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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Dez coisas que aprendi [errado] sobre Deus com os pastores da TV


Já sou um tanto antigo nessa coisa de TV e ano que vem completo a maioridade etária nessa coisa de religião. Sou de um tempo em que as manhãs de sábado tinham Jimmy Swagartt na antiga TV Bandeirantes (Band vem daí, novinhos) e Caio Fábio aparecia vez ou outra na Globo (sonho de consumo e masturbação egoica do Silas atualmente). Vi os primeiros programas do Edir ainda cabeludo e tenho até saudades do tempo em que o Malafaia usava bigode.

De lá pra cá, adultérios e escândalos à parte, muita coisa mudou. O que era pouco se acabou… Opa, música errada. O que era doce azedou. A Band hoje tem dúzias de pastores em sua programação, a Globo resolveu não se misturar mais com essa gentalha, a Record foi comprada pela veterotestamentária IURD e, como grana pouca é esmola, vieram a Record News e várias estações de rádio. Por falar em gentalha, o SBT continua firme e forte (tá, nem tão firme assim), resistindo à investida dos milhões feitos de tostões.

Bom, mas não é esse o mote aqui. Quero compartilhar dez coisas que aprendi ao longo dos anos sobre Deus com os pastores televisivos. Vamos lá:

1. Deus é bipolar
Pra não dizer esquizofrênico, digo que aprendi que Deus é bipolar. Afinal, cada um dos quinze televangelistas (os que consegui me lembrar enquanto escrevo) diz que Deus é, pensa e age de um jeito diferente. Uma hora Deus é amoroso e perdoador, na mesma hora, mas em canal diferente, Deus é irado e pronto a nos destruir com requintes de crueldade. Um diz que ele só quer o coração, outro diz que “é tudo ou nada”, ou melhor, com Deus “ou dá ou desce”. Como sei que nenhum deles mente ou fala do que não conhece, a conclusão óbvia é que todos estão certos e, portanto, Deus é, digamos, bipolar. Isso sem contar no discurso dúbio de “graça e alegria” pro pecador e “choro e ranger de dentes” pro já converso.

2. Jesus é masoquista
Juro que já ouvi “Jesus exultou de alegria naquela cruz” e “Jesus ansiava pela crucificação”. Até entendo o que Max Lucado diz quando fala que “Ele escolheu os cravos”, mas a quantidade de descrições adjetivadas e minuciosas sobre os sofrimentos de Jesus me dão a certeza de que os pastores acreditam que Jesus gostava de sofrer.

3. Deus já foi de direita, hoje é de esquerda
Na verdade, o que tenho visto ao longo dos anos é que Deus é governista, sempre, de forma irrevogável (oi, Mercadante). Os pastores dizem que devemos orar pelas autoridades (o que é bíblico), mas o que mostram é que Deus gosta mesmo é de um poderzinho temporal. Poucas vezes vi um pastor televisivo reclamando do desmazelo e ineficiência dos governos. Antes, mostram sempre seus melhores ângulos quando suas igrejas são visitadas pelos políticos. Será que rola um cabide de empregos celestial? Acho que sim, pois em toda denominação televisionada, Deus tem seus candidatos escolhidos e maldições prontas pros rebeldes que ousarem desafiar a lei do “irmão vota em irmão”.

4. Deus não inventou as borboletas
Coitadas, criaturas infernais, crias de Belzebu. Sim, numa dessas matinês vi um pastor explicando como a Nova Era estava usando a Disney para nos encher de mensagens subliminares (que de tão óbvias penso serem sublinhadas) e nos enfeitiçar. Prova de que os desenhos animados trazem a mensagem do capiroto? Sempre há uma borboleta voando quando o personagem corre perigo. Tadinho do Bambi, que além de órfão virou um ser possesso por uma pomba-gira. E o Corujito? Então, não se esqueçam: borboletas são bichinhos do mal.

5. Deus gosta duma muvuca
Deus é um cara popular, digo mais, popularesco. O Céu deve parecer o Programa do Ratinho nos velhos tempos. A julgar pelos cultos transmitidos, em especial os de extors…, digo, exorcismo, Deus não gosta daquela coisa certinha, ordeira e calma. O pau quebra e o barraco treme quando Deus está presente, foi o que aprendi com a pastorada da TV. Desde os tempos de Davi Miranda que sabemos que o barulho é porque Deus está operando (e sem anestesia).

6. Deus é surdo
Seria essa uma redundância com o item acima? Acho que não. Mas deixe-me corrigir: Deus é deficiente auditivo (em tempos de politicamente correto, sabe como é, né?). Ocorre que aprendi ao longo de quase duas décadas que é preciso falar alto, repetir mais alto e, por último gritar com Deus para que ele ouça nossos pedidos. Sempre que ouvir a deixa “com mais fé, irmão” é porque naquele dia a coisa tá difícil de chegar aos ouvidos divinos. Encha os pulmões e tente a sorte.

7. Deus é chantagista
Triste constatação. Mas não tem jeito. Aprendi muito bem explicadinho que Deus dá piti, toma presentes, fica de mal, emburra e, às vezes, até promete ir embora e levar a família com ele, nos deixando na sarjeta da solidão, na rua da amargura, na porta do inferno abraçados com o capeta. Tudo isso se não cumprirmos cada um dos caprichos divinos que os pastores gente fina fizeram o favor de catalogar e nos repassar pra não ficarmos mal na fita com o Poderoso. Coisa parecida com as avós que dizem horrores se não formos todo domingo almoçar na casa delas.

8. Deus tem problemas em manter sua santidade
Das coisas que aprendi com a pastorada da TV, talvez essa seja a que mais me confundiu de início. Segundo vi e ouvi em anos de programação evangélica, Deus é santo, muito santo, santíssimo. Ok, é bíblico. Até Jesus confirmou isso. Mas essa santidade toda dá um trabalhão. É uma mania de limpeza sem fim. É coisa de limpar as vestes toda semana, a preocupação dos pastores em lavar os pés do povo da igreja em água com colônia de rosas, em vestir um manto sagrado, em se enxugar numa toalhinha abençoada, até em por uma touquinha na cabeça já falam. É como se santidade fosse saúde, mas pra se manter saudável, Deus não permitisse que chegássemos perto antes de tirar todos os germes da roupa, da pele e dos sapatos.

9. Deus gosta mais dos caçulas
Diz Jesus que Deus é pai, mas os pastores me ensinaram a verdade: Deus é avô. E tem predileção pelos caçulas, pelos novinhos (sem menção à pedofilia aqui, faça o favor). Ocorre que Deus vai perdendo a graça com os assuntos mais antigos, dos pastores e cristãos mais velhos. Deus gosta é de novidades, dos assuntos do momento. Pra que hinos e canções, se a onda agora é louvorzão e baladas gospel? “Deus é jovem” ouvi uma bispa dizer antes de ser presa com dólares na ca…pa da Bíblia. “Deus é dez”, “Deus é da hora”, “Deus é irado” (se bem que faz sentido se lembrarmos que Deus é bipolar) são coisas que aprendi vendo os programas televisivos mais animadinhos. Sem contar que Deus agora tá numa onda de grupinhos que precisa ver. No meu tempo, era panelinha, mas tudo bem.

10. Deus gosta mesmo é da minha grana
Por fim, algo que me decepcionou em Deus, mas que agradeço aos pastores da TV pela sinceridade com que tratam o assunto: Deus é interesseiro. Lendo sobre Jesus no Novo Testamento, cheguei a ter uma primeira impressão legal de Deus sobre esse aspecto. Mas logo os pastores me contaram a verdade. Se eu quiser alguma coisa com Deus, o jeito mais fácil é molhar a mão do ser divino. Tenho minhas dúvidas agora com o lance de “dono do ouro e da prata”, mas vá saber. Sei que pastor não mente, portanto a coisa a se fazer para conseguir algo de Deus é pagar. Há pastores mais modestos que operam nos 10% regulamentares, mas há alguns que por um pouco (ou muito) a mais conseguem agilizar a bênção. Há taxas específicas, como os R$ 900,00 para a casa própria ou os 30% pra Deus abrir as portas. Mas algumas regalias e favores divinos só funcionam na base do tudo ou nada. Esteja (com o talão de cheques) preparado.

Não sei bem o que fazer com tudo isso que aprendi sobre Deus com os pastores da TV. Alguma dica?

E se Jesus fosse neopentecostal?


Se Jesus fosse neopentecostal, não venceria satanás pela palavra, mas teria o repreendido, o amarrado, mandado ajoelhar, dito que é derrotado, feito uma sessão de descarrego durante 7 terças-feiras, aí sim ele sairia. (Mt 4:1-11)

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria feito simplesmente o “sermão da montanha”, mas teria realizado o Grande Congresso Galileu de Avivamento Fogo no Monte, cuja entrada seria apenas 250 Dracmas divididas em 4 vezes sem juros. (Mt 5:1-11)

Se Jesus fosse neopentecostal, jamais teria dito, no caso de alguém bater em uma de nossa face, para darmos a outra; Ele certamente teria mandado que pedíssemos fogo consumidor do céu sobre quem tivesse batido pois “ai daquele que tocar no ungido do senhor” (Mt 5 :38-42)

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria curado o servo do centurião de Cafarnaum à distância, mas o mandaria levar o tal servo em uma de suas reuniões de milagres e lhe daria uma toalhinha ungida para colocar sobre o seu servo durante 7 semanas, aí sim, ele seria curado. (Mt 8: 5-13)

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria multiplicado pães e peixes e distribuído de graça para o povo, de jeito nenhum!! Na verdade o pão ou o peixe seriam “adquiridos” através de uma pequena oferta de no mínimo 50 dracmas e quem comesse o tal pão ou peixe milagrosos seria curado de suas enfermidades. (Jo 6:1-15)

Se Jesus fosse neopentecostal, ele até teria expulsado os cambistas e os que vendiam pombas no templo, mas permaneceria com o comércio, desta vez sob sua gerência. (Mt 21:12-13)

Se Jesus fosse neopentecostal, nunca teria tido para carregarmos nossa cruz, perdermos nossa vida para ganhá-la, mas teria dito que nascemos para vencer e que fazemos parte da geração de conquistadores, e que todos somos predestinados para o sucesso. E no final gritaria: receeeeeeebaaaaaa! (Lc 9:23)

Se Jesus fosse neopentecostal, ele teria sim onde recostar sua cabeça e moraria no bairro onde estavam localizados os palácios mais chiques e teria um castelo de verão no Egito. (Mt 8:20)

Se Jesus fosse neopentecostal, Zaqueu não teria devolvido o que roubou, mas teria doado seu ao ministério. (Lc 19:1-10)

Se Jesus fosse neopentecostal, não pregaria nas sinagogas, mas na recém fundada Igreja de Cristo, e Judas ao traí-lo não se mataria, mas abriria a Igreja de Cristo Renovada.

Se Jesus fosse neopentecostal, não diria que no mundo teríamos aflições, mas diria que teríamos sucesso, honra, vitória, sucesso, riquezas, sucesso, prosperidade, honra…. (Jo 16:33)

Se Jesus fosse neopentecostal, ele seria amigo de Pôncio Pilatos, apoiaria Herodes e só falaria o que os fariseus quisessem ouvir.

Certamente, Se Jesus fosse neopentecostal, não sofreria tanto nem morreria por mim nem por você… Ele estaria preocupado com outras coisas. Ainda bem que não era.

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria prendido satan, mas pisado na cabeça dele por mil anos com sapato de fogo

Fonte: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=14452493&tid=5637281225318380538&na=1&nst=1

Comentário da Estrangeira:

Se Jesus, em sua vinda, agiu totalmente contrário aos ensinamentos de denominações neopentecostais, essas igrejas e lideranças têm ensinado heresias, e inclusive arrecadado milhões com a desculpa de “evangelizarem em nome de Jesus”. Porém, Jesus dizia que quem O seguia fazia as mesmas obras que Ele, e que muitos que diziam Senhor, Senhor! não entrarão no Reino dos Céus.

Isso é muito grave!!!

Significa que muitos que se dizem cristãos não o são de verdade, por aceitarem ensinos contrários aos de Cristo. Pensam serem salvos, mas estão seguindo os ensinos do evangelho de Mamom, o evangelho do entesouramento de riquezas e sucesso aqui na terra. Isso significa que muitos, até com o coração puro, estão financiando ministérios que, no final, levarão muitos à perdição eterna.

Citar o nome de Jesus não significa pregar a Jesus Cristo, o Filho de Deus. O verdadeiro seguidor de Cristo faz e ensina aquilo que Ele fazia. Jesus nunca buscou riquezas ou sucesso pessoal, dava a outra face, cuidava dos órfãos e das viúvas e de todos os que se chegavam a Ele.

Infelizmente, vivemos num momento em que a igreja se irmanou com o mundo, e por isso busca suas ferramentas e seu conforto. A igreja, em boa parte, se conformou com o mundo, negando o ensino do apóstolo Paulo (Rm 12.2), ao invés de ser sal e luz, de dar gosto e iluminá-lo. Por isso, muitos olham a igreja, no geral, como algo corrupto e que busca apenas seus próprios interesses, tornando ainda mais difícil a aproximação dos incrédulos.

Está na hora dos de coração puro abrirem seus olhos para essa triste realidade espiritual: a de que, em nome de Jesus, muitos estão sendo enganados.

sábado, 25 de junho de 2011

Roubados e agredidos na Marcha para Jesus de São Paulo


Dias atrás, o Paulo teve um sonho: éramos agredidos na Marcha para Jesus, e para nos defender nos colocávamos de joelhos e começávamos a louvar.
Hoje parte do sonho se tornou realidade.
Tudo começou, como sempre, com o pessoal se encontrando na saída do metrô Tiradentes. Era o Paulo, o Nei, o Alex, o Julio, o Josef, o Thiago Mafra, o Morelo e eu. Levamos seis faixas, cinco dos anos anteriores e uma feita especialmente para essa marcha:

Dividimo-nos em dois grupos: metade ficou no início da marcha, e metade se postou mais adiante, onde aguardaria a chegada dos trios. Por volta de dez horas, como sempre, a metade que ficou se aproximou do primeiro trio-elétrico, onde estavam os astros gospel casal Hernandes, Silas Malafaia, Jabes de Alencar, Samuel Ferreira, Marcelo Crivella, entre outros. E estendemos nossa primeira faixa.
Eu segurava uma faixa ainda enrolada, quando a agarraram e a arrancaram dos meus braços, chegando a me machucar. Era um homem forte, um segurança do evento, que saiu no meio da multidão. Comecei a gritar “fui roubada”, sob o olhar assustado dos fiéis que presenciavam a cena. Outros seguranças se aproximaram e tentaram levar outra faixa, essa já aberta, e eu e os meninos “grudamos” na faixa, enquanto gritava “socorro” repetidas vezes, na ânsia de chamar a atenção de todos e não sermos agredidos. Deu certo, havia uma base policial próxima e os policiais foram ao nosso socorro. Resultado: os policiais apreenderam duas faixas e nos aconselharam a ficar ali, para nossa segurança.
Porém, fui tomada de enorme ira santa, e confesso que fui bastante imprudente (só agora vejo isso). Deixei a base e fui me esgueirando na multidão, a fim de chegar na frente do trio dos astros gospel. Foi bem difícil caminhar contra a multidão, mas enfim cheguei e fiquei cara-a-cara com a pastorada famosa. Sem as faixas, sem ter como comunicar minha mensagem, fiz o que estava ao meu alcance: aquele gesto, com um polegar em pé na outra mão, e os demais dedos fazendo um semi-círculo (para bom entendedor…). Fiquei de costas para a multidão, e de frente com o trio. A bispa Sonia até se fez de piedosa, e fez um coração com as mãos, estilo Wagner Love, para mim. E eu, fazendo incessantemente aquele gesto peculiar. Os demais astros viam minha manifestação, mas fingiam nada ver.
Enquanto fazia o gesto e andava de costas, ou melhor, era empurrada de costas pelo cordão humano de brutamontes do evento, ainda por cima o brutamontes que estava na minha frente resolveu me retaliar à sua maneira. A cada passo, ele levantava propositalmente seu joelho, que parava nada delicadamente na minha coxa. E, ao pisar, seu pezinho de fada despencava em cima do meu. Porém, o gostinho de ver aqueles astros gospel tendo que aturar meu gesto me fez perder totalmente a noção de dor. Uma hora até tentei revidar, levantando também meu joelho e atingindo-o com a mesma ignorância, mas aí ele gritou: “você está querendo se machucar”. Entendi o recado, parei de “joelhar”, mas continuei sendo “joelhada” e “pisada”.
Mas não apenas os astros gospel puderam ver meu singelo gesto. Uma repórter se aproximou e perguntou se eu estava protestando. Disse que sim, e ela disse que queria depois falar comigo. Então me deu um bloco, onde escrevi meu celular. Na mesma hora, um brutamontes surgiu do além e arrancou a folha da repórter. Do jeito que ele fez, e no ângulo em que eu estava, achei que ele a tivesse agredido, então por instinto agarrei o braço dele e gritei para ele soltar ela. Quando ele se virou, achei mesmo que ia levar uns sopapos. Mas Deus me livrou.
Continuei no meu gestual básico, e então outro brutamontes ainda maior chegou gritando: “pára de fazer esse gesto, senão você vai ser presa”. Continuei o gesto e o cara veio para cima, me agarrou pelo braço com pouco afeto, me arrastou para fora da pista e voltou para o seu lugar. “Ué, você não ia me prender?”
Como não estava presa, voltei com muita dificuldade para a frente do trio, e depois para o outro lado da pista, já que não tinha mais o que fazer ali. Por sorte (ou providência divina), estava justamente onde parte do nosso grupo estava, no caso o Josef, e com ele estavam as outras três faixas. Subimos num canteiro e estendemos a faixa de 2 Pedro 2.3:
Aí aquela repórter se aproximou de mim e perguntou sobre o porquê de estarmos ali. Falamos um pouco, e do nada apareceram os brutamontes de novo, e arrancaram a faixa das nossas mãos. Na ânsia e na violência, acabaram atingindo um deles mesmos com a vara da faixa, e segundo palavras do Josef, parecia o Pedrão dando uma espadada na orelha do soldado. Assim, nossas três outras faixas foram roubadas, porém ainda tínhamos os panfletos que o Alex fez. Então passamos a distribui-los na multidão.
Depois disso, voltamos para a base policial. Os policiais, diga-se de passagem, foram muito cuidadosos para conosco. Eles nos levaram e nos trouxeram ao 2º. DP, onde não pode ser feito o B.O. por não haver identificação dos agressores. Pela primeira vez, andei de camburão.
Então, de volta à Marcha, encontramos o Thiago Mafra com sacos de lixo, recolhendo o entulho largado pela multidão. Pegamos um saco e resolvemos ajudar também, e conseguimos lotar um saco em muito pouco tempo, tamanha a quantidade de papéis, garrafas plásticas e sacos de salgadinhos que encontramos pelo caminho.
E então fomos embora.
Sem dúvidas, o tratamento que recebemos foi premeditado, planejado pela organização do evento gospel. Nossas faixas não ficaram abertas nem dez minutos, antes de serem brutalmente arrancadas de nossas mãos. Não tiveram medo de agredir mulheres, nem na frente dos fiéis que marchavam. Só não fizeram coisa pior porque a polícia estava ali, presente.
O que relatei acima foi o que aconteceu comigo, e fatos nos quais eu estava presente. Cada participante teve suas próprias experiências (por exemplo, o Julio conversou cara-a-cara com o Malafaia e o Jabes), e por isso é importante visitar todos os blogs e ler todos os relatos. Em todos, porém, uma característica básica: a intolerância, que gera a violência.
E violência entre pessoas que dizem estar ali para marchar para Jesus!
No final, sobraram as duas faixas, aquelas que foram apreendidas no início pelos policiais. As demais, devem estar queimando em alguma fogueira santa gospel, com nossos nomes nas bocas de sapo ungidas. Porém, se não deixaram que a multidão lesse as faixas, pelo menos alguns tiveram acesso aos nossos panfletos, fora os que puderam assistir às cenas de violência. Nossa oração é para que Deus possa usar tudo isso para que o Espírito Santo abra os olhos de alguns para a busca do Verdadeiro Evangelho, que é puro e simples como Jesus vivia.
E, se tivermos que apanhar no ano que vem, sem problemas. O importante é que nós diminuamos, e que Cristo cresça.



VOLTEMOS AO EVANGELHO PURO E SIMPLES
O $HOW TEM QUE PARAR!

confira no blog da Estrangeira

terça-feira, 3 de maio de 2011

Sem discípulos



Quantas honras de homens são necessárias para te matar? Quantos agrados e quantas buscas não passam de ilusão? Cortaram uma de minhas azas, me mantêm aqui, entre o restolho da velha política religiosa, entre as grades sebosas da igreja evangélica e sua história de “homens de Deus”, mas aonde estão seus discípulos?

Tudo se inicia com uma pergunta e meu silêncio me corroe, eu preciso deixá-los, eu preciso falar, apesar de não querer, apesar de querer gritar.

Eu preciso de rostos sinceros e coloridos pela maquiagem new rave, eu preciso do cheiro estridente do gelo seco, eu preciso das mentes abertas dos adoradores.

Eu não preciso do mesmo banco, da mesma praça, do mesmo terno, do mesmo versículo.

Eu preciso de uma nova unção?

Nas escadas sentar para pensar, me humilhar diante de Ti, é tão bom contemplar as nuvens e os trovões, eu preciso da tua Verdade.

Pra que tantos departamentos sem influencia espiritual? Pra que tanta política eclesial se tudo não passa de papel e assinaturas?

Eu quero a comunhão. Repartir o pão. Apreciar o vinho. E sair leve, levado pelo vento para onde você quiser.

Provando mistérios, caminhos inéditos me atraem, apesar deles quererem me fazer esquecer, mas eles querem me sufocar, pensam saber o tempo, pensam saber de tudo, mas eles só sabem o que a religião assinou em seus tratados a quatro paredes, eles só sabem manipular.

Diego Marcell 21-02-10

sábado, 5 de março de 2011

Avivamento ou apostasia?


Li num blog uma pesquisa onde perguntava sobre o futuro da igreja evangélica no Brasil, os quatro tópicos eram: 1º ela está a beira de um avivamento. 2º está a mesma coisa. 3º está a beira da apostasia. 4º não sei. Pensei comigo: a alguns meses atrás eu não hesitaria em colocar “a beira de um avivamento”; porém hoje com certeza assinalaria, “a beira da apostasia”. Se Deus está nos abrindo a mente e nos livrando de um falso avivamento para uma reforma, ou de uma apostasia para um avivamento (já que uma reforma é gerada por um tipo de avivamento profundo e verdadeiro em gerações ou indivíduos) se é isso, não sei com certeza, mas que desde a minha conversão eu vejo Deus transfigurando ambientes sensitíveis, mudando geografias espirituais na minha frente, ou numa tela atrás de mim, isto eu vejo; e agora não é diferente, quando tudo toma forma e você se permite aceitar o que for, aceitar o risco da novidade, aceitar ser levado para o desconhecido, sem medo, tudo flui com clareza em tempo real.

Deus vem realizando isto, desde que eu resolvi tampar os ouvidos para vozes humanas e ouvir apenas a voz do Deus Pai. É a compreensão subjetiva, o saber mais intrínseco do evangelho no ser, é a faculdade de teologia que amplia horizontes (diferente destes cursos de obreiros de algumas igrejas que aprisionam incautos em doutrinas e meios mecânicos de fé), são os livros e filmes e inúmeros extras que caem nas minhas mãos e fecham com aquilo que fala dentro de mim.

Isso tudo gera um ângulo diferente de tudo que você um dia viu ou vivenciou. Aqueles que eram os revelados do poder do Altíssimo não passavam de promovedores de ameaças evangélicas? Eram visionários do avivamento ou vendedores de ilusão? Pelos seus frutos, que bem conheço, pois vi muito de perto, obtenho as respostas, eu que nunca fui assim muito de super produções cinematográficas, sempre preferi o retrato da humanidade dos filmes sul-americanos e europeus, um dia também fui encantado pela ludibriante pregação e os shows pirotécnicos desses homens, que hoje sei, pregam por dinheiro. Talvez não seja culpa deles, mas neste meio, as brechas devem ser tampadas antes que se tornem fendas sem concerto, é o sistema que tomou conta dos evangélicos que agora seguem um falso evangelho, um evangelho bem produzido, bem definido, que sabe seus objetivos, seus propósitos, e os meios para neles chegar. Isto é péssimo, mas é bom, pois Deus está levantando vozes pelo mundo, que lutam contra isto, que em nada querem ganhar com o evangelho, a não ser almas, que nada usam de meios a não ser a verdade, e não para seus próprios interesses, mas daquele que os chamou, no silencio, no anonimato, para não criar pop stars, mas instrumentos de uma obra, membros sadios de um corpo doente, para um avivamento genuíno, aquele que transforma a mente.

Diego Marcell 09-04-10

quarta-feira, 2 de março de 2011

Onde estamos depositando a nossa fé?


Jesus veio ao mundo e nos deu um evangelho pautado na humanidade, mas hoje os homens ensinam um “evangelho” baseado no sobrenatural, uma vida de super-poderes, de viagens estrelares; perdeu-se a base, eles esqueceram da mensagem da cruz, pegaram a moldura do texto bíblico e transformaram em doutrina, tornando insuficiente o milagre da vida e da salvação. Fabricam testemunhos baseados na mentira, o que remete a Satanás, pois o pior pecado que se pode cometer por alguém que professa o nome de Cristo é este, já que ensina como sendo verdade algo que não é, enganando muitas pessoas para se auto-favorecer sendo então este que age desta forma um inspirado pelo espírito do anti-cristo, pois causará repulsa em muitos daqueles que um dia creram e como não há nada encoberto que não seja revelado, mais cedo ou mais tarde este espírito maligno terá dado seus frutos podres no meio de “crentes”.

Os homens da bíblia não andavam circulados por aureolas de santidade como os pastores pop stars de hoje, não faziam shows com hora marcada para milagres, mas eram operários da fé, com as mesmas crises e falhas que vemos em nossos homens comuns de hoje; andavam no meio do povo e compartilhavam a vida diária com a sociedade, não ficavam trancados em seus quartos encarpetados fazendo armazenamento de poder para a próxima cruzada de milagres em Tókio; mas eram homens que realmente sabiam do que falavam e o que viviam, pois é na simplicidade e na cumplicidade que o evangelho faz sentido e produz seu melhor resultado, é na mudança que instiga o crescimento diário, e não em supostos arrebatamentos para não sei onde, ou em cruzadas marcadas por “quase divindades” que a distancia movem meu sentimental com o tom certo de uma palavra incompreensível.

Onde estamos baseando nossa fé? Quem são os homens de Deus? Alguém que roda o mundo com uma mensagem tão séria, tão marcante, capaz de enganar os mais firmes com a força do seu movimento que produz mensagens, livros, músicas e poder, será que estes só estão onde estão porque venderam suas almas?

É inexplicável o que estou sentindo, o choque que me eletriza as entranhas, mas como tenho tanta certeza nos caminhos produzidos pelo Senhor, a tristeza talvez seja alegria; o que Deus vem me ensinando nos últimos 9 meses e mais intensamente nos últimos dias é algo digno de um encontro com a verdade que se descortina a cada passo que dou sem me esforçar para procura-la. Homens da mais elevada estirpe midiática da história da igreja que não passavam de ideais errantes, ainda mais por afirmarem suas crenças particulares e as pregarem como primórdio, levando milhões de seguidores a se tornarem extremistas e consequentemente assassinos da fé cristã. Enquanto a simplicidade do evangelho de Cristo foi deixado de lado por não atrair ninguém por sua falta de adereços, ele atrai os que realmente tem na verdade o seu amor, pois é o evangelho que fala ao coração e tem como belo o exótico, que sempre foi a verdadeira beleza.

Diego Marcell 04-2010

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Gondim não quer país evangélico


Ricardo Gondim

Começo este texto com uns 15 anos de atraso. Eu explico. Nos tempos em que outdoors eram permitidos em São Paulo, alguém pagou uma fortuna para espalhar vários deles, em avenidas, com a mensagem: “São Paulo é do Senhor Jesus. Povo de Deus, declare isso”.

Rumino o recado desde então. Represei qualquer reação, mas hoje, por algum motivo, abriu-se uma fresta em uma comporta de minha alma. Preciso escrever sobre o meu pavor de ver o Brasil tornar-se evangélico. A mensagem subliminar da grande placa, para quem conhece a cultura do movimento, era de que os evangélicos sonham com o dia quando a cidade, o estado, o país se converterem em massa e a terra dos tupiniquins virar num país legitimamente evangélico.

Quando afirmo que o sonho é que impere o movimento evangélico, não me refiro ao cristianismo, mas a esse subgrupo do cristianismo e do protestantismo conhecido como Movimento Evangélico. E a esse movimento não interessa que haja um veloz crescimento entre católicos ou que ortodoxos se alastrem. Para “ser do Senhor Jesus”, o Brasil tem que virar "crente", com a cara dos evangélicos. (acabo de bater três vezes na madeira).



Avanços numéricos de evangélicos em algumas áreas já dão uma boa ideia de como seria desastroso se acontecesse essa tal levedação radical do Brasil.

Imagino uma Genebra brasileira e tremo. Sei de grupos que anseiam por um puritanismo moreno. Mas, como os novos puritanos tratariam Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Maria Gadu? Não gosto de pensar no destino de poesias sensuais como “Carinhoso” do Pixinguinha ou “Tatuagem” do Chico. Será que prevaleceriam as paupérrimas poesias do cancioneiro gospel? As rádios tocariam sem parar “Vou buscar o que é meu”, “Rompendo em Fé”?

Uma história minimamente parecida com a dos puritanos provocaria, estou certo, um cerco aos boêmios. Novos Torquemadas seriam implacáveis e perderíamos todo o acervo do Vinicius de Moraes. Quem, entre puritanos, carimbaria a poesia de um ateu como Carlos Drummond de Andrade?

Como ficaria a Universidade em um Brasil dominado por evangélicos? Os chanceleres denominacionais cresceriam, como verdadeiros fiscais, para que se desqualificasse o alucinado Charles Darwin. Facilmente se restabeleceria o criacionismo como disciplina obrigatória em faculdades de medicina, biologia, veterinária. Nietzsche jazeria na categoria dos hereges loucos e Derridá nunca teria uma tradução para o português.

Mozart, Gauguin, Michelangelo, Picasso? No máximo, pesquisados como desajustados para ganharem o rótulo de loucos, pederastas, hereges.

Um Brasil evangélico não teria folclore. Acabaria o Bumba-meu-boi, o Frevo, o Vatapá. As churrascarias não seriam barulhentas. O futebol morreria. Todos seriam proibidos de ir ao estádio ou de ligar a televisão no domingo. E o racha, a famosa pelada, de várzea aconteceria quando?

Um Brasil evangélico significaria que o fisiologismo político prevaleceu; basta uma espiada no histórico de Suas Excelências nas Câmaras, Assembleias e Gabinetes para saber que isso aconteceria.

Um Brasil evangélico significaria o triunfo do “american way of life”, já que muito do que se entende por espiritualidade e moralidade não passa de cópia malfeita da cultura do Norte. Um Brasil evangélico acirraria o preconceito contra a Igreja Católica e viria a criar uma elite religiosa, os ungidos, mais perversa que a dos aiatolás iranianos.

Cada vez que um evangélico critica a Rede Globo eu me flagro a perguntar: Como seria uma emissora liderada por eles? Adianto a resposta: insípida, brega, chata, horrorosa, irritante.

Prefiro, sem pestanejar, textos do Gabriel Garcia Márquez, do Mia Couto, do Victor Hugo, do Fernando Moraes, do João Ubaldo Ribeiro, do Jorge Amado a qualquer livro da série “Deixados para Trás” ou do Max Lucado.

Toda a teocracia se tornará totalitária, toda a tentativa de homogeneizar a cultura, obscurantista e todo o esforço de higienizar os costumes, moralista.

O projeto cristão visa preparar para a vida. Cristo não pretendeu anular os costumes dos povos não-judeus. Daí ele dizer que a fé de um centurião adorador de ídolos era singular; e entre seus criteriosos pares ninguém tinha uma espiritualidade digna de elogio como aquele soldado que cuidou do escravo.

Levar a boa notícia não significa exportar uma cultura, criar um dialeto, forçar uma ética. Evangelizar é anunciar que todos podem continuar a costurar, compor, escrever, brincar, encenar, praticar a justiça e criar meios de solidariedade; Deus não é rival da liberdade humana, mas seu maior incentivador.

Portanto, Deus nos livre de um Brasil evangélico.

Soli Deo Gloria

peguei no blog do Ivan Tadeu

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A nova moda entre os psiquiatras



Quando surge uma obra, uma idéia, uma novidade que seja, levando o amor de Deus ao mundo e popularizando a mensagem, logo chegam os fundamentalistas, donos das suas religiões, colocando listas de heresias, levando “luz” no engano, fazendo “apologética”, verbalizando com raiva em nome da “fé pura” o que eles chamam de “voz do capeta”! Mas quando me coloco a analisar estes “defensores do cristianismo”, tento ver neles alguma relevância no meio secular, tento avistar algum balsamo em suas atitudes, tento espremer algum gesto de Cristo de seus rompantes de santidade; e o que vejo?

Vejo a falta de sentido naquilo que fazem, amantes da instituição, idólatras de um Deus literariamente vivo na bíblia, mas morto no espírito.
Percebo que este evangeliquês está produzindo lunáticos que se reúnem para adquirir mais loucura e tomar injeções de demência e choques elétricos na psique. E doentes que buscam a igreja como seu hospital, acabam caindo nas mãos de médicos monstros que os aterrorizam semanalmente com seus dogmas neopentecostais.

Por que um homem se dispõe a criticar algum escritor, alguma obra cristã ou até mesmo secular, que demonstram decisões teológicos ou filosóficas do autor que não interferem no sentido geral ou na decisão histórica que faça a partir daí uma revolução no mundo, ou local; o que ganham com isso estes críticos? Que diferença iria fazer na vida de um outro possível? Que diferença faria para Deus? Assim como este meu texto uma simples manifestação desencadeada por aquilo que abomino, mas que por seu mal me deixa igual ao que me traz repulsa, graças a falta de reflexão filosófica e teológica destes que determinam heresias sobre conceitos que só o são pelo tempo de repetição desta mesma classe que carece de saber.

Pura metalinguagem é viver e aprender no ato carnal onde o espírito eleva-se para compreender as chances da vida de óticas múltiplas, algo inacessível para estes filhos de “pais na fé” que são os hierárquicos, os tricotomistas, os que enriquecem pregando prosperidade que só faz sentido se o pregador também é o devorador dos pobres fiéis. Ou o julgador da vida espiritual do outro e o jogador da vida de muitos, o que o faz um louco varrido deste universo sem sentido para Deus que é o da fuga da naturalidade em nome desta espiritualidade de quem já perdeu a conexão com o evangelho puro do Amor de Deus.

Pobres rígidos em suas andanças, não entendem a ironia, para eles alegria é palhaçada, não possuem papilas degustativas, apenas a mesmice da comodidade, da vidinha engaiolada, uma religião televisiva que os fornecem tudo em baixa qualidade, mas suprem suas necessidades animalescas como se fosse o alvo divino. Rastejam pelo ouro quando Jesus disse que este seria como o barro dos nossos calçados. Trocaram os valores e por conseqüência possuem seus valores teológicos distorcidos e os filosóficos longe de qualquer possibilidade de pensar a vida em sua magnitude.

Romper com sua loucura é loucura de Deus na sobriedade da teologia para se viver no caos como se habitasse na calmaria. Loucura dos homens é Adão caído, corrompido por seu próprio designo, mesmo que chame isto de deus. É preciso ser chamado de louco pelos loucos, ser expulso do hospício como se saísse da caverna arremessado pelos homens que foram usados por Deus da mesma forma que Ele usou o Faraó como instrumento da sua glória ante os judeus, para olhar de fora e ver a realidade e sentir na pele que louco não se assume por gostar de ver reflexos nas paredes, esta é sua principal diversão, querem ser Napoleão, brincar de Adão escondendo o fruto proibido, enquanto Jesus chorava pelos oprimidos, conversava com excluídos e não se importava com detalhes sem importância.

Diego Marcell 15-02-11

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Ruminando


"Quando a fé, em escala individual, se atrofia,

transforma-se em neurose;

e na escala social, degenera em superstição."

Viktor Frankl (1905-1997)

Peguei do SÍNTESE
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É o medo de quem se diz crente perder a salvação
ou sair do "caminho"
é o olhar duvidoso no outro
precipitação pelo conhecimento parco

é aquele fanático que evangeliza nas casas, pratica exorcismos e faz eventos para "chamar os jovens"
mas quando se decepciona com sua "igreja/instituição" volta a fumar.

ou aquele que não permite que outro faça louvor porque "está em pecado", mas quando fica de birra com o pastor, enche a cara com a desculpa que não está na igreja.

qual a diferença? lugar sagrado? e o Espírito foi retirado destes?

grande ilusão
grande neurose
grande superstição
que toma conta de um povo que se diz cristão
mas vive o dualismo de Platão
de quem ainda não obteve a verdadeira conversão.

através deste povo que Deus não encontra a fé no mundo.

Castelo forte é utopia.
É num castelo de areia que passam o dia.

Diego Marcell

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Não existe oração arminiana


vi no IDE

Fuga da Realidade


Podem até me chamar de blasfemo, mas as "unções" descritas abaixo se encaixam num dos seguintes casos: a) manifestações meramente carnais; b) obras demoníacas. O Espírito Santo não tem nada a ver com isso. Leia esse texto na íntegra, faça sua análise e tire suas próprias conclusões. Se tiverem interesse, conversemos a esse respeito um pouco após esse post. Escândalo? Embriagados? Loucos?


Minha igreja é destas que tem cai-cai, estrebucho e chororô. Aos domingos, quando cai a unção, homens e mulheres, crianças e adolescentes, profissionais liberais, garis, prostitutas e doutores se misturam num carnaval maluco, sem máscaras e sem fantasia. Todos dançam e pulam; alguns desconjuntadamente; outros, como pipoca no óleo quente. Outros, ainda, movimentam-se como num balé new age bem elaborado, em que se perdem sozinhos em seu mundo de adoração, como se estivesse no seu próprio quarto. Alguns gritam – gritos viscerais, primais, enlouquecidos; outros balbuciam extasiados palavras sem sentido. Alguns apenas caem em êxtase, como se tocados por um dedo gigante, e outros ficam no chão, rindo e chorando por muito tempo.

É estranho estar no meio de tudo isto. Você se torna quase um espectador do teatro do absurdo. Por mais que se confronte com o inusitado, sempre se surpreende a cada nova pessoa tocada, a cada profissional circunspecto que de repente se vê no chão despido de qualquer vergonha na cara. No começo, era uma espécie de playcenter espiritual; queria-se reunião todos os dias, numa ânsia pelo toque sobrenatural. A unção se tornou melhor do que qualquer coisa, do que os bate-papos a que estávamos acostumados antigamente, do que as festas regadas a muita comida, que eram comuns no dia-a-dia da igreja. Queríamos a emoção de cair, de perder o controle, de sermos tomados por aquela coisa nova. Um amigo médico definiu o processo como a "cocaína espiritual". Cocaína da qual não se sai "deprê", mas que vicia igualmente. Cocaína que produzia cura.

Lembro-me de outro amigo, profissional respeitado na cidade, que por respeito acompanhava a mulher para a igreja anos a fio. Sincero, dizia abertamente que não era crente, sempre querendo se preservar o direito de dar umas pecadinhas sem culpa. Mas, um belo dia de unção, lá estava o sujeito no chão, rolando suas roupas de marca pelo piso sujo de um galpão. Por mais que eu quisesse me desligar da imagem dele e louvar no meu canto, não conseguia parar de olhar as reviravoltas que ele dava – ora como um capoeirista exímio, ora como um lagarto desengonçado. Toda a dureza e indiferença cínica daquele homem rompeu-se e deu lugar a um zelo intenso pelo Evangelho e confissões públicas inimagináveis.


Na época, deflagrou-se uma guerra entre os membros da denominação quando começamos a nos "viciar" naquela cocaína divina. Muitos não se conformavam com o novo modelo, e vociferavam que Deus não podia fazer coisas nem proporcionar tais manifestações. Eu, cá do meu canto, sabia que não podia decidir as coisas que Deus pode ou não fazer – primeiro, porque sou mineira, assim como disse o caboclo depois que viu o sexto elefante cor de rosa voando por cima da cabeça: "É, cumpadi, parece que o ninho deles é pra lá mermo..." O Deus que falou em coluna de fogo, que apareceu em nuvem, que derrubou muralha com buzina, que abriu e fechou mares e rios, pode continuar fazendo o que bem entende. Um Deus que, na forma de homem, curou cego cuspindo no chão, andou em cima d'água, pescou peixe com moeda na barriga, morreu na cruz e ressucitou de maneira espetacular, pode continuar fazendo o que bem entende.

Fiquei a observar os resultados. Sei que a indiferença generalizada que reinava na igreja antigamente virou entusiasmo. Sei que homens que antes passavam o tempo do culto a pensar em seus problemas ou a desnudar as mulheres com o olhar, hoje, tocados por uma compaixão estranha, choram como crianças e pregam o Evangelho com paixão. Sei que mulheres mal-amadas, endurecidas pela vida, de repente desabrocharam em flor, como a moça da janela de A Banda do Chico Buarque. No meio disso tudo, alguns de nós querem teologar em cima de experiências e desenvolvem toda uma filosofia da preservação da "unção" na igreja, carregada de proibições neuróticas e de culpa. Para se ter unção, não pode isto não pode aquilo; não pode roupa de uma determinada marca, não pode música de ritmo afro; só o que é judeu é santo, o resto pertence ao diabo – que, aliás, acaba sendo um sujeito mais criativo que o próprio Deus, que não conseguiu inventar nada além daquelas musiquinhas judaicas em tom menor.

Assim, para ter unção, dizem que o crente precisa viver fora do mundo e outras bobagens mais. E quem olha de fora, ou seja, os acadêmicos da religião, tenta racionalizar e entender cada detalhe, revestindo-se de preconceitos histórico-teológicos. Apesar de cristãos, são mais céticos do que os incrédulos. Do meu canto, observo uma mulher de vida difícil levantar-se do banco ir ao altar pela primeira vez, querendo ver a Jesus e sendo tocada por uma mão sobrenatural de amor que a faz chorar e rir durante horas. Naquele choro, sua alma é lavada, suas culpas freudianas são extirpadas, sua sensação de miséria interna se torna em valor precioso. E ela levanta dali numa inteireza que duzentas horas de sermão não produziriam.

Edgar Morin, grande filósofo da educação, fala sobre cegueiras paradigmáticas. Segundo ele, "um paradigma pode, ao mesmo tempo, elucidar e cegar, revelar e ocultar. É no seu seio que se esconde o problema-chave do jogo da verdade e do erro". Ou seja, por ficarmos viciados num tipo de paradigma lógico, não conseguimos pensar fora dele, nem muitas vezes analisar coerentemente fatos do mundo ao nosso redor. No entanto, não somos capazes de perceber esse erro porque estamos presos na falsa lógica produzida pelos axiomas em que acreditamos.

O mundo protestante do Brasil hoje apresenta dois paradigmas principais – o dos experiencialistas, para os quais a experiência é tudo, o centro, a verdadeira razão de ser do Evangelho; e o dos racionalistas, que apesar de não admitirem abertamente, excluem a experiência do escopo de sua fé. Estes controlam o que é possível e racional no âmbito "espiritual", discriminam experiências e vivências de acordo com sua própria concepção do que é ou não racional. Ambos sofrem de cegueira paradigmática. O grupo de cá, voltado para o supremo poder da experiência mística, cega-se para os desatinos que o "império dos sentidos" produz, e infelizmente ignora o leme racional da Palavra. Assim, anda à deriva, movido por ventos de doutrinas, medos legalistas e arroubos personalistas.


O grupo de lá, conservador e racional, primando pelo amor à Palavra, ignora o lado místico da fé, sem o qual a própria fé deixa de ter sentido. Perde a oportunidade de experimentar o mover legítimo e curativo de Deus, o derramar do Espírito Santo que foge à nossa capacidade racional de explicá-lo, ultrapassa nossos limites religiosos e alcança almas e corpos com curas e prazeres que nossa teologia casta e asséptica não é capaz de gerar. Do mesmo modo que o grupo experiencialista exclui toda lógica – e, muitas vezes, todo parâmetro bíblico de sua fé –, o lado metafísico de Deus se torna ausente da lógica viciada da teologia racionalista.

A verdade é que caráter nunca será ministrado por imposição de mãos. A unção nunca substituirá a cruz a ser carregada ao longo de nossa jornada, gerando o verdadeiro cristianismo. A educação e o entendimento da Palavra nunca poderão ser relegados ao segundo plano; nossas mentes devem ser lavadas e transformadas pelas Escrituras, sem a qual a revelação nem existe. Mas ainda assim, a brisa suave do noivo está passando – e, quando ele passa, nosso coração amolece e nossos olhos querem chorar. Ele me ama, e eu sinto isto. É bom adorar por horas seguidas, sem olhar o relógio, e sentir-se limpo, perdoado e próximo do Senhor. É bom saber que Deus é concretamente e transcendentemente eficiente e poderoso para curar corpos, almas, dores, mágoas e teologias... E não há prazer maior que este.

Encontrado no blog do Web Evangelista

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Como trollar críticos dos seus ídolos gospel?



É interessante como o idolatria aos cantores gospel tem causado tanta fúria e falta de domínio próprio nos crentes de hoje em dia. Culpa não somente dos fãs, mas também dos ídolos, pois demonstram ser seres humanos inabaláveis, sem falhas, ao invés de agirem como dizem seus louvores: "Quero entregar toda a glória ao Senhor".

Enquanto vemos outros pregadores e cantores cristãos que estão lutando para que o Evangelho puro e simples seja pregado sempre demonstrando que erram muito, acertam às vezes, mas procuram crescer sempre. Esses nem são conhecidos, pois de fato querem entregar toda a glória ao Senhor.

Parece que o que os crentes exigem são líderes perfeitos, talvez pelo fato de eles não se contentarem em crer num Deus perfeito, porém invisível. Querem um deus visível e assim caem no pecado da idolatria. E quando um líder comete um erro, este jamais é perdoado, é considerado caído e é afastado de suas atividades.

Depois de ter falado sério, vamos ao tópico da postagem.

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Não tem argumentos sólidos para debater com um crítico? Seus problemas acabaram. Siga estes 10 passos e não apenas defenda o seu ídolo, mas também seja um troller. Faça o crítico aprender a nunca mais discordar do seu artista gospel favorito.
1) Diga que o crítico tem inveja do seu ídolo.
2) Enfatize que o seu ídolo já fez muito mais para o "reino" do que o crítico.
3) O jargão "não toqueis nos ungidos" não pode faltar. Tente amendrontar o crítico com isso
4) Tente convencê-lo que seu ídolo jamais falha.
5) Diga que os livros de teologia são inúteis e que só se conhece a Deus quando nos tornamos pentecostais.
6) Tente convencê-lo a confiar nos ídolos gospel e não em Deus.
7) Fale que o crítico é solitário. Diga que tem pena dele.
8) Diga que a Bíblia diz "Não julgue para não ser julgado" mesmo que isso não impeça você de julgar os homossexuais e pessoas de outras religiões.
9) Negue até a morte que você idolatra o seu cantor/pregador gospel favorito.
10) Caso nada disso dê certo, diga que vai "orar".
Obs: Lembre-se sempre de usar erros de ortografia e gramática em tudo o que você escrever para o crítico. Um verdadeiro adorador e defensor dos seus ídolos não se preocupa com essas bobagens de escrever corretamente.
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Eu queria saber outra coisa. Tenho visto muitos respondendo aos críticos coisas do tipo "conheça a Deus, não somente ouça falar" (que é algo certo, mas primeiro você tem que ter certeza de que o crítico de fato não conhece a Deus e examinar-se para ver se não é você mesmo que precisa dessa recomendação). Eu estou meio desantenada dos últimos jargões gospel, algum cantor/pregador tem dito isso frequentemente? Pois parece que a onda do momento.

vi lá no blog da Cibele Blanco

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A VISÃO DA BOTA DE COBRA "PROFÉTICA"




Capítulo 1


A visão da bota de cobra


1. Palavra de Ana Paula Valadão, filha de Marcio Valadão, um dos sacerdotes que estavam em Belo Horizonte, na terra dos tupiniquins colonizados.

2. Ao que veio a palavra do Senhor, nos dias de Dilma, filha sucessora de Lula, rei do Brasil, no oitavo ano do seu reinado.

3. Assim veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:

4. Filha minha, antes que te formasse no ventre eu te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta.

5. Então disse eu: Ah, Senhor Deus! Eis que não sei falar… Só cantar… Porque ainda sou uma menina.

6. Mas o Senhor me disse: Não digas: Eu sou menina, porque a todos a quem eu te enviar, irás. Tudo quanto te mandar, falarás.

7. Então, imediatamente fui conduzida a Dallas (EUA) e lá, outra vez veio a mim a voz do Senhor dizendo: Que é que vês, Ana Paula? E eu disse: Vejo lojas.

8. E disse-me o Senhor: Viste bem, porque eu velo pela minha palavra. Agora entre na loja. Então entrei.

9. Imediatamente, veio a Palavra do Senhor a mim pela segunda vez dizendo: Que é que vês, Ana Paula? Eu disse: Vejo botas…

10. Então, o Espírito (não a minha futilidade) disse:

11. Assim diz o Senhor: Conheço suas botas, e sei que não estas preparadas para o que irá acontecer. Todavia digo, não temas filha minha, porque assim como fui com Jeremias, serei contigo a diferença é que ele viu amendoeiras. Você vê botas.

12. Agora vai e compre uma bota de couro de cobra “piton” e volte ao Brasil, porque lá falarei ao meu povo o que há de acontecer.

13. Então voltei e o Espírito do Senhor revelou-me a cidade de Barretos, sendo uma das três cidades-base instaladas no mundo espiritual. Juntas, essas cidades formam um principado chamado Exu Boiadeiro. São elas Madri (Espanha e touradas), Dallas (terra dos cowboys americanos) e Barretos (terra dos rodeios).

14. Disse eu: Ai de mim, Senhor! O que falarei ao teu povo?

15. Então pela terceira vez veio a Palavra do Senhor dizendo: Diga ao povo que o sacrifício da cruz não foi o suficiente para quebrar com todo principado e potestade existente no mundo espiritual e na imaginação dos que se dizem profetas, mas não são…

16. Diga ao meu povo, os que tem sede de justiça, que eu ouvi o clamor deles, e por isso levantei você! Diga ao meu povo que a injustiça, fome, miséria, nudez, escassez são combatidas assim… Com atos proféticos!

17. Sim! Diga ao meu povo que Paulo era louco quando disse “escudo da fé, capacete da salvação, couraça de justiça” porque nada é mais poderoso do que um chapéu, um cinto e um par de botas piton quando se trata de fé mágica e de “demônios boiadeiros”.

18. Diga ao meu povo, que Paulo errou quando nos mandou calçar o “evangelho da paz”.

19. Na verdade, ele quis dizer “botas piton de guerra”, que muito possivelmente, de acordo com os profetas desta geração, é feita com o couro da mesma cobra que tentou a Eva.

20. Filha minha, diga ao meu povo que não lhes falta o conhecimento da palavra, porque eles tem você para matar o Exu Boiadeiro e mostrar a cobra, digo a bota.

21. Diga ao meu povo para colocarem o nome do meu filho dentro do chapéu! E fazerem reverência a Ele igual aos peões de boiadeiro fazem a “nossa” senhora de Aparecida! Por que essa reverência tem de ser minha! Para mim! Assim diz o Senhor!

22. Diga ao meu povo que Barretos é minha! Por que vocês foram lá, tocaram numa ferradura e disseram: “Barretos é de Jesus”! Digam ao meu povo que vocês também fizeram isso em Brasília e que agora Brasília está em chamas de avivamento!

23. Diga isso sem medo, porque o meu povo não lê jornal e jamais irão ver que a corrupção vem aumentando grosseiramente antes, durante e depois que vocês passaram por lá.

24. Diga isso sem medo, pois vocês também foram no Rio de Janeiro e fizeram do sambódromo um “santódromo”, conforme suas belas palavras. Afinal de contas, a prostituição nos carnavais praticamente acabou depois que vocês passaram por lá com o evangelho da “guerra espiritual”. Aleluia!

25. Quanto aos que duvidam e se levantam contra o que digo através de ti, eu levantarei contra eles o meu juízo por causa de toda a sede de justiça que eles carregam dizendo que a cruz ainda pode salvar a geração mais incrédula, mimada, dissimulada, arrogante, bobinha, frágil e mágica que carrega o evangelho de Walt Disney no coração.

26. Tu pois, cinges os teus lombos, e levanta-te, e dize-lhes tudo quanto eu te mandar; Não te espantes diante deles, para que eu não te envergonhe diante deles.

27. Porque eis que hoje, eu te ponho por peoa de Barretos, te ponho sobre todos que estão distante do seu trono com a mais nova American Cowgirl para domar o Exu Boiadeiro com seu chapéu da salvação, cinto da justiça e sua bota piton feita da couro da serpente que enganou a Eva! Assim diz o Senhor, pai da moda.

28. Quanto ao mais, por ventura todas as demais coisas não poderão ser escritas no livro de Lamentações dos que tem fome e sede de justiça?

27 Dicas para se tornar um cantor gospel famoso



Essas regras são uma constatação pessoal do "valor médio" do louvor gospel brasileiro. Siga-as a risca e seja um sucesso instantâneo.

1. Fale pouco de Deus e de sua obra redentora... Mais ainda, faça as pessoas acreditarem que Deus é o Papai Noel dos adultos;

2. Vogais... seu refrão adora mais se tiver vogais, elas mostram sua espiritualidade e encobrem sua capacidade de criar refrões inteligentes."Ouaieoua" é algo que vai fazer todos sentirem o maior êxtase espiritual;

3. Leia Cantares, Jó, Ester e outros livros pouco lidos da Bíblia, faça uma salada com versículos desses livros... Junte em um refrão grudento;

4. Ministrações espontâneas... você precisa ter ministrações espontâneas, mesmo que você as ensaie e decore tudo o que vai falar, e fale sempre a mesma coisa no mesmo momento em todas suas ministrações;

5. Diga sempre que foi Deus quem te deu a música... isso tira de você o peso de não saber compor, e também te dá uma arma poderosa contra os que fizerem criticas... "Você ousa questionar Deus e o Espírito Santo?";

6. Fale em línguas... não importa se ninguém entende, isso mostra que você é muito espiritual. Se você não sabe falar, finja que fala..."rita lava saia", "ripa lá pra trás", "chupa bala halls" e "siri anda lá na praia" são bons exemplos de embromação;

7. Chuva é extravagante... sempre faça 5 musicas sobre chuva por cd;

8. Fogo e rio também são extravagantes... sempre peça pra Deus mandar fogo e te afogar no rio;

9. Por aplicação direta das 2 regras acima, se você pedir chuva de fogo, você será ungido(a) com a unção da face de leão marinho do norte, e rio de fogo com a unção do peixe boi sagrado. Cuidado, se você pedir fogo e depois chuva, a chuva apaga o fogo!;

10. Nunca leia a Bíblia... afinal ela pode condenar as idéias propagadas por suas músicas, leia caixinhas de promessas e Kenneth Hagin;

11. Faça atos proféticos... ignore o fato de que os profetas do Velho Testamento só faziam tais coisas por ordem de Deus. Ignore também o fato de que no VT os profetas faziam as coisas para ilustrar uma realidade espiritual, não para mudar a realidade espiritual;

12. Cante como a Ana Paula Valadão... Se não for possível, finja que é. Se não der para imitar a Ana Paula Valadão, ao menos imite a Nívea Soares. Se nem assim der, determine que você pode, afinal suas palavras têm poder (lembre-se: se a Bispa Sônia Hermandes pode desafinar diante de um microfone para milhares de pessoas, você também pode);

13. Shophar... você precisa de um, mesmo que não faça idéia do que seja um Shophar.

14. Dançarinas... arranje dançarinas, Tai-chi Chuan é uma boa alternativa. Quanto mais parecidas com mariposas, melhor;

15. Gravação ao vivo é extravagante... ninguém nunca pensou em fazer isso, vá e destrua os poderes satânicos em quixopó do norte com sua ministração profética de 15 minutos;

16. Compre um violão de 12 cordas, e tenha uma igreja em Contagem;

17. "Penteai a noiva"... é um bom nome par ministério de louvor extravagante, e soa bem melhor que dizer "fazei chapinha na noiva";

18. Role no chão durante as ministrações... Crê-se que o deus dos extravagantes se agrada dos que se portam como sofredores de epilepsia;

19. Coloque um pimenta do reino embaixo da língua... ninguém vai entender o que você canta, lembre-se: "gemidos inexprimíveis";

20. Durante a ministração, repare bem em tudo o que os outros estão fazendo... Qualquer atitude no sense extravagante deve ser copiada, ainda que você não faça idéia do porquê;

21. Compre CDs do hillsongs, hosanna music, Jason Upton e Vineyard... copie todas as músicas que derem para ser tocadas em sol maior. Aliás, toque todas em sol maior. Sol Maior é meu Pastor e nada me faltará;

22. Se você for um cantor gospel romântico decadente... invente uma visão, experiência, ou algo do tipo e diga que Deus revelou que você deve gravar só adoração [não mencione o fato do seu produtor ter te avisado que essa é a tendência do mercado, nem fale que você está desesperado para arranjar dinheiro pra ir pra Las Vegas]. Se funcionou para Michael W Smith vai funcionar pra você;

23. Você tem um objetivo: Ser extravagante;

24. Lembre-se: nunca venda um CD por menos de 25 reais... ou a gravadora não terá o dinheiro para fazer o jabá.

25. Fale mal de todo tipo de musica secular... A associe ao demônio e à falta de santidade. É preciso reduzir a concorrência com musicas de qualidade;

26. Emita barulhos estranhos e tenha atitudes esquizofrênicas... Todo tipo de comportamento alucinado pode ser facilmente dissimulado em manifestações do "poder de Deus";

27. Dissimule milagres... Objetos transformados em ouro voltaram à moda.

Vi no Púlpito Cristão

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O culto chato




prefácio
Esse texto parte de uma visão generalista, se na sua comunidade o culto, reunião, celebração ou como quer que você chame, não acontece desse jeito, deixe um comentário, que isso enriquece muito a conversa.
novos formatos
Esse final de semana você provavelmente vai ou foi num culto, reunião, celebração ou como quer que você chame na sua comunidade. Esse culto (vou chamar de culto, porque é assim que chamam na minha comunidade) deve ter um formato específico que se repete a cada semana.
A ordem dos acontecimentos deve ser essa:
o saudação
o louvor
o pregação
o benção
Talvez tenha santa ceia, batizado, avisos e outras coisas que são particulares a cada comunidadade ou denominação.
Não sei se falei no meu polêmico post introdutório que mudei para são bento do sul faz uns três meses. Antes morava em Curitiba e lá já estava habituado na comunidade que ia. agora que mudei, tenho dificuldade de ir pra igreja e isso por dois motivos — primeiro não conheço ninguém, segundo, o culto é chato. E é sobre o culto chato que quero falar.
o culto chato
Em Curitiba descobri que não ia no culto para ter comunhão com Deus, isso eu podia ter em qualquer outra comunidade. Eu participava daquela comunidade porque lá estavam (e ainda estão) os meus amigos, lá estavam pessoas com quem eu gostava de passar tempo junto e o culto era uma desculpa para isso acontecer (obviamente a palavra e o louvor me agradavam, mas isso eu conseguia em outros lugares também).
Eu, Gustavo Nering, acredito que o formato atual de culto está completamente ultrapassado. Não é que culto aqui em São Bento do Sul é chato, esse formato de culto é que é chato. O formato de culto atual não ajuda as pessoas em alguns dos principais problemas da nossa sociedade, o individualismo e a solidão. E consequentemente a maioria das comunidades deixam para depois do culto aquilo que podia ser contemplado dentro do culto.

Só quero deixar claro que acredito no poder do culto, não acho ele irrelevante, e não acho que isso é desculpa para deixar de convidar as pessoas a visitar nossa comunidade. Acredito no crescimento espiritual através do louvor e da pregação da palavra, só acho falta uma coisinha que é o ponto central desse texto.
a divisão
Em grande parte das denominações a igreja é disposta em bancos ou cadeiras viradas para o púlpito, altar ou palco onde ficam o grupo de louvor, o pregador e todo mundo que fala durante o culto.
As cadeiras ou bancos viradas para um mesmo ponto diminuem o contato humano e direcionam o olhar. Essa disposição tem a função de deixar as pessoas quietas para ouvir o pregador.
A comunhão, algo básico, essencial e elementar do cristianismo, fica para depois do culto, quando — os que tem a autorização — já falaram lá na frente. Quem vem pela primeira vez no culto só tem comunhão com alguém se for abordado ou se abordar alguém.
a conversa
Porque, ao invés de bancos que apontam para a frente, uma roda? Assim que eu imagino Jesus falando para as pessoas, alguns em pé, outros sentados, talvez um negócio parecido com o Altas Horas, tendo espaço para interação, perguntas, indagaçõe, etc.
Ou porque não tornar a comunhão como parte do culto? Um momento em que as pessoas se juntam em grupos e conversam sobre aquilo que foi falado no culto, e que, muito provavelmente, continua logo após o culto.
E esse é o ponto central do meu texto. Nosso formato de culto é muito semelhante à uma sala de aula, um formato vertical em que um fala e os outros ouvem.
Porém, com a internet, nós estamos num momento de estrutura social horizontal, num momento colaborativo onde todos podem contribuir.
Também, por causa da internet, muitas pessoas tem dificuldades sérias de se relacionar com pessoas de verdade, de ir ao encontro de outros, de puxar assunto e muitas vezes ir à igreja afirma a solidão.
A conversa deveria fazer parte do culto, e o culto deveria contemplar a comunhão como parte dele. É na conversa que nós conhecemos os outros e é na conversa que ensinamos e aprendemos.
A conversa é uma ferramenta fantástica, e ela é uma peça estratégica e fundamental na evangelização ao próximo. Nós temos que sair da nossa igreja para pregar, mas podemos também utilizar o espaço do culto para além dos nossos muros, mesmo estando dentro deles.
concluindo
Eu sei que novos formatos geram uma quantidade de problemas operacionais, que o espaço físico nem sempre ajuda e que muitas comunidades são muito conservadoras em relação ao seu culto, porém algo precisa ser feito para que nossas igrejas encham e se acalorem, ao invés de ficarem cada vez mais vazias e mais frias.
O número de pessoas sem religião aumenta a cada dia, e se não estivermos dispostos a conversar dentro da nossa igreja, fora será muito mais difícil. As pessoas clamam por um relacionamento em que haja confiança e fidelidade, e muitas vezes isso não acontece dentro da igreja. A Igreja precisa pensar em ferramentas para estimular relacionamentos reais e criar espaços de comunhão dentro do culto podem ser peça chave para o começo de qualquer relacionamento.

Fonte Crentassos

sábado, 11 de dezembro de 2010

Cuidado com o Pr. Ouriel de Jesus, pregador oficial da Cruzada de Milagres no Dia da Bíblia



QUERIDOS, RECENTEMENTE ACESSANDO O SITE DA IEADI DESCOBRI QUE NO DIA 11 DE DEZEMBRO OCORRERÁ UMA CRUZADA DE MILAGRES, ONDE O MINISTRANTE OFICIAL É NADA MAIS, NADA MENOS DO QUE O PR. OURIEL DE JESUS. O QUE PARECE QUE NINGUÉM SABE É QUE ESTE PASTOR A ALGUM TEMPO É O RESPONSÁVEL POR UMA DAS MAIORES HERESIAS DESSA DECADA QUE SE ACABA.
QUERO INFORMAR QUE NO PRINCÍPIO DA MINHA FÉ FUI TELESPECTADOR FIEL DO PROGRAMA "CRISTO VENCEDOR" APRESENTADO POR OURIEL, EM MINHA IMATURIDADE, VIBRAVA A CADA DEMONSTRAÇÃO DE PODER E VISÕES DE ANJOS POR PARTE DESTE, NO ENTANTO, APÓS ASSISTIR O PROGRAMA ONDE OURIEL LANÇA O LIVRO "TRIUNFO FINAL DA IGREJA", ONDE MUITO JOGO DE LUZ, PIROTECNIA E CAI-CAI, LOGO PERCEBI E MEUS OLHOS SE ABRIRAM PARA O QUE REALMENTE OURIEL DE JESUS SIGNIFICAVA NO REINO.
ANALISE A SÉRIE DE ARTIGOS QUE ESTAREMOS PUBLICANDO AQUI NO IDE DURANTE A SEMANA, E TIRE SUAS CONCLUSÕES.

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Nos seus vinte séculos de história, não só as perseguições foram ameaças à sobrevivência da Igreja de Cristo. Os modismos teológicos também foram terríveis obstáculos à sua caminhada. Frente a essas heresias que se arvoraram contra a ortodoxia da Palavra de Deus, o Espírito Santo levantou os Pais da Igreja, também conhecidos como apologistas, que defenderam a fé cristã, fazendo-a prevalecer.

Todavia, hoje vemos um panorama diferente. A Igreja, cheia de recursos teológicos e apologéticos, conhece os seus inimigos externos, sabe como refutá-los, porém se manifesta temerosa e insegura, quando este inimigo está no seu interior, sutilmente disfaçado em sobrenaturalismo ou algum tipo de avivamento.

No último semestre de 2003, a igreja evangélica de língua portuguesa nos Estados Unidos foi abalada pelas aberrações teológicas descritas no livro "O Triunfo Eterno da Igreja", que neste artigo será identificado como TEI, de autoria do Pr. Ouriel de Jesus e um grupo de obreiros da World Revival Church em Boston, Massachussets, que segundo estes, foi traduzido no Paraíso, numa suposta "Sala das Escrituras". Conforme o relato dessas pessoas, eles estiveram nesse "paraíso" em "arrebatamento de sentidos". A reação do Concílio Geral das Assembléias de Deus dos Estados Unidos, ao qual o Pr. Ouriel de Jesus era filiado, foi imediata. Assim que detectaram sérios desvios das Escrituras através da leitura e análise do livro, o Concílio da denominação, como medida cautelar, decidiu radicalmente em desfiliar esse pastor do seu rol de membros e dissolver o Distrito de Língua Portuguesa. Além do jornal "Mensageiro da Paz", órgão oficial das Assembléias de Deus no Brasil, edição de outubro, e da excelente revista "Ultimato", que na edição de novembro de 2003, publicou refutação sobre essa fantasia escatológica, Flávio Costa, membro da World Revival Church, também produziu um sério estudo apologético sob o título "O Triunfo Eterno da Igreja à Luz das Escrituras", onde foi a fundo, refutando com firmeza e autoridade bíblica os ensinos heréticos contidos nessa pseudo-revelação. Antes do lançamento do livro, essa Igreja já era centro de algumas controvérsias doutrinárias relacionadas com "manás invisíveis" que os crentes recebiam e testemunhavam dos seus "sabores", as visões de anjos, alguns jamais encontrados na Bíblia. Depois dessa "angelomania" vieram os contatos com mortos que partiram com o Senhor que enviavam mensagens para os seus entes queridos vivos, algo que podemos definir como uma "mediunidade" disfarçada de evangélica. Comunicação com mortos, mesmo com aqueles que morreram no Senhor, é comunicação com demônios ( 1 Sm 28.7-14; 2 Rs 21.6; Is 8.19; Lc 16.26-31).

Dr. Erwin Lutzer, pastor da Igreja Moody Memorial, de Chicago apresenta na pág.84 do seu excelente livro "A Cruz de Hitler" a seguinte declaração "a Bíblia proibe qualquer tipo de contato com o mundo dos espíritos por uma boa razão: os demônios se disfarçam de anjo de luz, na tentativa de enganar tantos quantos puderem. É claro que existem 'mestres', ou inteligências não-humanas, na expectativa de uma oportunidade de entrar em contatos com seres humanos. Viabilizar essa transformação de consciência é exatamente o que o maligno deseja". Ao escrever este trabalho, reitero minha confiança de que o lema da Reforma Protestante do Século XIV,"Sola Scriptura", não mudou. A Bíblia, só ela é o singular livro de Deus através dos séculos e é detentora da completa revelação divina para a humanidade. Por isso, afirmo que todas as asseverações do Pr. Ouriel nesse livro refletem algum tipo de paranóia e que suas visões e revelações recebidas não encontram qualquer sustentação bíblica quando confrontadas à luz das Sagradas Escrituras. Ultimato descreveu com propriedade o comportamento desse líder, como "suicídio do bom senso"

O TEI pretende ser uma revelação do livro selado do Profeta Daniel, das palavras inefáveis que Paulo viu no Paraíso, do livrinho que João engoliu e de um "Avivamento do Tempo do Fim" cujo "patrocínio", Deus só entregou para Ouriel de Jesus e seu Grupo dos 15, da World Revival Church, em Boston (TEI prólogo).

Devemos aceitar passiva e cegamente as afirmações de Ouriel de Jesus, sem passá-la no filtro das Escrituras? Jamais!!! Até o apóstolo Paulo passou por este teste em Beréia (At 17.11) e devido a esse comportamento, os crentes da Igreja de Cristo naquela cidade foram chamados de "nobres", porque filtravam biblicamente todo o ensino que recebiam, repudiando-o se necessário fosse. Contudo, o Pr. Ouriel prega que os seus ensinos tem que ser aceitos cegamente sem questionamentos pela razão ou pelo intelecto humano (pág.42) e os que se aventuram a fazê-lo, são por ele denominados de incrédulos ou de fé poluída, contaminada e se arriscam a perder a salvação!!! Exalta os novos convertidos, visto que segundo ele, estes ainda não foram contaminados ( não foram discipulados!!!). Se o TEI é verdadeiro, do que o Pr. Ouriel tem medo? A verdade não tem medo de questionamentos. Ela não teme ser exposta. Quem precisa mascarar ou justificar o que afirma é porque teme a luz. E quem teme a luz do discernimento é porque está nas trevas! A Carta do Apóstolo aos Romanos 13:12 adverte-nos " deixemos portanto as obras das trevas" !!!
Uma ênfase excessiva na vida e no caráter do fundador.

Todos os movimentos heréticos que apareceram durante a história da Igreja, procuraram destacar excessivamente a personalidade dos seus fundadores, naquilo que conceituamos como "culto à personalidade". A honra que o Islamismo concede a Maomé, chega a deificá-lo; o Mormonismo presta a Joseph Smith um culto quase divino; o Adventismo concede à sua fundadora Ellen Gold White, a honra de uma profeta infalível; os seguidores da Santa Vovó Rosa, atribuem à ela poderes idênticos ao Espírito Santo; os adeptos do coreano Sun Young Moon, afirmam ser ele o verdadeiro Messias enviado por Deus. O TEI não poderia deixar por menos, quando refere-se ao seu líder. Vejamos algumas declarações sobre o Pr. Ouriel de Jesus contidas no livro: Apóstolo do Avivamento, qualidades e virtudes testificadas pelo Espírito Santo, incomum humildade, quebrantamento, espírito pacífico, sabedoria e determinação, profunda intimidade com Deus, descomprometimento com sistemas, títulos e posições, pronto a pagar o preço que for necessário e a aceitar os desafios para tapar as brechas que foram abertas desde a morte dos últimos apóstolos; homem que aceitou o desafio para liderar o grande e último Avivamento; líder que será dirigido pelo Deus Filho e pelo Deus Espírito Santo que conduzirá esse Avivamento em dimensão tal que alcançará os quatro cantos da terra. Esse líder saberá discernir as astutas ciladas do adversário....". E há uma aberração ainda maior, na página 338 do livro, Ouriel de Jesus é chamado pelo Profeta Daniel, de "Anjo de Fogo", devido à autoridade, fé, coragem, ousadia e unção que ele receberá do Altíssimo!!! E o "profeta Daniel" continua descrevendo o caráter espiritual desse "ser glorioso": introduzirá a obra do tempo do fim sem se preocupar com o preço a ser pago, com as renúncias que terá que fazer e com as perdas de amizade que terá ao se apresentar voluntariamente para introduzir e ver realizar-se a obra do tempo do fim. Essas qualidades encontradas nas páginas do TEI e atribuídas ao Pr. Ouriel não o apresentam como um simples homem, nem um anjo, mas como um "semi-deus". É a manifestação da "Síndrome de Herodes".
Arrogância e Superioridade Espiritual

O motivo do aparecimento de muitas seitas através da História é que os seus fundadores "descobriram" que a Igreja tinha falhado no seu propósito e que eles eram a restauração da Igreja Neotestamentária. Foi assim com Joseph

Smith, quando fundou o Mormonismo, Charles Taze Russel, quando fundou a Sociedade Torre de Vigia (Testemunhas de Jeová), Ellen G. White, quando fundou o adventismo, Rev. Moon, o "Messias Coreano", fundador da Igreja da Unificação Mundial, entre outros. A leitura do livro apresenta mesmo que veladamente, uma superioridade dos ensinos da WRC em relação a outras denominações quando afirma na página 93 : "Assim como Deus separou e elegeu uma nação, um povo, dentre os demais e, dessa nação, Ele separou uma tribo para Lhe oferecer louvor e adoração e cuidar do sacerdócio, assim Ele escolheu e separou uma igreja (World Revival Church) para ser o berço do último Avivamento, oficializando-a e destacando-a para que, através dela, seja introduzido esse Avivamento do tempo do fim até os confins da terra".
A arrogância espiritual do Pr. Ouriel de Jesus chega ao cúmulo de etiquetar os que estão arraigados na Palavra e se habilitam a combater os seus ensinos, afirmando que esses possuem uma fé poluída e contaminada. O grande apologista da fé cristã do séc. XX Francis Schaeffer, chamava de super-espiritualidade a tendência de alguns avivados em desprezar o intelecto, a apologia, o corpo e a cultura, para enfatizar o espetacular e o extraordinário.

Similaridades com outros Movimentos Heréticos

Quase todas as seitas heréticas tiveram a sua origem em visões espetaculares. O islamismo, a maior religião do mundo depois de Cristianismo é fruto das visões de Maomé por volta do ano 600. A mariolatria católica romana repousa em grande parte sobre as visões de Lourdes (1858), Fátima (1918) e Meljugorje (1981).

O TEI (ver Considerações do Pastor Ouriel de Jesus) afirma que no dia 14 de setembro de 2001 às 14:30 hs, quando o Pr. Ouriel de Jesus e o seu grupo de oração da WRC oravam, "o céu se abriu e nós vimos e ouvimos o Pai dizendo ao Filho: É hora de a Igreja ser tirada da Terra pois não está conseguindo cumprir sua missão e Jesus com um olhar de preocupação não respondia palavra. Foi quando pudemos ver o Espírito Santo interceder pela Igreja pedindo ao Pai que lhe fosse dada mais uma oportunidade". O Livro de Mórmon também faz uma afirmação quase semelhante. Joseph Smith Jr, "preocupado com questões religiosas dos seus dias", orou pedindo orientação a Deus sobre qual denominação era a verdadeira igreja. Então, na primavera de 1820 ele teve uma visão do Pai e seu Filho Jesus Cristo, que lhe disseram que todas as igrejas tinham apostatado e que seus credos era uma abominação. Em 1832, veio a segunda visão. Um anjo chamado Moroni contou a Joseph Smith a respeito de um livro de placas de ouro que se encontrava no Monte Cumorah , em Palmyra, N.York e lhe entregou umas lentes especiais chamadas Urim e Tumim, com as quais poderia decifrar e traduzir a nova revelação de Deus para a humanidade que estava naquele livro.

O TEI em "Considerações do Pr. Ouriel de Jesus"afirma que "ficamos impressionados ao ver que do meio do Livro sai uma luz que resplandece muito intensamente. Essa luz é uma espécie de sinalização no processo de leitura e tradução do Livro". Outra similaridade é que o Mormonismo revelou o anjo Moroni e o Ourielismo, uma nova saga angélica com Mestre, Jadiel e Elifelete. Mera coincidência, plagialismo sectarista ou trevas em dose dupla?!?!


Distorções Doutrinárias

Apoiado pela revelação histórica da Palavra de Deus, a Reforma Protestante declarou no Séc. XVI a famosa expressão em latim "Sola Scriptura". Essa afirmação era a síntese de todo o movimento: só a Bíblia, nenhuma outra revelação, mesmo que fosse entregue por um anjo. O TEI, segundo as fantasias espirituais do Pr. Ouriel e seu grupo foi traduzido do original que está no Paraíso (outro plágio do mormonismo???). Apesar de afirmarem que "este livro não tem o propósito ou a pretensão de se comparar ou substituir a Bíblia Sagrada...", pretensiosamente ou inocentemente, eles já colocam as Escrituras em desvantagem e inferioridade, pois a Palavra de Deus foi escrita aqui no planeta Terra em um período de 1600 anos por aproximadamente 40 escritores humanos, não tem nenhuma cópia original e nenhum dos seus escritores está vivo!!! A audácia do Pr. Ouriel e do seu grupo chega ao extremo até de mudar o nome das Escrituras, de Bíblia para Livro Eterno, nome este que foi estabelecido pelos Pais da Igreja nos primeiros séculos da História Cristã.

"Arrebatamento de sentidos" é outra declaração suspeita de Ouriel. Se é o mesmo um tipo de arrebatamento bíblico, vamos checá-lo com a experiência pessoal do Apóstolo Paulo (2 Co 12:1-10). Paulo não soube explicar direito o que aconteceu ("se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe) , não se expôs demasiadamente (conheço um homem que...), não teve a menor pressa em relatar o ocorrido (há catorze anos), não entrou em detalhes sobre o que viu ou ouviu (palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir), não omitiu a providência tomada por Deus para que ele não se ensoberbecesse (foi me posto um espinho na carne).

"...O céu se abriu e nós vimos e ouvimos o Pai dizendo ao Filho: É hora de a Igreja ser tirada da Terra pois não está conseguindo cumprir sua missão e Jesus Cristo, com um olhar de preocupação, não respondia palavra. Foi quando pudemos ver o Espírito Santo interceder pela Igreja pedindo ao Pai que lhe fosse dada mais uma oportunidade...Foi no momento dessa experiência sobrenatural que eu disse a Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo que eu estava disposto a pagar o preço que fosse necessário" (TEI, pág. 21). Não é preciso ser um profundo estudioso das Escrituras para detectar sérios problemas doutrinários nessa afirmação do Pr. Ouriel:

1. Ele declara, que junto com o seu grupo "viu o Pai, o Filho e o Espírito Santo". Ora, a Bíblia afirma terminantemente que "ninguém jamais viu a Deus, e nem pode ver: aquele que tem, ele só, a imortalidade e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver; ao qual seja honra e poder sempiterno. Amem (I Tm 6:16, Jo 1:18, Ex 33:20).

2. A revelação dada a Ouriel diz que a " Igreja de Cristo não está cumprindo com a sua missão", em outras palavras, a Igreja falhou.

3. Vejo uma profunda blasfêmia e muita audácia do Pr. Ouriel de Jesus nesta declaração, pois faz pouco caso da obra do Espírito Santo na Igreja e audaciosamente se coloca como um substituto da "obra inacabada". Faltou pouco para se equiparar com Sun Young Moon, que afirma ser o verdadeiro Messias, pelo fato de Jesus "falhar em não se casar e morrer em uma cruz". Não precisamos de nenhum outro e presunçoso "messias" seja ele Bar Kohba, Sun Young Moon, Inri Cristo ou Ouriel de Jesus ou alguém mais que se levantar, pois o preço já foi pago e homem nenhum foi capaz de suportá-lo a não ser o glorioso "Filho de Deus", que sofreu a afronta e o vitupério da Cruz por cada um de nós. O preço dos cravos, da afronta, das chicotadas e da alienação total, como Mel Gibson monstrou magistralmente em seu filme "A Paixão do Cristo", só foi pago por Ele, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

4. Segundo esse relato, Deus o Pai está falando em desistir de um dos seus propósitos em relação à Igreja, depois reflete melhor e decide dar uma outra oportunidade, porque aparece "um homem" disposto a pagar o preço ( ele mesmo, Ouriel!!). Que tamanho disparate em relação à soberania de Deus! Um dos atributos de Deus apresentados pela Palavra de Deus é a sua imutabilidade (Ml 3.6). Não há Nele nenhuma mudança ou variação (Tg 1.17b).


No Site:jesussite
Por Pr. Antonio Donizeti Romualdo
Co-pastor na Assembléia de Deus em Tampa, Florida
B.A. in Theology , Latin American Advanced School of Theology
E-mail: adorocristo@yahoo.com

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