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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

HOMOFOBIA: NÃO CABE AO CRISTÃO DISCRIMINAR



Além de não poder praticar nem dar seu aval à conduta sexual adulterina e à homossexual, o cristão precisa aprender a arte da convivência com aqueles que as praticam. Por ter se comprometido espontaneamente com Cristo ao se converter, o cristão é membro de uma comunidade cristã e responsável por seu comportamento e testemunho. Porém, ele não é retirado do mundo, da sociedade no meio da qual vive. Segundo Paulo, o cristão não deve ficar separado dos não-cristãos, que vivem a seu bel-prazer. Para viverem separados, os cristãos “teriam de sair deste mundo” (1Co 5.10, NTLH), atitude com a qual Jesus não concorda. Na oração sacerdotal do Cenáculo, Jesus é claro: “Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno” (Jo 17.15, NTLH). Retirado do mundo, o cristão jamais seria “o sal da terra” e “a luz do mundo” (Mt 5.13-16).
Por uma questão de princípios, se o cristão não se retira da sociedade, ele tem de aprender a conviver com seus contemporâneos e vizinhos, sem se deixar influenciar ou enredar por eles. Convivência e conivência são coisas distintas: “convivência” é viver com outra pessoa; “conivência” é cumplicidade, colaboração, conluio.
Não cabe ao cristão discriminar, desprezar, odiar, maltratar, humilhar ou apedrejar o homossexual ou a lésbica, em uma sociedade em que há muitos outros desvios, como a injustiça, a avareza, o consumismo, a hipocrisia, a idolatria, o ódio, a vingança, a arrogância, a frivolidade e assim por diante. Cabe ao cristão conviver com todas essas pessoas, com temor e tremor, sem espírito de superioridade, reprovando todas essas coisas mais pela conduta do que pelas palavras.
O ensino de Paulo tem um valor imenso se o contexto for considerado. Não há concessão alguma ao desregramento sexual. No mesmo capítulo, o apóstolo é enfaticamente contrário à presença de certo indivíduo da comunidade cristã de Corinto que estava tendo relações com a mulher de seu pai (já morto ou não), provavelmente sua madrasta. Ele deveria ser temporariamente afastado dos privilégios da comunidade, até que sua natureza carnal fosse suplantada pela nova natureza (1Co 5.1-5). No capítulo seguinte, Paulo recorda que entre os membros fundadores da comunidade cristã havia ex-homossexuais ativos e ex-homossexuais passivos, bem como muitos outros ex-isto-e-aquilo (1Co 6.9-11).
Na comunidade, o critério seria um; na sociedade, seria outro. Não se pode exigir que o não-cristão se comporte como cristão, mas é lícito exigir que o cristão se comporte como cristão.

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Por Elben M. Lenz César, Diretor-fundador da Editora Ultimato e redator da revista Ultimato onde o texto foi publicado originalmente.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

DAS OPINIÕES




Fui confrontado por um pastor com 30 anos de ministério, por argumentar o fato de não ter interesse em me tornar pastor da sua igreja; observei claramente que ele não receptou o que realmente eu queria dizer, apesar de um amplo discurso referente ao que eu tinha dito (num dialogo de grande compreensão e respeito de ambas as partes), mas que ele não poderia ter entendido completamente mesmo porque eu não havia concluído, o que também não me interessava, pois eu já havia me arrependido de ter exposto um pouco do meu propósito para ele.
Baseado primeiramente em Jó 32: 8-9, 21-22 e depois em Mt 23:8-9, sigo eu os propósitos que creio ter Deus me dado; dês de antes, em tudo em minha vida, nunca desejei imitar ou fazer algo de outros, mas a inovação é que me motiva, a singularidade, a criação. Neste sentido, não quero baixar minha cabeça diante dos “grandes”, pois dentre tantos que se dizem ou são considerados, neles descobri banalidades e faltas infantis, considero então único e exclusivo exemplo para mim o Senhor Jesus Cristo, nem Paulo que lhe foi imitador, mas Jesus Filho do homem simplesmente.
Quando expus alguns pensamentos ao veterano pastor, ele que também é psiquiatra clinico, pensou extrair de uma análise rápida de minhas colocações um objetivo mais específico para meu futuro, o que provou sua incompreensão a meu respeito. Afirmando ele que o meu objetivo era meia dúzia de pessoas, e que não há diferença nas formas do evangelho; então eu escreverei aqui um trecho de um conceituado livro sobre comunicações e missões.

De qualquer modo, os missionários devem despojar-se para sempre da noção ingênua de que a aceitação da mensagem do evangelho é a mesma, não importa como ele seja transmitido ao mundo – seja por meio de livros, revistas, rádio, televisão, filmes, gravações sonoras, folhetos, desenhos a giz ou dramatizações. Possivelmente, nenhuma historia fictícia teve circulação mais ampla nas missões ocidentais do que a idéia de que, se você colocar uma mensagem do evangelho em uma das extremidades de qualquer desses meios de comunicação, ela sairá na outra extremidade como exatamente a mesma mensagem do evangelho.
(A Comunicação Transcultural do Evangelho – volume 1, comunicação, missões e cultura – David J. Hesselgrave, pagina 42, editora Vida Nova, São Paulo 1994).

Esse acontecimento foi bom e proveitoso para mim, como um teste de onde você reafirma o propósito dado por Deus em contraste com a infinita opinião dos homens, ou que eles pensam saber ou servir para os outros, independente de quem seja ou dos anos ministeriais nas costas. Os que buscam são capacitados e Deus usa quem Ele quer da forma que deseja onde não imaginamos nos propósitos que nem sabíamos que existia. A transição desse mundo, desse milênio, de novo tempo, é geneticamente desenvolvida nos homens de Deus que surgem; não desmerecendo os do passado, mas a inovação temporal evangélica, sua velocidade, linguagem e ritmo já não se enquadram nos velhos conceitos de trabalho e meios que antes foram usados. O que infelizmente pode acontecer, é alguém na sua boa vontade, porém humana opinião, tirar ou na melhor das hipóteses atrasar a vontade de Deus para alguém, por este ainda não estar tão certo ou arraigado naquilo.

diego marcell - razões para a nova reforma

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