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sábado, 5 de março de 2011

Avivamento ou apostasia?


Li num blog uma pesquisa onde perguntava sobre o futuro da igreja evangélica no Brasil, os quatro tópicos eram: 1º ela está a beira de um avivamento. 2º está a mesma coisa. 3º está a beira da apostasia. 4º não sei. Pensei comigo: a alguns meses atrás eu não hesitaria em colocar “a beira de um avivamento”; porém hoje com certeza assinalaria, “a beira da apostasia”. Se Deus está nos abrindo a mente e nos livrando de um falso avivamento para uma reforma, ou de uma apostasia para um avivamento (já que uma reforma é gerada por um tipo de avivamento profundo e verdadeiro em gerações ou indivíduos) se é isso, não sei com certeza, mas que desde a minha conversão eu vejo Deus transfigurando ambientes sensitíveis, mudando geografias espirituais na minha frente, ou numa tela atrás de mim, isto eu vejo; e agora não é diferente, quando tudo toma forma e você se permite aceitar o que for, aceitar o risco da novidade, aceitar ser levado para o desconhecido, sem medo, tudo flui com clareza em tempo real.

Deus vem realizando isto, desde que eu resolvi tampar os ouvidos para vozes humanas e ouvir apenas a voz do Deus Pai. É a compreensão subjetiva, o saber mais intrínseco do evangelho no ser, é a faculdade de teologia que amplia horizontes (diferente destes cursos de obreiros de algumas igrejas que aprisionam incautos em doutrinas e meios mecânicos de fé), são os livros e filmes e inúmeros extras que caem nas minhas mãos e fecham com aquilo que fala dentro de mim.

Isso tudo gera um ângulo diferente de tudo que você um dia viu ou vivenciou. Aqueles que eram os revelados do poder do Altíssimo não passavam de promovedores de ameaças evangélicas? Eram visionários do avivamento ou vendedores de ilusão? Pelos seus frutos, que bem conheço, pois vi muito de perto, obtenho as respostas, eu que nunca fui assim muito de super produções cinematográficas, sempre preferi o retrato da humanidade dos filmes sul-americanos e europeus, um dia também fui encantado pela ludibriante pregação e os shows pirotécnicos desses homens, que hoje sei, pregam por dinheiro. Talvez não seja culpa deles, mas neste meio, as brechas devem ser tampadas antes que se tornem fendas sem concerto, é o sistema que tomou conta dos evangélicos que agora seguem um falso evangelho, um evangelho bem produzido, bem definido, que sabe seus objetivos, seus propósitos, e os meios para neles chegar. Isto é péssimo, mas é bom, pois Deus está levantando vozes pelo mundo, que lutam contra isto, que em nada querem ganhar com o evangelho, a não ser almas, que nada usam de meios a não ser a verdade, e não para seus próprios interesses, mas daquele que os chamou, no silencio, no anonimato, para não criar pop stars, mas instrumentos de uma obra, membros sadios de um corpo doente, para um avivamento genuíno, aquele que transforma a mente.

Diego Marcell 09-04-10

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Gondim não quer país evangélico


Ricardo Gondim

Começo este texto com uns 15 anos de atraso. Eu explico. Nos tempos em que outdoors eram permitidos em São Paulo, alguém pagou uma fortuna para espalhar vários deles, em avenidas, com a mensagem: “São Paulo é do Senhor Jesus. Povo de Deus, declare isso”.

Rumino o recado desde então. Represei qualquer reação, mas hoje, por algum motivo, abriu-se uma fresta em uma comporta de minha alma. Preciso escrever sobre o meu pavor de ver o Brasil tornar-se evangélico. A mensagem subliminar da grande placa, para quem conhece a cultura do movimento, era de que os evangélicos sonham com o dia quando a cidade, o estado, o país se converterem em massa e a terra dos tupiniquins virar num país legitimamente evangélico.

Quando afirmo que o sonho é que impere o movimento evangélico, não me refiro ao cristianismo, mas a esse subgrupo do cristianismo e do protestantismo conhecido como Movimento Evangélico. E a esse movimento não interessa que haja um veloz crescimento entre católicos ou que ortodoxos se alastrem. Para “ser do Senhor Jesus”, o Brasil tem que virar "crente", com a cara dos evangélicos. (acabo de bater três vezes na madeira).



Avanços numéricos de evangélicos em algumas áreas já dão uma boa ideia de como seria desastroso se acontecesse essa tal levedação radical do Brasil.

Imagino uma Genebra brasileira e tremo. Sei de grupos que anseiam por um puritanismo moreno. Mas, como os novos puritanos tratariam Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Maria Gadu? Não gosto de pensar no destino de poesias sensuais como “Carinhoso” do Pixinguinha ou “Tatuagem” do Chico. Será que prevaleceriam as paupérrimas poesias do cancioneiro gospel? As rádios tocariam sem parar “Vou buscar o que é meu”, “Rompendo em Fé”?

Uma história minimamente parecida com a dos puritanos provocaria, estou certo, um cerco aos boêmios. Novos Torquemadas seriam implacáveis e perderíamos todo o acervo do Vinicius de Moraes. Quem, entre puritanos, carimbaria a poesia de um ateu como Carlos Drummond de Andrade?

Como ficaria a Universidade em um Brasil dominado por evangélicos? Os chanceleres denominacionais cresceriam, como verdadeiros fiscais, para que se desqualificasse o alucinado Charles Darwin. Facilmente se restabeleceria o criacionismo como disciplina obrigatória em faculdades de medicina, biologia, veterinária. Nietzsche jazeria na categoria dos hereges loucos e Derridá nunca teria uma tradução para o português.

Mozart, Gauguin, Michelangelo, Picasso? No máximo, pesquisados como desajustados para ganharem o rótulo de loucos, pederastas, hereges.

Um Brasil evangélico não teria folclore. Acabaria o Bumba-meu-boi, o Frevo, o Vatapá. As churrascarias não seriam barulhentas. O futebol morreria. Todos seriam proibidos de ir ao estádio ou de ligar a televisão no domingo. E o racha, a famosa pelada, de várzea aconteceria quando?

Um Brasil evangélico significaria que o fisiologismo político prevaleceu; basta uma espiada no histórico de Suas Excelências nas Câmaras, Assembleias e Gabinetes para saber que isso aconteceria.

Um Brasil evangélico significaria o triunfo do “american way of life”, já que muito do que se entende por espiritualidade e moralidade não passa de cópia malfeita da cultura do Norte. Um Brasil evangélico acirraria o preconceito contra a Igreja Católica e viria a criar uma elite religiosa, os ungidos, mais perversa que a dos aiatolás iranianos.

Cada vez que um evangélico critica a Rede Globo eu me flagro a perguntar: Como seria uma emissora liderada por eles? Adianto a resposta: insípida, brega, chata, horrorosa, irritante.

Prefiro, sem pestanejar, textos do Gabriel Garcia Márquez, do Mia Couto, do Victor Hugo, do Fernando Moraes, do João Ubaldo Ribeiro, do Jorge Amado a qualquer livro da série “Deixados para Trás” ou do Max Lucado.

Toda a teocracia se tornará totalitária, toda a tentativa de homogeneizar a cultura, obscurantista e todo o esforço de higienizar os costumes, moralista.

O projeto cristão visa preparar para a vida. Cristo não pretendeu anular os costumes dos povos não-judeus. Daí ele dizer que a fé de um centurião adorador de ídolos era singular; e entre seus criteriosos pares ninguém tinha uma espiritualidade digna de elogio como aquele soldado que cuidou do escravo.

Levar a boa notícia não significa exportar uma cultura, criar um dialeto, forçar uma ética. Evangelizar é anunciar que todos podem continuar a costurar, compor, escrever, brincar, encenar, praticar a justiça e criar meios de solidariedade; Deus não é rival da liberdade humana, mas seu maior incentivador.

Portanto, Deus nos livre de um Brasil evangélico.

Soli Deo Gloria

peguei no blog do Ivan Tadeu

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Como trollar críticos dos seus ídolos gospel?



É interessante como o idolatria aos cantores gospel tem causado tanta fúria e falta de domínio próprio nos crentes de hoje em dia. Culpa não somente dos fãs, mas também dos ídolos, pois demonstram ser seres humanos inabaláveis, sem falhas, ao invés de agirem como dizem seus louvores: "Quero entregar toda a glória ao Senhor".

Enquanto vemos outros pregadores e cantores cristãos que estão lutando para que o Evangelho puro e simples seja pregado sempre demonstrando que erram muito, acertam às vezes, mas procuram crescer sempre. Esses nem são conhecidos, pois de fato querem entregar toda a glória ao Senhor.

Parece que o que os crentes exigem são líderes perfeitos, talvez pelo fato de eles não se contentarem em crer num Deus perfeito, porém invisível. Querem um deus visível e assim caem no pecado da idolatria. E quando um líder comete um erro, este jamais é perdoado, é considerado caído e é afastado de suas atividades.

Depois de ter falado sério, vamos ao tópico da postagem.

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Não tem argumentos sólidos para debater com um crítico? Seus problemas acabaram. Siga estes 10 passos e não apenas defenda o seu ídolo, mas também seja um troller. Faça o crítico aprender a nunca mais discordar do seu artista gospel favorito.
1) Diga que o crítico tem inveja do seu ídolo.
2) Enfatize que o seu ídolo já fez muito mais para o "reino" do que o crítico.
3) O jargão "não toqueis nos ungidos" não pode faltar. Tente amendrontar o crítico com isso
4) Tente convencê-lo que seu ídolo jamais falha.
5) Diga que os livros de teologia são inúteis e que só se conhece a Deus quando nos tornamos pentecostais.
6) Tente convencê-lo a confiar nos ídolos gospel e não em Deus.
7) Fale que o crítico é solitário. Diga que tem pena dele.
8) Diga que a Bíblia diz "Não julgue para não ser julgado" mesmo que isso não impeça você de julgar os homossexuais e pessoas de outras religiões.
9) Negue até a morte que você idolatra o seu cantor/pregador gospel favorito.
10) Caso nada disso dê certo, diga que vai "orar".
Obs: Lembre-se sempre de usar erros de ortografia e gramática em tudo o que você escrever para o crítico. Um verdadeiro adorador e defensor dos seus ídolos não se preocupa com essas bobagens de escrever corretamente.
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Eu queria saber outra coisa. Tenho visto muitos respondendo aos críticos coisas do tipo "conheça a Deus, não somente ouça falar" (que é algo certo, mas primeiro você tem que ter certeza de que o crítico de fato não conhece a Deus e examinar-se para ver se não é você mesmo que precisa dessa recomendação). Eu estou meio desantenada dos últimos jargões gospel, algum cantor/pregador tem dito isso frequentemente? Pois parece que a onda do momento.

vi lá no blog da Cibele Blanco

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A VISÃO DA BOTA DE COBRA "PROFÉTICA"




Capítulo 1


A visão da bota de cobra


1. Palavra de Ana Paula Valadão, filha de Marcio Valadão, um dos sacerdotes que estavam em Belo Horizonte, na terra dos tupiniquins colonizados.

2. Ao que veio a palavra do Senhor, nos dias de Dilma, filha sucessora de Lula, rei do Brasil, no oitavo ano do seu reinado.

3. Assim veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:

4. Filha minha, antes que te formasse no ventre eu te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta.

5. Então disse eu: Ah, Senhor Deus! Eis que não sei falar… Só cantar… Porque ainda sou uma menina.

6. Mas o Senhor me disse: Não digas: Eu sou menina, porque a todos a quem eu te enviar, irás. Tudo quanto te mandar, falarás.

7. Então, imediatamente fui conduzida a Dallas (EUA) e lá, outra vez veio a mim a voz do Senhor dizendo: Que é que vês, Ana Paula? E eu disse: Vejo lojas.

8. E disse-me o Senhor: Viste bem, porque eu velo pela minha palavra. Agora entre na loja. Então entrei.

9. Imediatamente, veio a Palavra do Senhor a mim pela segunda vez dizendo: Que é que vês, Ana Paula? Eu disse: Vejo botas…

10. Então, o Espírito (não a minha futilidade) disse:

11. Assim diz o Senhor: Conheço suas botas, e sei que não estas preparadas para o que irá acontecer. Todavia digo, não temas filha minha, porque assim como fui com Jeremias, serei contigo a diferença é que ele viu amendoeiras. Você vê botas.

12. Agora vai e compre uma bota de couro de cobra “piton” e volte ao Brasil, porque lá falarei ao meu povo o que há de acontecer.

13. Então voltei e o Espírito do Senhor revelou-me a cidade de Barretos, sendo uma das três cidades-base instaladas no mundo espiritual. Juntas, essas cidades formam um principado chamado Exu Boiadeiro. São elas Madri (Espanha e touradas), Dallas (terra dos cowboys americanos) e Barretos (terra dos rodeios).

14. Disse eu: Ai de mim, Senhor! O que falarei ao teu povo?

15. Então pela terceira vez veio a Palavra do Senhor dizendo: Diga ao povo que o sacrifício da cruz não foi o suficiente para quebrar com todo principado e potestade existente no mundo espiritual e na imaginação dos que se dizem profetas, mas não são…

16. Diga ao meu povo, os que tem sede de justiça, que eu ouvi o clamor deles, e por isso levantei você! Diga ao meu povo que a injustiça, fome, miséria, nudez, escassez são combatidas assim… Com atos proféticos!

17. Sim! Diga ao meu povo que Paulo era louco quando disse “escudo da fé, capacete da salvação, couraça de justiça” porque nada é mais poderoso do que um chapéu, um cinto e um par de botas piton quando se trata de fé mágica e de “demônios boiadeiros”.

18. Diga ao meu povo, que Paulo errou quando nos mandou calçar o “evangelho da paz”.

19. Na verdade, ele quis dizer “botas piton de guerra”, que muito possivelmente, de acordo com os profetas desta geração, é feita com o couro da mesma cobra que tentou a Eva.

20. Filha minha, diga ao meu povo que não lhes falta o conhecimento da palavra, porque eles tem você para matar o Exu Boiadeiro e mostrar a cobra, digo a bota.

21. Diga ao meu povo para colocarem o nome do meu filho dentro do chapéu! E fazerem reverência a Ele igual aos peões de boiadeiro fazem a “nossa” senhora de Aparecida! Por que essa reverência tem de ser minha! Para mim! Assim diz o Senhor!

22. Diga ao meu povo que Barretos é minha! Por que vocês foram lá, tocaram numa ferradura e disseram: “Barretos é de Jesus”! Digam ao meu povo que vocês também fizeram isso em Brasília e que agora Brasília está em chamas de avivamento!

23. Diga isso sem medo, porque o meu povo não lê jornal e jamais irão ver que a corrupção vem aumentando grosseiramente antes, durante e depois que vocês passaram por lá.

24. Diga isso sem medo, pois vocês também foram no Rio de Janeiro e fizeram do sambódromo um “santódromo”, conforme suas belas palavras. Afinal de contas, a prostituição nos carnavais praticamente acabou depois que vocês passaram por lá com o evangelho da “guerra espiritual”. Aleluia!

25. Quanto aos que duvidam e se levantam contra o que digo através de ti, eu levantarei contra eles o meu juízo por causa de toda a sede de justiça que eles carregam dizendo que a cruz ainda pode salvar a geração mais incrédula, mimada, dissimulada, arrogante, bobinha, frágil e mágica que carrega o evangelho de Walt Disney no coração.

26. Tu pois, cinges os teus lombos, e levanta-te, e dize-lhes tudo quanto eu te mandar; Não te espantes diante deles, para que eu não te envergonhe diante deles.

27. Porque eis que hoje, eu te ponho por peoa de Barretos, te ponho sobre todos que estão distante do seu trono com a mais nova American Cowgirl para domar o Exu Boiadeiro com seu chapéu da salvação, cinto da justiça e sua bota piton feita da couro da serpente que enganou a Eva! Assim diz o Senhor, pai da moda.

28. Quanto ao mais, por ventura todas as demais coisas não poderão ser escritas no livro de Lamentações dos que tem fome e sede de justiça?

27 Dicas para se tornar um cantor gospel famoso



Essas regras são uma constatação pessoal do "valor médio" do louvor gospel brasileiro. Siga-as a risca e seja um sucesso instantâneo.

1. Fale pouco de Deus e de sua obra redentora... Mais ainda, faça as pessoas acreditarem que Deus é o Papai Noel dos adultos;

2. Vogais... seu refrão adora mais se tiver vogais, elas mostram sua espiritualidade e encobrem sua capacidade de criar refrões inteligentes."Ouaieoua" é algo que vai fazer todos sentirem o maior êxtase espiritual;

3. Leia Cantares, Jó, Ester e outros livros pouco lidos da Bíblia, faça uma salada com versículos desses livros... Junte em um refrão grudento;

4. Ministrações espontâneas... você precisa ter ministrações espontâneas, mesmo que você as ensaie e decore tudo o que vai falar, e fale sempre a mesma coisa no mesmo momento em todas suas ministrações;

5. Diga sempre que foi Deus quem te deu a música... isso tira de você o peso de não saber compor, e também te dá uma arma poderosa contra os que fizerem criticas... "Você ousa questionar Deus e o Espírito Santo?";

6. Fale em línguas... não importa se ninguém entende, isso mostra que você é muito espiritual. Se você não sabe falar, finja que fala..."rita lava saia", "ripa lá pra trás", "chupa bala halls" e "siri anda lá na praia" são bons exemplos de embromação;

7. Chuva é extravagante... sempre faça 5 musicas sobre chuva por cd;

8. Fogo e rio também são extravagantes... sempre peça pra Deus mandar fogo e te afogar no rio;

9. Por aplicação direta das 2 regras acima, se você pedir chuva de fogo, você será ungido(a) com a unção da face de leão marinho do norte, e rio de fogo com a unção do peixe boi sagrado. Cuidado, se você pedir fogo e depois chuva, a chuva apaga o fogo!;

10. Nunca leia a Bíblia... afinal ela pode condenar as idéias propagadas por suas músicas, leia caixinhas de promessas e Kenneth Hagin;

11. Faça atos proféticos... ignore o fato de que os profetas do Velho Testamento só faziam tais coisas por ordem de Deus. Ignore também o fato de que no VT os profetas faziam as coisas para ilustrar uma realidade espiritual, não para mudar a realidade espiritual;

12. Cante como a Ana Paula Valadão... Se não for possível, finja que é. Se não der para imitar a Ana Paula Valadão, ao menos imite a Nívea Soares. Se nem assim der, determine que você pode, afinal suas palavras têm poder (lembre-se: se a Bispa Sônia Hermandes pode desafinar diante de um microfone para milhares de pessoas, você também pode);

13. Shophar... você precisa de um, mesmo que não faça idéia do que seja um Shophar.

14. Dançarinas... arranje dançarinas, Tai-chi Chuan é uma boa alternativa. Quanto mais parecidas com mariposas, melhor;

15. Gravação ao vivo é extravagante... ninguém nunca pensou em fazer isso, vá e destrua os poderes satânicos em quixopó do norte com sua ministração profética de 15 minutos;

16. Compre um violão de 12 cordas, e tenha uma igreja em Contagem;

17. "Penteai a noiva"... é um bom nome par ministério de louvor extravagante, e soa bem melhor que dizer "fazei chapinha na noiva";

18. Role no chão durante as ministrações... Crê-se que o deus dos extravagantes se agrada dos que se portam como sofredores de epilepsia;

19. Coloque um pimenta do reino embaixo da língua... ninguém vai entender o que você canta, lembre-se: "gemidos inexprimíveis";

20. Durante a ministração, repare bem em tudo o que os outros estão fazendo... Qualquer atitude no sense extravagante deve ser copiada, ainda que você não faça idéia do porquê;

21. Compre CDs do hillsongs, hosanna music, Jason Upton e Vineyard... copie todas as músicas que derem para ser tocadas em sol maior. Aliás, toque todas em sol maior. Sol Maior é meu Pastor e nada me faltará;

22. Se você for um cantor gospel romântico decadente... invente uma visão, experiência, ou algo do tipo e diga que Deus revelou que você deve gravar só adoração [não mencione o fato do seu produtor ter te avisado que essa é a tendência do mercado, nem fale que você está desesperado para arranjar dinheiro pra ir pra Las Vegas]. Se funcionou para Michael W Smith vai funcionar pra você;

23. Você tem um objetivo: Ser extravagante;

24. Lembre-se: nunca venda um CD por menos de 25 reais... ou a gravadora não terá o dinheiro para fazer o jabá.

25. Fale mal de todo tipo de musica secular... A associe ao demônio e à falta de santidade. É preciso reduzir a concorrência com musicas de qualidade;

26. Emita barulhos estranhos e tenha atitudes esquizofrênicas... Todo tipo de comportamento alucinado pode ser facilmente dissimulado em manifestações do "poder de Deus";

27. Dissimule milagres... Objetos transformados em ouro voltaram à moda.

Vi no Púlpito Cristão

sábado, 17 de julho de 2010

A PLURALIDADE DA ÚNICA FORMA DE SEGUIR




A história bíblica nos revela que as pessoas de Deus, nunca se expressaram defendendo um conceito coletivo, mas sim de modo individual dentro da vontade de Deus para pontos e momentos específicos. Não se pode fazer de uma revelação individual, regra. Até que ponto devemos seguir revelações dadas a terceiros; grupos estão querendo nos fazer viver o que pulsa no coração alheio, sendo que ministérios são particulares. Deus revela a cada um, e coloca em cada coração o que Ele deseja. Se o seu for seguir algo já especificado, amém; mas não queira levar outros com você se isso não pertence a eles.
Definitivamente não há um sistema de reunião, litúrgico ou religioso definido para se chegar a Deus, ou agradá-Lo. Se há revelações deste tipo para grupos, são para grupos, não para todos.
Sua vida, seu andar e seu eu com o Deus é que importa. Se há sinceridade e sincronia de você com o Espírito de Deus. Se você tem total disponibilidade nas mãos dEle; que homem, que grupo, que igreja, que religião poderá julgar-te dizendo que estás fora do ideal para tal ação de comunhão divina?
Deus vem me dando paz cada vez maior no meu próprio “eu” que Ele escolheu pra mim. Ele me muda, Ele me leva, Ele me trás, Ele decide; cansei de ouvir homens, de ouvir suas grandes experiências e conselhos; hoje em dia só quero ouvir a voz do meu Pai; e ser o ser especial que Ele escolheu para eu ser.
Se há revelação para mim, não é voz de homem que não move em mim, mas a resposta de Deus que é direta no meu intimo, conclusão de um lapso que toma vida e desenvolve-se até se tornar palavra Rhema. Essa é a verdade de cada um com base na única Verdade.
Jamais quero sair dos propósitos do Criador, eu só desejo fazer tudo de coração, fazer com amor, do contrário não faz sentido; talvez existam os que necessitam da dor, para gerar algo bom; mas é na alegria do Espírito Santo que eu me entrego a Sua obra, que é única, mas é particular para cada um dos Seus filhos. Os meios não são afirmativos; isto é hoje, essa particularidade é hoje, amanhã Ele pode nos mover o coração e a particularidade pode vir a ser outra, tudo é mutável e flexível, isso faz parte da Sabedoria proveniente do céu; mas que sempre que houver a mudança vinda do coração de Deus, haverá esta mesma apaziguada no seu, e para isto precisamos expressar extrema sinceridade e quebrantarmo-nos constantemente para ouvirmos com clareza a voz do nosso Senhor.

Diego Marcell - razões para nova reforma

terça-feira, 25 de maio de 2010

Uma onda sem compromisso com o Reino




A abertura descontrolada de denominações evangélicas, pentecostal e neo-pentecostal nada mais é do que um saciar do ego de “líderes” insatisfeitos com suas comunidades, que por algum motivo decide abrir mais uma igreja absolutamente idêntica a que pertencia com que finalidade, senão de ganhar dinheiro e status. Muitas vezes abrem sua porta do lado da ex fazendo uma briga de poderios religiosos em nome de um deus fajuto. Uma briga numérica com a propaganda de aqui tem mais milagre, a minha tem mais fogo, tudo alimentado com muito grito e ignorância, onde a Palavra de Deus não tem espaço algum.
Quem se preocupa realmente com o Reino de Deus tem uma mínima noção da responsabilidade de pastorear uma comunidade com seriedade e compromisso com as ovelhas e principalmente com a fiel mensagem do evangelho. Mas uns sem-número de incautos manifestam-se neste meio só porque descuidados pastores os colocam como obreiros eles já acham que podem ser “o pregador”, quando não sabem nem cuidar da própria casa, quando não sabem nem conjugar o verbo saber, quando não sabem nem interpretar a Bíblia, quando não sabem nem educar os filhos ou respeitar a mulher, e querem abrir novas igrejas pentecostais apostólicas de milagres mundiais para que finalidade exatamente eu não sei.
Não precisamos mais igrejas para disputarem o “mundo evangélico”, sim precisamos de novas igrejas, mas igrejas com perspectivas diferentes para uma parte da sociedade que ainda não foi alcançada, é totalmente desnecessário fundar igrejas absolutamente idênticas a aquelas que já existem. Como é o caso recente de um discípulo do apóstolo Hernandes que fundou uma igreja absolutamente no mesmo sistema da Renascer e disse que era para somar, se era para somar porque ele não assumiu uma das igrejas do apostolo simplesmente para continuar o trabalho, será que ele cansou de mandar dinheiro para os donos da Renascer e resolveu seguir tão a risca o exemplo do casal Hernandes e também decidiu enriquecer com este novo projeto?
Esses fundadores de seitas não estão nem um pouco preocupados com o evangelho, estão agindo sem um pingo de temor a Deus e ainda acabam jogando contra a Igreja de Cristo.
Aqueles que iniciam usando um nome consagrado de denominação acrescentando o renovada, avivada, atualizada, bennihyniana, apostólica, mundial, de poder, de milagre, de maravilha, da salvação, da plenitude e aí vai um leque cada vez mais criativo de adendos aos tradicionais batista, presbiteriana, metodista, assembléia de Deus, e agora também das neo-pentecostais. Isso leva a crer que a pessoa já quer começar de cima, com um nome consagrado e um detalhe a mais para dizer que é a solução dos problemas mundiais (se não for isso pelo menos do bolso do individuo deve ser). Porque não iniciar com algo que decorre de um objetivo coerente a ideologia do grupo, se este for de buscar a salvação dos perdidos e o discipulado verdadeiro. Detalhe este que me levou a gostar das igrejas emergentes, onde é visto a preocupação por parcelas inalcançáveis do gênero humano e ainda demonstra a união entre estas comunidades como verdadeiras igrejas irmãs no Reino dos Céus. Quando a igreja visa lucro, desvia-se automaticamente do objetivo divino. Isto é fato incontestável.


Diego Marcell
10/05/2010

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