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terça-feira, 3 de maio de 2011

Sem discípulos



Quantas honras de homens são necessárias para te matar? Quantos agrados e quantas buscas não passam de ilusão? Cortaram uma de minhas azas, me mantêm aqui, entre o restolho da velha política religiosa, entre as grades sebosas da igreja evangélica e sua história de “homens de Deus”, mas aonde estão seus discípulos?

Tudo se inicia com uma pergunta e meu silêncio me corroe, eu preciso deixá-los, eu preciso falar, apesar de não querer, apesar de querer gritar.

Eu preciso de rostos sinceros e coloridos pela maquiagem new rave, eu preciso do cheiro estridente do gelo seco, eu preciso das mentes abertas dos adoradores.

Eu não preciso do mesmo banco, da mesma praça, do mesmo terno, do mesmo versículo.

Eu preciso de uma nova unção?

Nas escadas sentar para pensar, me humilhar diante de Ti, é tão bom contemplar as nuvens e os trovões, eu preciso da tua Verdade.

Pra que tantos departamentos sem influencia espiritual? Pra que tanta política eclesial se tudo não passa de papel e assinaturas?

Eu quero a comunhão. Repartir o pão. Apreciar o vinho. E sair leve, levado pelo vento para onde você quiser.

Provando mistérios, caminhos inéditos me atraem, apesar deles quererem me fazer esquecer, mas eles querem me sufocar, pensam saber o tempo, pensam saber de tudo, mas eles só sabem o que a religião assinou em seus tratados a quatro paredes, eles só sabem manipular.

Diego Marcell 21-02-10

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Distorção neopentecostal


Os planos, projetos e ações no meio eclesiástico como evangelismo, célula, culto de milagres, culto de jovens, culto da família, noite disso, grupo daquilo, corrente da vitória, corredor do sal, lençol sagrado; do mais simples ao mais bizarro, tudo isso é fundamentado em cima do medo e não da confiança em Deus e no que Ele pode fazer.

Cargos, cursos, responsabilidades, decoreba doutrinaria, bíblica, é tudo por acharem que eles mesmos podem realizar algo; “dar frutos”, “muitos frutos”, isso é dar frutos para uma instituição, para seu sustento e não tem nada a ver com a salvação de vidas, já que isso só o Espírito Santo pode fazer, e também não tem nada a ver com os frutos do cristão que não se baseiam em algarismos, mas em consequencia de ter uma vida com Cristo.

É engraçado ver como a teologia da prosperidade distorce o evangelho, cega as pessoas e vende com facilidade a alma dos seus ministros por qualquer sopro pós-moderno de unção de doutrina.

Diego Marcell 10-04-10

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Os efeitos perniciosos do ufanismo


Já vivi encantado pelo otimismo. Afirmei com contundência que a sorte é bumerangue que sempre volta com fortuna. Cantei com um público frenético: “Vai dar tudo certo, em nome de Jesus”. Em minhas palestras e sermões, antecipei grandes reviravoltas na vida dos ouvintes. Mas, com o passar do tempo, percebi que apesar de toda a boa vontade, tais guinadas não aconteciam com a frequência que eu desejava. Nem tudo dava certo! Alguns amigos agonizaram, carcomidos de câncer. Outros foram à bancarrota. Quantos casamentos celebrei que terminaram em divórcio. Por que não confessar a infantilidade? Repeti jargões ufanistas sem levar às últimas consequências minhas afirmações . Pior, capitalizei em cima de ilusões. Percebo que não estou só. Políticos e conferencistas motivacionais ladeiam líderes religiosos a repetir frases de efeito - que, na verdade, só servem para fortalecê-los. Infelizmente, as consequências são desastrosas. Mulheres azedaram na vida porque alguém lhes prometeu que Deus (ou Santo Antônio) traria marido “no tempo certo”. Empresários se desesperaram porque alguém assegurou que “o Senhor não permite que seus filhos fracassem nos negócios”. Pais e mães se perderam existencialmente porque jamais cogitaram um câncer “permitido” em uma família piedosa e obediente. É comum ver pessoas acorrentadas a promessas que “um dia chegarão” - mas que não chegam nunca; ver pessoas debitando paradoxos e agruras nos “paradoxos” e “mistérios insondáveis da eternidade”. Nada como o dia a dia para arrasar com os discursos triunfalistas. Crianças agonizam com diarréia nas favelas. Faltam ambulâncias nas periferias para salvar os infartados. Professores da rede pública recebem uma ninharia no perpétuo ciclo ignorância-desemprego-miséria. Quem ganha com o triunfalismo? As revistas de fofoca com seus conselhos de auto-ajuda, os televangelistas e as religiões pequeno burguesas. Nos sucessivos arroubos de vitória, as relações utilitárias com a Divindade prosseguem intocadas e os cantores gospel faturam bem. Reconheçamos: a vida de muitos simplesmente não vai dar certo. A estrutura econômica deste país, assimétrica, não permite que multidões subam a escadaria da inclusão social. Os oligarcas não vão abrir mão de seus benefícios (basta ver a miséria do Maranhão, feudo de uma família poderosa). Muitos não vão entrar na terra prometida. Homens adoecerão sem conseguir recuperar suas empresas. Mulheres não vão sair do lugarejo que lhes asfixia. Rapazes, que sonhavam em jogar futebol na Europa, terão que se contentar com o saláro de balconista. Não se deve desprezar a realidade em nome da uma esperança fantasiosa. Não se deve negligenciar injustiça social em nome de intervenções de Deus. Não se deve perpetuar ilusão em nome do otimismo. Sou pastor, pregador e conferencista, mas não tenho o direito de descolar meu discurso da existência concreta que as pessoas enfrentam todos os dias. Não há outro caminho senão assumir compromisso com a verdade. E lutar dentro dela. Obrigo-me não à verdade metafísica, absolutizada dos dogmas ou da filosofia. Abraço a verdade que o cotidiano impõe e esperneio para transformá-la. Acredito que só é possível promover a liberdade quando ensinar que o engano não conduz a lugar nenhum senão a decepção. – “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!”. Para que o mundo seja minimamente transformado não há outro recurso senão embrenhar-se na vida como ela é, arregaçar as mangas e lutar.


Soli Deo Gloria.


texto de Ricardo Gondim


quarta-feira, 23 de março de 2011

O profeta vaidoso


Esta teologia que nós fazemos é pura vaidade que nasce no Éden e que brota da futilidade da concepção humana pós-Éden, adornado de esteticismo burlesco em nome do sagrado, mas alimentando apenas o que é profano, no que sobra das suas características ruins.

Instituições e mais instituições criadas a partir do auto-endeusamento formando “a religião” que levará a um conceito de Deus “revelado” a estes “teólogos-profetas-apóstolos” da independência.

É engraçado como a futilidade humana precisa destas figuras, destes limitados “iluminados”, a revelação de Jesus não é suficiente para eles, é pouco atraente para quem não entende a simplicidade, ou não aceita uma religião, ou um plano divino que não seja cheio de esquemas mecânicos para funcionar.

Descobri recentemente mais um destes conceitos perfeitos de cristianismo surgido do sueco Emanuel Swedenborg, a chamada Nova Igreja. O interessante é que pouco das doutrinas e da admiração e devoção dos seguidores parte de Jesus e dos escritos dos apóstolos que com Ele andaram, mas da reinterpretação destes coitados que tiveram sonhos mágicos com algum deus, que sempre elege alguém, mas sempre se contradiz de um profeta a outro, ou seja, ou são vários deuses ou um deus bipolar este que se revelou ao sueco, a Ellen White, ao Joseph Smith e a tantos outros que originaram seitas mundo a fora.

Diego Marcell 23-03-11

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Como trollar críticos dos seus ídolos gospel?



É interessante como o idolatria aos cantores gospel tem causado tanta fúria e falta de domínio próprio nos crentes de hoje em dia. Culpa não somente dos fãs, mas também dos ídolos, pois demonstram ser seres humanos inabaláveis, sem falhas, ao invés de agirem como dizem seus louvores: "Quero entregar toda a glória ao Senhor".

Enquanto vemos outros pregadores e cantores cristãos que estão lutando para que o Evangelho puro e simples seja pregado sempre demonstrando que erram muito, acertam às vezes, mas procuram crescer sempre. Esses nem são conhecidos, pois de fato querem entregar toda a glória ao Senhor.

Parece que o que os crentes exigem são líderes perfeitos, talvez pelo fato de eles não se contentarem em crer num Deus perfeito, porém invisível. Querem um deus visível e assim caem no pecado da idolatria. E quando um líder comete um erro, este jamais é perdoado, é considerado caído e é afastado de suas atividades.

Depois de ter falado sério, vamos ao tópico da postagem.

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Não tem argumentos sólidos para debater com um crítico? Seus problemas acabaram. Siga estes 10 passos e não apenas defenda o seu ídolo, mas também seja um troller. Faça o crítico aprender a nunca mais discordar do seu artista gospel favorito.
1) Diga que o crítico tem inveja do seu ídolo.
2) Enfatize que o seu ídolo já fez muito mais para o "reino" do que o crítico.
3) O jargão "não toqueis nos ungidos" não pode faltar. Tente amendrontar o crítico com isso
4) Tente convencê-lo que seu ídolo jamais falha.
5) Diga que os livros de teologia são inúteis e que só se conhece a Deus quando nos tornamos pentecostais.
6) Tente convencê-lo a confiar nos ídolos gospel e não em Deus.
7) Fale que o crítico é solitário. Diga que tem pena dele.
8) Diga que a Bíblia diz "Não julgue para não ser julgado" mesmo que isso não impeça você de julgar os homossexuais e pessoas de outras religiões.
9) Negue até a morte que você idolatra o seu cantor/pregador gospel favorito.
10) Caso nada disso dê certo, diga que vai "orar".
Obs: Lembre-se sempre de usar erros de ortografia e gramática em tudo o que você escrever para o crítico. Um verdadeiro adorador e defensor dos seus ídolos não se preocupa com essas bobagens de escrever corretamente.
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Eu queria saber outra coisa. Tenho visto muitos respondendo aos críticos coisas do tipo "conheça a Deus, não somente ouça falar" (que é algo certo, mas primeiro você tem que ter certeza de que o crítico de fato não conhece a Deus e examinar-se para ver se não é você mesmo que precisa dessa recomendação). Eu estou meio desantenada dos últimos jargões gospel, algum cantor/pregador tem dito isso frequentemente? Pois parece que a onda do momento.

vi lá no blog da Cibele Blanco

domingo, 31 de outubro de 2010

FORAM DESCOBERTOS 5 NOVOS EVANGELHOS NAS CAVERNAS DO BRASIL.

O evangelho segundo Davi Miranda – O evangelho que passa longe da tradição cristã por ser anti-intelectual, por ser anti-cultural, e por ser anti-libertário. Contrário aos princípios da Reforma, ele engessa seus fiéis no poder institucional. Separatista e dualista ao extremo, prioriza a pobreza daquele que deseja filiar-se a religião, e injeta forçosamente bizarrices na veia dos seguidores cegos. Seu principal adversário é o aparelho de televisão, pois é a encarnação do demônio.





O evangelho segundo Edir Macedo – Este evangelho passa a longas distancias da tradição cristã por comprar tudo no âmbito abstrato: fé, benção, ritos, autorizações, etc, e também por criar produtos físicos a serem vendidos em troca de coisas abstratas, indulgencias modernas por coisas menos valiosas e sentimentais que a alma de parentes falecidos. Sua principal entidade de adoração é Mamon, ou como é conhecido atualmente em sua forma corpórea, o dinheiro. Sua principal doutrina é que seus fiéis deverão dar todo dinheiro que possuem ao deus para então ficarem milionários. Também gosta muito de misturar práticas antigas do judaísmo e de religiões afro-brasileiras em seus cultos, como sacrifícios de animais e possessão de espíritos em seus freqüentadores.



O evangelho segundo R. R. Soares – Propagador do evangelho da prosperidade no Brasil, o seu evangelho se distancia da tradição cristã por pregar a riqueza e a determinar sua benção, transformando Deus em seu empregado e sujeito a sua vontade humana. Dissidente do auto-intitulado bispo (Macedo), por não concordar com algumas de suas práticas; o auto-intitulado missionário aderiu às suas praticas os principais ensinos dos profetas da prosperidade, que ele inclusive divulga na sua editora, que é uma das suas inúmeras empresas. Também conhecido como milagreiro, costuma curar dores de cabeça, nos joelhos e nos ombros, sempre com muita auto-sugestão.




O evangelho segundo Valdomiro Santiago – Este evangelho distancia-se muito da tradição cristã por ser elaborado por um novo apóstolo, após aqueles que andaram com Cristo e receberam dele os ensinamentos, este 2000 anos depois aparece dizendo fazer todos os milagres de Jesus. Grosso e sem cultura prega um evangelho de auto-propaganda com tendência exclusivista. Na sua mensagem Deus só age na sua igreja e através do próprio apóstolo se manifesta nas curas. Também dissidente do bispo Macedo, resolveu partir em carreira solo, apesar de já dar indícios de que a maldição hereditária tenha entrado em sua igreja, pois perdeu seu principal auxiliar, que também resolveu partir em carreira solo, talvez cedo de mais. Para ele o estudo não é necessário, forma pastores como vai ao banheiro, e a Bíblia só pode ser lida se for a Almeida revista e atualizada (deve ser para concordar com as pregações que vêm prontas da sede mundial, para os pastores do resto do país).




O evangelho segundo Renê Terra Nova – O seu evangelho foge da tradição cristã, por ser ele o novo profeta pregando uma nova mensagem, um pseudo-João Batista do Norte, apesar de ter roubado a mensagem de um profeta estrangeiro. Para ele há uma visão mundial para o Brasil (estranho né?) onde o país todo se converterá para esta visão, e todos serão ricos e profetas, todos terão 12 discípulos (agora faça as contas de como isso é possível, só se os discípulos também são profetas e vice-versa, é meio confuso). Prega um evangelho asceta e próspero, e um mundo feito de células (grupos) onde o próprio Terra Nova em breve governará.


por Diego Marcell

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O “CRENTE”


Menos sinceros, mais “internados” na beca evangélica, desejos sexuais obscuros saem pelos poros e fixam na roupa social. Mas eles são homens de Deus, subindo e bradando em cima do altar, esconjurando demônios alugados, profetizando a mensagem da vizinha fifi. Eles são homens santos, seus dedos enrijecidos são armas do Senhor dos exércitos. Homens sem pecados aparentes, sem pecados confessados, espancar é mandamento, pois sou fiel a lei.
Olhos famintos. A mulher não deve ser vaidosa. Ah mas como eu desejo essas menininhas com calças apertadas. Eu sim devo andar elegante, pois sou estandarte do céu na terra. Mas minha varoa está mais para barriu. Fique em silencio no canto! Que direito tem a mulher de falar? Ah essas moças do mundo, como gosto de me comunicar com elas, cheiram bem, parecem feitas de porcelana, que shampoo elas usam? Vou comprar um desses para mim.
Rosto sóbrio. Sou sério, não gosto de rir, não vejo tevê, não, não e não. Ah mas quando reúno a família no fim de ano, sou o campeão das piadas picantes, todos se dobram de rir, não sei se a piada é tão engraçada ou são os engradados de cerveja, que eu não tomo é claro!
Gosto muito de ganhar um dinheiro nas custas dos irmãos. Adoro pregar a palavra no centro da cidade, perto daquelas lojas que eu tenho alguns carnês atrasados, mas o meu Deus é Deus de vitória, e um dia eu vou acordar com meu novo celular tocando a musica “mão misteriosa” dos irmãos Levi e a moça do crediário falando que milagrosamente minha conta foi paga por alguém que não quis se identificar. Provavelmente um anjo do céu, que viu a minha aflição e atendeu a minha oração. Porque o que eu decretar aqui na terra é vitória em nome de Jesus.
Eu sei que Deus ta comigo, porque toda semana Ele me da resposta em profecia no culto. Deve ser porque eu só ouso hinos abençoados que o rapaz que copia cd e vende no camelô grava para mim, ele faz um preço camarada, ainda mais se eu emprestar o original do irmão aí ele grava uns pra eu vender também, pra ajudar no orçamento lá de casa, porque com o salário que a mulher ganha de diarista não da nem pra eu comprar uma gravata nova pra eu ir ao culto de domingo.
O que? Eu precisar de libertação? Ta loco? Você que ta escrevendo, seu mundano, que anda com essas roupas e esse cabelo e essa barba mal feita, acha que Deus gosta disso? Tem demônio, tem demônio! Você precisa ir à nossa igreja, vá na 5ª feira que tem libertação, tenho certeza que você vai ser abençoado e vai ficar livre. Porque eu sou o obreiro que envergonho o capeta, faço ele ajoelhar e contar tudo, com certeza ele vai falar que a brecha ou é a tevê, ou essas musicas sem unção que você escuta, ou essas roupas, esses brincos, essa gente que você anda; mas Deus tem um plano pra você na nossa igreja, você vai ser um grande levita lá no altar, só não vai ser igual a mim, porque eu já tenho 20 anos de ministério, só de demônio que eu mandei pro inferno eles tiveram que fazer uma nova ala porque tava lotado... por isso eu tenho galardão lá no céu, com certeza vou ficar na primeira fila, e se você seguir meu exemplo, quem sabe Deus tenha misericórdia e te deixe ficar lá pela 6ª. To te esperando na igreja e se você não for que Deus te castigue, amém.

DIEGO MARCELL 03/03/10

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O que é igreja?



Segundo John D. Davis no Dicionário da Bíblia: Não é uma organização externa. Os seus membros são conhecidos a Deus, ainda que não possam ser conhecidos com exatidão pela vista humana; muitos deles estão no céu, ou ainda estão por nascer. A igreja visível consiste de todos que professam estar unidos a Cristo.
Leia 1 Co 12. 12,13,27.

Os cultos, os templos, as denominações são manifestações da igreja. Transpor esta manifestação para um único sentido como alguns grupos insistem em fazer, vai contra o ensino de Jesus sobre o seu corpo.
Catalogar seres humanos em grupos sejam eles denominados ou não, registrados ou não, de nada influenciam para o verdadeiro sentido da igreja de Cristo, que é espiritual. Deste modo, tanto a igreja Católica Romana, igrejas Protestantes em geral ou a igreja local (e seus similares) cometem o mesmo erro de interpretação ao interpolar seu argumento seja teórico, “teológico”, institucional ou qualquer outro com relação a verdadeira materialização da igreja na dimensão que vivemos.
Podemos muito bem congregarmo-nos em família, apenas marido e mulher fazendo um culto familiar já que “se dois ou três estiverem em meu nome” é suficiente. É claro que há essa necessidade de compartilhar esta vida e este ideal com os irmãos, isto também pode acontecer no sistema Luterano, Presbiteriano, da Assembléia de Deus, em uma reunião após o expediente em algum lugar publico ou privado, com pessoas previamente avisadas ou por pessoas que de passagem resolveram participar, como outras inúmeras opções de manifestação da igreja, sua comunhão e seu ato de congregar. Pois Deus não é um industrial que exige que você cumpra e bata cartão toda semana no dia determinado pela instituição, mas Ele se importa com o teu andar diário com Ele, sendo que a cada segundo Ele deve estar em sua vida pronto para manifestar-Se a qualquer momento que se for necessário.
Deus não interage com freqüentadores assíduos de templos, mas com corações disponíveis a Sua vontade. Não existem homens, lideres, que “pagaram o preço” para se comunicar e ter um entendimento melhor de Deus, mas qualquer um, leigo que seja, de coração puro, sem influencia de homens ou de idéias de homens, mas o simples que reconhece a soberania de Deus, este, no silencio do seu quarto, na confissão sincera do seu intimo, este terá o melhor entendimento do Pai que qualquer “grande homem” que levou multidões a seguirem suas “revelações” da verdade.
Busque unicamente Jesus, pois Ele prometeu que estes O acharão. E aquele que O encontra, torna-se parte do seu corpo e igreja é.

Diego Marcell

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