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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A reprodução e a novidade


A reprodução de “coisas” não tem por que, não viso fazer o que já existe usando minha visão apenas acredito no livre exercício da arte e da linguagem, nisso quero apropriar a criação. Fazer da vivência deste imaculado habitat da alma a mácula carnal da sensação material. Tudo até aqui foi apenas exercício da prévia do artista, agora só importa o laboratório para a criação, acreditar no espírito pós-moderno que sujeita a estética à sua reverência.

Quero encontrar no núcleo mais absorto do teatro o jogo para re-vivê-lo, interpretando-o no âmago da expressão dramatúrgica e visual que dele se pode extrair.

No cinema, quero mexer com sua elasticidade videática, cores, texturas, frames, cortes, edições, brilho, poesia e moda, quero delirar, porque cinema é delírio, é loucura, e quando deixa de ser, perde todo valor artístico.

Quero falar com suportes e conceitos novos, velhos e diferentes e mesclá-los, quero com isto vender a idéia pós-moderna como a liturgia necessária para salvar-nos, pobres mensageiros da odisséia terceiro mundana, que ainda não aprendeu o que é isto que reproduz tão velozmente.

Religião-esporte-arte são as bases da vida, só assim se pode chegar ao ser e ao Ser. Mas o resquício modernista-iluminista que ainda ladra no ouvido capitalista é o que nos enterra vivo na solidão da cidade, sem ar nos deixam os “professores”, os analistas, os industriais que nos matam por venderem suas almas frias e secas para este discurso velho e fantasmagórico que tem seus dias contados, mas que se aproveita da letargia terceiro mundana.

Os computadores são vitimas dos seus “cientistas da computação”, quando deveriam ser o libertador nesta conexão pensante e criativa.

O terceiro mundo precisa deixar de ser manipulado vendo apenas o que lhes permitem. O terceiro mundo precisa entrar em conexão, infelizmente apenas os pequeninos estão conectados e, portanto, abafados pelo grande e velho ideal fantasmagórico da modernidade.
Vamos unirmo-nos pelo (re)manejamento do ideal da idéia pelo pensamento universal temporal que como bebê em trabalho de parto permanece metade para fora e metade para dentro da madre, vamos parir este pensamento, vamos unirmo-nos para dar peso ao voto na linguagem e pela democratização da estética, pois em se tratando de terceiro milênio pós-cristão, isto é a liberdade!

Diego Marcell 05-08-11

quinta-feira, 14 de julho de 2011

CURSO INTENSIVO DE TEOLOGIA PÓS-MODERNA


MATÉRIAS:

RELIGIÃO
TEONTOLOGIA
TEXTOS SAGRADOS
PENSAMENTO PÓS-MODERNO
ESPIRITUALIDADE PÓS-MODERNA
HISTÓRIA DA IGREJA
TEOLOGIAS CONTEXTUAIS

MATÉRIAS EXCLUSIVAS PARA IGREJAS:

MISSÕES
PNEUMATOLOGIA

CURSO VOLTADO PARA:
-LÍDERES QUE DESEJAM RENOVAÇÃO
-PESSOAS INTERESSADAS EM RELIGIÃO E TEOLOGIA QUE NÃO NECESSARIAMENTE TENHAM LIGAÇÃO COM INSTITUIÇÕES
-ESTUDANTES E SEMINARISTAS
-PESSOAS QUE QUEREM SABER MAIS A FUNDO SOBRE O QUE MUITAS VEZES É DITO DE FORMA TÃO BANAL E SEM CONHECIMENTO.

VALORES:
PLANO GERAL R$180,00 (por pessoa)
HÁ DESCONTO NO PLANO FAMÍLIA.

PLANO PARA IGREJAS R$250,00 (por pessoa)
HÁ DESCONTO NO PLANO FAMÍLIA

DURAÇÃO:
CADA MATÉRIA É UMA OU MEIA AULA, CADA AULA CORRESPONDE A DUAS OU TRÊS HORAS DEPENDENDO DA NECESSIDADE DO CRONOGRAMA.
PODE-SE FAZER EM UMA SEMANA (TODOS OS DIAS)
FINS DE SEMANA (UM MÊS)
DOIS OU TRÊS DIAS NA SEMANA (DUAS SEMANAS)

LEVE ESTE CURSO TAMBÉM PARA SUA CIDADE, SUA IGREJA, SEU GRUPO DE REUNIÃO, DEBATES OU AMIGOS.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O porta jóias, O porta malas, O...


Eu guardo entre mãos, calor de noites explícitas, razões de histórias epífitas, agora sem o menor valor. Guardo jóias enferrujadas, ensino de escola, beijos sem gosto, brincadeiras sem alma que pintam o chão de cores tristes, mas que por algum motivo guardo sem intenção. Também guardo o inolvidável que ainda não entendo, talvez por isso haja a necessidade dessa histoplasia fictícia ainda, ou não; para ser real, ou não.

Eu guardo laços, eu desato.

Eu guardo novidades antigas, eu levo o futuro.

Quero saber me perder.

Já nas minhas perdas, foram boas, mas será que hoje elas me serviram? Será que a de hoje não me servirá amanhã? Será que dúvidas são respostas?

Será que eu guardo o que eu guardo no que eu guardo na hora de guardar o lixo, o trapo, as coroas, os países, os cenários?

No meu personagem o que importa é calar, então estou fugindo dele para escrever; não quero nunca esquecer de voltar, não quero nunca me esquecer lá também. Ou talvez sim.

Diego Marcell 20/10/06

sábado, 25 de junho de 2011

Sentimento? Que sentimento?


Meu sentimento e os erros do homem ainda são tão arcaicos como naquele tempo onde os homens eram sós com suas imagens e postes ídolos, tradicionalmente e incorruptivelmente condenados pelos ancestrais, raças e famílias. Onde até os profetas cometiam absurdos.

Mas não é sobre programas de computador que eu queria falar, talvez eu quisesse fazer algo contemporâneo para manter-se destacável e fresco, mas o sentimento é o mesmo e tão gasto que seu cheiro já passou de sabor.

Nem sobre velhice, nem juventude, apenas o tempo que decorre da cabeça, jovem sim, mas triste, passado, enxuringado. Vista suas fardas, rotas, sem precisar convocar o dicionário, me ensine novamente, me lembre, de como se escreve em bom e criativo português particular e brasileiro acima de tudo.

Quanta particularidade em programas de computador, como ser original no século XXI? Estou tentando descobrir.

Minhas particularidades a parte, ou não tão a parte, já que isso que falarei atinge diretamente minha particularidade... sentimental ...de momento... (falhas de memórias, perda de palavras, estão quebrando o ritmo)... falar com o “povo”, povo em si, massa, é algo excepcionalmente irritante, existem três candidatos a prefeitura, todos reclamam da condição da cidade, dois candidatos com problemas judiciais, o atual prefeito e o anterior, e uma nova cara, apoiada pelo ultimo período descente do município na política; pela lógica o terceiro deveria ser eleito, mas não, o povo é todo confuso, em primeiro ficou o ex-prefeito cassado em seu mandato e não poderá nem assumir o atual, em segundo o atual prefeito que está prestes a ser cassado e em terceiro quem pelo mínimo de inteligência dos eleitores deveria assumir. Outros tantos exemplos neste mesmo ano em outras prefeituras, no próprio governo brasileiro, então não vou me afundar na política do povo que é a vergonha, a vida do brasileiro, que tem preguiça de aprender, de trabalhar, só não tem preguiça de fazer sexo e gerar muitos desse mesmo nível.

Foi só mais um cliente brasileiro que tem preguiça de ler e aprender que me visitou e me fez lembrá-los neste texto. Talvez por isso também influenciar esse sentimento que me perturba.
Escrever por quê? Para ler, escrever, ler para escrever, nada disso é regra. E me irrita os erros de computador, não bastam os erros humanos ainda temos que suportar erros de computador que em sua programação ignora nossa raiva, ainda me fazendo saber que se eu quebrá-lo ele de nada vai sentir. Por mais errado que eu escreva, os computadores perdem, por mais errado que eu fale, o povo perde em interpretação. Quanto menos eu falar, é menos que eu jogo fora. Por isso escrever é falar comigo e passar alguma idéia é se por acaso cai na mão de alguém. Sempre há algum conteúdo extra-lírico.

Então volto ao lirismo sentimental do interior de uma alma. Depois de muito ler e ainda pouco assimilar, já que eu compreendo, interpreto, mas os lapsos me impedem de confirmar, isso ou aquilo. Até algo muito batido depois de algum tempo perde a forma. Por isso a melhor maneira de conversar é jogar palavras soltas no ar e formar um discurso abstrato sobre assuntos ainda em temperatura que não precise ser requentado em um microondas. Ou isso, ou não usar palavras minhas.

E quanto ao meu sentimento? Ainda não falei nada dele. Será que é melhor assim, guardá-lo para mim no caso disso cair em outras mãos?!

Diego Marcell
25/10/08

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Retalhos digitais



Quando o vazio rondar a minha gaveta, estarei feliz pela colheita! 10/05/06 23:24
Pessoas no fim dos tempos são pessoas com entretenimentos! 25/12/06
A chuva para alguém ultrapassado é uma dádiva, um refugio, uma saída. 01/02/07
Som super suave
parece a brisa lá de fora,
mas também tem o grave
faz mexer faz pensar, a cabeça quer transbordar
de tanto sol em sua taça
o corpo na rede balança
de tempo em tempo algo acontece,
mas na caminhada permanece a dança. 24/11/07 14:35
A estrada que segue até encontrar uma vírgula para parar eu poderia continuar, mas deixarei as reticências... 26/04/09 16:34
Num bar
numa noite
ouvindo sons eletrônicos
robôs amantes. 30/08/09 13:52
Que cor
que luz
que beleza
futuro e nostalgia
correndo nas veias. 30/08/09 14:04
Eu sempre busquei o que era mistério para mim. 02/09/09
A luz da janela
numa tarde/manhã
banha as fotos
que desbotam
de tanta flor de luz. 10/09/09 20:14
Quando o verde e azul fazem vanguarda. 20/09/09 12:31
Um dia vou fazer um grande poema de retalhos digitais. 20/09/09 12:32
No tempo cronos nos perdemos,
mas algo maior que a contagem matemática nos espera. 04/10/09 14:43
Nunca se sabe quando podemos trocar as informações arquitetônicas e urbanísticas que eu adoro em um âmbito estratosférico que é o artístico e filosófico da vida. 12/10/09 15:32
Quase um poema concreto
quase abstrato
talvez seja só um retrato
do sentimento de alguém. 21/10/09 15:50
E o amor se esfria como a brasa que dorme no sereno
e tudo se torna banal
e é levado pelo vento. 06/02/10 15:26
Eu sempre acreditei em tudo, não em tudo que me falavam, mas em todas as possibilidades. 23/08/10
O gênio não usa de sabedoria.
Se ele choca, é porque usa de verdade.
Às vezes a sabedoria omite a verdade,
o que a deixa com aspecto subjetivo,
deixando de ser valorosa como sábia.06-10-10
Ando meio sem tempo. Quase um sobre-tempo. 20/10/10
Antes eu era um protótipo, agora sou um mané, tomara que amanhã eu seja alguém. 09-06-11

Diego Marcell

terça-feira, 7 de junho de 2011

D. E. no original


Vazio no tempo, preciso do dicionário, minha linguagem em coma, berra por um salário, por um restolho da sua miséria, da lixeira das capitais, de pratos porcalhados de podres de ricos.

Moda se motiva, a ganhar e pedir mais conteúdo no meu lance, no seu absurdo, na caixa que guarda minha hora de acordar deste sono induzido pelas cores brilhantes do sinal do satélite que nos observa a cada arroto, a cada volta ao passado.

Querido diário, é hora de parar!

Diego Marcell 20-02-11

domingo, 17 de abril de 2011

Sou adolescente e busco uma igreja, o que fazer?


Primeiro, se você entre seus 14 e 18 anos busca de espontânea vontade uma igreja, sente esta necessidade, isto já é 50% de um grande motivo de louvor. Porém, que causa o instiga tal desejo?

Muitos dos jovens que conheci nas igrejas, na verdade, a grande maioria fez da igreja o seu meio social e não digo que não possa ser, mas se este for o que alavanca a situação, aí habita um grande erro. O sexo oposto na época de maior ebulição sexual é um ótimo pretexto para buscar-se uma igreja, se a mesma armazena em seus limites gatinhos e gatinhas, mas se da mesma forma esta for a causa primeira, será também a primeira a afastar-lhe da mesma. Também existem as amizades escolares que se estendem para o campo religioso, isto também presenciei em grande quantidade, como presenciei sua derrocada pela falta de motivos realmente religiosos em torno deste reduto social. Há também aqueles que por serem jovens renegados ou anti-sociais buscam na instituição religiosa uma saída para sua solidão, já que ali geralmente são bem acolhidos, principalmente porque quem acolhe também vê vantagens em fazê-lo, se porém uma fé verdadeira não brotar no interior destes ex-solitários, eles cansados da hipocrisia religiosa buscarão em outros lugares seu recanto pop e ainda estarão aptos a expressarem sua amargura contra aquilo que viveram, situação que também vi com meus próprios olhos. A estes, meu melhor conselho é que vivam a juventude livremente longe de qualquer religião, tanto para não prejudica-las, como para não prejudica-los, isto fará que no momento certo a religião encontre os vossos corações.

Agora, se você é um jovem da mesma idade, e está sentindo esta necessidade sem nenhum dos motivos citados acima, então este momento certo já chegou na sua vida, isto quer dizer que o dia do chamado chegou, se seu peito arde pela causa religiosa, é Deus quem lhe chama para a vida comunitária da igreja. Mas qual igreja?

A igreja que é a vida com os irmãos de verdade, onde você consiga se encontrar com pessoas que pensem como Igreja/Corpo de unidade cristã.

Para encontrar uma instituição cristã onde se possa viver esta Igreja é necessário primeiro pesquisar os históricos das instituições partindo da história do cristianismo; calma, que não é tão complexo assim. Analisar igrejas que possuam uma base teológica forte (e não tão cheia de normas e regras, que aí você cai em coisas tipo adventistas do sétimo dia e testemunhas de jeová, e isto Deus não quer), mas os exemplos da reforma protestante e igrejas clássicas são um bom exemplo, deve-se evitar igrejas clássicas com adendo no nome, tipo: “Assembléia de Deus do fogo santo”, ou “Igreja Batista porta da revelação”, ou “Igreja Luterana Renovada do Milagres” e coisas do gênero. Tendo como base alguns nomes de igrejas cristãs de conceito teológico, você pode partir por uma peregrinação de conhecer as que existem na sua cidade, infelizmente cheguei a conclusão de que quanto menor a cidade, mais desqualificada é a liderança da igreja, mas cabe a nós estudarmos para mudar este quadro. Outra coisa que você enfrentará neste caminho é o chamado “puxar a sardinha”, tipo, você visita uma igreja e logo a liderança de jovens vem dizer que você tem que ficar ali, porque ali é a melhor igreja que existe, porque tem o pastor mais abençoado, porque ensina melhor que a outra, etc, isto é um péssimo sinal, foge deste lugar!

Neste sentido, das igrejas conceituadas, não existem ruins ou boas, apenas diferenças que irão se encaixar na característica pessoal do fiel. Na minha cidade natal, eu conheço um rapaz que é tão parado, que ele só se sente bem numa igrejinha presbiteriana pequenina que possui meia dúzia de idosos; enquanto conheço outras que só se sentem bem em lugares bem agitados e barulhentos; eu, por exemplo, não me vejo em nenhuma das duas, porém não descarto a necessidade de ambas. Nesta sua peregrinação você acaba encontrando mais similaridade de idéias em uma que em outra, mas também tem a questão do ambiente das pessoas e a compatibilidade de pensamento e cultura dos que ali estão com você. Eu freqüentei um lugar onde sentia necessidade de um diálogo mais aberto, cultural e até intelectual, o que não acontecia, não me permitindo encontrar por completo naquele grupo que era mais freqüentado por pessoas de um bairro e trazia características sociais ruins deste tipo de lugar, começando pelo seu pastor.

É fundamental encontrar um grupo que se identifique com você, que ali existam pessoas com coisas em comum com as suas para haver certa cumplicidade não só espiritual, mas também epidérmica.

Apesar de tudo isto que foi dito, creio que a melhor alternativa para um adolescente nos dias de hoje, que nasce com o pensamento pós-moderno, seria uma comunidade “descolada”, espiritual e mais intima, como é possível encontrar hoje na internet e que se materializam em reuniões em Universidades, nas casas, nos cafés e até mesmo em um local especifico, mas que exercem esta expressão cristocêntrica de forma que faça mais sentido no mundo conectado que flui pelos dias do terceiro milênio. Onde a vivência de Cristo no ser humano possa evoluir para a vivência do respeito e da saúde plena do ser para a sociedade dentro do projeto divino no indivíduo.

Se você é um adolescente que sente este chamado, fale com Quem te chamou no silêncio do seu quarto, encontre nas palavras dos evangelhos o sentido desta vivência e permita que o Espírito te guie pela liberdade no melhor da ousadia da idade para exercer o que lhe foi proposto pelo Criador, pois este o levará a aquilo que fará sentido em seu coração.

Diego Marcell

texto encomendado e postado originalmente pelo blog Geração Renovada

sábado, 9 de abril de 2011

Sucumbindo à Vontade


Meus dogmas eram muito bonitos, mas eu já não sei se acredito, o desejo está no ineditismo e que não haja fundo este poço que nos faz cavar a ultima memória que nunca vem, o prazer está no ato e não no orgasmo, quando este vem começa a busca por outro.

Mas voltando aos meus dogmas, o que é vontade para ditar se eles são reais ou não?

As festas inundam a cidade evidenciando minha solidão, que também é desejo de gente, de ineditismo e poema e cinema, quando tudo isso caiu no banal, mas uma nova versão é sempre importante para me revitalizar.

Entre o concreto, perdido, escondido no seu ciberssistema, no seu projeto material, eu ouço as conversas nos cafés e pub’s, ouço os carros que param no sinal vermelho e as arrancadas na esquina do teatro. Gritos na madrugada e risadas comunitárias são meu sonho pro futuro.

Esta vontade não é boa no valor Universal, mas é a tendência de um único fator, o querer inconsciente vindo daquilo que só a psicanálise poderia me dizer, é o sensível do meu existencialismo Urbano que toma forma quando entra em contato com o pensamento pós-moderno e constrói de areias hologramicas stúdios simplistas e reluzentes para a habitação do artista, ali há também o calabouço com conexão 56 K pra aprisionar o poeta em seus delírios românticos e melancólicos de palhaços do exílio da nova cultura dos Vlog’s que vem nos consumindo artisticamente a cada manhã.

Diego Marcell
08-04-11

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Jaguar Cibernético no Festival de Teatro de Curitiba

Fomos abordados na rua pelos atores da peça
e tivemos o prazer de experimentar esta incrível sensação.

Jaguar Cibernético (tetralogia - pensamento selvagem)

Banquete Tupinambá I ATO
Aborígine em Metrópolis II ATO
Xamanismo The Connection III ATO
Floresta de Carbono IV ATO

Nós assistimos apenas o ato III, mas ainda quero ter a oportunidade
de assistir os outros.

Pra quem é culturalmente ativo é imperdível.

* FESTIVAL DE TEATRO DE CURITIBA

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A missão da Igreja no século XXI


“Como o Pai me enviou, eu também vos envio.” (Jo 20.21b)
Se a igreja não é missionária no dia a dia, na totalidade da sua presença no mundo, ela deixa de ser igreja para tornar-se uma associação, um clubinho de auto-ajuda.

Compreender que cada membro deve capacitar-se para que o Espírito Santo o use dando-lhe oportunidades maiores para esta ação, que não seja sempre o mesmo leitinho, que Paulo já advertia no passado, mas que seja uma constante busca pelas novidades do Criador.

Este tema faz jus somente aos cristãos verdadeiros e só assim faz sentido. Mesmo que um não convertido que freqüente a igreja pense no seu direito de fazer missões, ele não consegue exercê-la, já que “a missão é de Deus e, portanto, tudo o que a igreja pode fazer é se unir a Deus na missão que já está acontecendo para a redenção da criação.” (González, 2009, p. 212). Não faz sentido exigirmos isto de alguém, isto é algo que deve fazer parte da consciência do cristão através de certa instrução e o Espírito manifestará na vida dos seus esta necessidade.


Missão integral no nascimento da igreja

Atos 2. 1-13

Quando pensamos em missão automaticamente vem a nossa mente aquele missionário na África e a igreja daqui o sustentando. Porém, o que este texto em Atos expressa, este trecho do nascimento da igreja, ele deixa claro o principal ato dela já sendo executado no exato momento do seu nascimento, que é a missão, quando o Espírito veio sobre aquelas pessoas, das 120 ali, não foram 5 ou 10 que saíram a proclamar as maravilhas de Deus, mas todas!

O fato principal desta passagem sempre foi deixado de lado em nome de uma errônea validação do dom de línguas como evidencia do batismo com o Espírito Santo. Porém, está claro que neste momento do nascimento da igreja ninguém falou em línguas estranhas, sendo este um dom sistematizado por Paulo nas cartas, mas que no nascimento da igreja não ocorre. O que ocorre é o evangelismo, a comunicação a todos das maravilhas de Deus, aqui habita o sentido máximo da nossa característica cristã, o falar, comunicar de forma entendível, de forma clara as maravilhas de se ser cristão, de ter o Espírito de Cristo em nós.

E como se dá esta comunicação clara? Desta forma que nós como cristãos nos apresentamos na rua? Fazendo separação, andando aparentemente com um tipo de roupa? Um tipo de penteado? Um tipo de palavreado? Abarrotado de palavras arcaicas tiradas de uma cultura não pertencente a nós?

(ler novamente Atos 2. 8-11)

O fato que devemos atribuir valor e grande glória a Deus é pela comunicação aqui ocorrida e não pelo ato extraordinário de se falar uma língua que não se sabia previamente.

Esta passagem deve ser o impulso histórico da igreja em todas as suas fases. É nossa responsabilidade compreende-la em nosso contexto de época, de cultura e de território.

O pensamento da igreja em missões não deve ser o de sustentar um missionário em terra distante, mas pensar cada membro como um missionário integral. No bairro, no ponto de ônibus, na panificadora, na escola, no trabalho.

Não pense agora, porém, que basta comprar um bloco de folheto e distribuir pela cidade. O missionário integral tem a sua vida como aparelho comunicativo do seu estado de Igreja, e um aparelho comunicativo deve conhecer-se inserido no contexto temporal em que atua; do contrário a comunicação do evangelho falha.

Ficou cada vez mais claro que o contexto social e econômico do teólogo imprimi seu selo sobre a teologia de cada um. Surgiu assim toda uma série de teologias que, em lugar de negar seu caráter contextual o afirmam, declarando que isso provê com perspectivas novas e valiosas quanto ao sentido das Escrituras, do evangelho, e das doutrinas em geral. (González, 2009, p. 72)

E se vermos desta forma “toda teologia é necessariamente contextual, e aquela que pretende ser universal e livre de seu contexto, simplesmente é uma teologia preconceituosa.” (González, 2009, p. 72) pois como podemos afirmar sem conhecimento de causa da cultura oriental ou africana se nunca saímos da nossa cidade no interior do Brasil?


Comunicação como instrumento eficaz

Augustinho diz que existem duas coisas necessárias ao tratamento das Escrituras: uma maneira de descobrir (modus inveniendi) aquelas coisas que se devem compreender e uma maneira de expressar aos outros (modus proferiendi) aquilo que aprendemos. (Hesselgrave, 1994, p. 29)

O primeiro passo que dará sucesso à proclamação do evangelho é o conhecer e entender aquele a quem estão passando estas informações, e isto só é possível se colocando no lugar destes, sentindo suas dores e alegrias, inserir-se no contexto do outro para que o evangelho de Jesus faça sentido no momento da proclamação.

O grande aspecto da torre de Babel foi a perda de comunicação dos seres humanos que só se restituiu com a igreja em Atos 2. Porém, devemos estar conscientes espiritualmente para aprendermos que estas comunicações hoje ultrapassam a linguagem somente, mas que ela toda é composta de signos (símbolos) que dependem de interpretação.

Aristóteles desenvolveu a base do que ainda hoje podemos falar dos processos de comunicação, para ele haviam três pontos de referencia: o orador, o discurso e o ouvinte. Entre estes existem um processo de codificação e decodificação.

O emissor (que é o orador de Aristóteles) possui um código dentro dele, que exteriorizado torna-se mensagem. Então a comunicação deve ser voltada para a recepção e ajustada aos diferentes públicos, o que a Bíblia deixa claro nos exemplos apostólicos, principalmente de Paulo.

Portanto, o emissor deve analisar o receptor em termos antropológicos, sociológicos e psicológicos. Quanto mais pudermos saber sobre o receptor, mais sucesso teremos, já que poderemos usar as informações para moldar a mensagem do evangelho ao contexto do outro.

A palavra “comunicação” vem do latim COMMUNIS (comum). Devemos estabelecer uma “comunhão” com alguém para haver comunicação. A “comunhão” encontra-se em códigos partilhados mutuamente (Hesselgrave, 1994, p. 39)

Por isso a decodificação do receptor, jamais é plena da mensagem do emissor, sendo que ambas possuem uma distância muito longa de coisas em comum, mas o quanto mais claros pudermos ser e mais próximos da realidade do outro, mais chances haverão do evangelho fazer sentido, sendo que ele como mensagem é símbolo e símbolo fora de contexto não possui sentido. Devemos aproximar o código do receptor a tal ponto dele decodificar sem que sejam abstrações sem paralelismo fundamentalmente evangélicos.

Já que “somos observadores imperfeitos ou porque interpretamos erroneamente o modo como o mundo é de fato” (Hesselgrave, 1994, p. 51) é que nossas igrejas não estão alcançando aqueles que deveriam.

Pensamos que o “nós como instrumentos de Deus para a evangelização” é baseado em horas de oração. Isso nunca foi realidade, já que aí transferimos a responsabilidade para nós como se o poder de conversão do outro estivesse no instrumento e não no Senhor; mas a capacitação do cristão como comunicador é um louvor a Deus como se dissesse: “estou pronto para o Senhor me usar com aqueles que o Senhor deseja alcançar e colocar no meu caminho”, pois também tem a ver com humanidade, humildade e amor, o colocar-se no lugar do outro e o aprender sobre o outro contexto gera respeito, o que em muitos casos as excessivas horas de oração fazem o contrario, pois os ascetas não tendo contato com os “pecadores” acabam tornado-se soberbos.

Este é o principal motivo do pouco sucesso de muitos missionários mundo afora, e não por ser uma “luta com o inimigo”, mas por estes terem pouco conhecimento das diferenças lingüísticas, políticas, econômicas, sociais, psicológicas, religiosas, nacionais, racionais, entre outras.

O bom missionário é aquele que se insere por completo na sua proposta missional.

A igreja nasce, mantém-se e transforma-se pela missão de Deus. Ao mesmo tempo, ela também é sujeito ativo nessa missão. Isso é, a igreja discerne e descobre a atividade de Deus no mundo e dela participa. (González, 2008, p. 23)


Missão da Igreja na Teologia do Cotidiano

A Igreja é a representação e a explanação de Deus no mundo, ela é o conhecimento do Divino no mundo material e natural como também a imagem da Religião em meio a aqueles que precisam da regeneração.

Mas não da forma que automaticamente nos vem a mente, daqueles belos prédios e catedrais no meio das cidades, ou de grupos que se reúnem e cultuam a Deus, este testemunho não é a plenitude do conhecimento da sabedoria de Deus através da Igreja na sociedade (Ef 3.10), mas apenas a mínima parcela da sua capacidade e propósito.

A unidade da Igreja, também não é esta que se apresenta em grupos que se reúnem para propósitos eclesiásticos, evangelísticos, de estudo ou outros, mas da ligação espiritual e amorosa que se identifica no natural, são os irmãos que mesmo sem conhecimento prévio, mesmo afastados geograficamente, falam uma só língua e pronunciam uma só mensagem.

O regenerado não é aquele que abraça a fé cristã unicamente, ou que se “converte” ao cristianismo, o que se batiza em alguma instituição, ou abandona os vícios e muda suas velhas práticas, pois tudo isso pode ser meramente impelido pelo externo e estar sujeito a novas mudanças quando algum evento assolar o ser, ou até mesmo se ele eventualmente continuar até o fim da vida dedicando-se a esta fé, mas por implicações externas e manter-se ali por comodismo ou inúmeras outras possibilidades de fatores, ainda assim este não será um regenerado.

A Igreja em sua missão só terá sucesso ou fará sentido se os seus indivíduos regenerados viverem de forma igualitária dentro do propósito de Deus para cada membro do seu Corpo, no meio da sociedade, mesclando-se a ela e partilhando de tudo que permita a proximidade e a experiência no mesmo grau que os não regenerados, para através da sua vida ser exemplo vivo, claro, evidente e palpável daquele que tem o Espírito de Deus o guiando, em oposto a aquele que não O têm. Só assim a Igreja falará à aqueles que se encontram fora de Cristo, se a Igreja for e viver onde os pecadores vão e vivem, seguindo o exemplo do que Jesus fez.

O que se vê é que pessoas se convertem ao cristianismo e se enclausuram dentro de quatro paredes e saem visitar as pessoas apenas para distribuir folhetos e falar versículos bíblicos, e isto não é missão da Igreja e isto não surte efeito (com exceção de casos específicos, mas não por méritos do objeto, mas por escolha do Espírito Santo).

A instituição religiosa faz um desserviço a missão integral, ao fabricar uma cultura segmentada “gospel”, ela pretende converter as pessoas a esta cultura, que é em geral uma cópia pobre das culturas gerais e contrárias a reflexão existencial, religiosa e social.

Se o evangelho não for compreendido e praticado em sua essência por aqueles que realmente são Igreja, e os mesmo se deixarem sucumbir pela pressão exercida pela instituição e tudo que vem atrelado a sua prática limitadora e prisional, a Igreja verdadeira será engolida por um sistema que tenta transpor o espiritual à matéria e a inversão de valores tomará conta dos Filhos de Deus que se deixarem levar pelo comodismo.

Diego Marcell 04-04-11

Este artigo foi inspirado além dos livros usados como referência, também outros dois que são indispensáveis para a compreensão do tema na atualidade.

Fundamentos da teologia prática de Júlio Zabatiero, editora Mundo Cristão.
A igreja emergente de Dan Kimball, editora Vida.

Referências

HESSELGRAVE, David J. A comunicação transcultural do Evangelho volume 1. São Paulo: Vida Nova, 1994.

L. GONZÁLEZ, Justo. Breve Dicionário de Teologia. São Paulo: Hagnos, 2009.

L. GONZÁLEZ, Justo; Cardoza Orlandi, Carlos. História do movimento missionário. São Paulo: Hagnos, 2008.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Aviso nuclear


O césio não é sério
Quando brilha;
Num país sem educação
Pão e circo é a solução.
Na ciência da mentira
Minha mídia, um mantra sagrado
Num mar inesperado
Se afoga Narciso
Se for preciso
Deixa o livro
E todo peso desnecessário
Para mamar no seio do publicitário.
Tudo brilha neste país
Como um aprendiz que não aprendeu,
Mora em cenário de papelão
Se diverte com seu pastelão
Da vida privada
E não puxa a descarga
Pois entupiu aquela que te pariu.
Se o que é básico é lixo
Opção ao descartável
Pobre família que se desconhece
Dentro do próprio habitat.
Se tudo que é sexo é filho
E o dinheiro não é palpável
Pobres inimigos que competem
Por este ego que os regem.
Aviso pensante
Num jeito explosivo,
Bomba que desnuda
As garotas de Hiroxima
Na sua mais perplexa nostalgia.

Diego Marcell 20-03-11

quinta-feira, 10 de março de 2011

Bate-papo sobre Rock


Bate papo numa tarde de quinta-feira no MSN, em relação ao texto “Juventude sem rock é nação sem esperança”.

sandro consul diz:
Realmente não tem mais uma geração
nem sei se existia
se não é fruto de uma geração que queria sair do cotidiano
mas no fundo só era um método de viver porque sempre foram rodeados e usufruindo do capitalismo.
Li algo fabuloso que dizia
nascemos originais e morremos como copias.

diego marcell diz:
mas nós nascemos no capitalismo, agora ficar culpando ele é hipocrisia,
essa é a vida.
No texto estou falando de um conceito de juventude que está difícil de ver hoje em dia, e que as vezes produzia alguma coisa legal por pura curtição da idade

sandro consul diz:
Sim, mas mesmo assim era tudo meio mastigado,
até para os que achavam cult,
enfim,
opinião de questionador,
hoje nem tem isso mais
é uma outra geração com outros conceitos,
para esta geração eles são os alternativos
e para anterior também se acham alternativo
e pergunto
O que muda?
acho que vou fazer um xixi de horas atrás haha
mas me responda viu...

diego marcell diz:
Muda que eles não querem mais uma mudança, mesmo que vazia como era,
o querer não existe mais, agora eles estão satisfeitos, eles não querem mais não ser como seus pais, mesmo que antes não deixassem de ser, existia um querer que já não existe, e isso é sepultamento de seres em formação o que acarretará numa sociedade oca.

Resumo da ópera. O que me choca é o comodismo da aceitação daquilo que se vê, não que os rebeldes fossem melhores, mas eles pelo menos não queriam ser mais um numero por aí, mas ter algum sentido na vida, o que essa onda country universitária não tem. Pois dessa “rebelião” deve surgir salvação para uma minoria que seja, mas há, pois se a rebeldia cessa, a impunidade de quem está no comando toma conta como um câncer que se alastra pela sociedade e ninguém mais pode conter, pelo menos o rock poderia salvar ideologicamente a alma de alguns indivíduos que cresceriam para o mundo com outra visão, se os mesmos não fossem corrompidos pelo excesso de caracteres ilusórios que o sonho produz, é neste momento que o herói morre de overdose, é neste momento que o rock erra.

É preciso ter ideologia para viver? Sem duvida. É preciso existir profetas do apocalipse? Com certeza. Para que uma pequena parte do todo desperte do sono profundo da Queda e dissimule o óbvio em busca de realidades tangíveis ao dia de hoje e não apenas tapetes voadores, que em tempos pós-modernos já não colam. A revolução não está em ser vegan, straight edge, ou qualquer outra coisa, isso é um conceito muito restrito dentro das questões sociais e que não interferem uma palha em relação ao próximo, porque abarca questões particulares que tendem a se afunilarem e nunca a se ampliarem para além da opinião, alcançando o dialogo relevante para o altruísmo do espírito e não da carne, apesar do mesmo se dar na carne sem nunca deixar de lado esta que representa sua manifestação real num mundo feito de matéria e apenas elevado pelo abstrato, sendo que este tem sua função também na matéria, jamais o abstrato possível pode fazer sentido fora da materialidade. A revolução é individual sem extrapolar limites, pois só o respeito carrega outros para seu partidarismo, o não-partidarismo do respeito é o melhor partidarismo, do contrario os regimes militares teriam amplitudes éticas e fariam sentido a todos, mas não é isso que se vê.

Sintetizando: não o rock em si, mas tudo aquilo que sempre esteve atrelado aos movimentos não só de rock, mas como o samba no inicio do século XX, ou o Hip-Hop nos anos 80, de alguma forma foram teologias da libertação de classes, e partindo da juventude, pois nela que mora o espírito de vanguarda, mesmo que ainda adormecido e carecendo de algum conteúdo que o possa fecundar.

Diego Marcell 10/03/11

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O futuro emergente – reflexo brasileiro



Não podemos transformar um movimento natural, em um movimento fechado, institucional, dogmático ou dogmático às avessas. Um movimento que nasce como resposta a nova forma de pensamento não pode impelido pela velocidade deste novo mundo entrar em decadência anulando a visão aberta e necessária as localidades, generalizando-as pelas idéias de alguns “papas” do “movimento”, que sendo desta forma deixa de ser um movimento dentro da proposta para entrar em igualdade as ultrapassadas linhas cristãs do passado recente e mais antigo também. Digo isto por ter assistido um vídeo de John Piper no qual ele fala sobre a igreja emergente; entendo perfeitamente o que ele diz, apesar desta visão ainda estar um pouco avançada para nossa realidade brasileira que deve estar uns 10 anos atrás da americana, enquanto ainda colhemos os louros do neopentecostalismo da igreja Mundial do Sr. Santiago. Apesar de toda conexão da rede.

Mas que a nossa ainda novata e por isso pura igreja emergente não caia nas tentações universalistas que a religiosidade humana costuma implantar nos fiéis, mas que se readapte no país com uma teologia própria e ortodoxa e produza finalmente um pensamento teológico de destaque, que aprenda a pensar de forma independente dos padrões norte-americanos, para sair daqui um exemplo de relevância mundial que faça sentido tanto na catolicidade da Igreja, quanto na reflexão teológica para o pensamento pós-moderno, sendo cristianismo clássico como Dan Kimball nos ensina no seu livro A Igreja Emergente.

É preciso que a nossa mente esteja saudável para que a mensagem entre de forma correta e mantenha-se límpida para fluir pelas comunidades e pelo mundo.

É possível uma mutação, a forma que irá tomar se acontecer é impossível prever, mas devemos constantemente buscar uma renovação que faça sentido a atualidade e que traga respostas relevantes centradas na verdade que é Cristo sempre presente em diferentes épocas.

Diego Marcell 10-02-11

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Future



No deserto, o fundo elétrico
Transpassa a imagem
Nas ondas da viagem
A tela é nosso vão
Isso é rústico
Quando se anda por aqui
O risco na pele
Cores projetadas em mim
O mar e seus peixes
Voam sincronizados no fundo
Nem todo mecanismo é artificial
Pois o vento sacode o futuro
Vou dançar pra quem eu devo
Todos os motivos da minha arte
Se hoje vivo o futuro
É porque meu futuro é Sua vontade.

Diego Marcell 10-09-07

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Ruminando


"Quando a fé, em escala individual, se atrofia,

transforma-se em neurose;

e na escala social, degenera em superstição."

Viktor Frankl (1905-1997)

Peguei do SÍNTESE
______________________________________________________

É o medo de quem se diz crente perder a salvação
ou sair do "caminho"
é o olhar duvidoso no outro
precipitação pelo conhecimento parco

é aquele fanático que evangeliza nas casas, pratica exorcismos e faz eventos para "chamar os jovens"
mas quando se decepciona com sua "igreja/instituição" volta a fumar.

ou aquele que não permite que outro faça louvor porque "está em pecado", mas quando fica de birra com o pastor, enche a cara com a desculpa que não está na igreja.

qual a diferença? lugar sagrado? e o Espírito foi retirado destes?

grande ilusão
grande neurose
grande superstição
que toma conta de um povo que se diz cristão
mas vive o dualismo de Platão
de quem ainda não obteve a verdadeira conversão.

através deste povo que Deus não encontra a fé no mundo.

Castelo forte é utopia.
É num castelo de areia que passam o dia.

Diego Marcell

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Pós-modernidade



De repente você acorda pensando diferente, é a pós-modernidade que pegou você.
Ela nasceu esporadicamente em lugares isolados.
No teatro do absurdo.
Na arte de Duchamp.
No cinema. Hollywood está longe de ser pós-moderna, talvez só será quando aquilo que ele trás de moderno decretar sua falência, mas aí deixará de ser Hollywood. Pós-moderno é Glauber Rocha, Godard e Lars Von Trier.
Só a partir do ano 2000 podemos vê-la tomando forma na amplitude generalizada da vida urbana.
A internet é sua fonte de luz e todos agora estão ligados na pós-modernidade a partir do momento que seu pensamento se identifica com alguma linguagem não-linear, ou quando por engano você abre uma janela ao desconhecido que lhe traz a novidade conceitual que vai se alastrando pelas mentes mais incautas nas ruas.
Agora o mundo pensa diferente, ainda em transição, mas este processo parece cada vez mais acelerado.
Amanhã podemos acordar e o que era comum, tornar-se absurdo; e o que era inconcebível, tornar-se lei.

Diego Marcell
12-01-11

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Opção no viver




O sentido da humanidade gira em torno de um deus, seja ele o que ou quem for, mas nada move o ser humano que não seja um deus que ele optou; que até pela opção da morte é destinada a um deus, suicídio em nome dê.

Os principais deuses que estão em voga hoje são o dinheiro e o ego, ambos refletem uma entidade chamada individualismo, que inspira a adoração nos deuses contemporâneos.

A vida do ser gira em torno do deus que ele optou, a relatividade do conceito de bom e mal em torno dele e ainda mais a doutrina da responsabilidade pessoal é que destinam a vida do adorador. Geralmente estes deuses encaminham as pessoas a vidas sem razão (no sentido de razão e fé distorcidos, sem reflexão) levando e elevando à graduação degradante do ser originalmente racional à irracionalidade, tendo vontades animalescas ou dementes como naturais do cotidiano.

“Não vos espanteis com os sinais do céu, ainda que as nações se espantem com eles. Sim, os costumes dos povos são vaidade, apenas madeira cortada na floresta, obra da mão de um artista com cinzel... São espantalho em campo de pepinos. Não podem falar; devem ser carregados, porque não podem caminhar! Eles todos são ignorantes e insensatos: o ensinamento das vaidades é madeira... então todo homem se torna estúpido, sem compreender, todo ourives se envergonha dos ídolos, porque o que ele fundiu é mentira, não há sopro neles! São vaidade, obra ridícula; no tempo do seu castigo, desaparecerão.” (Jr 10. 2,3,5,8,14,15)
“Que dizem à madeira ‘Tu és meu pai!’, e à pedra: ‘Tu me geraste!’ Porque eles voltam para mim as costas e não a face, mas no tempo da desgraça gritam: ‘Levanta-te! Salva-nos!’ Onde estão os deuses, que fabricaste para ti? Levantem-se eles, se te podem salvar no tempo da tua desgraça! Porque tão numerosos como as tuas cidades são os teus deuses! (Jr 2. 27-28) – cf. Is 44.9-20, Sb 13.

Independente de religião, a própria pode estar apresentando um deus que não é o seu oficial (um exemplo explicito são as igrejas neopentecostais), ou os fiéis de uma religião que adoram inconscientemente um deus diferente do qual professam o nome; todos em todos os lugares estão sujeitos a este fenômeno.

Um conceito pode tornar-se o deus, vejamos o exemplo dos ateus que são considerados os mais ridículos adoradores, ao não crerem em alguma divindade acabam fazendo o seu deus com objetos bem mais absurdos e bizarros.

Para entender melhor o caráter teo/antro/sócio-lógico, vem as perguntas para a reflexão.
Qual o sentido da sua crença? Para onde o seu deus está te levando?
Em 99% das vezes ele está te levando a um caminho turvo, na contramão ou a lugar nenhum.
E a este deus vale a pena você perder sua vida por ele? Você chegaria ao ponto de entregar-se por este ideal? É relevante e racional, além de completá-lo (a) por inteiro? Ele oferece uma carga energética que te faça vibrar regozijado mesmo na adversidade? Se não, então ele é um deus pífio de mais para você segui-lo, já que quando menos se espera ele te suga a alma, e se não houver chão em sua vida, não haverá saída, ainda mais que na maioria é o próprio deus criado este chão.

Não pense que você é alguém que não possui um deus desses, que tem domínio sobre si, pois você mesmo pode ser seu deus enganador que te sujeita suavemente numa liberdade forjada em nome do grilhão.

O objeto é individual e, portanto inumerável para defini-lo, mas a formula que movimenta é a mesma, sobre ela somente, que podemos buscar soluções.

Se o seu deus não morreu por ti, não vale a pena morrer por ele. Note as palavras de Jesus: “Pois aquele que quiser salvar a sua vida, a perderá, mas o que perder sua vida por causa de mim, a encontrará.” (Mt 16.25)
Se o seu deus falha, não vale a pena confiar seu destino a ele.

Pense em quem definiu teu conceito de bom para você aplica-lo em nome da tua responsabilidade pessoal e correr o risco de entregar esta oportunidade de viver, para a sorte de uma entidade que é apenas extensão da sua mentalidade defeituosa e limitada, o que faz do seu deus algo ou alguém menor que você, o adorador e fundador do objeto.

Diego Marcell 07-01-11

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Meia geração


No tempo em que brincavas de poemas
Num fundo azul
Quais eram seus problemas?
Quais eram seus sonhos, já que tudo,
Em tudo se podia brincar,
Como brindar a esta geração.
E para agora
No vazio das baladas repetidas
Fracionadas e inflacionadas de morbidez
Juvenil
Para beber bebidas fortes e caras
Para perder ao encher a cara
Para acordar sem o fundo anil.
Para que se deixar tão rapidamente
Numa marola levar
Na correnteza que te acorrenta numa
Noite sem colorido
Pouco criativo é teu deitar
E repetido teu levantar
Pois já não sonhou outra vez.
Oh morbidez, que te leva ao estudo sem tesão
Que te leva a anestésicos na televisão
Que te leva a futilidades literárias.
Oh refratários, da própria existência
Que perdeu a conecção
Já não tem hard-core
No seu coração.
Oh, mesmo que rasa.
Sua adolescência e amizades
Eram laços de verdade,
Que a vida a matou
Como mito burlesco
Que te esfriou ao vê-lo frio
Estagnado no chão da grande cidade
Má-orientada
Sua entrada, por ruas poluídas, que são possuídas
Por fakes e fantasmas de vidas passadas de infelizes
Acadêmicos, de gente mecanizada pelo sistema
Socialmente aceito em determinados departamentos.
Triste fim este meio.
Vê-los aceitos por aceitarem a própria derrota.
Como uma vitória em nome da média.
Apesar das notas mais altas, vocês nunca passarão
Da pobre e triste média dos depressivos controlados,
Aqueles que não morrem na lama,
Mas que não possuem salvação.
Melhor seria morrerem na lama,
Suas vidas seriam mais dignas, engraçadas e
Fariam mais sentido para estas almas
Que agora adormecem ressequidas em
Corpos programados para exercerem funções
Médias.

Diego Marcell 16-12-10

sábado, 18 de dezembro de 2010

a igreja emergente?



por Tiago Esmeraldo


Eu andava pesquizando uma definição de Igreja Emergente.No site http://solomon1.com/a/ encontrei uma bem legal.Então ai vai:
A igreja emergente é um termo semelhante ao termo reforma. Não há unidade teológica, como não havia entre os diferentes movimentos reformadores protestantes.
É verdade que existe um tema principal para o movimento emergente, como havia para a reforma protestante (a salvação pela graça). E esse tema é: A igreja como agente missiológico na terra, livre de instituição e hierarquias, simples, um organismo vivo cuja cabeça é Jesus, e onde a vida cristã é uma vida de comunidade e de compartilhamento.
Se hipotéticamente, a igreja emergente se trata de uma reforma da igreja, como a reforma protestante, então é natural que os líderes das igrejas actuais a critiquem, como o fizeram os líderes católicos no tempo de Lutero. Se criticar o que está mal e fazer algo novo é errado, então porque não voltam todos os protestantes às suas origens católicas?
No fim das contas, são sábias as palavras da bíblia: “Por isso o que vos aconselho é que deixem estes homens em paz. Se o que ensinam e fazem é só deles, em breve desaparecerão. Mas, se for obra de Deus, não poderão impedi-los, não vá acontecer vocês acabarem por lutar contra o próprio Deus.” (Atos 5:38-39)
A igreja emergente, teoria e prática
Muitos dos críticos e curiosos da igreja emergente procuram compreender o que se passa em termos teóricos. Mas o facto é que o movimento emergente é um conjunto de práticas cristãs, e não de nova teologia cristã. E práticas essas que nem são assim tão consistentes de comunidade para comunidade (daí o não ser correcta a denominação “igreja emergente”, mas sim “movimento emergente”).
Existem práticas comuns, com certeza: A rejeição da instituição, a rejeição das hierarquias religiosas, todos os cristãos activos com os seus dons, um foco missional, e um foco no reino de Deus. Isso das velinhas e dos rituais antigos são pormenores que não são nem importantes nem generalizados, mas que pelos vistos chamam a atenção dos críticos.
Quanto a teologias, na realidade não há nada de novo, há talvez uma compilação de várias teologias que se tornam relevantes para um movimento comunitário e missional em que todos os membros são parte activa, e em que a estrutura é um organismo e não uma instituição. E aí poderemos falar de Brian McLaren, ou de N.T. Wright. Mas aqui está o truque: O facto de irem buscar a teoria a essas fontes, não significa que essas pessoas façam parte do movimento. Basta lembrar, por exemplo, que N.T. Wright é um bispo anglicano, e a igreja anglicana é tudo menos emergente. Por isso, pegar na teologia deles, e deduzir que é isso que a igreja emergente defende, é algo no mínimo caricato.
O movimento emergente é uma prática cristã influenciada por um lado pelo pós-modernismo, e por outro lado pelas práticas da igreja primitiva (igreja do 1º século), que procura viver em igualdade, em comunidade, como um organismo horizontal (não hierárquico), e com um foco na implantação do reino de Deus. E é só.
A prática leva à teoria
Um amigo meu conta uma história em que ele falava com uma pessoa que não acreditava que existiam sem abrigos numa cidade. E por muito que lhe dissessem, não acreditava, nem se interessava. Um dia levaram-no a um sítio onde alimentavam sem abrigos, e ele pôde vê-los, saber o seu nome, falar com eles, saber porque estavam nessa situação e o que era passar por isso. A partir daí não foi preciso mais dizer (teoria), pois ele tinha experimentado (prática), e essa experiência tinha-o levado a ter uma atitude completamente diferente sobre a situação.
Por isso, se queremos, por exemplo, ter uma maior preocupação pelos sem abrigo, não é com discursos que vamos lá. O primeiro passo, é ir e ajudar no que pudermos. Ao depararmos com a sua realidade, a nossa forma de pensar vai sem dúvida ser afectada.
É a prática que leva à teoria, e não a teoria que leva à prática.
Nuno Barreto

http://solomon1.com/a/2008/17/mas-que-coisa-e-essa-a-igreja-emergente/[gallery link="file"
fonte JOCUM

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