

diego marcell - razões para a nova reforma

quinta-feira, 15 de abril de 2010

o pior estrago da religião



Você pregava contra religiosidade, mas manifestações espirituais não são ausência de religiosidade. Levado a algumas potencias transformou-se em tal. Dinheiro e poder são o seu deus. E hoje tudo que você prega em cima do altar é religião. Não prega amor. Não prega o evangelho demonstrado por Jesus. Mas prega vingança. Retrocedeu. Deixou a graça. Seu deus é o dinheiro. Seu deus é você.

A bíblia você reescreveu a sua maneira. Manipulando a seu favor. Venham a mim todos ao meu reino. É isso teu maior desejo. Religião é só isso que você prega. Sua igreja, seu sistema, seus marionetes de fácil manipulação.

O mel dos seus lábios é produzido em laboratório, com o dinheiro daqueles que você necessita adular. A família. O Reino. Isto já não existe. Isto é fantasia cristã. Tudo que existe é o “eu”. Levantado por Deus para este lugar que EU construi, com o MEU esforço. A igreja é MINHA. Eu sou o cabeça. Eu sou. EU ganho almas. Porque a unção está sobre MIM. EU recebo visões, vocês ainda têm muito a percorrer para chegar perto do que EU SOU. Eu sou o interprete da palavra. Não ousem me desafiar. Deus está me revelando e quem não concorda seja amaldiçoado.


”_ Isso acontece porque os princípios mantêm o foco nos cultos ou nos rituais e transformam os fiéis em espectadores. Fortalecem padrões e motivam as pessoas a se enquadrarem neles, estimulando-as a fingir que são o que não são ou agir como se soubessem mais do que de fato sabem. Os princípios estabelecidos desestimulam questionamentos e duvidas, e as pessoas não entendem direito aquilo que eles ocultam. Assim, o relacionamento entre elas se torna superficial e até mesmo falso, pois se baseia nas aparências ditadas pelos princípios e não no que as pessoas efetivamente são. Então, como se sentem isoladas, elas se voltam cada vez mais para as próprias necessidades e reclamam quando os outros não as atendem. Disputam o controle da instituição, seja ela grande ou pequena, para poder obrigar os outros a fazer o que elas consideram ser o melhor. É uma historia que vem se repetindo há uns 2 mil anos.

_ Para manter o sistema funcionando, é preciso submeter as pessoas, impondo-lhes compromissos ou apelando para as necessidades dos seus egos, convencendo-as do que é o melhor, o maior, o lugar definitivo para se pertencer. É por essa razão que muitos grupos criam falsas expectativas que frustram as pessoas e se concentram nas necessidades, ou mesmo nos talentos de seus membros, e não no Cristo sempre presente.” (porque você não quer mais ir a igreja? Wayne Jacobsen e Dave Coleman, pg 129)

“_Como vamos saber viver na vida de Deus se não houver alguém para nos mostrar?

_ Foi aí que a religião causou seu pior estrago. Ela tornou as pessoas dependentes de líderes e assim fez o povo de Deus ser passivo no seu próprio crescimento espiritual. Ficamos esperando que outros nos mostrem como fazer e os seguimos na esperança de que estejam agindo certo. Jesus deseja essa relação com vocês e quer que sejam parte ativa nesse processo. “ (pg 132)

segunda-feira, 29 de março de 2010

O avivamento genuíno


O verdadeiro avivamento acontece quando a comunidade cristã tem real noção do amor de Deus pelo que ela é impulsionada a levar a salvação à sociedade não só com palavras e pregações, mas com doações das suas “riquezas”, repartindo o que tem com os necessitados, essa é a maior mensagem de Deus ao que sente fome, ao que sente frio.
Quando o avivamento é almejado ele não é alcançado, mas quando pessoas se dispõem a buscar a Deus acima de tudo, não a dons e coisas exteriores, mas a Deus, seu amor e sua justiça, quando a sede invade suas almas, aí Deus envia sua chuva; avivamento não é o homem que faz, é Deus. O homem faz movimento, mas só Deus faz o avivamento, é quando não esperamos que ele acontece, quando estamos buscando tão unicamente a Deus e não o que o envolve como suas bênçãos, curas e prosperidade, mas Deus, sua justiça, seu amor em nós e sua paz de espírito, aí Ele intervém com o inusitado.
Quando você descobre o que quer dizer o “sondar a intenção do coração”, você deixa de ouvir estes homens que querem aprisionar a verdade em suas experiências, e passa você a receber e sentir e aprender direto do Pai o que é o evangelho de Jesus. A intenção do coração foi algo que a “religião cristã” jamais entendeu, jamais soube o que é, por consequencia disso traumatizou gerações com opiniões limitadas de seres humanos fracos que faziam um grande estardalhaço de homens de ferro.
Agora chegou a vez da fragilidade derrubar gigantes de olhos fechados, dormindo nas mãos do Senhor e fazendo do silencio seu melhor discurso. Se o avivamento chegar, nós não fizemos nada, e se nós não fizemos nada e ele vier, então vai ser real, vai mover o mundo e nós só precisamos estender as mãos.
Sim, pois Iahweh gosta do seu povo, Ele dá aos humildes o brilho da salvação! (Salmo 149:4).
Não conheci um converso genuíno de cruzada alguma, mas conheci pessoas tementes a Deus que passaram pelo fogo, pelo deserto, pelo processo e que hoje estão firmes na Rocha; não foram levados por um vento externo a realizarem um espetáculo visual, mas passaram pela batalha interna e hoje testemunham com a vida.

Diego Marcell
29-03-10

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