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terça-feira, 18 de setembro de 2012
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Reencontro
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domingo, 22 de janeiro de 2012
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Sandro Consul entrevista Diego Marcell sobre seu livro Batizando com fogo a consciência
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sábado, 15 de outubro de 2011
Educar - Rubem Alves
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sexta-feira, 5 de agosto de 2011
A reprodução e a novidade

A reprodução de “coisas” não tem por que, não viso fazer o que já existe usando minha visão apenas acredito no livre exercício da arte e da linguagem, nisso quero apropriar a criação. Fazer da vivência deste imaculado habitat da alma a mácula carnal da sensação material. Tudo até aqui foi apenas exercício da prévia do artista, agora só importa o laboratório para a criação, acreditar no espírito pós-moderno que sujeita a estética à sua reverência.
Quero encontrar no núcleo mais absorto do teatro o jogo para re-vivê-lo, interpretando-o no âmago da expressão dramatúrgica e visual que dele se pode extrair.
No cinema, quero mexer com sua elasticidade videática, cores, texturas, frames, cortes, edições, brilho, poesia e moda, quero delirar, porque cinema é delírio, é loucura, e quando deixa de ser, perde todo valor artístico.
Quero falar com suportes e conceitos novos, velhos e diferentes e mesclá-los, quero com isto vender a idéia pós-moderna como a liturgia necessária para salvar-nos, pobres mensageiros da odisséia terceiro mundana, que ainda não aprendeu o que é isto que reproduz tão velozmente.
Religião-esporte-arte são as bases da vida, só assim se pode chegar ao ser e ao Ser. Mas o resquício modernista-iluminista que ainda ladra no ouvido capitalista é o que nos enterra vivo na solidão da cidade, sem ar nos deixam os “professores”, os analistas, os industriais que nos matam por venderem suas almas frias e secas para este discurso velho e fantasmagórico que tem seus dias contados, mas que se aproveita da letargia terceiro mundana.
Os computadores são vitimas dos seus “cientistas da computação”, quando deveriam ser o libertador nesta conexão pensante e criativa.
O terceiro mundo precisa deixar de ser manipulado vendo apenas o que lhes permitem. O terceiro mundo precisa entrar em conexão, infelizmente apenas os pequeninos estão conectados e, portanto, abafados pelo grande e velho ideal fantasmagórico da modernidade.
Vamos unirmo-nos pelo (re)manejamento do ideal da idéia pelo pensamento universal temporal que como bebê em trabalho de parto permanece metade para fora e metade para dentro da madre, vamos parir este pensamento, vamos unirmo-nos para dar peso ao voto na linguagem e pela democratização da estética, pois em se tratando de terceiro milênio pós-cristão, isto é a liberdade!
Diego Marcell 05-08-11
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Momentos hilários da genialidade: Nietzsche

Certas coisas nas grandes personalidades da história me fazer regozijar e gargalhar, neste momento vou tomar apenas um exemplo: Nietzsche, hoje o cara é pop, lido e banalizado por qualquer um, porém vendo a foto acima fica evidente o retrato dele em seu tempo. Ao lado da mulher que tanto amava, mais por sua sabedoria que o encantava que meramente pela beleza, foi negado seu pedido de casamento pela bela Lou Andreas-Salomé, o que mostra que realmente era esperta a moça; também na foto se encontra Paul Rée, um rapaz que cativou Nietzsche de algumas formas. Paul namorava Salomé que teve um caso com Nietzsche que amava a ambos. Porém na foto, o filósofo alemão parece meio deslocado, o que eu achei hilário e levando em conta o contexto histórico poder-se-ia desenvolver várias teorias. A minha favorita vou revelar no final.
O cara era mesmo uma figura, analisando friamente, era um coitado, um rejeitado que dava pena, um sujeito de poucos amigos, quando possuía algum, dava um jeito de acabar com a amizade. Veja o caso Wagner, por inveja devido o cara ser músico (sonho frustrado de Nietzsche) e ser bonitão e se dar bem com as mulheres, acabou irritando o professor de filologia, fazendo a inveja fluiu numa crítica endoidecida, pondo fim à amizade.
Já com o moçoilo Paul Rée, foi o contrário, Nietzsche querendo um amigo, citando-o em seu livro, escrevendo em seu diário sobre o rapaz que, se ingrato ou possuidor de alguma verdade que o III Milênio desconhece, Rée acabou afirmando sobre o tão aclamado hoje possuidor de fama exclusivamente póstuma as seguintes palavras: "Nunca pude lê-lo. Ele é rico em espírito e pobre em idéias". "Todos fazem tudo por vaidade, mas a vaidade dele é patológica, irritantemente doentia. Ela o levou a produzir, quando são, grandes obras, de modo normal, já enquanto doente, podendo pensar e escrever com rara frequência, e temendo sobretudo não voltar a fazê-lo nunca mais, a todo custo queria conquistar a fama; sua vaidade doentia produziu algo doentio, muitas vezes brilhante e belo, mas essencialmente deformado, patológico e demente; não um filosofar, mas sim um delirar!"
Desenvolvi então uma teoria sobre a foto que muito me fez rir imaginando os personagens a executá-la. Nietzsche intrometido entrou na foto sem ser convidado, porém, como na época para a foto sair perfeita era necessário ficar imóvel, Salomé e Paul não puderam se manifestar, Nietzsche só queria uma foto com os amigos, enquanto eles queriam a lembrança de um casal enamorado.
O paradoxo do não-dualismo
Não sou dualista, sou paradoxal, tentei acreditar no dualismo, mas nunca consegui vivê-lo. Acredito na unidade do ser, acredito na coerência da criação, acredito que posso ser vários sem me contradizer, sem me negar, mas me completar no paradoxo da subjetividade.
Sou mais Jesus que Paulo, talvez mais Nietzsche que Platão, posso concordar e discordar sem padrão, sem a necessidade de se denominar qualquer coisa.
Não sou objetivo e não acho que devemos ser unanimes, acredito na biodiversidade e por isso também na diversidade intelectual.
Na verdade das opiniões verdadeiras e na vontade pura, sem concordar, concordar que exista livremente a necessidade de outros pontos de vista, crescer é mudar sem abdicar, continuar o mesmo sendo outro, a unidade do ser na variedade do ente.
sábado, 23 de julho de 2011
Sala 101

Toda liberdade foi extinguida.
Saber nada é o que eles querem que você saiba, muita informação sem sentido, sem conexão para você saber tudo de nada.
Eles vendem um futuro para quem não teve passado e não tem presente, a vida é passagem, mas isto deve ser apagado da “realidade”.
Hoje a estética foi corrompida, estética, amor e liberdade é o que importa, mas os três foram extinguidos, apesar de suas falsificações estarem na mídia ditando moda...
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terça-feira, 19 de julho de 2011
Não-matéria na matéria

Deus está fora da matéria, mas sua onisciência nos mantém, agindo na matéria, pela matéria, para a matéria, na alma das coisas (vento, água, gás, etc) e no espírito das criaturas (seres humanos e animais), seu controle assim se manifesta e seu poder invisível se evidencia.
Sendo o natural da natureza ele põe em ordem o que a matéria é incapaz de fazer por conta própria, já que por conta própria a matéria é impotente, seria o pó acumulado num canto vazio da não-existência.
Mesmo sem interferir na liberdade dos seres, Ele consegue romper qualquer razão não Divina a respeito do dualismo e da ilimitação e da perfeição dos seus atributos e designos.
sábado, 16 de julho de 2011
Negação

Geralmente um louco, anti-social, que fala sozinho por não ter amigos suficientes para ouvir suas estranhezas vindas das entranhas do ostracismo; este não pode com uma família comum.
A melancolia é sua alegria, como um surfista gótico que renuncia uma valsa por ser hipocrisia dançá-la.
Por ser um pensador, um questionador do cosmos, não suporta os clichês intelectuais e prefere assistir aqueles seriados para rir que para pensar, mesmo porque consegue arrancar do lixo da banalidade, mais conteúdo filosófico do que de professores cheios de academicismos.
Talvez por isso prefira flertar com o erro, que consentir com aqueles que passaram pela vida sem relevância, mesmo que ache errado o que faz e culpar-se por isso que é a única coisa que não consegue esforçar-se para realizar, porque não sabe ser outro personagem, a realidade é crua demais para negá-la em outra versão. Sentir pena é sua forma de compaixão que se materializa em soluções filosóficas para a vida e só talvez por medo da fome e do abandono total não seja ele mesmo por completo em sua exótica personalidade de repelir o que não faz sentido para a sua reflexão.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Catarse

Às vezes a oração, o dialogo com alguém especial e alguns momentos da vida são uma catarse para nos colocar em ordem, ou nos tirar a ordem, nos por do avesso; como uma dor na alma, como sonhos mortos e desejos reprimidos, fugir é tentar se libertar das vozes da razão que lhe cutucam deixando o corpo pintado de hematomas.
Como Deus resolve direcionar suas causas não nos compete saber, mas escolhemos a direção que nos faz menos racionais para termos desculpas para dar quando nos afogam em latões de água.
A vida social parece não querer ambigüidades e só percebemos quando queremos ser o hibrido numa situação onde tudo é definido com exatidão. Exatidão que sufoca o poeta que se vê entrelaçado de sentimentos e tem que calar porque seus hematomas doem.
Sem fôlego para correr e sem adrenalina para nos alimentar, assim morremos do mesmo jeito que tentaram matar Deus. Porém, não somos tão fortes como o antigo alvo da sociedade, se Deus se reinventa, deve Ele nos ressuscitar após cada tijolo arremessado nas mulheres do oriente médio, Ele deve nos sustentar após cada seca e fome dos meninos da África, Ele deve nos levar num plano perfeito, numa hora marcada pelos relógios da natureza e nos fazer colher sonhos de um jardim tão ameaçado e desmatado que é este que aí está. Lá compreenderemos será, algum dia, a reinterpretar o que nos deram?
sexta-feira, 1 de julho de 2011
A ilha

O mundo das dúvidas é o mais divertido; a complexidade do mistério me faz viajar, quanto mais se descobre, quanto mais se aprende, mais desconhecimento se obtém; é a infinidade que faz sonhar, como é bom saber que nada sei; se outros sabem menos, infelizmente eles sabem tudo (infelizmente principalmente pra eles, senhores e escravos de si).
Entrar sem compromisso nesse universo, é adquirir bagagem para ir mais longe (peso para afundar). Não me interesso nem um pouco pela objetividade, nem pelos intelectuais da objetividade (mesmo que muitas das vezes eles se achem os da subjetividade, idiotas da tal). O silencio tem as melhores respostas para nossa inquieta audição e o tempo é o melhor ponto para nossa vista sem direção!
Tire o foco do seu umbigo e se perca no horizonte turvo e cheio de miragens, só assim se achará em estradas estranhas que levam àquela estrela; e ali será só o começo dessa vida de descobertas.
Pôr isso me perco em certas breguices. Pequenos lugares podem ser labirintos maravilhosos, é só exercitar sua mente.
Diego Marcell 2006 (isso foi antes de ler Sócrates, Kant e Heidegger)
sábado, 25 de junho de 2011
Sentimento? Que sentimento?
Meu sentimento e os erros do homem ainda são tão arcaicos como naquele tempo onde os homens eram sós com suas imagens e postes ídolos, tradicionalmente e incorruptivelmente condenados pelos ancestrais, raças e famílias. Onde até os profetas cometiam absurdos.
Mas não é sobre programas de computador que eu queria falar, talvez eu quisesse fazer algo contemporâneo para manter-se destacável e fresco, mas o sentimento é o mesmo e tão gasto que seu cheiro já passou de sabor.
Nem sobre velhice, nem juventude, apenas o tempo que decorre da cabeça, jovem sim, mas triste, passado, enxuringado. Vista suas fardas, rotas, sem precisar convocar o dicionário, me ensine novamente, me lembre, de como se escreve em bom e criativo português particular e brasileiro acima de tudo.
Quanta particularidade em programas de computador, como ser original no século XXI? Estou tentando descobrir.
Minhas particularidades a parte, ou não tão a parte, já que isso que falarei atinge diretamente minha particularidade... sentimental ...de momento... (falhas de memórias, perda de palavras, estão quebrando o ritmo)... falar com o “povo”, povo em si, massa, é algo excepcionalmente irritante, existem três candidatos a prefeitura, todos reclamam da condição da cidade, dois candidatos com problemas judiciais, o atual prefeito e o anterior, e uma nova cara, apoiada pelo ultimo período descente do município na política; pela lógica o terceiro deveria ser eleito, mas não, o povo é todo confuso, em primeiro ficou o ex-prefeito cassado em seu mandato e não poderá nem assumir o atual, em segundo o atual prefeito que está prestes a ser cassado e em terceiro quem pelo mínimo de inteligência dos eleitores deveria assumir. Outros tantos exemplos neste mesmo ano em outras prefeituras, no próprio governo brasileiro, então não vou me afundar na política do povo que é a vergonha, a vida do brasileiro, que tem preguiça de aprender, de trabalhar, só não tem preguiça de fazer sexo e gerar muitos desse mesmo nível.
Foi só mais um cliente brasileiro que tem preguiça de ler e aprender que me visitou e me fez lembrá-los neste texto. Talvez por isso também influenciar esse sentimento que me perturba.
Escrever por quê? Para ler, escrever, ler para escrever, nada disso é regra. E me irrita os erros de computador, não bastam os erros humanos ainda temos que suportar erros de computador que em sua programação ignora nossa raiva, ainda me fazendo saber que se eu quebrá-lo ele de nada vai sentir. Por mais errado que eu escreva, os computadores perdem, por mais errado que eu fale, o povo perde em interpretação. Quanto menos eu falar, é menos que eu jogo fora. Por isso escrever é falar comigo e passar alguma idéia é se por acaso cai na mão de alguém. Sempre há algum conteúdo extra-lírico.
Então volto ao lirismo sentimental do interior de uma alma. Depois de muito ler e ainda pouco assimilar, já que eu compreendo, interpreto, mas os lapsos me impedem de confirmar, isso ou aquilo. Até algo muito batido depois de algum tempo perde a forma. Por isso a melhor maneira de conversar é jogar palavras soltas no ar e formar um discurso abstrato sobre assuntos ainda em temperatura que não precise ser requentado em um microondas. Ou isso, ou não usar palavras minhas.
E quanto ao meu sentimento? Ainda não falei nada dele. Será que é melhor assim, guardá-lo para mim no caso disso cair em outras mãos?!
Diego Marcell
25/10/08
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segunda-feira, 13 de junho de 2011
Oração de exorcismo
Eu aceitei a provocação do Universo
E agora me remoendo pelo inverso,
Pra quê?
Pra quê tudo aquilo que fiz,
Que criei,
Que estudei?
É só pro meu próprio exorcismo,
Só pro meu próprio exorcismo!
Por que aceitei e vivi na sua ilusão?
Para inventar uma filosofia
Que é a doença do filósofo anônimo?
Os nossos deuses são muito subjetivos para cantá-los.
Para que ter insônia se nem artista, tenho agora o direito de ser.
A insônia não tem mais “por quê”.
Ouvi vozes que ecoam mais fortes agora,
No vazio.
Por que lá nos manda remover montanhas, se não possuímos tal poder na inocência?
E por que nos manda sermos inocentes se só funciona com calejados?
Qual parte devemos anular?
De quê fala realmente este livro? Fala mais que a vida?
Devemos anularmo-nos por inocência na busca de ter fé no impossível para ficarmos calejados e vermos quão errado é abdicar-se por um ideal que não se vê?
Depositar as fichas no que não funciona, deixando o ser para depois, contradizendo-se à realidade em nome de uma doutrina que não sei em que contexto e de que forma surgiu?
Por que tudo tão exato para me levar a novas questões? Até quando ficarei neste ruminar em busca de uma saída que nunca chega, passos que me levam a lugares que me fazem lembrar de onde saí, se saí de lá não foi à toa, mas se andei de vagar por que mandaste (ou pelo menos eu entendi que assim mandastes) e agora me arrependo de ter sido tão lento, mesmo porque não sei se a culpa foi minha de entender assim.
Festas para a posteridade, assim o cinema me ensinou e agora como se faz sem certificados de comunicação? Tudo muito defeituoso, devo ter criado assim?
Diego Marcell 13-06-11
sábado, 11 de junho de 2011
Como está a caverna?

Muito é especulado sobre o que faz alguém sair da caverna, os cristãos pensaram na fé, os estudiosos pensavam no conhecimento, mas nada disso é verdade porque eles continuam lá. Aqueles que saíram, muitos ainda perdidos na liberdade, mas o tempo lhes fará voltar para falar aos outros e logo depois os fará sair para ver o mundo como ele é, sem saber porque os outros ficaram (e tentaram lhe matar). A grande busca nascerá na mente destes, vem o ser.
Talvez possam conjecturar isto de várias coisas, que é obra de Deus talvez, mas podemos tentar ir além. O que faz alguém sair da caverna é o instinto, mas por que alguns têm este instinto, alguns raros apenas? Esta é a grande questão metafísica e talvez, como Heidegger, devemos ir além dela.
Alguns se desencantam com os conceitos e ao invés de se libertarem, resolvem buscar novos entretenimentos dentro da caverna, esta necessidade viciante que a maioria tem de ser alguma coisa, como alguns daqueles que conheci pela vida, onde trocaram o conceito corrompido do cristianismo, para se intitularem agnósticos por terem medo da palavra ateu. Estes na porta da caverna resolvem voltar ao interior dela para tatear o chão do vazio.
Aqueles que estão fora da caverna a pouco tempo, zonzos ainda, perambulam sem entender a recente liberdade, receosos ainda de estarem errados quanto a verdade das projeções na parede.
Quanto ao grupo que volta para dentro, é o que me deixa mais triste e confuso, me dão a impressão de suicídio, um suicídio mais doloroso que o físico, pois não sei se chegarão próximos à saída novamente.
“Um homem sensato, porém, haveria de se lembrar que as perturbações que afetam os olhos são de dois tipos e têm duas causas: a passagem da luz para a sombra e aquela da sombra para a luz. Aplicando isso à visão da alma, não haveria de rir tresloucadamente quando visse uma alma perturbada e incapaz de discernir alguma coisa, mas se perguntaria se não estaria conturbada pela falta de adaptação porque proveniente de uma existência mais luminosa ou se, ao contrário, estaria ofuscada por uma luz mais resplendente porque proveniente de uma condição de ignorância maior. Então, no primeiro caso, haveria de se cumprimentar por seu embaraço, tendo em vista sua condição superior, mas se lamentaria no segundo caso. Mas quisesse rir-se desse estado, seu riso seria menos inoportuno para a alma que viesse do alto e da luz.” (Platão. A República. São Paulo: Escala, 2007, p. 247)
Numa noite me deparei com os dois casos e ainda troquei uma idéia com o Glauco.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
A magia do sacerdócio

O mau possui uma via que se aplica em qualquer âmbito, quando alguém percorre contra a natureza através da magia, que é a arte, prática ou ciência de produzir efeitos contrários as leis da natureza, seja por atos, palavras, interferência de espíritos, demônios, efeitos ou fenômenos extraordinários; ou seja, aqueles que pretendem partir contra a naturalidade da vida, da criação, da ordem, são estes adversários do Criador e da humanidade.
Por incrível que pareça, são justamente aqueles que possuem títulos sacros que ferem a Vontade da Divindade Absoluta e do Cosmos. Pastores, xamãs, videntes, médiuns, curandeiros e outros, ao influenciarem a vida humana pelo enclave emancipatória da vontade própria e aferir por esta a justiça da intervenção de poderes extranaturais, os mesmos querem – como o exemplo deixado no texto de Ezequiel – chegar acima do Altíssimo; o ego lhes quer mais belo e a ilusão lhes mostra poder, mas a glória nunca é levada ao merecedor, por Este ter sido anulado por seres menores e possuidores do erro do pensamento individual.
O pensamento Universal deve tanger a realização de toda a criação pela Vontade e soberania do Absoluto que cumpre na natureza a ordem da perfeição, aqueles que pensam diferente deveriam correr atrás da “perfeição” do mundo imaginário, projetado, vislumbrado na morte, já que discordam com o cosmos e tentam no abstrato e no sonho, no extravagante e extraordinário o seu ideal; todos que pensam assim são contrários ao Deus e a vida, pois buscam na magia e na manipulação da vida pelo erro (que é sua capacidade limitada e individual de pensar e portanto, errar), sendo clérigos da morte não só física, mas mental, espiritual, cultural e social.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
A religião-ões
A religião quer matar a cultura do homem, ela quer acabar com a sociedade, ela quer tornar o ser humano menos humano, ela quer afastá-lo da divindade.
As religiões são cópias umas das outras, são ladras das fórmulas que dão certo de outras religiões, elas são máquinas de re-programação.
Elas são vício que quer dominar homens e mulheres em todas as suas concepções que nascem livres, a religião do mundo quer anular a liberdade.
Cada uma com seu sinal de tevê, cada uma com seus profetas, cada uma com seus fanáticos assassinos de almas puras.
Diego Marcell 20-02-11
quinta-feira, 26 de maio de 2011
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