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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Só mais um pedido


Porque não posso ver a sede das repetições caio na geladeira do relógio, te magôo sem perceber, magoa sonolenta que apavora uma semana, um dia, um minuto, o tempo imperceptível.
O breu e o pó da tristeza pincelados em doenças, nossas paredes não são assim, obsessão, sonda particular, depressões da história, dos livros de história e não da nossa história. Vamos escrever à nossa maneira! Afinal, somos artistas ou não?
A cultura pós-moderna do modelo de convívio já está fora de moda. E lembre que não fazemos parte deste mundo.
Às vezes eu te falo para mim e será meu único pedido desta vez. Que eu gostaria que percebesse. Se ainda for complexo demais ou banal demais; mas hoje nada mais é banal. Ou nunca foi? Ou sempre foi? Ou não é o tempo, se os valores estão na pessoa o que é importante? Não ver o mal é a sua poluição, talvez seja isso importante ou não, mas talvez toda negação seja uma explosão interna, por isso eu só queria pedir desculpas (apesar de ser outro pedido), retiro se preferir, só farei afirmações!
Vamos viver o nós, mesmo que o leque abrace novos horizontes, vamos casar, ter filhos, vamos contemplar as belezas da criação espalhadas por aí, vamos nos dedicar ao nosso Pai até que Ele nos queira ao Seu lado.
As datas irão passar, então importa?
O ser “nós” é para todos os dias.
Te amo pedaço de mim.

Diego Marcell 14-02-2008

sexta-feira, 24 de junho de 2011

De DIEGO MARCELL para RAQUEL ALINE



25/12/09

Como ver o mesmo lugar de maneira diferente. Ontem eu via a paisagem como num quadro, e hoje eu tentei vê-la como antes, mas isso é impossível para alguém que já esteve lá, dentro dela.

Andando na rua, às vezes eu percebo a juventude que foi embora. Eu amo a beleza despreocupada da juventude. Mas não trocaria meu hoje pela inocência de antes. Percebo então que há tempo para tudo.

Houve o tempo de desvendar, hoje é tempo de crescer. Mirar o alto, e voar. Só a juventude madura pode voar. A juventude temporal só pode ralar o queixo.

Eu queria ter aquela tua imagem filmada, só para contemplar o tempo bucólico da minha inocência, e então me alegrar na maturidade da tua companhia.

Sempre que penso assim de você, é estranho e profundo, pois não posso negar que você é parte de mim, apesar de ainda senti-la como um corpo estranho, mas que já não pode sair.

Os mistérios por baixo do uniforme escolar e das sobrancelhas que só você possui, são a poesia que me prende. Se os uniformes se foram e agora a moda nos mantém atuais, já não é nada que me prende, simplesmente o sentido maior de tudo, Aquele que nos uniu.

Como te amar? Pergunto-me sempre que paro. Minha expressão pessoal é o sentar a mesa, é a comunhão da presença; por isso não consigo permanecer na presença de quem eu não gosto, pois o simples fato de estar dividindo o mesmo ambiente por concordância é motivo de expressão de amor, de companheirismo, isto está implícito em mim e só agora eu entendi.

Então se nos relacionamos, se somos um, aceite meu silencioso amor, porque ainda não aprendi a me expor tão simples como se entende por aí. Não aprendi a dizer “eu te amo” porque virou clichê no cinema e depois em sites de relacionamento. Eu só aprendi a fazer o amor da vida, vivenciar e dividir o ar com o próximo. Dividir o que há em mim com você. E querer de você o que não há em mim. Eu só aprendi a ser tolo para alguns, mal-humorado para outros, chato para tantos, incompreendido para muitos e ridículo para mim.

Expressar teu nome é tão estranho, parece artificial. Melhor é dirigir a você estas palavras.
Será que devo dizer que te amo? Ou parecerá banal?

Você sabe e é isso. Eu queria te dar um presente material, mas não tenho criatividade suficiente para isso. Hoje vou fazer algo novo. Deixar num fotolog? Será que não é comum? É que já estamos maduros para isso, então porque não novo no velho?

Agradeço eternamente ao nosso Deus maravilhoso, pelas nossas vidas e por ter nos dado esta historia que estamos fazendo juntos.

=@ era este o beijo de língua?
Meu AMOR. (21/11 é a data do seu aniversario, 21/03 o meu, 13/02 o nosso, 26/03 nosso nascimento).

sábado, 18 de junho de 2011

O amor


Eu nem derramaria sobras de tentativas para infectar
Nem amarraria o passado para não vê-la chorar
Só quero me livrar dos pacientes
Que o fim de semana seja nosso
Ou que as outras noites não precisem ser chatas
Não adianta ter você sem você na madrugada
Te quero 24 horas e te falar agora
Sem precisar relembrar no outro dia e ainda esquecer
Das desculpas de qualquer coisa
Dos pedidos de outra coisa
Do dizer em forma de fazer “eu te amo”
Que é muito melhor
E ele tem sentido real
Porque só realmente agente sente
Eu amo de longe, pelo telefone
Mas te amo comigo
De todos os modos e sem modos
Todos os momentos e até nesses momentos
Longe, só , saudade e viagem
Te esperarei na porta de um cinema
De uma igreja
De um país
Te esperarei “up” , nunca mais te deixarei infeliz
Te acompanharei nas guerras , fome , crises, desertos
Porque no fim sempre há explicação para um final feliz
Mesmo que ninguém entenda
Sempre há para tudo.
O amor.

Diego Marcell 2006

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

ONDE ESTÃO OS DOADORES DE DEUS?




O quanto somos negligentes dentro do que Deus nos capacitou a fazer, somos covardes, mesquinhos. Somos mais um armazenamento de lixo egocêntrico, que doadores de Deus. Somos mal-agradecidos, não fazemos o mínimo do que deveríamos diante do que nos foi dado na cruz do calvário. Somos tímidos para fazer o bem. Mas somos corajosos em nosso satisfazer. Não temos amor pelos outros, não medimos o valor de uma alma, não paramos para pensar nas coisas que transcendem o natural. Somos arrogantes, e queremos benção e queremos unção; mas quem quer aspirar, beijar e lamber o pó da terra? Quem quer ser pisado pelo outro, por outros? Mas eu vos digo, que aquele que não experimentar o pó e não for humilhado, jamais chegará a ser alguém para Deus. Aquele que cresce, aparece, mas ofusca o Criador; devemos ser o menor, viver cada dia como um doador de Deus, por amor, amor de doação.

diego marcell - razões para a nova reforma

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Eu amo.


Eu amo...

Eu amo o amor.

Eu amo o amar

Eu amo...

Este amor não vem de mim.

Este amor é dom de Deus...

Eu creio...

Eu creio no acreditar

Eu creio no crer

Eu creio...

Não se precisa ver para crer, mas crer para se ver...

Eu creio...

Já fui jovem, inocente...

Já tive sonhos, pouca coisa, simples, limpo, claro...

Fui do claro para a escuridão, como um raio na tempestade.

Fui do céu para o inferno como arrancada das minhas próprias entranhas.

Eu amo...

Eu creio...

Como pode a dor, a solidão, a carência amar.

Como pode a aflição, a tristeza crer;

Pode, porque eu amo.

O amor faz com que eu creia,

Eu tenha esperança, paciência, coragem...

O amor me devolve o meu sonho.

Eu sonho com o meu sonho.

Eu sonho com o amor.

Eu amo o meu sonho.

Hoje já sou quase velha...

Mas, eu amo...

E espero... um dia ser como a moça e encontrar o meu Salomão

E ser chamada de amada.

Só o amor curará a minha alma,

E me libertará da minha, não,

Da tua loucura.


Dione S. F. Martins, 2005.

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