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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Oração da Madre

Tu me lembra que sou fraco
Que pereço a cada manhã
Da minha arrogância terrena
Faz lama para me deitar.
Moribundas nossas almas
Prontas a espirar
Sem saber de ti
Sem ter o que pensar
Que não se tenha passado.
Quanto mais perto de ti
Mais distância se sente
Menos certeza, menos coragem,
Mais dor.
Tu que ilumina os homens
Quando estes produzem lagrimas e
Conflitos no interior do ser.
À tua serva
Exemplo do século
Cristo dos pobres.
Deus atualizado no século
Como imagem projetada
Em cada televisor
De Calcutá vem o seu amor.
Tu que a amaste como ao
Próprio filho que se perde para
Salvar o outro, leproso e pobre como se fosse
O próprio Deus.
No abismo os santos se encontram
Para a salvação dos derrotados.
Escolhida como sacrifício
Num tempo diferente
Para contar a outra geração
Do que é capaz.
Teu banquete é aos pobres.
Teu troféu é aos pobres.
Tua imagem é uma pregação ao mundo
Em nome dos pobres e dos perseguidos.
Uma alma é tua vida, e a própria
Quando se perde na solidão e no esquecimento
Da escuridão do túnel
É em nome desta geração
Que te vê sem fé, sem visão.
Tu escolheste como símbolo.
Tu fizeste como programado.
Para o século passado.

Diego Marcell 21-12-10

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Quase embarquei na de vocês




Quase embarquei na falsa diplomacia formulada para sua biografia, item banalizado pelo mundo gospel, por seus espertalhões “apóstolos”, fundadores de reinos, detentores de visões, fetichistas da institucionalização do espiritual, com seus itens, regras, doutrinas com artigos mirabolantes e criativos. Arrebatadores de povos, findadores de opiniões; quase embarquei neste fetiche carnal, de sacralização do material. Vestes, liturgias, adereços, climas e cores de igreijolas futuristas, escatológicas, proféticas, mas tão carnais quanto a associação de clubes.

Quase embarquei nesta viajem ilusória do sentimento humano da auto-promoção, da fabricação de diplomas, da criação de estórias, da condecoração de fundo de quintal. Apóstolos da eu, profetas da carne, missionários do ego, até onde vão acreditando nas próprias mentiras? Para onde isso tudo os levará?

Nos discursos são ecumênicos, todos são irmãos, mas na prática são construtores de paredes, paredes grossas feitas de pedras medievais. Separatistas do sentimento, realizadores da desunião.

Tenho que agradecer a Deus por me livrar deste meio, não sejam como eu, sejam como vocês, mas sejam como a vontade de Deus para vocês. Sem essa de visão, pois dessa forma a única visão dominante é a de que cada um possui um Deus diferente do outro. Cada Deus uma visão, cada Deus uma igreja, cada Deus um apóstolo, cada Deus um reino. E se assim é, os deuses de vocês não se parecem com o meu, pois o meu é de unidade, é imaterial e de aceitação. Isso não é produzido por regra de eclesiologia humana, mas por pratica de vida e amor.

Diego Marcell
07-10-10

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O TRANSCENDENTAL ATRAVÉS DA RAZÃO




Os valores espirituais não estão relacionados a particularidades visionarias, é preciso filosofar, meditar e aprofundar em toda teologia, e sem influencia doutrinaria ou humana, para expressar pura e correta uma mensagem que vá através da vontade e do poder do Espírito de Deus agir no receptor.
É preciso romper a limitação histórica e as interferências culturais ou outro tipo de influencia terrestre/humana, como teorias ou visões particulares, muitas vezes temporais, para liberar-se real e amplamente a vontade inovadora de Deus.
O respeito é uma porta aberta.
É fundamental o colocar-se no ponto para onde a tua mensagem pretende ser lançada. O compreender é uma jóia. E o saber, o sentir aquilo que é do outro é uma conquista, tanto pra seu objetivo, como para o seu intimo.
Não busque fantasias, cegas doutrinas, sonhos reveladores.
Só acredito na ciência verdadeira, e só posso ser extremo nessa afirmação, por minha fé em Deus ser absoluta.
Por temer a Deus, e não deixar que brechas fantasiosas se apossem da sã doutrina, ou que a comodidade ou a banalidade tomem conta de meu ministério, é que busco na exaustão da compreensão e da verdade além do natural, comum, palpável ou expressado, porém, pouco assimilado em si, para levar o puro e honesto evangelho de Cristo a aqueles que na complexidade de seus “eus” possam conhecer o Deus que conhece seus corações, independente do que possa avaliar o mais estudado ou espiritual homem.

diego marcell - razões para a nova reforma

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

PARA O CRESCIMENTO, NÃO DA IGREJA, MAS DO REINO DE DEUS




Aos homens que querem agradar a Deus.
Lideres de igrejas fazendo algo que vai contra a obra do Pai. Ainda há muita picuinha, muita vontade do homem, muito agir da carne. Ao invés de ficar feliz com o irmão que já conhece a palavra, quer carregá-lo para sua igreja, ou seja, só pensa na quantidade do templo físico que congrega; outros ainda ficam no papo de doutrina de igreja, uma verdadeira bobagem, mesquinhez do homem, pensamento que não chega nem perto do que realmente pensa Deus.
Buscar conhecimento espiritual, e buscar conhecimento espiritual do tempo que vivemos, para obter um descortinar da atualidade, pois vivemos claramente um tempo apocalíptico, profético; não há lugar para o cristão ignorante.
A compatibilidade de sermos irmãos em Cristo, andando nas ruas, é de percepção espiritual, muitos não evangélicos nos reconhecem como sendo pelo nosso agir, nosso caminhar diário; como há muita gente que exteriormente apresenta-se como tal, mas em suas atitudes demonstram puro mundanismo, e no espírito não mostram nenhuma aproximação.
Enquanto nas trevas, os de lá se juntam em trevas; os da luz parecem querer cada um brilhar mais e cegar o outro. É absurdo, a divisão do reino é algo inaceitável, ainda mais nesse tempo, é nossa obrigação estudarmos a palavra do nosso Pai e orarmos por nossos irmãos que pregam o evangelho, ou seja, deveriam ser todos, não é? E principalmente, termos amor por aqueles que ainda não conhecem o caminho que seguimos, falar disso a eles, porque quem sabe Deus tenha grandes planos para suas vidas.
Com certeza, há muitos esperando que a Palavra chegue a eles para aceitar Jesus e receberem o amor do Pai, e nós somos os vasos que devemos estar cheios do Espírito Santo pra chegar aos que ainda não receberam. E chega de tanta doutrina de homem e placa de igreja estampada no peito.

diego marcell - razões para a nova reforma

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

ONDE ESTÃO OS DOADORES DE DEUS?




O quanto somos negligentes dentro do que Deus nos capacitou a fazer, somos covardes, mesquinhos. Somos mais um armazenamento de lixo egocêntrico, que doadores de Deus. Somos mal-agradecidos, não fazemos o mínimo do que deveríamos diante do que nos foi dado na cruz do calvário. Somos tímidos para fazer o bem. Mas somos corajosos em nosso satisfazer. Não temos amor pelos outros, não medimos o valor de uma alma, não paramos para pensar nas coisas que transcendem o natural. Somos arrogantes, e queremos benção e queremos unção; mas quem quer aspirar, beijar e lamber o pó da terra? Quem quer ser pisado pelo outro, por outros? Mas eu vos digo, que aquele que não experimentar o pó e não for humilhado, jamais chegará a ser alguém para Deus. Aquele que cresce, aparece, mas ofusca o Criador; devemos ser o menor, viver cada dia como um doador de Deus, por amor, amor de doação.

diego marcell - razões para a nova reforma

sexta-feira, 30 de julho de 2010

UMA VELHA LIÇÃO AINDA NÃO APRENDIDA



Quanto mais se fecham nos seus, mais longe estão de Deus. Quanto mais trabalham nos sãos, menos galardões recebem pelos doentes. Quanto mais escolhem seguir uma idéia doutrinaria, menos ouvem a voz criativa do Espírito Santo. Não importa como você se apresenta, igreja, grupo, segmento..., não pertence a universal expressão de amor divina, não passando de uma bolha de ego. “Falou João e disse: Mestre, vimos certo homem que, em teu nome, expelia demônios e lhe proibimos, porque não segue conosco. Mas Jesus lhe disse: Não proibais; pois quem não é contra vós outros é por vós.” (Lc 9:49-50). Lição que os discípulos aprenderam a muito tempo, mas que os muitos religiosos ainda não sabem; a Bíblia não é a bússola deles, e sim o fundador (o homem) das suas bases religiosas. Do versículo 37 ao 62 de Lucas 9 vemos a demonstração da futilidade de querer salvar-se; os discípulos egocêntricos e impotentes são contrastados com o Cristo poderoso e desprendido, que novamente anuncia sua morte. A conseqüência do egoísmo dos discípulos foi o conflito entre crentes, entre grupos e entre raças. A única solução é abandonar o ego, abandono que se manifesta na dedicação sincera ao reino de Deus.

Há tanta certeza que cheira a ignorância. Mistérios fazem parte de tudo que nos cerca, como podemos afirmar segundo uma suposta revelação. Tantas revelações individuais e desconexas não podem produzir um segmento representativo para caminharmos aqui na terra. O evangelho puro e emanado de Cristo não é o que a grande nação evangélica decide seguir, mas um evangelho apócrifo que se reinventa a cada século, ou que se cria em lugares distantes, oriundos de um pensador que tira da sua extrema reflexão a respeito dos ensinos bíblicos, teorias cheias de sentimentos intrínsecos a sua criação, influenciados por seu histórico e recheados pela criatividade de uma mente trabalhada e flexível; flexível o suficiente para dominar os que carecem dessa capacidade intelectual de que suporta o referido “mestre”.

O povo “evangélico” conhece todas diretrizes e mensagens bíblicas décor, mas pouquíssimos as tem fundido com seu ser, a ponto de viver aquilo que é expresso por palavras, que se tornam vãs apenas. Que cada leitura seja uma experiência genética, uma metanóia a cada linha, só o que se transforma constantemente é digno de ser chamado cristão; buscar a face de Deus, conhecer o caráter Divino, conhecer a fundo como era o Cristo aqui na terra entre os homens, e não só mais um retrato midiático ou opinativo, uma visão particular, unilateral e limitada que se expande e depois se enclausura em segmentos religiosos inquisitores de uma idéia adquirida por homens pouco sensíveis ao Espírito Santo, que necessitam de revelações alheias para “seguir” a Deus.

Enquanto uns vivem a teologia da prosperidade e outros fazem voto de pobreza; enquanto uns usam um pouco das escrituras e outros usam o outro pouco que aqueles deixaram, eu prefiro usar tudo, pois há tempo para tudo, momentos, lugares e épocas em nossas vidas para extrairmos coisas específicas das escrituras, ou recebermos do Senhor a palavra certa, independente da vontade ou ensinamento de qualquer líder religioso. Buscar a vontade verdadeira de Deus sem influência humana estando arraigado a algum líder é praticamente impossível, a não ser que Deus te tire e te revele algo que possa até ir contra algum principio doutrinário que você segue. Do contrario, você deve ter por cabeça e mestre apenas o Senhor Jesus Cristo e sua pura, porém profunda mensagem Mt 23:8-10.


diego marcell - razões para a nova reforma

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O que é igreja?



Segundo John D. Davis no Dicionário da Bíblia: Não é uma organização externa. Os seus membros são conhecidos a Deus, ainda que não possam ser conhecidos com exatidão pela vista humana; muitos deles estão no céu, ou ainda estão por nascer. A igreja visível consiste de todos que professam estar unidos a Cristo.
Leia 1 Co 12. 12,13,27.

Os cultos, os templos, as denominações são manifestações da igreja. Transpor esta manifestação para um único sentido como alguns grupos insistem em fazer, vai contra o ensino de Jesus sobre o seu corpo.
Catalogar seres humanos em grupos sejam eles denominados ou não, registrados ou não, de nada influenciam para o verdadeiro sentido da igreja de Cristo, que é espiritual. Deste modo, tanto a igreja Católica Romana, igrejas Protestantes em geral ou a igreja local (e seus similares) cometem o mesmo erro de interpretação ao interpolar seu argumento seja teórico, “teológico”, institucional ou qualquer outro com relação a verdadeira materialização da igreja na dimensão que vivemos.
Podemos muito bem congregarmo-nos em família, apenas marido e mulher fazendo um culto familiar já que “se dois ou três estiverem em meu nome” é suficiente. É claro que há essa necessidade de compartilhar esta vida e este ideal com os irmãos, isto também pode acontecer no sistema Luterano, Presbiteriano, da Assembléia de Deus, em uma reunião após o expediente em algum lugar publico ou privado, com pessoas previamente avisadas ou por pessoas que de passagem resolveram participar, como outras inúmeras opções de manifestação da igreja, sua comunhão e seu ato de congregar. Pois Deus não é um industrial que exige que você cumpra e bata cartão toda semana no dia determinado pela instituição, mas Ele se importa com o teu andar diário com Ele, sendo que a cada segundo Ele deve estar em sua vida pronto para manifestar-Se a qualquer momento que se for necessário.
Deus não interage com freqüentadores assíduos de templos, mas com corações disponíveis a Sua vontade. Não existem homens, lideres, que “pagaram o preço” para se comunicar e ter um entendimento melhor de Deus, mas qualquer um, leigo que seja, de coração puro, sem influencia de homens ou de idéias de homens, mas o simples que reconhece a soberania de Deus, este, no silencio do seu quarto, na confissão sincera do seu intimo, este terá o melhor entendimento do Pai que qualquer “grande homem” que levou multidões a seguirem suas “revelações” da verdade.
Busque unicamente Jesus, pois Ele prometeu que estes O acharão. E aquele que O encontra, torna-se parte do seu corpo e igreja é.

Diego Marcell

segunda-feira, 29 de março de 2010

O avivamento genuíno


O verdadeiro avivamento acontece quando a comunidade cristã tem real noção do amor de Deus pelo que ela é impulsionada a levar a salvação à sociedade não só com palavras e pregações, mas com doações das suas “riquezas”, repartindo o que tem com os necessitados, essa é a maior mensagem de Deus ao que sente fome, ao que sente frio.
Quando o avivamento é almejado ele não é alcançado, mas quando pessoas se dispõem a buscar a Deus acima de tudo, não a dons e coisas exteriores, mas a Deus, seu amor e sua justiça, quando a sede invade suas almas, aí Deus envia sua chuva; avivamento não é o homem que faz, é Deus. O homem faz movimento, mas só Deus faz o avivamento, é quando não esperamos que ele acontece, quando estamos buscando tão unicamente a Deus e não o que o envolve como suas bênçãos, curas e prosperidade, mas Deus, sua justiça, seu amor em nós e sua paz de espírito, aí Ele intervém com o inusitado.
Quando você descobre o que quer dizer o “sondar a intenção do coração”, você deixa de ouvir estes homens que querem aprisionar a verdade em suas experiências, e passa você a receber e sentir e aprender direto do Pai o que é o evangelho de Jesus. A intenção do coração foi algo que a “religião cristã” jamais entendeu, jamais soube o que é, por consequencia disso traumatizou gerações com opiniões limitadas de seres humanos fracos que faziam um grande estardalhaço de homens de ferro.
Agora chegou a vez da fragilidade derrubar gigantes de olhos fechados, dormindo nas mãos do Senhor e fazendo do silencio seu melhor discurso. Se o avivamento chegar, nós não fizemos nada, e se nós não fizemos nada e ele vier, então vai ser real, vai mover o mundo e nós só precisamos estender as mãos.
Sim, pois Iahweh gosta do seu povo, Ele dá aos humildes o brilho da salvação! (Salmo 149:4).
Não conheci um converso genuíno de cruzada alguma, mas conheci pessoas tementes a Deus que passaram pelo fogo, pelo deserto, pelo processo e que hoje estão firmes na Rocha; não foram levados por um vento externo a realizarem um espetáculo visual, mas passaram pela batalha interna e hoje testemunham com a vida.

Diego Marcell
29-03-10

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