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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Carta a você que um dia eu fui




Somos arrogantes ao extremo quando somos ninguém, quando somos um vira-lata que avança por medo, quando somos mendigos da nossa alma. Mas Sócrates me ensinou o poder moral da filosofia, infelizmente o que a sociedade mostra é que ela não está aberta ou capacitada a entender esta chama.
Eu era crítico, fundamentalista, detentor de verdades subjetivas que universalizavam em meu discurso hipócrita contra os contrários. E assim é você meu amigo, e assim somos iguais, Ateus, Católicos, Protestantes, Budistas, Judeus, Muçulmanos, somos todos iguais, idólatras, somos todos iguais, criadores de falsas ideologias, de falsos deuses, de falsas falsidades, e inimigos da verdade do respeito. Somos incapazes de ver o que o chamado “ateu”, meu grande filósofo Nietzsche falava a verdade, mas nós não o entendemos.
Eu não os conhecia, mas os criticava, talvez por culpa de um auto-intitulado sofista, porém a carga religiosa que me impedia de pensar, rejeitou em meu ser tudo o que era contrario ao que eu tinha como certo. O fato de um dia pela mística, eu poder negar-me, abriram acessos a humildade, e a humildade nos ajuda contra o preconceito, e o preconceito nada mais é que superstição. Essa superstição é causada pelo medo, medo de algo divinamente humano que é a humildade.
Nem tocarei nas entranhas filosóficas de Deus, como amante da teologia, não trago isto como pauta, apesar dEle estar evidente no cosmos de qualquer affair, seja de criticidade ou não, seja da existência ou da não existência. Mas eu falo do instrumento da reflexão, da inevitável predominância das maiores mentes que a civilização já possuiu, partindo de Tales de Mileto com a sua genial origem filosófica da essência de tudo até Einstein e os 360º que todos eles deram, tornando à origem de que o homem é pó, mas não é apenas isto.
A fé não anula nenhuma preposição universal e científica, nem é este seu trabalho, pois todos têm fé em algo, do contrário seríamos humanos/vegetativos; porém a capacidade de proferir argumentos devem ser incentivadas por total conhecimento daquilo que se refere, ou melhor ainda, deve-se pertencer a esfera que se critica, como que se criticasse o próprio umbigo. Pois já dizia alguém, se um homem, um Deus, um mito, ou um revolucionário, como queira cada um, mas Jesus dizia: “Porque reparas no cisco que está no olho do teu irmão, quando não percebes a trave que está no teu?” este, ou Sócrates, ou Nietzsche, ou Anaximandro, ou Lutero, ou outros tantos podiam rebelar-se, não contra o que não criam, mas contra suas origens; não contra o que desconhecem, mas contra aquilo que dominam a ponto de refutar; um por ser judeu, outro por ser grego, outro por ser protestante, outro por ser pré-socrático e discordar de outras idéias seminais, outro por ser católico, e não por serem fundamentalistas, mas por serem honestos, sinceros e apologistas da verdade e não de um ideal meramente raso que culpa a opinião alheia, mas convictos de algo seu e não revoltados do algo de alguém que não é o meu.
Afinal, o fato de eu não crer em algo não influencia na existência ou não deste algo. Aquela minha velha visão de mundo simplista era minha ilusão sapiencial, hoje minha ignorância revelada me faz entende-los e calar-me diante do diferente, em nome do que o conceito, o estudo e a fé me fazem crer.

Diego Marcell

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

SOU ATEU, GRAÇAS A DEUS!




Costumo definir o Ateísmo como sendo “a crença na crença de que Deus não existe”.

Sempre achei o Ateísmo curiosíssimo. Gostaria de entender a motivação do Ateu em auto-intitular-se Ateu. Interessante o orgulho que sente de si mesmo ao defender o Ateísmo. Olha até com desdém e pena para aqueles que dizem acreditar em Deus, como se pertencesse a uma classe de superiores. Realmente queria entender o que o leva a posicionar-se e até produzir teorias acerca de um Ser que ele nem acredita existir.

Os Ateus devem ser pessoas completamente desocupadas. É essa a impressão que tenho, pois, se para falar de um Ser que “existe”, de fato, já dá muito trabalho, imagine então falar de um Ser que nem mesmo existe! Aliás, a priori, nem poderíamos usar a designação “Ser”, pois ela pressupõe existência. O ideal seria falar de “Não-Ser”. Mas, como falar de “algo” que não é? Eles conseguem e nem percebem essa incoerência.

Sinceramente, se eu fosse Ateu, a primeira coisa que iria fazer era não querer ser chamado de Ateu. Claro! O próprio termo “Ateu” já faz um link, necessariamente, a alguma espécie de transcendência, de divindade, ainda que seja para negá-la. Se eu fosse Ateu não escreveria nenhuma linha sobre a não existência de Deus; nem mesmo para ridicularizá-lo. O Ateu deveria ignorar completamente esse assunto de Deus. O problema é que ele simplesmente não consegue não acreditar em Deus e não falar sobre isso.

Em última análise, a expressão “sou Ateu, graças a Deus” é uma das poucas coisas coerentes que se pode dizer do Ateísmo.

Se Deus não existisse também não existiria o Ateísmo, pois esse existe em função daquEle. Se Deus não existisse o Ateísmo perderia completamente sua função e razão de ser e, por fim, deixaria de existir. Finalmente, o Ateísmo, entendido como a necessidade de negação de uma divindade, é a maior prova da existência de Deus.


fonte Filosofia Calvinista

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Cristianismo e Ateísmo


Entenda o que o ateísmo, e as suas diferentes formas de manifestação no mundo moderno
Rev. Augustus Nicodemus Lopes

O que é o ateísmo? A palavra “ateu” vem do grego “a” (sem) e “theos” (deus). É a negação teórica ou prática da existência de uma divindade. O sentido do termo tem variado consideravelmente na história. Até mesmo os cristãos primitivos foram considerados ateus, por não crerem nos deuses greco-romanos.
Na cultura ocidental moderna onde vivemos, predomina o monoteísmo cristão (a crença na existência de um único Deus). Portanto, ateu é quem nega a existência de uma divindade transcendente, perfeita, criador pessoal do universo, como afirmam os cristãos (e também, judeus e muçulmanos).

No mundo moderno, existem diversas formas de ateísmo que de maneiras variadas negam a existência de Deus:

Ateísmo filosófico. Pessoas de muita influência na história da humanidade têm atacado diretamente o conceito de religião em geral e do cristianismo em particular, como Marx, Freud, Feuerbach, Nietzche, Sartre. De formas diferentes , afirmam que não se pode provar racionalmente que Deus existe. Não há muitos ateus filosóficos no Brasil (menos de 2% na última pesquisa da VEJA). Entretanto, é bem maior o número daqueles que, sem se declararem ateus, acreditam em alguns dos pontos do ateísmo.

Panteísmo. Do grego “pan” (tudo) e “theos” (deus). Ensina que tudo é deus e deus é tudo. Nem todo ateu é sem religião. Budistas e taoístas (religiões orientais) não acreditam num deus pessoal, mas numa força cósmica que penetra e une todas as coisas.

Politeísmo. Do grego “poli” (muitos) e “theos” (deus). Crê na existência de muitos deuses. Rejeita o conceito de um único deus pessoal, perfeito e criador do universo.

Deísmo. Acredita num deus pessoal, perfeito e criador do universo, mas nega que ele se envolva na vida diária das pessoas e na história do mundo.

Ateísmo prático. Muitos professam crer num deus, mas vivem como se ele não existisse ou fizesse diferença.

A Bíblia tem muito a dizer sobre o ateísmo: (1) É uma tolice que tem raiz no coração depravado do homem, Sl 14.1; 53.1; (2) É um esforço do homem em negar o que sua consciência diz, Rm 1.18-23; (3) Até os animais saberiam dizer que Deus existe, Jó 12.7-10.

Existem duas grandes dificuldades com o ateísmo em geral:

É contrário à razão e à ex periência humana. A história tem provado vez após vez que é impossível suprimir o desejo pelo divino que existe no coração da humanidade (de qualquer época, em qualquer lugar). O ateísmo não consegue dar descanso à mente e ao coração humano. Após um período onde o ateísmo pareceu triunfar (racionalismo) a humanidade retorna outra vez ao misticismo. A mesma história testifica que existem profundos instintos religiosos dentro do peito humano. Negar isso não é cientifico. De onde vêm esses instintos? “Seria irracional admitir a existência desses desejos e tendências e ainda assim acreditar que eles não correspondem a nada que exista fora do homem, ou que essa tendência não tenha qualquer alvo” (Reville).

Não explica a existência do homem e do universo em geral. Não se pode negar a existência do homem e do universo. Mas, de onde vieram? O ateísmo não tem respostas adequadas a essas perguntas. O evolucionismo materialista já está sendo descartado, como descartados foram antes dele outras teorias para explicar o surgimento do universo, pois não explica a evidência clara de que existe propósito, ordem e harmonia no universo.

Diante da possibilidade de encontrar pessoas assim, o cristão deve: (1) Orar sempre, pedindo sabedoria para responder (Tg 1.5); (2) Ter respostas razoáveis aos argumentos dessas pessoas (1 Pd 3.15); (3) Lembrar que somente Deus pode iluminar o entendimento das pessoas (1 Co 2.9-16).

Finalmente lembremo-nos que o pior tipo de ateísmo é aquele dos cristãos somente de nome, mencionados por Paulo: “No tocante a Deus, professam conhecê-lo; entretanto, o negam por suas obras” (Tito 1:16).

vi no Hospital da Alma

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O silêncio de Deus e a teimosia humana



por Zé Luís

Fácil é dar explicações sobre qualquer situação ou assunto, mesmo sem ter domínio sobre tal.

Posso explanar sobre coisas que realmente não sei a ponto de convencer meu ouvinte que aquilo é uma verdade absoluta e irrefutável, a não ser que o mesmo já tenha sido, de alguma forma, convencido sobre estas questões pendentes e possua uma resposta que eu julgue mais plausível. Nesse caso, sou eu quem absolverá a nova conclusão, se tiver coragem – ou mesmo humildade – suficiente para repensar meus conceitos.

Ateus alegam que um homem inteligente e ousado sempre chegará a conclusão que Deus não existe, já que desafiaram a – suposta - autoridade máxima do Universo, falando horrores sobre a mesma e esta, simplesmente, não se pronunciou: “Um mundo sem Espírito é a única conclusão correta.”

“Se esse deus é onipotente – tudo pode – e é um deus bom, mas coisas ruins acontecem, de duas, uma: ou ele não pode tudo, ou não é bom.” é frequentemente usado, o que me deixa curioso: se ele é ateu, para que voltar tanto ao assunto? Se você crê em Papai Noel, me desculpe: eu não. Mas não faço de minha vida uma cruzada contra isso, como as injustiças cometidas pelo “bom velhinho” quando não deixa presentes nas favelas por falta de chaminé. “Santa Claus não pratica justiça social” esbravejaria contra alguém que não existe.

Já ouvi muito sobre esse silêncio de Deus em nossas vidas, C.S.Lewis lamenta e protesta contra isso quando sua amada Joy sucumbe ao Câncer. Qualquer professor de Teologia informará sobre os 400 anos de silêncio entre o Velho e o Novo Testamento.

Jesus silencia diante de seus agressores, como ovelha muda. Diante da turba que se prepara para o apedrejamento da adúltera nada pronuncia, Ele próprio cala a turbulenta tempestade que apavora seus seguidores; Em oculto viveu até a vida adulta.

Ouvi certa vez - Cassiane se não me engano – que quando Ele está em silêncio é por que está trabalhando. Creio que o Mestre, quando separa um espaço na eternidade para cuidar de cada um de nós separadamente, usa o “calar” como poderosa ferramenta em nossa formação, por mais que isso nos seja incompreensível e doloroso.

Talvez entendamos melhor o silêncio quando nos deparamos com a teimosia. A teimosia faz com que pessoas se mantenham firmes em suas opiniões, independente da clareza dos argumento, por mais óbvios e claros que sejam. Nem todos são teimosos compulsivos: alguns permanecem em sua posição por conta da arrogância daquele que tenta convencê-lo que deve fazê-lo(as igrejas estão cheio destes senhores da razão: pergunte àquele que tentaram “evangelizar” na marra. O prejuízo ao Reino é incalculavel).

Desde a queda, estamos contaminados com o conhecimento do Bem e do Mal, precário e parcial, e por isso julgamos como quem tem critérios suficiente para isso, tendo sempre o que opinar a respeito de coisas que nem temos ideia do que se trata. Muito dessas “filosofias”, se destruídas em determinada altura de nossa existência ,pode nos dissolver junto.

“Não discuto com loucos, crianças e bêbados...” é uma filosofia pessoal, embora todos os três tipos sempre me provoquem ao ponto de querer falar-lhes coisas duras, até forma mais áspera. Mas de que adianta? Uma criança não tem experiência para entender o meu “não”, um louco – assim como o ébrio – tem seu juízo comprometido: vale o tempo gasto numa linha de raciocínio que ele não entenderá?

Dessa forma, o silêncio Divino é obviamente esperado e precioso, totalmente compreensível. O que um dentista pode dizer enquanto um dente que apodrece nossa boca é removido, mesmo quando não há anestesia que minimize a dor?

Afirmar ser o silêncio uma prece pode ser um pouco demais, mas economizaria – e muito – a exposição de nossa imbecilidade.

“Até o idiota, quando calado, passa por sábio”

fonte cristãoconfuso

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