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domingo, 20 de novembro de 2011
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Fome (necessária ou não)
A fome come
Meu abdômen
Como sou carne
E não homem
Como sou terra
E não país
O homem me come
Desde a raiz
Como sou homem
E não gente
O homem come
A minha mente
Como sou mente
E não presidente
O presidente come
A nossa gente
Diego Marcell 07-09-2006
terça-feira, 9 de agosto de 2011
A INJUSTIÇA DA JUSTIÇA PÓSTUMA
(sobre mercado editorial)
DE QUE ADIANTA EXISTIREM FONTES DE REPRODUÇÃO PARA REPRODUZIREM APENAS VELHARIAS?
SE VOLTAR APENAS PARA SEU LUCRO, NÃO HÁ PROPOSTAS PARA INOVAR O MERCADO LITERÁRIO.
QUANTA PORCARIA É REPRODUZIDA PORQUE PORCARIA VENDE, E TODO DIA SURGE OUTRA PORCARIA, PORQUE A OUTRA JÁ NINGUÉM SE LEMBRA, PORQUE NÃO SE DEVE SER LEMBRADO MESMO.
JUSTIÇA PÓSTUMA É INJUSTIÇA, É DESUMANO!
Diego Marcell 05-08-11
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Então, se o negócio é sucesso de bilheteria!!!
por Edson Bueno em seu blog.
Deu no blog do Arthur Xexéo: “Com a estreia, nesta sexta-feira, de "Não se preocupe, nada vai dar certo", de Hugo Carvana, o cinema brasileiro vai atestar se este é mesmo o seu melhor período dos últimos anos em termos de bilheteria. Como comprova o site Filme B, os números, desde o mês passado, são consagradores. "Cilada.com" já ultrapassou a marca de 2,5 milhões de espectadores. "Qualquer gato vira-lata" chegou, no último fim de semana, a 1,1 milhões. E "Assalto ao Banco Central" alcançou, no meio desta semana, seu primeiro milhão de espectadores. Essas bilheterias associadas a sucessos do começo do ano, como "De pernas pro ar" (3,5 milhões) e "Bruna Surfistinha" (pouco mais de dois milhões) devem trazer ao cinema brasileiro uma ótima participação no mercado em 2011.” Então é isso, o Cinema Brasileiro vai de vento em popa! Até acho fantásticos e comemoráveis estes números se levarmos em conta que o cinema americano (guardando as devidas proporções...) também navega em águas parecidas. As maiores bilheterias do ano, as que carregam milhões de pessoas para os multiplex, são porcarias feitas para aguçar olhos amortecidos e preguiçosos. Até este meio de ano quem deu as cartas por lá foi “Transformers 3” (mais do que abaixo da crítica), “Se Beber Não Case 2” (despencando no lodo), “Capitão América” (de doer de chato!), “Piratas do Caribe 4” (Johnny Depp metaformoseando grande interpretação em canastrice metida a paródia!) e outros tão ruins quanto...! “X-Men 4”, “Rio”, “Midnight In Paris” são apenas boas exceções. Então que até aí, tudo bem! Mas o que torra a paciência é que você não vê em cartaz filmes brasileiros verdadeiramente artísticos, preocupados com questões humanas, com linguagem ou com beleza. Não é possível? Oras, mas tudo não é patrocinado pelo governo? Então, o que custa fazer um exerciciozinho de imaginação, pegar um dinheiro desses e fazer uns dez ou doze filmes no nível de um “O Segredo dos Seus Olhos” (Argentina) ou “Poesia” (Coreia do Sul), por exemplo? Esse é o mistério que ronda a nova onda do cinema brasileiro. Há, de verdade, o que comemorar? É a expressão da alma brasileira que se vê em alguns daqueles filmes que estouraram nas bilheterias? Estava hoje assistindo a um filme muito interessante feito para a televisão inglêsa em 2009: “Um Inglês em Nova Iorque”, sobre o homossexual assumidíssimo, Quentin Crisp (1908/1999). Em determinado momento uma garota olha para ele e solta algo como: “Você é tão viado que nem gay é!” Perfeito! Mas não era disso que eu ia falar. Quentin, interpretado no crepúsculo, pelo maravilhoso John Hurt, a certa altura apresenta um artista plástico a um dono de galeria e o cara recusa o trabalha com o argumento de que, em nossos tempos, ninguém está preocupado com mensagens, ninguém quer saber de bandeiras, de arte engajada em ideias. E Quentin, entediado pela mediocridade geral, comenta: “Arte que não pensa, que mantém todo mundo no conforto…..”. Mais ou menos isso. Pra conseguir dinheiro do governo (leia-se povo brasileiro!), o sujeito tem que convencer um diretor de marketing de uma empresa qualquer, que o filme vai ser um sucesso... de público, claro! Alguma coisa está fora da ordem... Godard disse dia desses que o cinema de autor estava acabado: “Se um norueguês consegue fazer um filme tão ruim como no cinema americano...!” Na mosca, grande Godard!
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
A reprodução e a novidade

A reprodução de “coisas” não tem por que, não viso fazer o que já existe usando minha visão apenas acredito no livre exercício da arte e da linguagem, nisso quero apropriar a criação. Fazer da vivência deste imaculado habitat da alma a mácula carnal da sensação material. Tudo até aqui foi apenas exercício da prévia do artista, agora só importa o laboratório para a criação, acreditar no espírito pós-moderno que sujeita a estética à sua reverência.
Quero encontrar no núcleo mais absorto do teatro o jogo para re-vivê-lo, interpretando-o no âmago da expressão dramatúrgica e visual que dele se pode extrair.
No cinema, quero mexer com sua elasticidade videática, cores, texturas, frames, cortes, edições, brilho, poesia e moda, quero delirar, porque cinema é delírio, é loucura, e quando deixa de ser, perde todo valor artístico.
Quero falar com suportes e conceitos novos, velhos e diferentes e mesclá-los, quero com isto vender a idéia pós-moderna como a liturgia necessária para salvar-nos, pobres mensageiros da odisséia terceiro mundana, que ainda não aprendeu o que é isto que reproduz tão velozmente.
Religião-esporte-arte são as bases da vida, só assim se pode chegar ao ser e ao Ser. Mas o resquício modernista-iluminista que ainda ladra no ouvido capitalista é o que nos enterra vivo na solidão da cidade, sem ar nos deixam os “professores”, os analistas, os industriais que nos matam por venderem suas almas frias e secas para este discurso velho e fantasmagórico que tem seus dias contados, mas que se aproveita da letargia terceiro mundana.
Os computadores são vitimas dos seus “cientistas da computação”, quando deveriam ser o libertador nesta conexão pensante e criativa.
O terceiro mundo precisa deixar de ser manipulado vendo apenas o que lhes permitem. O terceiro mundo precisa entrar em conexão, infelizmente apenas os pequeninos estão conectados e, portanto, abafados pelo grande e velho ideal fantasmagórico da modernidade.
Vamos unirmo-nos pelo (re)manejamento do ideal da idéia pelo pensamento universal temporal que como bebê em trabalho de parto permanece metade para fora e metade para dentro da madre, vamos parir este pensamento, vamos unirmo-nos para dar peso ao voto na linguagem e pela democratização da estética, pois em se tratando de terceiro milênio pós-cristão, isto é a liberdade!
Diego Marcell 05-08-11
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Lado A – lado B
Se eu me identifico mais com os “do lado B” não quer dizer que eu concorde com todos eles em tudo, ou que eles estejam certos, mas é que eles são verdadeiros e honestos naquilo que expõem; já os “bonitinhos” são hipócritas e em quase tudo mentirosos consigo mesmos.
domingo, 24 de julho de 2011
Academicismo brasileiro ou Isto é Brasil
O academicismo está repleto de conhecimento, mas carente de sabedoria, sem novidade, sem incentivo à experiência, numa produção de réplicas cada vez com menos qualidade. Isto é o 3° mundo, isto é Brasil.
Um país regionalista que a sua tradição não sabe se colocar na atualidade, não sabe se renovar e o que causa este confronto de uma cultura ultrapassada tomada pelo que é moderno – a cópia do exterior – como corpo estranho enxertado para fingir para si mesmo que esta voz que fala é original, mas não é, é eco tímido da criação alheia com pitada descarada desse arcaico ser regional do fim do século XIX e início do século XX.
Com exceção de alguns que tiveram pensamento universal dentro do país como Leonardo Boff na teologia, Marina Silva na política, Niemayer na arquitetura, os Gracie nas artes marciais, CSS na música, Glauber Rocha no cinema, Paulo Freire na educação e alguns outros, mas na amplitude da análise o Brasil não existe neste início de século XXI. Existe uma globalização que precisa avistar o Brasil para dizer para si mesmo que ali ele está, quando Stallone vem explorar sua excentricidade, quando a Gisele faz um “paz e amor” para a câmera ou quando um brasileiro faz um gol bonito, mas um país artístico, intelectual ou cultural não existe por aqui. Uma sólida produção que fomente o surgimento do pensamento destacável é impossível, pois para se conseguir alguma coisa é preciso elaborar projetos detalhados para os editais burocráticos do governo que prioriza nomes de peso, reconhecidos e de carreira mais do que feita, para se conseguir algo neste país se deve estar maduro, quase podre, muitas vezes podre, e aí acontece o desperdício, aqueles que estão prestes a ficarem no ponto da colheita são esquecidos por esta tradição arcaica de interesses políticos.
sábado, 16 de julho de 2011
Negação

Geralmente um louco, anti-social, que fala sozinho por não ter amigos suficientes para ouvir suas estranhezas vindas das entranhas do ostracismo; este não pode com uma família comum.
A melancolia é sua alegria, como um surfista gótico que renuncia uma valsa por ser hipocrisia dançá-la.
Por ser um pensador, um questionador do cosmos, não suporta os clichês intelectuais e prefere assistir aqueles seriados para rir que para pensar, mesmo porque consegue arrancar do lixo da banalidade, mais conteúdo filosófico do que de professores cheios de academicismos.
Talvez por isso prefira flertar com o erro, que consentir com aqueles que passaram pela vida sem relevância, mesmo que ache errado o que faz e culpar-se por isso que é a única coisa que não consegue esforçar-se para realizar, porque não sabe ser outro personagem, a realidade é crua demais para negá-la em outra versão. Sentir pena é sua forma de compaixão que se materializa em soluções filosóficas para a vida e só talvez por medo da fome e do abandono total não seja ele mesmo por completo em sua exótica personalidade de repelir o que não faz sentido para a sua reflexão.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Meritocracia
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domingo, 19 de junho de 2011
Vídeo teste

Depois de acompanhar algumas exibições do “Memórias do Meu Mundo”, percebi que ele é mais que um filme (apesar de que para alguns, nem chegue a ser um), ele é um teste de capacidade psicológica; com a reação das pessoas que o assistem, percebe-se claramente a vida que elas levam, a mentalidade e conhecimentos que possuem.
Tive uma boa aceitação entre crianças, que por serem puras e não terem caído nas normas da mídia se divertem com o jogo de imagens que o filme oferece.
Mas até o momento, meu maior prazer, foi o reconhecimento por ex-drogados, pois acharam que o filme retratou bem um estagio avançado de certos tipos de drogas, também acharam o filme educativo.
Já entre a burguesia sem cultura, ele não passou de um freak show sem sentido, pois sequer menciona fatos de seu universo fútil, como consumismo de um cotidiano descartável que se baseia esse tipo, tão constante na sociedade, onde a maior alegria e maior gasto de energia e raciocínio, seja em idas ao shopping, para suprir a falta de conhecimentos gerais e humanos, básicos para uma vida social no mínimo comunicável.
Percebo cada vez mais que o dinheiro de nada interfere na formação de pessoas, analisando gente das classes C e D, com agilidade e superioridade para convívio e envolvimento social e troca intelectual, que muitas vezes não encontro nas classes A e B, que apesar de todo acesso a variedade cultural, acabam sucumbindo ao assédio de um mundo movido a dinheiro, dedicando tanto de suas vidas a objetividade de coisas palpáveis, que já não conseguem apreciar a arte, que é uma coisa exclusivamente subjetiva.
Resposta ao publico que não entende
Como sei que grande parte da população não tem capacidade de apreciar a arte, e se fosse para explicar pra todos estes uma coisa que não se explica; teria que ser dado aulas de vivencia e não de cinema, o que tomaria muito do meu tempo; por isso evito o quanto posso o publico de novela, aquele que a imagem não vale por mil palavras, pois necessita do acompanhamento de uma voz para lhe explicar a cena. Eu só posso dizer a estas pessoas, que se interessem pelo maior numero de assuntos possíveis e que se desprendam de qualquer preconceito que imaginarem recorrer para fazerem criticas sem serem peritas no assunto; só assim quem sabe, um dia, entendam uma obra de arte.
22/07/07
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sexta-feira, 3 de junho de 2011
Crítica
O Brasil é um país problemático, não sabe dar opinião e nem fazer crítica, por não aceitar opinião e não entender crítica.
Geralmente se manifesta sem fundamento no que diz, sendo desrespeitoso e raivoso, chegando a clímax de irracionalidade. Deve ser consequencia da péssima educação e da falta de estrutura familiar, que afeta diretamente no psicológico da população que em massa se apresenta grotesca em comentários, que agora se explicitam mais claramente graças a internet.
É banal ao brasileiro falar sem conhecimento profundo sobre o que se mete a falar. Como dizia um professor meu, se perguntam a um brasileiro sobre Nova York e Paris, mesmo que este nunca tenha colocado os pés em nenhuma das duas cidades, ele sabe dizer com convicção qual seja a melhor para se viver.
Este é o seu melhor, um país que valoriza a ignorância e ignora os poucos brasileiros que tem valor.
Diego Marcell 03-06-11
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Diego Marcell fala sobre A Banda Mais Bonita da Cidade
Agora o Brasil aprendeu a "sorrir" e fazer plano seqüência.
Infelizmente um país que não sabe distinguir as coisas não pode aprender certas benesses da vida, nossa música não tem nossa cara, tem nosso espírito, espírito que acha tudo LINDU... e acha lindo o "jeitinho brasileiro", é o país da Maria Bethânia, do Lulismo.
Esta crítica não é quanto a Banda Mais Bonita da Cidade, mas aos Monstros criados em cada esquina deste país. A nossa política, a nossa educação, ao nosso sistema nacional de vida, esta cultura corrompida, esta falta de discernimento daqueles que transam com a prostituta e depois a apedrejam, cinismo que habita na corcunda deste povo.
Infelizmente um país que não sabe distinguir as coisas não pode aprender certas benesses da vida, nossa música não tem nossa cara, tem nosso espírito, espírito que acha tudo LINDU... e acha lindo o "jeitinho brasileiro", é o país da Maria Bethânia, do Lulismo.
Esta crítica não é quanto a Banda Mais Bonita da Cidade, mas aos Monstros criados em cada esquina deste país. A nossa política, a nossa educação, ao nosso sistema nacional de vida, esta cultura corrompida, esta falta de discernimento daqueles que transam com a prostituta e depois a apedrejam, cinismo que habita na corcunda deste povo.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
sábado, 21 de maio de 2011
É proibido pensar
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Esta é a música que recomendo ouvir na "Marcha para Gezuis de Curitiba"
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sexta-feira, 29 de abril de 2011
Pessoas segmentadas – professores de história

Por que a maioria dos professores de história são petistas, fãs de Raul Seixas, parciais em seus ensinos, defensores de ideologias ultrapassadas, barbudos e/ou cabeludos, ateus, arrogantes com o que difere de seus pensamentos, usam camisa do Che, fumam (será que eles pensam que estão vivendo em 1970 e lutando contra algum governo Médici?) e só conseguem mulher quando esta é “dark” ?
Na real eles fazem faculdade, 1° para não morrer de fome, dão umas aulinhas por aí, pois não sabem fazer nada além disso; 2° para poder expandir suas idéias comunistas à alunos despreparados, virgens para agregar a primeira bobagem que lhes vem, sem discernir, nem analisar outras visões, sem prós e contras.
Por serem sofistas não aceitam contra-argumentação, geralmente tratam estes com inferioridade e rispidez.
Porém quando chegam aos 45 anos, estão tão desgastados por esta ilusão que entram em depressão, se afundam em remédios tarja preta e não sabem mais o que fazer da vida.
terça-feira, 26 de abril de 2011
TIM – crimes sem fronteiras

Em toda minha vida de telefonia móvel perdi a conta de quanto fui roubado pela TIM.
As que mais me marcaram: 1° foi quando eles me deram uma promoção que se eu colocasse uma quantia tal de crédito eles me dariam certa quantia de mensagens, promessa não cumprida e sem solução, já que tenho mais o que fazer da vida que ficar me dedicando a correr de um lado para o outro como um idiota que é o que nos faz a indústria e o governo, todos eles ladrões da sociedade.
Agora, a mais recente: o crédito que eu coloco tem que ser consumido no tempo determinado por eles, do contrario são tirados de mim, apesar de eu ter pagado, os créditos me são tomados sem nenhum aviso = ROUBO!
Alguém mais se sente roubado? Manifeste-se.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
O crime teológico de “A Cabana”

O credo de Atanásio fala a respeito do Pai, do Filho e do Espírito Santo como não feitos, nem criados, nem gerados, mas procedentes uns dos outros, pois não são três Deuses, mas um, portanto o centurião quando viu a morte de Jesus e teve aquele estranho súbito sentimento que o revelava Jesus o filho, realmente, de Deus (Lc 23.47) ele não poderia ver um homem como outro qualquer gerado do Ser Máximo, mas o procedente, que desta forma é o próprio, concebendo então a compreensão da morte do próprio Deus naquele momento, por sua criação inteira.
O que se vê no cristianismo de hoje que quer se dissociar a tri-Unidade de Deus, se assemelha a uma antiga crença chamada Triteísmo, analise sua doutrina:
Ensina três pessoas distintas, como se as pessoas da trindade fossem independentes umas das outras.
Método triteísta: muito do que se fala e se escreve sobre a Trindade aproxima-se perigosamente do triteísmo; fala do Pai, do Filho e do Espírito Santo, como falando de três pessoas individuais humanas, fala-se muito em cooperação das três pessoas, num plano em que trabalham nele separadamente, ouve-se falar de concílios de eternidade, como se os três se reunissem numa mesa redonda e individual a fim de que chegassem num acordo. (Silveira, p. 118)
Se não for possível aceitar que ali na morte de Cristo estava Deus, se nossa fé é tão fraca e defeituosa a ponto de exercer novos conceitos para a Trindade, então este cristianismo não se vê muito fundamentado.
Andei lendo alguns comentários sobre o livro “A Cabana” antes de iniciar minha leitura, algo que estranhei foi um comentário de um pastor que admiro muito por suas análises teológicas cotidianas e culturais, ele elogiou bastante o livro, mas analisando uma questão do enredo como erro teológico, situação elevada pelos extremistas tradicionais à heresia.
Quando cheguei no capítulo da referente citação, confesso que me arrepiei pela definição que o mesmo dá de Deus, mas um arrepio bom foi este, já que o escritor mostra algo de admirável profundidade teológica e espiritual, o capítulo 6 faz jus ao título e realmente é uma “Aula de vôo” para os espiritualmente dispostos a irem a cabana encontrarem Deus. Quando o Pai diz que Ele estava sendo crucificado com Jesus não é um crime, como o título deste texto sugere, mas uma verdade que faz sentido desde quando obtive alguma compreensão teológica verdadeira, se não fosse assim, quem seria Jesus na cruz? Seria o Jesus de várias seitas que no decorrer da história surgiram e continua surgindo, que fazem planos e cálculos para estabelecer algum sentido racional onde só existe mistério e fé, por ser a não-limitação do Ser perfeito que não é concebido pelos conceitos reduzidos por conceitos e conseqüências dos arredores da mentalidade humana.
A Cabana é um livro profundamente espiritual para quem se deixa penetrar pela reflexão da vida, um livro que mexeu muito comigo e me fez aprofundar ainda mais nas questões relacionadas a este Ser que nos criou. Um livro que mexeu comigo de forma suave e cotidiana. Recomendo a todos como fundamental para compreender que Deus não é aquele cara do quadrinho nas instituições religiosas.
Referencias
SILVEIRA, Agissé B. GONÇALVES, Israel B. Teontologia – Um Ser que é Deus um Deus que é Pai. Mafra: FAEST editora, 2009.
YOUNG, William P. A Cabana. Rio de Janeiro: Sextante, 2008.
Novo testamento King James edição de estudo. São Paulo: Abba Press, 2007.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Aviso nuclear

O césio não é sério
Quando brilha;
Num país sem educação
Pão e circo é a solução.
Na ciência da mentira
Minha mídia, um mantra sagrado
Num mar inesperado
Se afoga Narciso
Se for preciso
Deixa o livro
E todo peso desnecessário
Para mamar no seio do publicitário.
Tudo brilha neste país
Como um aprendiz que não aprendeu,
Mora em cenário de papelão
Se diverte com seu pastelão
Da vida privada
E não puxa a descarga
Pois entupiu aquela que te pariu.
Se o que é básico é lixo
Opção ao descartável
Pobre família que se desconhece
Dentro do próprio habitat.
Se tudo que é sexo é filho
E o dinheiro não é palpável
Pobres inimigos que competem
Por este ego que os regem.
Aviso pensante
Num jeito explosivo,
Bomba que desnuda
As garotas de Hiroxima
Na sua mais perplexa nostalgia.
Diego Marcell 20-03-11
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