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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A nova moda entre os psiquiatras



Quando surge uma obra, uma idéia, uma novidade que seja, levando o amor de Deus ao mundo e popularizando a mensagem, logo chegam os fundamentalistas, donos das suas religiões, colocando listas de heresias, levando “luz” no engano, fazendo “apologética”, verbalizando com raiva em nome da “fé pura” o que eles chamam de “voz do capeta”! Mas quando me coloco a analisar estes “defensores do cristianismo”, tento ver neles alguma relevância no meio secular, tento avistar algum balsamo em suas atitudes, tento espremer algum gesto de Cristo de seus rompantes de santidade; e o que vejo?

Vejo a falta de sentido naquilo que fazem, amantes da instituição, idólatras de um Deus literariamente vivo na bíblia, mas morto no espírito.
Percebo que este evangeliquês está produzindo lunáticos que se reúnem para adquirir mais loucura e tomar injeções de demência e choques elétricos na psique. E doentes que buscam a igreja como seu hospital, acabam caindo nas mãos de médicos monstros que os aterrorizam semanalmente com seus dogmas neopentecostais.

Por que um homem se dispõe a criticar algum escritor, alguma obra cristã ou até mesmo secular, que demonstram decisões teológicos ou filosóficas do autor que não interferem no sentido geral ou na decisão histórica que faça a partir daí uma revolução no mundo, ou local; o que ganham com isso estes críticos? Que diferença iria fazer na vida de um outro possível? Que diferença faria para Deus? Assim como este meu texto uma simples manifestação desencadeada por aquilo que abomino, mas que por seu mal me deixa igual ao que me traz repulsa, graças a falta de reflexão filosófica e teológica destes que determinam heresias sobre conceitos que só o são pelo tempo de repetição desta mesma classe que carece de saber.

Pura metalinguagem é viver e aprender no ato carnal onde o espírito eleva-se para compreender as chances da vida de óticas múltiplas, algo inacessível para estes filhos de “pais na fé” que são os hierárquicos, os tricotomistas, os que enriquecem pregando prosperidade que só faz sentido se o pregador também é o devorador dos pobres fiéis. Ou o julgador da vida espiritual do outro e o jogador da vida de muitos, o que o faz um louco varrido deste universo sem sentido para Deus que é o da fuga da naturalidade em nome desta espiritualidade de quem já perdeu a conexão com o evangelho puro do Amor de Deus.

Pobres rígidos em suas andanças, não entendem a ironia, para eles alegria é palhaçada, não possuem papilas degustativas, apenas a mesmice da comodidade, da vidinha engaiolada, uma religião televisiva que os fornecem tudo em baixa qualidade, mas suprem suas necessidades animalescas como se fosse o alvo divino. Rastejam pelo ouro quando Jesus disse que este seria como o barro dos nossos calçados. Trocaram os valores e por conseqüência possuem seus valores teológicos distorcidos e os filosóficos longe de qualquer possibilidade de pensar a vida em sua magnitude.

Romper com sua loucura é loucura de Deus na sobriedade da teologia para se viver no caos como se habitasse na calmaria. Loucura dos homens é Adão caído, corrompido por seu próprio designo, mesmo que chame isto de deus. É preciso ser chamado de louco pelos loucos, ser expulso do hospício como se saísse da caverna arremessado pelos homens que foram usados por Deus da mesma forma que Ele usou o Faraó como instrumento da sua glória ante os judeus, para olhar de fora e ver a realidade e sentir na pele que louco não se assume por gostar de ver reflexos nas paredes, esta é sua principal diversão, querem ser Napoleão, brincar de Adão escondendo o fruto proibido, enquanto Jesus chorava pelos oprimidos, conversava com excluídos e não se importava com detalhes sem importância.

Diego Marcell 15-02-11

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Jesus não era evangélico




MANOEL SILVA FILHO

Fico a conjecturar, se houvesse um retrocesso na história e Jesus voltasse novamente, não entre nuvens do céu na parousia em poder e glória, mas, novamente como o singelo profeta da Galiléia, e visitasse as zilhões de igrejas espalhadas pelo planeta que se intitulam cristãs, se Ele seria simpatizante de algumas das denominações instituídas do nosso tempo. Com certeza os “conheço as tuas obras” e os “tenho, porém, contra ti” sobre esses agrupamentos ditos evangélicos, atingiriam dimensões colossais.

Ora, Jesus, uma vez entre nós outra vez, certamente usaria da mesma sabedoria que usou quando andava pela Terra, nas ruas da Palestina, não aderindo a nenhum dos postulados dessas denominações, das propostas das grandes corporações da fé e dos super conglomerados da religião, das igrejas-empresa que superestimam números, estatísticas e resultados de crescimento numérico, não se encaixando em nenhuma bitola teológica sistemática ou dogmática, não se deixando caber em nenhuma fôrma doutrinária.

Essa recusa de ser domesticado pelos chicotes dos domadores do circo da religião atual é a mesma reação com que Ele se negou intermitentemente em tomar partido por qualquer das facções religiosas, políticas e humanitárias de Sua época: Os fariseus, com sua sobrecarga de regras e manias de assepsia exagerada, se vendo como santos de pau oco; os saduceus, sacerdotes profissionais do templo, incrédulos mundanizados que não criam na vida sobrenatural e futura; os essênios, escapistas, fugindo do mundo e se refugiando em mosteiros no deserto, achando que eram os exclusivos filhos da luz, que todas as pessoas do mundo estavam nas trevas, e iam torrar no fogo do inferno; os pragmáticos zelotes, xiitas radicais que esperavam derrubar o Império Romano se utilizando da violência das armas; os herodianos, entreguistas, colaboracionistas, puxa-sacos da família de Herodes, rei fantoche marionetado pelo governo romano.

Com certeza Jesus, se voltasse ao nosso tempo e adentrasse pelas naves das igrejas evangélicas da atualidade, não se deixaria seduzir pela pompa de seus cultos, pelo aparato ofuscante da maioria de suas liturgias, com Cristo exposto no nome, nos hinos e nas pregações, mas sem Cristo na devoção do coração, e não se alumbraria com suas proposições arrogantes, suas insolências fundamentalistas, seus testemunhos mirabolantes, suas pseudo-curas dissimuladas, por seus eternos cabos de guerra doutrinários puxados pelos defensores ferrenhos do calvinismo e do arminianismo, suas ênfases maniqueístas dicotômicas e esquizofrênicas, sua doutrina triunfalista com promessas de céu na terra, seus argumentos furados de prosperidade a qualquer preço, cujo slongan ortoprático é: “Os fins não justificam os meios. Tudo por mim mesmo e pela causa da minha conta bancária”.

E mais, Jesus detectaria de cara, traços inconfundíveis dos partidos religiosos de seu tempo camuflados na igreja da atualidade como os novos fariseus, com suas igrejas repletas de líderes de mente reduzida e exclusivista, com suas reações preconceituosas contra quem é e pensa diferente; os novos saduceus hedonistas que querem sentir prazer sensual em seus cultos preparados para entreter e acariciar seus egos mimados; os novos zelotes, que condenam e violentamente matam sumariamente os que não pensam como eles; os novos herodianos que vivenciam um cristianismo camaleônico, mimético e diluído entre o amor obsessivo ao dinheiro e o compromisso com as causas reais do Reino de Deus.

Jesus se voltasse hoje, teria que chamar novamente novos seguidores retirados das ruas, homens simples, alijados pela igreja e pela sociedade, e agregaria gente sincera e inconformada de dentro das igrejas instituídas e fundaria uma nova igreja, à semelhança do que aconteceu a dois mil e poucos anos atrás.

Essa igreja, a nova comunidade que encarna Cristo, a nova sociedade alternativa composta de discípulos que desacreditam no cristianismo falido dos nossos tempos com toda a sua sobrecarga de patologia e esquizofrenia aguda, mas que, apesar dos pesares, ainda amam e insistem em seguir a Jesus.

MANOEL SILVA FILHO, CONSPIRADOR DO REINO, LÍDER DA COMUNIDADE ABRIGO R15 NO GENIZAH


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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Um corpo doente




A divergência teológica pode caminhar tranquilamente na comunhão do Corpo quando ela não é a doença do fundamentalismo e da falta de humildade que coloca sua doutrina acima das demais. Neste caso se torna insuportável a convivência com esses irmãos. Se formos dividir o Corpo baseado na divergência teológica, pouquíssima quantidade sobra à unidade. Porém se mesmo assim a consideração for de irmandade, mas prevalecer os conceitos divergentes, não haverá comunhão, paz e alegria, dando subsídios para se iniciar o pecado neste meio.
Por isso que apesar de eu possuir irmãos muito amados, que desejaria de todo coração conviver mais intensamente para dialogar e tomar chimarrão, café ou jantar, mas que infelizmente prefiro manter distancia significativas para evitar sentimentos ruins, pois sua intransigência fica evidente nos primeiros cinco minutos de conversa, já inseridos por posicionamentos proféticos de seus apóstolos preferidos. E quando interpelados pela pura teologia tornam-se austeros nos seus olhares e tons de voz. Por isso prefiro tornar-me um ermitão do mundo crente que gerar inimizades pecaminosas pelo Corpo.
Espero nesta caminhada, encontrar irmãos realmente comandados pelo Espírito em suas mentes, para dialogar sem preconceito como um bom apreciador da vida e da reflexão que Deus me fez, repartir este prazer e este mandamento da comunhão em paz com alguns membros do Corpo, já que em sua totalidade ainda perecemos com algumas espécies de doenças geradas pela falta de atenção espiritual e humana.

Diego Marcell
06-10-10

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Paulo, os poetas seculares e o irmão Faísca



Hermes Fernandes


Lá estava Paulo, no coração intelectual do mundo. Enquanto aguardava por Silas e Timóteo que vinham a caminho, o apóstolo dos gentios começou a enojar-se de toda aquela idolatria que imperava em Atenas.
Sua vontade era soltar o verbo, e esculhambar de vez com tudo aquilo. Sem conseguir se segurar, Paulo partiu pra sinagoga, e lá, num ambiente mais propício, ele esbravejou, discutindo com gregos e troianos, quer dizer, com judeus e gregos convertidos ao judaísmo.

Mas o caldo engrossou, quando chegaram os filósofos epicureus e estóicos. Espertos, trataram de tirar Paulo do ambiente religioso, e levá-lo para um ambiente secular, que, na opinião deles, não lhe era tão familiar. Com o apóstolo em desvantagem, eles poderiam “cantar de galo” em seu próprio terreno.

Levaram-no ao Areópago.

Quem ia à sinagoga, ia com a intenção de adorar ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó (pelo menos, em tese). Mas quem ia ao Areópago, ia em busca de novidades. O Areópago seria o equivalente à internet em nossos dias. Em outras palavras, 'terra de ninguém'.

Imaginemos que Paulo estivesse acompanhado de um crente legalista, do tipo com que a gente se esbarra por aí. Daqueles que se escondem por trás de uma fachada de santidade, ou por trás de um perfil falso na internet (fake), com direito a pseudônimo e tudo.

Vamos chamá-lo carinhosamente de “irmão Faísca”, ou Faisquinha (sonhando em ser “labareda” um dia...).

Vendo Paulo em maus lençóis, ele pensa com seus botões:

- E agora, Paulo? Como você vai se sair dessa? Mandar bem na sinagoga é fácil, quero ver como vai se sair num ambiente secular...

O irmão Faísca imaginou que, a julgar pela maneira como falava lá na sinagoga, Paulo perderia as estribeiras, e detonaria aqueles idólatras. Mas para sua surpresa, Paulo se revelou um gentleman.

- Homem atenienses, já vi que vocês são muito fervorosos em sua religiosidade. Com estas palavras, Paulo iniciou seu surpreendente discurso. E continuou:

- Passando por um dos santuários da cidade, dei de cara com um altar que tinha uma placa onde se lia: AO DEUS DESCONHECIDO. Querem saber de uma coisa? É sobre esse Deus que quero falar com vocês.

Imediatamente, o irmão Faísca deu um passo atrás, e cochichou para outros dois dos seus companheiros, o irmão Recalcado e o irmão Cabideiro:

- Aonde é que Paulo quer chegar? Que estória imbecil é esta? Quem disse que esse “deus desconhecido” é o Deus de Jesus Cristo? Paulo tá doido? Tá trocando as bolas!

O Recalcado, tomado por uma revolta nada santa, acrescentou:

- Será que ele não sabe como se originou este culto bizarro? Ninguém contou pra ele que este deus desconhecido é só mais um ídolo idiota? E se é ídolo, por trás dele tem um demônio. Quando esta gente se dobra perante este altar, está adorando o capeta. E como Paulo pode endossar isso?

Indiferente às críticas do Faisquinha e seus colegas, Paulo prosseguiu em seu discurso. Em vez de atacar os “idólatras”, Paulo os acalentava, e assim, conquistava sua simpatia, garantindo que ouvissem sua pregação.

Gradativamente, o apóstolo introduzia as verdades eternas do Evangelho da Graça, sem espantar, nem criticar ninguém.

Se na sinagoga Paulo tinha sempre um ‘pega pra capar’ com os crentes judeus, no Areópago, ele parecia brando, porém firme em suas convicções.

Em poucos minutos, falou-lhes sobre a graça e a soberania de Deus.

Durante esta etapa de seu discurso, Faisquinha já estava mais calmo. Percebeu que apesar de ter dado aquele furo no início, Paulo já havia voltado para os trilhos, e agora, apresentava-lhes o genuíno Evangelho (Era assim que ele imaginava).

De repente, em vez de citar passagens bíblicas, extraídas do Antigo Testamento, ou mesmo palavras atribuídas a Jesus, Paulo resolve citar filósofos gregos.

Não se segurando em si, o Cabideiro soltou entre os seus amigos:

- Que é isso, Paulo? Assim você vai estragar tudo! Esses caras não sabiam o que estavam falando. Eles eram tudo satanistas. Nunca parou pra ouvir suas canções? Seja mais bíblico, mais ortodoxo, senão, daqui há pouco a turma lá da sinagoga vai lhe taxar de herege.

Eles bem que queriam ter dito tudo isso diretamente a Paulo, em alto e bom som. Mas como não havia um perfil fake naquela época, sob o qual pudessem emitir qualquer opinião, sem ter que se expor, preferiram ficar calados.

Conhecedor da cultura secular, Paulo cita de cor o verso atribuído aos poetas gregos:

“Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos. Como também alguns dos vossos poetas disseram: Somos também sua geração” (At.17:28).

Fico imaginando se isso houvesse acontecido hoje, quem seriam os poetas que Paulo citaria. Talvez citasse Cazuza, Renato Russo, Tom Jobim, sem se importar com o credo professado por eles.

O fato é que, ao final do seu discurso, vários se converteram à fé, inclusive o chefe do Areópago, chamado Dionísio (nome do deus do vinho).

Enquanto isso, o Faisquinha apagou, e seus amigos imaginários também, juntamente com o seu sonho de ser um dia uma labareda.



fonte Genizah

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Carta a você que um dia eu fui




Somos arrogantes ao extremo quando somos ninguém, quando somos um vira-lata que avança por medo, quando somos mendigos da nossa alma. Mas Sócrates me ensinou o poder moral da filosofia, infelizmente o que a sociedade mostra é que ela não está aberta ou capacitada a entender esta chama.
Eu era crítico, fundamentalista, detentor de verdades subjetivas que universalizavam em meu discurso hipócrita contra os contrários. E assim é você meu amigo, e assim somos iguais, Ateus, Católicos, Protestantes, Budistas, Judeus, Muçulmanos, somos todos iguais, idólatras, somos todos iguais, criadores de falsas ideologias, de falsos deuses, de falsas falsidades, e inimigos da verdade do respeito. Somos incapazes de ver o que o chamado “ateu”, meu grande filósofo Nietzsche falava a verdade, mas nós não o entendemos.
Eu não os conhecia, mas os criticava, talvez por culpa de um auto-intitulado sofista, porém a carga religiosa que me impedia de pensar, rejeitou em meu ser tudo o que era contrario ao que eu tinha como certo. O fato de um dia pela mística, eu poder negar-me, abriram acessos a humildade, e a humildade nos ajuda contra o preconceito, e o preconceito nada mais é que superstição. Essa superstição é causada pelo medo, medo de algo divinamente humano que é a humildade.
Nem tocarei nas entranhas filosóficas de Deus, como amante da teologia, não trago isto como pauta, apesar dEle estar evidente no cosmos de qualquer affair, seja de criticidade ou não, seja da existência ou da não existência. Mas eu falo do instrumento da reflexão, da inevitável predominância das maiores mentes que a civilização já possuiu, partindo de Tales de Mileto com a sua genial origem filosófica da essência de tudo até Einstein e os 360º que todos eles deram, tornando à origem de que o homem é pó, mas não é apenas isto.
A fé não anula nenhuma preposição universal e científica, nem é este seu trabalho, pois todos têm fé em algo, do contrário seríamos humanos/vegetativos; porém a capacidade de proferir argumentos devem ser incentivadas por total conhecimento daquilo que se refere, ou melhor ainda, deve-se pertencer a esfera que se critica, como que se criticasse o próprio umbigo. Pois já dizia alguém, se um homem, um Deus, um mito, ou um revolucionário, como queira cada um, mas Jesus dizia: “Porque reparas no cisco que está no olho do teu irmão, quando não percebes a trave que está no teu?” este, ou Sócrates, ou Nietzsche, ou Anaximandro, ou Lutero, ou outros tantos podiam rebelar-se, não contra o que não criam, mas contra suas origens; não contra o que desconhecem, mas contra aquilo que dominam a ponto de refutar; um por ser judeu, outro por ser grego, outro por ser protestante, outro por ser pré-socrático e discordar de outras idéias seminais, outro por ser católico, e não por serem fundamentalistas, mas por serem honestos, sinceros e apologistas da verdade e não de um ideal meramente raso que culpa a opinião alheia, mas convictos de algo seu e não revoltados do algo de alguém que não é o meu.
Afinal, o fato de eu não crer em algo não influencia na existência ou não deste algo. Aquela minha velha visão de mundo simplista era minha ilusão sapiencial, hoje minha ignorância revelada me faz entende-los e calar-me diante do diferente, em nome do que o conceito, o estudo e a fé me fazem crer.

Diego Marcell

terça-feira, 14 de setembro de 2010

o deus domesticado



“Quem crê na soberania de Deus, crê, forçosamente na contemporaneidade dos dons espirituais. (…)
Eu vejo uns calvinistas por aí: – a soberania de Deus… Eu pergunto: ‘Você crê na contemporaneidade dos dons espirituais?’
- Ah, não! Passou! Deus não age mais assim.
- Interessante! Quem disse?
- Há estudos de teólogos importantes…
Isso se chama de ‘domesticação de Javé’. Javé domesticado pelos teólogos. Os fariseus fizeram assim, os ortodoxos fazem assim, os liberais também; todo mundo domestica Deus um pouquinho; colocam a Deus numa coleira e quase o chamam de totó! Isso é muito sério! Apelidam Deus de todo tipo, limitam-no, restringem-no; somente ao seu assovio espiritual, ele obedece. É um deus domesticado. E isso é igual a Baal, é igual a Júpiter e a qualquer outra divindade que o homem manipula. O Deus das Escrituras é soberano e é livre. É livre! E uma das implicações dessa liberdade de Deus é que ele continua sendo um Deus que intervém; um Deus que age.”

Fonte Rev. Baggio

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O problema do fundamentalismo da igreja evangélica




As Escrituras (a Bíblia) não é a Palavra de Deus, é um meio seguro pelo qual ela se manifesta, porém ela só se manifesta se houver o Espírito Santo, do contrario ela é morta.
A Palavra de Deus é o próprio Jesus, o Verbo que se fez carne (Jo 1.14), agora se as Escrituras não revelam a Palavra, nela Deus não está. A igreja evangélica aprisionou Deus dentro da Bíblia, limitando-O ao que está escrito, esquecendo assim a mensagem teológica e sistematizando um veículo como se fosse a própria causa.
A partir do momento que limitaram Deus dentro das Escrituras, fizeram da letra uma arma e não uma Palavra viva, e foi neste momento que a letra os matou (2 Co 3.6).

Como uma floresta onde há arvores frutíferas
Mas também há raízes, espinhos e folhas longas
Onde os homens levaram para seus laboratórios
Tudo o que viram
Aproveitando a poupa da fruta
E o amargo das ervas
Deram de beber a todos
Alguns gostaram do gosto misturado
Mas outros rejeitaram
E assim o sabor doce e puro não chegou a todos
Pela falta de percepção daqueles que fizeram o suco
Pela falta de capacitação dos homens que foram direcionados para lá
Para buscar algo especial aos outros homens
Assim como os primeiros desbravadores do Evangelho
Porem os que vieram depois seguiram a risca a escrita
Sem perceber o que fazia parte do contexto da época dos antigos
E trouxeram tudo
E misturaram tudo
E fizeram um remédio que não traz cura
Que pode aliviar, como pode causar rejeição
Mas não é puro e suficiente como o Evangelho de Jesus Cristo
Quando podem ter outros vegetais contemporâneos ao redor
Mas que não entram no suco
Que é feito da poupa que segue intocável de geração a geração.

Diego Marcell – 17/07/10

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O silêncio de Deus e a teimosia humana



por Zé Luís

Fácil é dar explicações sobre qualquer situação ou assunto, mesmo sem ter domínio sobre tal.

Posso explanar sobre coisas que realmente não sei a ponto de convencer meu ouvinte que aquilo é uma verdade absoluta e irrefutável, a não ser que o mesmo já tenha sido, de alguma forma, convencido sobre estas questões pendentes e possua uma resposta que eu julgue mais plausível. Nesse caso, sou eu quem absolverá a nova conclusão, se tiver coragem – ou mesmo humildade – suficiente para repensar meus conceitos.

Ateus alegam que um homem inteligente e ousado sempre chegará a conclusão que Deus não existe, já que desafiaram a – suposta - autoridade máxima do Universo, falando horrores sobre a mesma e esta, simplesmente, não se pronunciou: “Um mundo sem Espírito é a única conclusão correta.”

“Se esse deus é onipotente – tudo pode – e é um deus bom, mas coisas ruins acontecem, de duas, uma: ou ele não pode tudo, ou não é bom.” é frequentemente usado, o que me deixa curioso: se ele é ateu, para que voltar tanto ao assunto? Se você crê em Papai Noel, me desculpe: eu não. Mas não faço de minha vida uma cruzada contra isso, como as injustiças cometidas pelo “bom velhinho” quando não deixa presentes nas favelas por falta de chaminé. “Santa Claus não pratica justiça social” esbravejaria contra alguém que não existe.

Já ouvi muito sobre esse silêncio de Deus em nossas vidas, C.S.Lewis lamenta e protesta contra isso quando sua amada Joy sucumbe ao Câncer. Qualquer professor de Teologia informará sobre os 400 anos de silêncio entre o Velho e o Novo Testamento.

Jesus silencia diante de seus agressores, como ovelha muda. Diante da turba que se prepara para o apedrejamento da adúltera nada pronuncia, Ele próprio cala a turbulenta tempestade que apavora seus seguidores; Em oculto viveu até a vida adulta.

Ouvi certa vez - Cassiane se não me engano – que quando Ele está em silêncio é por que está trabalhando. Creio que o Mestre, quando separa um espaço na eternidade para cuidar de cada um de nós separadamente, usa o “calar” como poderosa ferramenta em nossa formação, por mais que isso nos seja incompreensível e doloroso.

Talvez entendamos melhor o silêncio quando nos deparamos com a teimosia. A teimosia faz com que pessoas se mantenham firmes em suas opiniões, independente da clareza dos argumento, por mais óbvios e claros que sejam. Nem todos são teimosos compulsivos: alguns permanecem em sua posição por conta da arrogância daquele que tenta convencê-lo que deve fazê-lo(as igrejas estão cheio destes senhores da razão: pergunte àquele que tentaram “evangelizar” na marra. O prejuízo ao Reino é incalculavel).

Desde a queda, estamos contaminados com o conhecimento do Bem e do Mal, precário e parcial, e por isso julgamos como quem tem critérios suficiente para isso, tendo sempre o que opinar a respeito de coisas que nem temos ideia do que se trata. Muito dessas “filosofias”, se destruídas em determinada altura de nossa existência ,pode nos dissolver junto.

“Não discuto com loucos, crianças e bêbados...” é uma filosofia pessoal, embora todos os três tipos sempre me provoquem ao ponto de querer falar-lhes coisas duras, até forma mais áspera. Mas de que adianta? Uma criança não tem experiência para entender o meu “não”, um louco – assim como o ébrio – tem seu juízo comprometido: vale o tempo gasto numa linha de raciocínio que ele não entenderá?

Dessa forma, o silêncio Divino é obviamente esperado e precioso, totalmente compreensível. O que um dentista pode dizer enquanto um dente que apodrece nossa boca é removido, mesmo quando não há anestesia que minimize a dor?

Afirmar ser o silêncio uma prece pode ser um pouco demais, mas economizaria – e muito – a exposição de nossa imbecilidade.

“Até o idiota, quando calado, passa por sábio”

fonte cristãoconfuso

domingo, 22 de agosto de 2010

EPÍLOGO




Como inventarei parábolas se quero chocar os cegos. Já que nunca entenderam minha poética vibração de cordas vocais sobrepostas sem vírgulas, apenas com uma fragrância de respiração soluçada para prosseguir.
Eles ainda são muito fundamentalistas, enquanto minha genética me leva cada vez mais para a subjetividade da poética mensagem hebraica, mesclada a linguagem do cinema europeu dos anos 60.
Mesmo que eu os agrida com a clareza da língua mísera e pobre portuguesa, eles se programam para não ouvir, porque onde caem as palavras é no coração, e os seus são de pedra; a não ser que eu fosse uma goteira contínua em suas vidas, mas não pertencemos a mesma comunidade; deste modo, só Deus em sua misericórdia incompreensível para nós, pode quebrantar-lhes e refazer suas entranhas, deixá-las puras para sentir com esmero uma vida com mensagem e liberdade emanadas do céu.
Nós temos limites, extrapolados para entrar a mão de fogo do Todo Poderoso e causar. Aí vemos nossa pequenez e incapacidade diante da auto-suficiência de Deus e sua voz e vontade para o homem, mesmo quando sua cerviz é dura.

Quando Jesus era intrépido em sua fala? Quando falava aos religiosos de inúmeras seitas e conhecedores das escrituras. Porém com os pecadores, Ele era amor, curava-os e os protegia, jamais os julgou ou os condenou. Você como Igreja, como servo, como mensageiro da Palavra, como alguém que busca fazer a vontade de Deus e se espelhar em Jesus, deve como base do trabalho de evangelismo ter isto como prioridade, até que faça parte de você.
Não é por palavra, é por atitude de amor.

diego marcell - razões para a nova reforma

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

PARA O CRESCIMENTO, NÃO DA IGREJA, MAS DO REINO DE DEUS




Aos homens que querem agradar a Deus.
Lideres de igrejas fazendo algo que vai contra a obra do Pai. Ainda há muita picuinha, muita vontade do homem, muito agir da carne. Ao invés de ficar feliz com o irmão que já conhece a palavra, quer carregá-lo para sua igreja, ou seja, só pensa na quantidade do templo físico que congrega; outros ainda ficam no papo de doutrina de igreja, uma verdadeira bobagem, mesquinhez do homem, pensamento que não chega nem perto do que realmente pensa Deus.
Buscar conhecimento espiritual, e buscar conhecimento espiritual do tempo que vivemos, para obter um descortinar da atualidade, pois vivemos claramente um tempo apocalíptico, profético; não há lugar para o cristão ignorante.
A compatibilidade de sermos irmãos em Cristo, andando nas ruas, é de percepção espiritual, muitos não evangélicos nos reconhecem como sendo pelo nosso agir, nosso caminhar diário; como há muita gente que exteriormente apresenta-se como tal, mas em suas atitudes demonstram puro mundanismo, e no espírito não mostram nenhuma aproximação.
Enquanto nas trevas, os de lá se juntam em trevas; os da luz parecem querer cada um brilhar mais e cegar o outro. É absurdo, a divisão do reino é algo inaceitável, ainda mais nesse tempo, é nossa obrigação estudarmos a palavra do nosso Pai e orarmos por nossos irmãos que pregam o evangelho, ou seja, deveriam ser todos, não é? E principalmente, termos amor por aqueles que ainda não conhecem o caminho que seguimos, falar disso a eles, porque quem sabe Deus tenha grandes planos para suas vidas.
Com certeza, há muitos esperando que a Palavra chegue a eles para aceitar Jesus e receberem o amor do Pai, e nós somos os vasos que devemos estar cheios do Espírito Santo pra chegar aos que ainda não receberam. E chega de tanta doutrina de homem e placa de igreja estampada no peito.

diego marcell - razões para a nova reforma

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A IGREJA E A IGREJA



Religiosidade é puxa-saquismo espiritual, tentar agradar a Deus com obras e condições humanas; roupas, estereótipos, amuletos e coisas exteriores; mas Deus esquadrinha o coração humano, Ele quer pessoas sinceras e não bajuladores.

Você não pode agradar a Deus com sua doutrina, mas Deus pode te dar um coração de carne, se você for sincero. Seja você mesmo, Jesus veio para nos libertar, enquanto a religião foi criada para aprisionar e cegar o homem.

A igreja de Deus é feita de homens de coração quebrantado, de alma sincera e espírito livre; a igreja de Deus não é de tijolos, não tem nome e não foi criada por homens; a igreja de Deus é perceptível no mundo espiritual e não é vista de maneira pejorativa como alguns homens apresentam e desejam que ela seja. A igreja de Deus é movida a fogo, mas o fogo que existe para favorecer a outros, e não um fogo barulhento e de pouco proveito como alguns templos evangélicos apresentam por aí.

A igreja de Deus tem a sabedoria do céu, a riqueza do céu e a grandeza humana do céu; ser humano é divino, pois foi para nós que tudo foi criado, e além de nós sermos a obra-prima de tudo que foi criado, o próprio Deus se fez humano para se colocar em nosso lugar, nos capacitando a aceitação espiritual do plano perfeito do Criador. E Esse Criador, que eu não preciso fazer qualquer apresentação, pois tudo que está dentro da nossa capacidade já foi dito e ainda assim não foi suficiente para defini-Lo, Esse Criador através de um Amor que é Ele próprio, e seu plano perfeito de salvação de que falei anteriormente, foi por este plano que Ele nos deu uma filiação não merecida, mas desejada, fazendo-nos então, detentores de algo maior que toda criação, que é a vida eterna, através de Jesus Cristo, a Personalidade que possui em Seu Nome o poder de mandar e desmandar em qualquer lugar desse infinito cosmo.

Então a conclusão lógica que chegamos: somos mais do que servos, somos amigos dEle, Jesus, cujo nome é o nome mais forte e poderoso em todo e qualquer lugar que existe ou que venha a existir; e nós somos a Igreja, também pode-se traduzir que somos o templo que habita o Espírito Santo, então devemos saber que depois do nosso novo nascimento, passamos a possuir a essência divina que nos capacita a sermos os representantes do céu aqui na terra, mas não para sermos como extra-terrestres de filme de ficção em meio ao povo, mas pelo fato de sermos humanos como eles, nos apresentamos da mesma forma e vivemos a mesma coisa, porem, no mundo espiritual é que temos vestes celestiais e um selo que nos distingui; e isso não tem nada de religião, isso é dádiva; não há imposição, não há barganha e não há sacrifício; mas há graça, liberdade e paz.

COMPLEMENTAÇÃO

Vocês podem estar pensando que estou defendendo um tipo de igreja que tem por aí, que se designa a única correta por não possuírem nome e por aparentemente parecerem com a igreja primitiva. Porem, ao se designarem a forma correta de igreja, elas já segregam o evangelho a elas mesmas. Ao se fecharem em um grupo, já se definem como uma igreja especifica, da mesma forma das que possuem placa, elas não deixam de ser uma denominação só porque se intitulam não-denominação, uma maneira um tanto hipócrita de instituir em nome de Deus uma igreja regida por homens, pois ao seguirem alguns homens e livros específicos, já definem suas próprias doutrinas, e ao negarem toda forma que o evangelho está sendo pregado pelo mundo, já estão julgando pessoas que são realmente usadas por Deus. “Quem comigo não ajunta, espalha” é o melhor exemplo de que a Palavra não tem restrição; e a Bíblia nos da exemplos variados e não idênticos, como estes que estas igrejas querem mostrar.

Como podemos negar as formas tão diferentes e até absurdas que Deus vem usando nestes últimos tempos para alcançar pessoas de todas as tribos, línguas, raças e nações; negar este evangelho pregado de maneira “louca” para loucos, é negar a criatividade e o poder do Espírito Santo que não faz acepção de pessoas, mas ama os de coração puro. Eu vejo a honestidade destes que se apresentam de maneira estranha, de maneira que gera exclusão aos olhos dos homens, mas também vejo a mesquinhez e o orgulho nos corações destes que se apresentam engravatados e detentores da verdade, que usam a Palavra para acusar, para proibir e para esculachar e zombar dos outros, ao invés de aceitar pelo amor de Cristo que por Ele mesmo não julga pelo que nossos olhos avistam.

Dizer que a mulher não pode ensinar, que desta forma ou daquela não pode, que não pode ter pastor, que o Espírito Santo não age desta forma (como se alguém pudesse dizer como o Espírito Santo age) e inúmeras “doutrinas” ensinadas por esta igreja que se considera a não-igreja e ao mesmo tempo a Igreja-Certa. Quem são eles para limitar Deus? E porque de uma hora para outra se levanta num lugar a visão do evangelho verdadeiro? Então Deus dá uma visão de algo tão grande a meia dúzia de filhos?

É para acabar com este papo infantil espiritualmente que invariavelmente nos vem ao encontro constantemente; já que não é igreja que fala comigo, nem homens, mas sim Deus através da sua maior revelação. São os frutos e a forma e a suavidade ou a arrogância dos meios que me provam quando é Deus agindo ou apenas homens que usam Seu nome, e quem da essa e outras diretrizes para descobrir a verdade é a Palavra, ou seja, a própria Verdade.

Repito, a Igreja de Deus não tem nome, nem placa, porque ela é feita de pessoas; é impossível agora querermos transpor isso ao material e querermos destruir os templos e voltar a igreja primitiva; os tempos são outros e se existem igrejas com placas é porque há diferenças de ministérios, e gostos, e vontades, e garanto que na igreja primitiva era igual, por causa da cultura dos lugares e das pessoas que influenciavam na forma de levar ou de ser o ministério, só ainda não havia nome, porque tudo era muito novo, ainda estava sendo formado o cristianismo; nós somos individuais e cada igreja é compatível com um tipo de pessoa, porem o Espírito é o mesmo; o maior erro é sair dizendo que um é melhor ou mais correto que o outro, se está dentro do projeto de Deus esta é a igreja de Deus; mas a Igreja, esta sim é uma e não existe placa, é a Noiva de Cristo, mas esta é compatível no Espírito de Amor e não no corpo perecível, Deus não fez robozinhos, Deus nos fez especialmente únicos.

diego marcell - razões para a nova reforma

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

FARISEUS DO SÉCULO XXI




Qual lado eu olhe, vejo a falta do pensamento e da mensagem de Jesus. Numas igrejas tradicionais que se fecharam na “sua verdade”. Numas igrejas pentecostais que se fecharam na sua “perfeição”. Numas igrejas movidas a dinheiro que se fecharam no seu “poder”. Tudo isso me leva a crer que Deus não está nas igrejas, nem há tantos povos de Deus como o IBGE registra, já que o Espírito de Deus habita em corações sinceros e sem preconceito, já que Ele reflete amor e não julgamento, liberdade e não cadeias, sabedoria ao invés de tanta ignorância.
Convivendo com tantos “crentes”, começo a dar razão a aqueles que não suportam um. Pois com tanta loucura pregada por esse povo que não reflete em nada o Deus de Amor, nem o Jesus dos evangelhos; de que maneira esses evangélicos vão atrair pessoas a Jesus, mostrar a salvação, se sua religião é hipócrita o suficiente para afastar aquele que não conhece?
Estão presos, cegos em um mundo inventado por “grandes” nomes da religião evangélica. Quantos paralíticos andaram através da oração de um Davi Miranda, para agora aprisionar o coração e a mente numa paralisia causada por uma doutrina radical que transforma pessoas menos capazes de digerir informações em extremistas religiosos, quase muçulmanos “gospel” (o que já não é tão paradoxal assim).
Eu choro por esse povo, porque seus corações podem estar mais podres que o de qualquer outro que nunca ouviu falar do Salvador. Por estarem arraigados nesta loucura. Pode até ser que toda essa minha expressão literária não surta efeito, mas se querem permanecer cobertos por este véu, que fiquem; mas não perturbem os filhos de Deus que são livres, com um satânico julgamento com palavras inflamadas de veneno. Pois reino dividido não subsiste.
Nestes momentos eu percebo um pouco do que era para Jesus aquelas atitudes e palavras dos fariseus de seu tempo. É a “Deus é amor” e a Adventista do sétimo dia (entre outras) dos dias de hoje.

diego marcell - razões para a nova reforma

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A PEDRA DE TROPEÇO DA RELIGIÃO



Mt 18:6-7

Se a tua religiosidade faz o mundo tropeçar; se a tua religiosidade reflete de forma contraria naqueles que buscam a Deus, mas ainda não encontraram; se a tua religiosidade aprisiona ao invés de libertar; se a tua religiosidade causa nas pessoas algo contra Deus, então melhor seria se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar.

Porque o mundo não suporta estes “crentes” estereotipados? Porque são a pedra de tropeço dos homens; porque não usam da sabedoria que os discípulos de Cristo usavam para alcançar o publico alvo. O mundo quer conhecer Jesus, mas quer distancia desse povo bitolado que pensam serem eles os representantes de Deus na Terra. Acham-se exclusivos na sua igreja que jorra profecias e línguas estranhas, mas não passam de crentes inchados.

Mt 18: 3-5 – provavelmente você sabe décor este texto, mas não tem o seu sentido arraigado em seu coração. Ser honesto e maleável como uma criança. Possuir conversão verdadeira em si e não na sua roupa ou cabelo. Receber as crianças da mesma forma e não criticá-las como esse povo “perfeito” o faz.

“E bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço.” (Mt 11:6). Para o mundo esse tropeço é a religiosidade dos evangélicos, suas prisões conceituais, seus egos eclesiásticos, seus meios terrenos para fins celestiais, suas interpretações ao pé da letra das parábolas do Mestre. Não pedem ao Espírito, não se esforçam para crescer, estagnam na vontade do seu pastor e não na profundidade da mensagem de Cristo.

Mas a estes religiosos evangélicos Jesus deixou um recado ainda em seu ministério terreno. Mt 15:3 “Porque transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição?”

diego marcell - razões para a nova reforma

quarta-feira, 28 de julho de 2010

DAS OPINIÕES




Fui confrontado por um pastor com 30 anos de ministério, por argumentar o fato de não ter interesse em me tornar pastor da sua igreja; observei claramente que ele não receptou o que realmente eu queria dizer, apesar de um amplo discurso referente ao que eu tinha dito (num dialogo de grande compreensão e respeito de ambas as partes), mas que ele não poderia ter entendido completamente mesmo porque eu não havia concluído, o que também não me interessava, pois eu já havia me arrependido de ter exposto um pouco do meu propósito para ele.
Baseado primeiramente em Jó 32: 8-9, 21-22 e depois em Mt 23:8-9, sigo eu os propósitos que creio ter Deus me dado; dês de antes, em tudo em minha vida, nunca desejei imitar ou fazer algo de outros, mas a inovação é que me motiva, a singularidade, a criação. Neste sentido, não quero baixar minha cabeça diante dos “grandes”, pois dentre tantos que se dizem ou são considerados, neles descobri banalidades e faltas infantis, considero então único e exclusivo exemplo para mim o Senhor Jesus Cristo, nem Paulo que lhe foi imitador, mas Jesus Filho do homem simplesmente.
Quando expus alguns pensamentos ao veterano pastor, ele que também é psiquiatra clinico, pensou extrair de uma análise rápida de minhas colocações um objetivo mais específico para meu futuro, o que provou sua incompreensão a meu respeito. Afirmando ele que o meu objetivo era meia dúzia de pessoas, e que não há diferença nas formas do evangelho; então eu escreverei aqui um trecho de um conceituado livro sobre comunicações e missões.

De qualquer modo, os missionários devem despojar-se para sempre da noção ingênua de que a aceitação da mensagem do evangelho é a mesma, não importa como ele seja transmitido ao mundo – seja por meio de livros, revistas, rádio, televisão, filmes, gravações sonoras, folhetos, desenhos a giz ou dramatizações. Possivelmente, nenhuma historia fictícia teve circulação mais ampla nas missões ocidentais do que a idéia de que, se você colocar uma mensagem do evangelho em uma das extremidades de qualquer desses meios de comunicação, ela sairá na outra extremidade como exatamente a mesma mensagem do evangelho.
(A Comunicação Transcultural do Evangelho – volume 1, comunicação, missões e cultura – David J. Hesselgrave, pagina 42, editora Vida Nova, São Paulo 1994).

Esse acontecimento foi bom e proveitoso para mim, como um teste de onde você reafirma o propósito dado por Deus em contraste com a infinita opinião dos homens, ou que eles pensam saber ou servir para os outros, independente de quem seja ou dos anos ministeriais nas costas. Os que buscam são capacitados e Deus usa quem Ele quer da forma que deseja onde não imaginamos nos propósitos que nem sabíamos que existia. A transição desse mundo, desse milênio, de novo tempo, é geneticamente desenvolvida nos homens de Deus que surgem; não desmerecendo os do passado, mas a inovação temporal evangélica, sua velocidade, linguagem e ritmo já não se enquadram nos velhos conceitos de trabalho e meios que antes foram usados. O que infelizmente pode acontecer, é alguém na sua boa vontade, porém humana opinião, tirar ou na melhor das hipóteses atrasar a vontade de Deus para alguém, por este ainda não estar tão certo ou arraigado naquilo.

diego marcell - razões para a nova reforma

terça-feira, 27 de julho de 2010

AOS EVANGÉLICOS




As pessoas estão procurando templos físicos, placas de igreja, estão procurando homens, lugares para satisfazerem suas vaidades e para melhoras físicas e mentais; uns encontram-se em palavras proféticas, mas será que buscam fazer e conquistar? Outros procuram cura física e bênçãos, mas pensam no espírito e em levar a benção aos que não conhecem a Cristo?
Quantos estão evangelizando de coração puro e não com segundas intenções; em preencher os bancos vazios da sua igreja?
Estou cansado do crente ignorante, do crente de fachada, do crente acomodado. Aprenda com os grandes homens de Deus, leia sobre eles e o que eles fizeram e falaram, pois esses se espelharam em Cristo, mas ainda assim foram falhos; então análise sua vida e compare com um ímpio para ver se na essência não é a mesma coisa.
Se você não buscar crescer, se não adquirir conhecimentos, o Espírito Santo não poderá te usar, pois estará fraco e despreparado, sem conteúdo para ser usado. Seja um vitorioso, um grande nome para Cristo alegrar-se com sua dedicação e te abençoar com maravilhas.

diego marcell - razões para a nova reforma

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