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terça-feira, 26 de julho de 2011

O que escolhi


Em nome da verdade eu sempre abandonei possibilidades, abdiquei de futuros garantidos, desprezei o que não me era natural; por tudo isso não ganhei nada prático, que me ajude, que me leve para amanhã, muito pelo contrário, adquiri uma solidão existencial que me acompanha em todo momento. Será que esta verdade é mentira? Será que meu ego me possui de tal forma que este Deus que se materializa na salvação dos escolhidos não pode me esconjurar? Se cresse nisso seria ateu.

Estou prestes a me vender, estou na porta do comércio, me abandonando para alimentar o físico, enquanto sufoco minha alma para respirar meu corpo, devo me lançar no ostracismo para ser alguém nessa sociedade vampiresca.

Não sobrou água no meu corpo, me angustio por um amanhã duvidoso, nesta angústia vejo o dia clarear e escurecer e permaneço estático, paralisado, envenenado pelo silêncio.

Tudo que digo não é ouvido, não sou interpretado e não existo, sou impedido de ir e proibido de voltar, só me querem à maneira deles, manequim industrial, ser não-pensante, de cortinas beges, sem barba e com gravata que nem precisa fazer nó. Não importa o que eu como, não importa o que eu sou. Só importa o que eu tenho e eu não tenho nada que eles possam ver.

Eu estou agarrado num fio de esperança que não suportará a brisa do amanhecer.

Diego Marcell 12-07-11

domingo, 24 de julho de 2011

Academicismo brasileiro ou Isto é Brasil


O academicismo está repleto de conhecimento, mas carente de sabedoria, sem novidade, sem incentivo à experiência, numa produção de réplicas cada vez com menos qualidade. Isto é o 3° mundo, isto é Brasil.

Um país regionalista que a sua tradição não sabe se colocar na atualidade, não sabe se renovar e o que causa este confronto de uma cultura ultrapassada tomada pelo que é moderno – a cópia do exterior – como corpo estranho enxertado para fingir para si mesmo que esta voz que fala é original, mas não é, é eco tímido da criação alheia com pitada descarada desse arcaico ser regional do fim do século XIX e início do século XX.

Com exceção de alguns que tiveram pensamento universal dentro do país como Leonardo Boff na teologia, Marina Silva na política, Niemayer na arquitetura, os Gracie nas artes marciais, CSS na música, Glauber Rocha no cinema, Paulo Freire na educação e alguns outros, mas na amplitude da análise o Brasil não existe neste início de século XXI. Existe uma globalização que precisa avistar o Brasil para dizer para si mesmo que ali ele está, quando Stallone vem explorar sua excentricidade, quando a Gisele faz um “paz e amor” para a câmera ou quando um brasileiro faz um gol bonito, mas um país artístico, intelectual ou cultural não existe por aqui. Uma sólida produção que fomente o surgimento do pensamento destacável é impossível, pois para se conseguir alguma coisa é preciso elaborar projetos detalhados para os editais burocráticos do governo que prioriza nomes de peso, reconhecidos e de carreira mais do que feita, para se conseguir algo neste país se deve estar maduro, quase podre, muitas vezes podre, e aí acontece o desperdício, aqueles que estão prestes a ficarem no ponto da colheita são esquecidos por esta tradição arcaica de interesses políticos.

Diego Marcell 25-04-11

sábado, 23 de julho de 2011

Sala 101


Toda liberdade foi extinguida.

Saber nada é o que eles querem que você saiba, muita informação sem sentido, sem conexão para você saber tudo de nada.

Eles vendem um futuro para quem não teve passado e não tem presente, a vida é passagem, mas isto deve ser apagado da “realidade”.

Hoje a estética foi corrompida, estética, amor e liberdade é o que importa, mas os três foram extinguidos, apesar de suas falsificações estarem na mídia ditando moda...

Diego Marcell 22-04-11

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Pessoas segmentadas – professores de história



Por que a maioria dos professores de história são petistas, fãs de Raul Seixas, parciais em seus ensinos, defensores de ideologias ultrapassadas, barbudos e/ou cabeludos, ateus, arrogantes com o que difere de seus pensamentos, usam camisa do Che, fumam (será que eles pensam que estão vivendo em 1970 e lutando contra algum governo Médici?) e só conseguem mulher quando esta é “dark” ?

Na real eles fazem faculdade, 1° para não morrer de fome, dão umas aulinhas por aí, pois não sabem fazer nada além disso; 2° para poder expandir suas idéias comunistas à alunos despreparados, virgens para agregar a primeira bobagem que lhes vem, sem discernir, nem analisar outras visões, sem prós e contras.

Por serem sofistas não aceitam contra-argumentação, geralmente tratam estes com inferioridade e rispidez.

Porém quando chegam aos 45 anos, estão tão desgastados por esta ilusão que entram em depressão, se afundam em remédios tarja preta e não sabem mais o que fazer da vida.

Diego Marcell 04-07-10

quinta-feira, 10 de março de 2011

Bate-papo sobre Rock


Bate papo numa tarde de quinta-feira no MSN, em relação ao texto “Juventude sem rock é nação sem esperança”.

sandro consul diz:
Realmente não tem mais uma geração
nem sei se existia
se não é fruto de uma geração que queria sair do cotidiano
mas no fundo só era um método de viver porque sempre foram rodeados e usufruindo do capitalismo.
Li algo fabuloso que dizia
nascemos originais e morremos como copias.

diego marcell diz:
mas nós nascemos no capitalismo, agora ficar culpando ele é hipocrisia,
essa é a vida.
No texto estou falando de um conceito de juventude que está difícil de ver hoje em dia, e que as vezes produzia alguma coisa legal por pura curtição da idade

sandro consul diz:
Sim, mas mesmo assim era tudo meio mastigado,
até para os que achavam cult,
enfim,
opinião de questionador,
hoje nem tem isso mais
é uma outra geração com outros conceitos,
para esta geração eles são os alternativos
e para anterior também se acham alternativo
e pergunto
O que muda?
acho que vou fazer um xixi de horas atrás haha
mas me responda viu...

diego marcell diz:
Muda que eles não querem mais uma mudança, mesmo que vazia como era,
o querer não existe mais, agora eles estão satisfeitos, eles não querem mais não ser como seus pais, mesmo que antes não deixassem de ser, existia um querer que já não existe, e isso é sepultamento de seres em formação o que acarretará numa sociedade oca.

Resumo da ópera. O que me choca é o comodismo da aceitação daquilo que se vê, não que os rebeldes fossem melhores, mas eles pelo menos não queriam ser mais um numero por aí, mas ter algum sentido na vida, o que essa onda country universitária não tem. Pois dessa “rebelião” deve surgir salvação para uma minoria que seja, mas há, pois se a rebeldia cessa, a impunidade de quem está no comando toma conta como um câncer que se alastra pela sociedade e ninguém mais pode conter, pelo menos o rock poderia salvar ideologicamente a alma de alguns indivíduos que cresceriam para o mundo com outra visão, se os mesmos não fossem corrompidos pelo excesso de caracteres ilusórios que o sonho produz, é neste momento que o herói morre de overdose, é neste momento que o rock erra.

É preciso ter ideologia para viver? Sem duvida. É preciso existir profetas do apocalipse? Com certeza. Para que uma pequena parte do todo desperte do sono profundo da Queda e dissimule o óbvio em busca de realidades tangíveis ao dia de hoje e não apenas tapetes voadores, que em tempos pós-modernos já não colam. A revolução não está em ser vegan, straight edge, ou qualquer outra coisa, isso é um conceito muito restrito dentro das questões sociais e que não interferem uma palha em relação ao próximo, porque abarca questões particulares que tendem a se afunilarem e nunca a se ampliarem para além da opinião, alcançando o dialogo relevante para o altruísmo do espírito e não da carne, apesar do mesmo se dar na carne sem nunca deixar de lado esta que representa sua manifestação real num mundo feito de matéria e apenas elevado pelo abstrato, sendo que este tem sua função também na matéria, jamais o abstrato possível pode fazer sentido fora da materialidade. A revolução é individual sem extrapolar limites, pois só o respeito carrega outros para seu partidarismo, o não-partidarismo do respeito é o melhor partidarismo, do contrario os regimes militares teriam amplitudes éticas e fariam sentido a todos, mas não é isso que se vê.

Sintetizando: não o rock em si, mas tudo aquilo que sempre esteve atrelado aos movimentos não só de rock, mas como o samba no inicio do século XX, ou o Hip-Hop nos anos 80, de alguma forma foram teologias da libertação de classes, e partindo da juventude, pois nela que mora o espírito de vanguarda, mesmo que ainda adormecido e carecendo de algum conteúdo que o possa fecundar.

Diego Marcell 10/03/11

terça-feira, 1 de março de 2011

Juventude sem rock é nação sem esperança


Por Diego Marcell


Identificamos o brilho da juventude que é a esperança e a manifestação na sociedade, mesmo que sem grande conteúdo e talvez por isso ousada para ainda almejarmos um futuro. A juventude que sempre trouxe nas suas revoluções trilhas sonoras que acompanhavam gerações. Porém, hoje amargamente vejo uma sociedade estuprada por não ter mais sua juventude um grande hino de rock. Se por liberdade já não se luta, quais ideologias queremos ou teremos para viver?

O ultimo resquício desta pré-adolescência tem seu foco em objetos pouco ou nada úteis. Se numa cópia muito mal feita de uma memória new wave, esta canção que toca é desculpa para manifestações estéticas visuais de apreços bem mais próximos de um Wando que uma Blitz.

Não questionando qualidade, apenas progresso (mesmo que indique regresso), mas mudança caracterizando mutação, ainda pouco ouvíamos características pessoais de uma geração num inicio de certas bandas como Fresno na sua “Pólo”, que identifica alguma manifestação temporal, o que já não se vê na “colorida” Restart, que é uma reprodução vazia de um José Augusto, ou seja, sem ideologia nem ao menos bucólica.

Se o rock em seus múltiplos estágios, nem melhores, nem piores, apenas diferentes, causavam histeria idiota ou política ou sexual ou artística, mas deixavam um sonho em noites acordadas em bares e romances desde sempre, se em dado momento hippie, em progresso espiritual, punk político, pós-punk existencial, heavy metal expressivo, hard core contestador e por aí segue-se; ele sempre foi o herói que morria de overdose quando falhava, ou quando Lobão o acusava de erro, mas que renascia com três acordes embrionários cada vez que se fundia no ar dos novos tempos. Mas se agora nossos jovens se divertem com uma atualizada roupagem do gênero sertanejo, isto me assusta, já que nosso sonho rural era ter casa no campo para plantar amigos, livros e discos, para fazer rock, e não, como deseja esta, reunir-se em torno de trajes beges de couro para cantar coisas que a mente não absorve em nome de uma diversão sem futuro.

Espero que surja de algum gueto que misture samba ou hip-hop, com algum instrumento oriental, um britânico chacoalhar de nossos corpos com jaquetas de couro, possuídos de um novo romance que inspire notas ao violão em melodias inéditas ou re-paginadas fabricando poetas e novos guerrilheiros de canto gutural para transcenderem nossas almas pelo ritmo que fará da próxima geração pessoas dignas de passarem pela curtição da juventude que se embriaga de rock’n roll; pois é preciso saber viver, que saibamos também saber crescer.

07-02-11

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Gondim não quer país evangélico


Ricardo Gondim

Começo este texto com uns 15 anos de atraso. Eu explico. Nos tempos em que outdoors eram permitidos em São Paulo, alguém pagou uma fortuna para espalhar vários deles, em avenidas, com a mensagem: “São Paulo é do Senhor Jesus. Povo de Deus, declare isso”.

Rumino o recado desde então. Represei qualquer reação, mas hoje, por algum motivo, abriu-se uma fresta em uma comporta de minha alma. Preciso escrever sobre o meu pavor de ver o Brasil tornar-se evangélico. A mensagem subliminar da grande placa, para quem conhece a cultura do movimento, era de que os evangélicos sonham com o dia quando a cidade, o estado, o país se converterem em massa e a terra dos tupiniquins virar num país legitimamente evangélico.

Quando afirmo que o sonho é que impere o movimento evangélico, não me refiro ao cristianismo, mas a esse subgrupo do cristianismo e do protestantismo conhecido como Movimento Evangélico. E a esse movimento não interessa que haja um veloz crescimento entre católicos ou que ortodoxos se alastrem. Para “ser do Senhor Jesus”, o Brasil tem que virar "crente", com a cara dos evangélicos. (acabo de bater três vezes na madeira).



Avanços numéricos de evangélicos em algumas áreas já dão uma boa ideia de como seria desastroso se acontecesse essa tal levedação radical do Brasil.

Imagino uma Genebra brasileira e tremo. Sei de grupos que anseiam por um puritanismo moreno. Mas, como os novos puritanos tratariam Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Maria Gadu? Não gosto de pensar no destino de poesias sensuais como “Carinhoso” do Pixinguinha ou “Tatuagem” do Chico. Será que prevaleceriam as paupérrimas poesias do cancioneiro gospel? As rádios tocariam sem parar “Vou buscar o que é meu”, “Rompendo em Fé”?

Uma história minimamente parecida com a dos puritanos provocaria, estou certo, um cerco aos boêmios. Novos Torquemadas seriam implacáveis e perderíamos todo o acervo do Vinicius de Moraes. Quem, entre puritanos, carimbaria a poesia de um ateu como Carlos Drummond de Andrade?

Como ficaria a Universidade em um Brasil dominado por evangélicos? Os chanceleres denominacionais cresceriam, como verdadeiros fiscais, para que se desqualificasse o alucinado Charles Darwin. Facilmente se restabeleceria o criacionismo como disciplina obrigatória em faculdades de medicina, biologia, veterinária. Nietzsche jazeria na categoria dos hereges loucos e Derridá nunca teria uma tradução para o português.

Mozart, Gauguin, Michelangelo, Picasso? No máximo, pesquisados como desajustados para ganharem o rótulo de loucos, pederastas, hereges.

Um Brasil evangélico não teria folclore. Acabaria o Bumba-meu-boi, o Frevo, o Vatapá. As churrascarias não seriam barulhentas. O futebol morreria. Todos seriam proibidos de ir ao estádio ou de ligar a televisão no domingo. E o racha, a famosa pelada, de várzea aconteceria quando?

Um Brasil evangélico significaria que o fisiologismo político prevaleceu; basta uma espiada no histórico de Suas Excelências nas Câmaras, Assembleias e Gabinetes para saber que isso aconteceria.

Um Brasil evangélico significaria o triunfo do “american way of life”, já que muito do que se entende por espiritualidade e moralidade não passa de cópia malfeita da cultura do Norte. Um Brasil evangélico acirraria o preconceito contra a Igreja Católica e viria a criar uma elite religiosa, os ungidos, mais perversa que a dos aiatolás iranianos.

Cada vez que um evangélico critica a Rede Globo eu me flagro a perguntar: Como seria uma emissora liderada por eles? Adianto a resposta: insípida, brega, chata, horrorosa, irritante.

Prefiro, sem pestanejar, textos do Gabriel Garcia Márquez, do Mia Couto, do Victor Hugo, do Fernando Moraes, do João Ubaldo Ribeiro, do Jorge Amado a qualquer livro da série “Deixados para Trás” ou do Max Lucado.

Toda a teocracia se tornará totalitária, toda a tentativa de homogeneizar a cultura, obscurantista e todo o esforço de higienizar os costumes, moralista.

O projeto cristão visa preparar para a vida. Cristo não pretendeu anular os costumes dos povos não-judeus. Daí ele dizer que a fé de um centurião adorador de ídolos era singular; e entre seus criteriosos pares ninguém tinha uma espiritualidade digna de elogio como aquele soldado que cuidou do escravo.

Levar a boa notícia não significa exportar uma cultura, criar um dialeto, forçar uma ética. Evangelizar é anunciar que todos podem continuar a costurar, compor, escrever, brincar, encenar, praticar a justiça e criar meios de solidariedade; Deus não é rival da liberdade humana, mas seu maior incentivador.

Portanto, Deus nos livre de um Brasil evangélico.

Soli Deo Gloria

peguei no blog do Ivan Tadeu

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Coração em decomposição



O que é chamado pecado, que permeia a humanidade, é a podridão sentimental que sustenta preconceitos e falácias que rangem nas atitudes destes que Jesus tendia a ignorar.

Minha experiência no comércio de uma cidade do interior, e numa instituição religiosa da mesma cidade, acrescentou-me como uma escola da vida, me possibilitando analises antropológicas e teológicas através da convivência com este “mundo decaído” de seres humanos, que por mais religiosos que parecem ou tentem se apresentar, possuem seus corações desfigurados e sem pulsação vivificante assim como aqueles que o mestre já denunciava: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia!” (Mt 23.27)

Jesus seria hoje tachado de pecador e herege pela maioria das igrejas Cristãs e seus membros, justamente por andar com os excluídos das instituições que levam o seu nome e inclusive da própria sociedade, Jesus era o marginal dos marginais, seria escândalo para estes que hoje são o escândalo do verdadeiro evangelho, mas que tomam como sendo seus os domínios da vontade divina.

Justamente por conhecer os corações das pessoas que ele depositava valores e investia na vida de alguns excluídos e era diretamente enfático com alguns que se achavam dignos de algo. Assim vejo a sociedade partindo do pressuposto quantitativo proporcional de população e seu baixo percentual de cultura que acentuam e aceleram o esfacelamento de corações já em decomposição. Tanto a ignorância (não como falta de conhecimento, mas como falta de saber), quanto a maldade originada do ego que favorece tudo que é para si e degrada tudo que é do outro, nisto vemos a falta de honestidade, fazendo destes homens e mulheres seres inferiores aos animais que na cadeia natural seguem o ciclo de apropriação, caça e sobrevivência baseados no instinto; já os humanos deixam tanto a racionalidade que direciona para a boa convivência do favorecer o outro para uma retribuição natural baseada no respeito, por um “eu” que quer o que irá denegrir o outro, gerando conflito e por consequencia degradação até a morte daquele que possui tais sentimentos e pratica tais atos.

Ganância, prazer, dinheiro, falsa-esperteza, inveja, e tantos outros pecados capitais ou não, mas que geram outros e outros numa cadeia de excremento de humanidade que faz da mesma um grande antro caído e sucumbido para a perdição.

Membros de igrejas que preferem seguir cegamente um evangelho torto imposto por algum pastor, padre ou líder religioso, e pensam estar sua salvação ligada a seus compromissos eclesiásticos, enquanto sonha em oculto relembrando os sabores dos seus antigos prazeres mundanos que ainda lhes sobrevém a mente quando há oportunidade, ou que facilmente vende sua alma por preços irrisórios para estas instituições de teologia distorcida, mas que como práticas diabólicas se colocam a julgar o próximo definindo quem é ou não salvo, algo pertencente exclusivamente ao Criador, mas que estes, sepulcros caiados, que não possuem o fruto do espírito, mas a arrogância do preconceito baseado no seu parco conhecimento, são abafados por seus fantasmas do passado que dominam estas mentes fracas, porém mascaradamente embelezadas pela religião.

Hoje compreendo o mundo que se perdeu no “Éden” e se sobrepuja negativamente desde então, com novidades malignas para se auto-proclamarem ou se auto-satisfazerem na ilusão de um mundo sem sentido e infeliz tanto da população sem conhecimento do Salvador, como dentre os mais ávidos leitores da Bíblia que não entregaram seu coração ao Espírito de Cristo apesar do tanto confessar de seus lábios. Ambos permanecem sem o Cristo da restauração, pois vivem de baixo do pecado ou da lei, e nada pode os levar ao alvo da perfeição além de Jesus, o exemplo máximo, o possuidor do amor.

Diego Marcell 31-01-11

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Derrotados


Enquanto eles se divertem falsamente
Em um videokê
Pela família e a imagem que deve passar
Em datas especiais
E feriados nacionais.

Nós dormimos por um amanhã
Sonhamos com um amanhã
Porque acordamos do paralelo
Que nos é injetado em comerciais
Enlatados
De falsas culturas de aroma
Artificial para não inalar o podre
Que é sua pura essência.

Se eles fazem coro num videokê,
Eu subo na solidão do meu palco escuro
Para um show completo.
E para ouvir a vaia de quem não veio
E de quem ganhou o ingresso.

Parece que nós perdemos, e como é bom perder
Para vocês.
Pelo menos eu sinto a neblina na noite
E ainda posso chorar,
Pois sou um derrotado.
E não há nada melhor que ser um derrotado
Na sociedade.
Pois é a nós que ela inveja.
Pois a maior derrota dela é quando
Não somos seus vencedores, e ainda
Expressamos sentimentos extraídos do âmago
De nossa experiência.
Coisa que ela desaprendeu.

Diego Marcell 26-12-10

Presentes para viver


Sempre que leio os iluminados
Os poetas
Filósofos de verdade
Amantes da vida,
Neles aprendo um pouco a mais
O que é viver.
Enquanto vejo
Outros
Cidadãos
Assalariados
Pais de família
Com seus boletos
Com seus carnês
Com seus luxos
Vejo-os nas suas decadências
Nos seus analfabetismos
Nas suas não-reflexões
Nos seus chavões
Nos seus stresses
Nas verdades sem “porquês”
Nas suas mortes.

Diego Marcell 27-12-10

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Visão política





“Ai de ti, ó terra cujo rei é criança e cujos príncipes se banqueteiam já de manhã.
Ditosa, tu, ó terra cujo rei é filho de nobres e cujos príncipes se sentam à mesa a seu tempo para refazerem as forças e não para bebedice.” (Ec 10:16-17)

Os políticos deveriam ter humildade para reconhecerem e continuarem a boa obra de seu antecessor, mesmo que opositor, porque do contrario o bem para a cidade nunca sucederá, “um passo pra frente, dois, três pra traz desanda” (APC16); se não houver humildade para isso, não merece o lugar almejado. Vamos cuidar com quem nós queremos colocar lá; essa prédica bíblica nos da dois exemplos de como um governante não deve ser. Se não tivermos princípios, jamais possuiremos algo licito e agradável, sendo que uma área influenciará outra, a culpa também pesará em nosso ombro, mesmo que sua fácil neo-critica venha sobrecarregar seu antigo xodó candidato, agora o erro recai com as conseqüentes desgraças, sobre a população.
Neste texto de Eclesiastes nos revela o perfil de dois queridinhos de uma parcela de nossos eleitores mafrenses, a criança e o beberrão. Quem for sábio que entenda o principio das leis governamentais.

25/06/09
diego marcell

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Reduto de caipiras




Tudo é uma relatividade percentual, existem todos os gostos em uma cidade, mas só será um “movimento” a partir que aumenta a população. Porem se há um reduto de algo, é um reduto caipira com orgulho, não é a toa que nas ruas o que toca nas portas do comercio é uma musica cansativa e pobre, mas que pelo visto agrada a massa.
Existem sim os rockers em nossa cidade, mas nunca haverá um movimento porque não há inteiração. Há o grupo pseudo-intelectual do rock, que não conhece nada que não passe da guitarra batida de Jimi Hendrix, ou do pé-no-saco do “toca Raul”; coisas que a mídia rock’n roll fantasiada de alternativa inventou (mas esse rock também é pop, ainda mais para esses remanescentes dos anos 90, metaleiros frustrados e grunges da moda da época que hoje se acham as enciclopédias do rock). Há também o povinho do século XXI, acabados de sair da adolescência, que levam uma vida bem mais rock’n roll do que os encerveijados homens de preto dos anos 90, com “menos cultura rock” mas com mais voracidade e verdade. Tanto que eu não vejo convites da eclésia da mídia sonora da cidade para esses jovens, ou até mesmo para quem faz a historia cultural do município e que não puxam o saco de ninguém, pessoas que saíram de suas tocas e chegaram até mim graças a iniciativa Sebo onde me encontro, eu pude conhece-las, pessoas que fazem puramente arte, singularmente arte, em seus redutos particulares; ao contrario da intelectualidade falida que na sua pomposidade lê e relê biografias como dos Beatles para decorar cada mentira dessa historia para quem sabe daqui 30 anos (se estiverem vivos) algum raro vir conversar com eles e então eles falarem durante 4 horas a fio e a pessoa que o ouviu calada nunca mais queira voltar a ouvi-la, e chegar ao ponto de atravessar a rua ao ver aquele velho que não possui penicos para descarregar sua cultura, que estará atualizada em qualquer sitio na rede mundial de computadores.
A cidade está numa crescente qualidade gráfica no que faz, mas no conteúdo ainda deixa muito a desejar, tudo porque os chefões escalam por razões que desconheço a fundo, mas que não são, por exemplo, a qualidade. Talvez se eu tivesse morado no Suriname ou na Guiana Francesa, alguém me contrataria para falar sobre a natureza do lugar, algo extremamente útil para nossa vida, não é? Mas como não foi meu caso, eles preferem manter seus filhos e chegados escrevendo matérias copiadas em suas belas paginas de revistas e livros e jornais e ..., o que nunca irá dar credibilidade a essas fontes, algo que é a cara da cidade, num mundo globalizado RioMafra e sua dimensão paralela, é assim que se faz uma cidade, com parco conhecimento cultural, mas aceitando tudo que faz sucesso, não somos capazes de produzir, mas importamos a fossa lotada que os americanos precisavam se livrar. Palmas para a cultura inútil. Não importa pagar caro, tanto que seja aquilo que está na propaganda.
Se eu tenho algo melhor para oferecer? Você só irá saber depois que me ver na tevê.

Diego Marcell
2008

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Para a cidade




...e dize: Assim diz o SENHOR Deus: Ai da cidade que derrama sangue no meio de si, para que venha o seu tempo, e que faz ídolos contra si mesma, para se contaminar! Pelo teu sangue, por ti mesma derramado, tu te fizeste culpada e pelos teus ídolos, por ti mesma fabricados, tu te contaminaste e fizeste chegar o dia do teu julgamento e o término de teus anos; por isso, eu te fiz objeto de opróbrio das nações e de escárnio de todas as terras. As que estão perto de ti e as que estão longe escarnecerão de ti, ó infamada, cheia de inquietação. Eis que os príncipes de Israel, cada um segundo o seu poder, nada mais intentam, senão derramar sangue. No meio de ti, desprezam o pai e a mãe, praticam extorsões contra o estrangeiro e são injustos para com o órfão e a viúva.
Homens caluniadores se acham no meio de ti, para derramarem sangue; no meio de ti, comem carne sacrificada nos montes e cometem perversidade.
Um comete abominação com a mulher do seu próximo, outro contamina torpemente a sua nora, e outro humilha no meio de ti a sua irmã, filha de seu pai.
No meio de ti, aceitam subornos para se derramar sangue; usura e lucros tomaste, extorquindo-o; exploraste o teu próximo com extorsão; mas de mim te esqueceste, diz o SENHOR Deus.
Eis que bato as minhas palmas com furor contra a exploração que praticaste e por causa da tua culpa de sangue, que há no meio de ti. Estará firme o teu coração?
Estarão fortes as tuas mãos, nos dias em que eu vier a tratar contigo? Eu, o SENHOR, o disse e o farei.
Serás profanada em ti mesma, à vista das nações, e saberás que eu sou o SENHOR. (Ez. 22: 3-7,9,11-14,16)

Para quem fala mal da cidade, não pode se exonerar da situação, você é o alicerce da tua cidade, você faz o lugar que vive com suas palavras e atitudes, tanto para o bem, como para o mal.
Se a cidade é ignorante, não foi você que a educou assim? Se os filhos são viciados ou ladrões, não foram os pais que os permitiram ser?
Se a cidade é cega, não foram os ídolos que vocês construíram para adorar que os deixaram assim?
Se não tem emprego, não foi você que não se capacitou para possuí-lo?
E assim tantos exemplos, tantas criticas de pessoas que por elas mesmas nunca fizeram nada para ser diferente, para melhorar, buscar o que é bom e agrada o Criador. Seguem seus próprios interesses, para satisfazerem seus egos, mas estão sempre prontas para criticar o vizinho; sempre pelas costas, é claro!
Apenas lembre-se quando isso for acontecer, que neste momento você estará colocando mais um tijolo defeituoso em sua cidade, ou você pode trocar essa atitude por um elogio a alguém, um incentivo; como diria um ícone carioca das ruas: “gentileza gera gentileza!”.

Diego Marcell
2008

sábado, 30 de outubro de 2010

Absurdos na sociedade





Absurdos constantes na sociedade Norte Americana, de loucos que invadem lugares públicos e dizimam os seres viventes do lugar, até que já nos acostumamos; mas quando começa a acontecer em nosso pequeno município, que além do tamanho, faz parte de uma região privilegiada do Brasil, aí começamos a nos assustar; e quando é gerada não pelos considerados marginais, que sem educação e condições muito benéficas de vida encontram na criminalidade um escape a sua inferioridade. Mas quando essa violência ao cidadão trabalhador é gerada por alguém que na categoria abastança monetária dentro do pequeno município, se encontra em destaque, possui amigos de poderio político ou até militar; aí eu acho que o temor é maior.
Não vou entrar em discussão sobre o sistema carcerário, sei que toda melhora para o país é complexa e deve passar pela mão de muita gente, mas que deveria haver uma avaliação psicológica enfatizada nessa classe “A”, já que os motivos de seus surtos são menos claros que nas classes inferiores, para haver um sistema de separação de indivíduos perigosos da sociedade livre e normal, ainda mais que essas famílias vindas do alto da pirâmide poderiam muito bem sustentar essas clinicas de internação para os seus, em um amplo e saudável ambiente clean; pois até as próprias famílias podem estar sofrendo com os acesos de loucura dessas pessoas.
Pensar que pessoas que assumem cargos importantes até em um AA, como poderia ser outro lugar que vem para harmonizar a vivencia e o funcionamento de uma cidade. Pensar que por R$5,00 reais alguém desfigura o rosto de uma pessoa, e faz espalhar sangue no ambiente claro e fresco de uma farmácia, por meros R$5,00 reais que realmente não sabemos se estavam corretos ou não, mas que provavelmente não faria falta para aquela família, já que o senhor tem uma bela aposentadoria para gastar com remédios para um resfriado. Isso que me leva a pensar em uma sociedade justa, e enjaular aqueles que não se adaptam a ela. Vemos que tudo caminha numa única direção, o dinheiro fica em primeiro lugar, o “eu” está em primeiro lugar, mas ninguém mais olha para Aquele que nos deu vida. O que é o homem para fazer mal a outro homem?
De que serviria o dinheiro na mão do insensato para comprar a sabedoria, visto que não tem entendimento? (Provérbios 17:16 )
Quem ama o dinheiro jamais dele se farta; e quem ama a abundância nunca se farta da renda; também isto é vaidade. (Eclesiastes 5:10)
Caminhamos para o fim dos tempos, é só assistir os jornais e ver que a cada dia se cumprem as profecias, e quanto ao que aconteceu em nossa pequena cidade, Jesus já nos avisou:
E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos. (Mateus 24:12)
Deus abençoe RioMafra.

Diego Marcell
2008

sábado, 4 de setembro de 2010

A cidade projetada




A cidade foi projetada, seu concreto e sua noite abrigam os planos agradáveis de um governo popular até entre os críticos. Para isto há empregos e uma orgia que ninguém menospreza, porque constroem igrejas para aqueles que não ousam converter quem ri pelas ruas; seja o bêbado da sarjeta ou o rico do petróleo. Os professores só dão aula particular, para não interferir na preferência familiar. E enquanto uns matam animais para ir agasalhado a jantares glamurosos; cientistas se encarregam de clonar espécies para os ambientalistas de plantão. Tudo para que ninguém se fira e a paz reine. Quanto a concorrência, a prefeitura se encarrega de aposentar os insatisfeitos com salários exorbitantes em profissões que não constam no guia de profissões.
As multimilionárias empresas sustentam e patrocinam a fama, apesar dos rios estarem verdes, borbulhantes e gosmentos, com um cheiro indegustável; para aqueles que curtem algo “natural”, a prefeitura construiu o rio Artificial, para banho, pesca, e crimes que querem deixar pistas.
Os seres humanos são obrigados a lavarem as mãos na torneira de álcool, para evitar as contaminações dos vírus e pragas atuais, mas no mais tudo ocorre perfeitamente, com exceção de alguns acréscimos de badulaques pós-modernos para nos adaptarmos ao clima cancerígeno, e as aberrações provenientes do rio, ou seria de rituais místicos?
Os espiritualistas de nível superior se afundam na Nova Era, os de ensino médio na ufologia e os semi-analfabetos nos romances da Zibia Gaspareto ou nos clássicos do Paulo Coelho. Mas essa é a classe sem importância. Os importantes estão no governo, fazendo rituais a meia noite, abafando CPI’s ao meio dia e criando leis ao bel-prazer pra favorecer seus planos futuros pelas 15horas.
E assim segue a cidade projetada, perfeita, em seu concreto armado, em suas sombras assustadoras de ruelas refugadas pelo projeto das favelas. É claro que tem que haver favela na cidade “perfeita”, na cidade projetada, pois os favelados não trocam sua ilusão de poder por nada, ser popstar na comunidade exige menos que seguir o estilo Rede Globo, apesar de alguns se venderem ao “sistema”, ou pode ser um entregador de pizza, ou um artista; a profissão não importa, importa é estar feliz a quatro paredes, nem que seja roubando o irmão, ou passando a rasteira na velhinha, ou enganando o ceguinho; a final, quase todos tem sua gangue para alimentar. O importante é que no final todos estejam felizes, e os que não estão, o governo da cidade projetada tem seus enviados para abafar o caso. É uma questão de herança militar, queima de arquivo está no sangue desses homens. Não se preocupe, que a noticia do Jornal Nacional sempre será favorável a cidade projetada, e se por acaso alguma noticia for um pouco preocupante, logo após vem a anestesia que todo cidadão patriota toma, a Novela Sagrada, então, mais uma noite tranqüila de sono vem, e aos poucos as luzes da cidade projetada vão se apagando, e o silencio vai tomando o lugar dos motores das maquinas e dos computados que vão sendo desligados. E o mendigo feliz fala: boa noite cidade projetada.

Diego Marcell
23/09/09

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