Mostrando postagens com marcador pequenos contos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pequenos contos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Arte e necessidade!


Na busca por livros condenados ou perdidos no tempo, para a abertura do sebo que será Complexo Arte e Livre, caímos num galpão de papel velho, ou mais precisamente na varanda do dono do papel velho; quando perguntamos por um tal Juliano (nome dado pelo nosso informante), percebi o proprietário um tanto confuso, mais parecia um suspeito tentando esconder algo da policia. Cansado da falta de objetividade de ambas as partes, perguntei se o tal Juliano não se encontrava, então!? _”Sim, ta...mas ...como eu posso te explicar..., é complicado...”. Coisas desse tipo agravariam a condição do suspeito se realmente fossemos policiais. Depois de uma longa e confusa conversa, entendemos que ainda era necessário a separação e organização dos livros dos demais tipos de papel; segundo o “cara” eram dunas de papel crivando o galpão.

Também descobrimos no decorrer da conversa, que todos os livros são triturados e acabam virando papel higiênico. _”Que pecado!” Sim, foi essa a reação da Raquel e a minha (apenas em pensamento) sobre o fato de toda obra intelectual que toma forma física para fazer parte deste mundo, muitas de qualidade didática e psicológica, humana e poética, longe de uma avaliação particular, pois são livros, essa coisa que é a vida, a sociedade, a espiritualidade, impressa, que deveria estar por aí, circulando de mão em mão, mente em mente; simplesmente se encaminha para um final no mínimo hilário; será esse o reflexo do Brasil? Pra onde foi a cultura? Que nasceu para ser leitura e acaba servindo para limpar a bunda da população. O livro está sendo visto por outros olhos, e suas palavras acabam borradas num final também muito poético (e por que não?), não para as pessoas, eu, você e eles, os que lêem e os que se limpam, mas para o texto, não escrito, texto vivido, sem data e necessidade de lembrança (ou com necessidade, sei lá); mas enquanto eu monto um sebo para fazer esse trabalho limpo de proliferação da cultura, de forma independente e artesanal, os grandes querem dinheiro e ganham para fazer o trabalho sujo, tanto os cúmplices quanto os que têm ação direta para tirá-los (livros) de circulação, coagindo com a redução do acesso ao desenvolvimento das classes menos favorecidas, vendo que um sebo é muito mais acessível mercadologicamente, do que uma livraria de livros novos, que nem precisaríamos citar, custam caro para o bolso tradicional do brasileiro.


Diego Marcell
15/07/07

sábado, 25 de junho de 2011

Sentimento? Que sentimento?


Meu sentimento e os erros do homem ainda são tão arcaicos como naquele tempo onde os homens eram sós com suas imagens e postes ídolos, tradicionalmente e incorruptivelmente condenados pelos ancestrais, raças e famílias. Onde até os profetas cometiam absurdos.

Mas não é sobre programas de computador que eu queria falar, talvez eu quisesse fazer algo contemporâneo para manter-se destacável e fresco, mas o sentimento é o mesmo e tão gasto que seu cheiro já passou de sabor.

Nem sobre velhice, nem juventude, apenas o tempo que decorre da cabeça, jovem sim, mas triste, passado, enxuringado. Vista suas fardas, rotas, sem precisar convocar o dicionário, me ensine novamente, me lembre, de como se escreve em bom e criativo português particular e brasileiro acima de tudo.

Quanta particularidade em programas de computador, como ser original no século XXI? Estou tentando descobrir.

Minhas particularidades a parte, ou não tão a parte, já que isso que falarei atinge diretamente minha particularidade... sentimental ...de momento... (falhas de memórias, perda de palavras, estão quebrando o ritmo)... falar com o “povo”, povo em si, massa, é algo excepcionalmente irritante, existem três candidatos a prefeitura, todos reclamam da condição da cidade, dois candidatos com problemas judiciais, o atual prefeito e o anterior, e uma nova cara, apoiada pelo ultimo período descente do município na política; pela lógica o terceiro deveria ser eleito, mas não, o povo é todo confuso, em primeiro ficou o ex-prefeito cassado em seu mandato e não poderá nem assumir o atual, em segundo o atual prefeito que está prestes a ser cassado e em terceiro quem pelo mínimo de inteligência dos eleitores deveria assumir. Outros tantos exemplos neste mesmo ano em outras prefeituras, no próprio governo brasileiro, então não vou me afundar na política do povo que é a vergonha, a vida do brasileiro, que tem preguiça de aprender, de trabalhar, só não tem preguiça de fazer sexo e gerar muitos desse mesmo nível.

Foi só mais um cliente brasileiro que tem preguiça de ler e aprender que me visitou e me fez lembrá-los neste texto. Talvez por isso também influenciar esse sentimento que me perturba.
Escrever por quê? Para ler, escrever, ler para escrever, nada disso é regra. E me irrita os erros de computador, não bastam os erros humanos ainda temos que suportar erros de computador que em sua programação ignora nossa raiva, ainda me fazendo saber que se eu quebrá-lo ele de nada vai sentir. Por mais errado que eu escreva, os computadores perdem, por mais errado que eu fale, o povo perde em interpretação. Quanto menos eu falar, é menos que eu jogo fora. Por isso escrever é falar comigo e passar alguma idéia é se por acaso cai na mão de alguém. Sempre há algum conteúdo extra-lírico.

Então volto ao lirismo sentimental do interior de uma alma. Depois de muito ler e ainda pouco assimilar, já que eu compreendo, interpreto, mas os lapsos me impedem de confirmar, isso ou aquilo. Até algo muito batido depois de algum tempo perde a forma. Por isso a melhor maneira de conversar é jogar palavras soltas no ar e formar um discurso abstrato sobre assuntos ainda em temperatura que não precise ser requentado em um microondas. Ou isso, ou não usar palavras minhas.

E quanto ao meu sentimento? Ainda não falei nada dele. Será que é melhor assim, guardá-lo para mim no caso disso cair em outras mãos?!

Diego Marcell
25/10/08

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Sonhei


Eu levanto e tenho que rir com a realidade, começou quando esses dias eu estava em floripa, dançando entre alguns caminhões, minha mãe estava me abandonando no show da Age Tendency, para ver se eu conseguia carona no ônibus para Mafra, invadi tudo aquilo, encontrei a Ligi com o Markinhos no meio da galera, mas não dei muita importância para eles, fui na beira do palco (que era nada mais nada menos que carteiras escolares) o show estava praticamente acabado, tinha apenas uma menina cantando qualquer coisa e alguém tocando uma guitarra, fui falar com o Chico porque ele havia ficado de me ligar quando voltasse de Joinville, a banda estava alojada numa escola, fomos até lá, aí eu encontro meu pai, que fez alguma brincadeira ridícula , lembro de ter chingado-o e só. Outro dia foi uma luta pra chegar ao cinema da Vila Argentina com o carro do Dirceu, já que eu acelerava e trocava de marcha e o Dirceu guiava no lado do passageiro.

Outro dia descobri que o Markinhos estava tocando bateria na banda de HC do Lucas, a minha surpresa foi de ele estar tocando BATERIA, aí fomos numa casa abandonada ver um show de punk, onde uma das bandas era do Milton e havia dois vocalistas, eles começaram a se peitar, alguém quis evitar o pior e os dois vocalistas saíram pra fora da casa pra brigar, todos nós ficamos tão pasmos que não falávamos nada e nem nos mexíamos, até que eles voltaram e começaram a cantar musicas de amor, tipo Roberto Carlos.

Aí eu, Guga e Marcos estávamos naquele restaurante perto do Zenfe que parecia mais um bar, até q apareceu o Julio Tora com uma trança de rabo de cavalo (hahahahah),
ele pediu duas cervejas e começou a contar uma historia ridícula que eu não deixava ele terminar porque ficava rindo dele, ninguém sabia se eu ria da historia ou do cabelo dele, todos ficaram muito sérios, o Julio foi embora e quando vi os outros também haviam sumido e me deixado com as cervejas geladas e inteiras, achei estranho...a historia se encaminhou um pouco além mas não achei mais os piás e finalmente na noite passada fui num festival de tortas muito chique, estava morrendo de fome e não comia as tortas porque não tinha dinheiro, até que vi minha vó comendo umas tortas deliciosas e descobri que era de graça, mas ai era tarde de mais, comi apenas uma e não era muito boa.

Eram tão reais esses sonhos que parecem ter um sentido a mais.

Diego Marcell 2006

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Metáfora



Muita torre caiu, a história mudou, tudo desmoronou, está vazio, ah como é gelado este lugar e é triste te deixar desolada com os habitantes que te fundaram e terão que te reconstruir pela terceira vez (pelo menos).

Habitantes frios de uma cidade que só teve dois verões. Habitantes que maldizem os que se vão e sugam os que vêem. Será que amamos um dia? Tudo pareceu real enquanto durou, bom verão aquele, verões com ilusões, mas verões.

Nunca me deixaram plantar em suas limitações, mas fui convocado muitas vezes para colher.

É triste deixá-la, mas os documentos que relatam a história foram soterrados nos escombros. Pude brincar nas suas ruas e me banhar na chuva, mas não me deixaram crescer; e quando cresci vi que suas casas eram pequenas, suas praças eram frágeis e pequenas, e seus bancos apesar de atrativos eram a prova de som. E eu já não podia ficar ali inerte sem poder reclamar para o governador que eu precisava de uma casa maior. Então tive um despejo natural.

Um pouco depois a terra começou a tremer e o banco da cidade, seu orgulho, foi o primeiro a desmoronar. E já não se ouvia musica nas praças. E aquele estrangeiro que veio aconselhar foi maltratado. E a cidade começou a desmoronar. Hoje ela parece azul, mas ela é cinza. E fantasmas circulam por lá. E fantoches trabalham para o governador. E em nome de Deus eles inventam estatutos que não existem na Lei. E vendam os olhos do povo dizendo que a cidade ainda está de pé. Que só o banco central caiu. E que as casas são grandes e luxuosas. E que a praça tem musica e é perfeita (mas a praça não tem musica e nem é bonita). E eu choro pela cidade. Pelo governo. Pela praça. Que tristeza me dá vê-la assim e deixá-la.

Eu sou só mais um que foi mandado embora. Para ganhar o mundo. E restaurar cidades caídas. Já que na que me criei, só o governo e os fundadores “reerguem” a cidade. É o orgulho dos donos da cidade. Mas que um dia Deus a erga para não mais cair. Enquanto o homem à levantar, continuará a cair. E enquanto não forem quentes as pessoas da cidade, o verão jamais dará as caras por lá. Por isso eu choro e oro por ti, cidade e seus habitantes.

Diego Marcell 07-03-10

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O Jacu





Entra o Jacu no estabelecimento, com seu passo desajeitado, já pergunta desacreditado, “não tem cd né?”, “tem!” responde o vendedor. Quanto custa? Depende, cada um tem um preço. Esse. R$10,00. Nossa, que caro. Original por esse preço. Ahh, é original? É. Eu nem sei a diferença...
Ele faz uma cara enigmática, passa um fio de pensamento obscuro em sua mente, então vira as costas e vai embora, segue pela vida em seu mini-mundo e desaparece entre o concreto da cidade para nunca mais aparecer.

Até que entra outro, de uma espécie um pouco superior. E pergunta: tem tex? Na prateleira azul. (ele ameaça ir para o fundo da loja) ah, lá atrás? Não, aí na frente. Ele passa da prateleira azul, e segue até a vermelha, quando o vendedor se levante e lhe mostra os tex.
Quanto custa? Ta o preço em cima, numa etiqueta. Não tem. Então o vendedor se levanta novamente, enquanto o Jacu fala: pelo menos neste não tem... Aqui ó, mostra o vendedor.
Vou levar este tem uma sacola?
O Jacu pergunta o horário de atendimento e promete voltar, para completar a coleção. É o Jacu que evoluiu do analfabetismo, para a leitura de quadrinhos de bang-bang. Com o dedo do meio enfaixado segue sua caminhada no que ele pensa ser a felicidade.

Diego Marcell
(pequenos contos 14/05/2009)

sábado, 4 de setembro de 2010

A cidade projetada




A cidade foi projetada, seu concreto e sua noite abrigam os planos agradáveis de um governo popular até entre os críticos. Para isto há empregos e uma orgia que ninguém menospreza, porque constroem igrejas para aqueles que não ousam converter quem ri pelas ruas; seja o bêbado da sarjeta ou o rico do petróleo. Os professores só dão aula particular, para não interferir na preferência familiar. E enquanto uns matam animais para ir agasalhado a jantares glamurosos; cientistas se encarregam de clonar espécies para os ambientalistas de plantão. Tudo para que ninguém se fira e a paz reine. Quanto a concorrência, a prefeitura se encarrega de aposentar os insatisfeitos com salários exorbitantes em profissões que não constam no guia de profissões.
As multimilionárias empresas sustentam e patrocinam a fama, apesar dos rios estarem verdes, borbulhantes e gosmentos, com um cheiro indegustável; para aqueles que curtem algo “natural”, a prefeitura construiu o rio Artificial, para banho, pesca, e crimes que querem deixar pistas.
Os seres humanos são obrigados a lavarem as mãos na torneira de álcool, para evitar as contaminações dos vírus e pragas atuais, mas no mais tudo ocorre perfeitamente, com exceção de alguns acréscimos de badulaques pós-modernos para nos adaptarmos ao clima cancerígeno, e as aberrações provenientes do rio, ou seria de rituais místicos?
Os espiritualistas de nível superior se afundam na Nova Era, os de ensino médio na ufologia e os semi-analfabetos nos romances da Zibia Gaspareto ou nos clássicos do Paulo Coelho. Mas essa é a classe sem importância. Os importantes estão no governo, fazendo rituais a meia noite, abafando CPI’s ao meio dia e criando leis ao bel-prazer pra favorecer seus planos futuros pelas 15horas.
E assim segue a cidade projetada, perfeita, em seu concreto armado, em suas sombras assustadoras de ruelas refugadas pelo projeto das favelas. É claro que tem que haver favela na cidade “perfeita”, na cidade projetada, pois os favelados não trocam sua ilusão de poder por nada, ser popstar na comunidade exige menos que seguir o estilo Rede Globo, apesar de alguns se venderem ao “sistema”, ou pode ser um entregador de pizza, ou um artista; a profissão não importa, importa é estar feliz a quatro paredes, nem que seja roubando o irmão, ou passando a rasteira na velhinha, ou enganando o ceguinho; a final, quase todos tem sua gangue para alimentar. O importante é que no final todos estejam felizes, e os que não estão, o governo da cidade projetada tem seus enviados para abafar o caso. É uma questão de herança militar, queima de arquivo está no sangue desses homens. Não se preocupe, que a noticia do Jornal Nacional sempre será favorável a cidade projetada, e se por acaso alguma noticia for um pouco preocupante, logo após vem a anestesia que todo cidadão patriota toma, a Novela Sagrada, então, mais uma noite tranqüila de sono vem, e aos poucos as luzes da cidade projetada vão se apagando, e o silencio vai tomando o lugar dos motores das maquinas e dos computados que vão sendo desligados. E o mendigo feliz fala: boa noite cidade projetada.

Diego Marcell
23/09/09

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O “CRENTE”


Menos sinceros, mais “internados” na beca evangélica, desejos sexuais obscuros saem pelos poros e fixam na roupa social. Mas eles são homens de Deus, subindo e bradando em cima do altar, esconjurando demônios alugados, profetizando a mensagem da vizinha fifi. Eles são homens santos, seus dedos enrijecidos são armas do Senhor dos exércitos. Homens sem pecados aparentes, sem pecados confessados, espancar é mandamento, pois sou fiel a lei.
Olhos famintos. A mulher não deve ser vaidosa. Ah mas como eu desejo essas menininhas com calças apertadas. Eu sim devo andar elegante, pois sou estandarte do céu na terra. Mas minha varoa está mais para barriu. Fique em silencio no canto! Que direito tem a mulher de falar? Ah essas moças do mundo, como gosto de me comunicar com elas, cheiram bem, parecem feitas de porcelana, que shampoo elas usam? Vou comprar um desses para mim.
Rosto sóbrio. Sou sério, não gosto de rir, não vejo tevê, não, não e não. Ah mas quando reúno a família no fim de ano, sou o campeão das piadas picantes, todos se dobram de rir, não sei se a piada é tão engraçada ou são os engradados de cerveja, que eu não tomo é claro!
Gosto muito de ganhar um dinheiro nas custas dos irmãos. Adoro pregar a palavra no centro da cidade, perto daquelas lojas que eu tenho alguns carnês atrasados, mas o meu Deus é Deus de vitória, e um dia eu vou acordar com meu novo celular tocando a musica “mão misteriosa” dos irmãos Levi e a moça do crediário falando que milagrosamente minha conta foi paga por alguém que não quis se identificar. Provavelmente um anjo do céu, que viu a minha aflição e atendeu a minha oração. Porque o que eu decretar aqui na terra é vitória em nome de Jesus.
Eu sei que Deus ta comigo, porque toda semana Ele me da resposta em profecia no culto. Deve ser porque eu só ouso hinos abençoados que o rapaz que copia cd e vende no camelô grava para mim, ele faz um preço camarada, ainda mais se eu emprestar o original do irmão aí ele grava uns pra eu vender também, pra ajudar no orçamento lá de casa, porque com o salário que a mulher ganha de diarista não da nem pra eu comprar uma gravata nova pra eu ir ao culto de domingo.
O que? Eu precisar de libertação? Ta loco? Você que ta escrevendo, seu mundano, que anda com essas roupas e esse cabelo e essa barba mal feita, acha que Deus gosta disso? Tem demônio, tem demônio! Você precisa ir à nossa igreja, vá na 5ª feira que tem libertação, tenho certeza que você vai ser abençoado e vai ficar livre. Porque eu sou o obreiro que envergonho o capeta, faço ele ajoelhar e contar tudo, com certeza ele vai falar que a brecha ou é a tevê, ou essas musicas sem unção que você escuta, ou essas roupas, esses brincos, essa gente que você anda; mas Deus tem um plano pra você na nossa igreja, você vai ser um grande levita lá no altar, só não vai ser igual a mim, porque eu já tenho 20 anos de ministério, só de demônio que eu mandei pro inferno eles tiveram que fazer uma nova ala porque tava lotado... por isso eu tenho galardão lá no céu, com certeza vou ficar na primeira fila, e se você seguir meu exemplo, quem sabe Deus tenha misericórdia e te deixe ficar lá pela 6ª. To te esperando na igreja e se você não for que Deus te castigue, amém.

DIEGO MARCELL 03/03/10

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails