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sábado, 28 de janeiro de 2012

Estante Virtual faz mudanças e provoca reclamações



PublishNews - 26/01/2012 - Roberta Campassi
Portal troca sistema de pagamentos e altera ferramenta para contra-atacar concorrência; usuários e livreiros protestam na internet
 
No dia 17 deste mês, a Estante Virtual, maior portal de venda de livros usados e semi-novos do país, trocou o sistema de pagamentos Pagamento Digital, brasileiro, pelo PayPal, que pertence ao eBay, americano. No sábado, dia 20, começou uma onda de reclamações na internet a respeito da troca. Até hoje de manhã, havia centenas de manifestações na página da empresa no Facebook, com relatos de problemas para realizar compras e com pedidos para que a mudança do sistema seja desfeita.
 
Entre as principais reclamações por parte dos clientes finais estão a lentidão no processamento das compras, erros na cobrança (como duplicação de valores) e dificuldades de cadastramento. Já quem é vendedor na Estante Virtual (livreiros ou leitores que vendem seus livros) protesta contra o aumento das taxas e a obrigatoriedade de usar o PayPal - e, consequentemente, de aceitar transações via cartão de crédito, mais custosas do que opções como o depósito bancário.
 
Segundo André Garcia, fundador e principal executivo da Estante Virtual, estão ocorrendo problemas em cerca de 10% das tentativas de compra desde que o PayPal entrou em vigor. “Fizemos inúmeros testes antes de implementar o novo sistema, mas havia detalhes impossíveis de prever”, diz. Segundo ele, a operação da Estante Virtual é a “mais complexa” já realizada pelo PayPal no Brasil. “Os erros serão corrigidos em uma ou duas semanas no máximo”, afirma Garcia.
 
De acordo com o empresário, o PayPal trará uma série de vantagens quando os problemas estiverem corrigidos, como a possibilidade de comprar de vários livreiros e pagar tudo junto; uma confirmação mais rápida da compra; uma interface mais prática e uma base já existente de três milhões de clientes do sistema no Brasil. “Esperamos que as vendas aumentem de forma significativa com a mudança”, diz Garcia.
 
O PublishNews ouviu três sebos que preferiram não se identificar. A maior reclamação deles é que, com o sistema anterior, era possível optar por permitir pagamentos com cartão de crédito. Agora, todos são obrigados a usar o PayPal e a aceitar pagamentos eletrônicos. Para o dono de um sebo tradicional de São Paulo, determinar a obrigatoriedade do uso do PayPal foi uma atitude “stalinista” por parte da Estante Virtual. A conseqüência direta, segundo ele, é o repasse dos custos para os preços dos livros.
 
Segundo Garcia, o Pagamento Digital cobrava 5,39% sobre transações desse tipo, enquanto o PayPal cobra 5,6% - até março, contudo, a taxa está em 4,99%, subsidiada pela Estante Virtual. O executivo afirma que há, ainda, uma taxa fixa de R$ 0,20 por transação mais R$ 3 para cada retirada de saldo que o livreiro fizer.
 
Para o executivo, unificar as formas de pagamento era uma necessidade do site. “Antes, pouco mais da metade dos vendedores aceitava o pagamento com cartão, o que nos tornava um site de comércio eletrônico muito particular”, diz. “Sistematicamente, não é um modelo que tem boa usabilidade para os compradores. E, apesar da obrigatoriedade do PayPal, quem quiser continuar oferecendo pagamento via depósito bancário pode.”
 
Mudança de ferramenta
 
Os livreiros também reclamam de uma mudança feita numa ferramenta que a Estante Virtual oferece e que permite que cada vendedor veja a lista de suas obras cadastradas (o inventário). Segundo os sebos, antes era possível “exportar” esse acervo, mas há dois meses ficou impossível fazer isso.
 
Os livreiros admitem que costumavam exportar essa lista compilada na Estante Virtual para depois repassá-la a outros sites, com destaque para o Livronauta, e-commerce de livros usados que surgiu no fim de 2010, em Curitiba. “O acervo é meu e a Estante Virtual não pode impedir que eu o tenha no meu computador e use como quiser. Moralmente isso é errado”, diz um dos livreiros.
 
O Livronauta também confirma a prática. E reclama. “Há dois meses disseram que a ferramenta estava em manutenção, agora não existe mais a opção ‘exportar acervo’”, afirma Giancarlo Rubio, fundador do site. “Ficou claro que ela foi retirada para afetar o Livronauta. Muitos sebos estão sendo prejudicados, e nosso crescimento também.”
 
Garcia, da Estante Virtual, conta que a empresa percebeu que os sebos estavam exportando seus dados para sites concorrentes e, por isso mesmo, mudou a ferramenta. “Nossa obrigação é fornecer uma ferramenta que permita aos livreiros e a nós gerir as vendas da Estante Virtual. Mas não é nossa obrigação fornecer isso para a concorrência”, responde em relação às críticas.
 
Embora a Estante não exija contratualmente ser o único canal de vendas on-line dos sebos, Garcia admite que a empresa desencoraja o trabalho com outros sites. “Quando um sebo tem acervos em mais de um lugar, isso em geral prejudica a qualidade do serviço, porque o controle de estoque fica bem mais difícil”, argumenta.
 
A Estante Virtual reúne cerca de mil sebos e dois mil leitores e vendedores. Segundo dados próprios, detém 98,5% do mercado, enquanto a Livronauta fica com 1,2% e o Sebos Online, com 0,3%.

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O estante virtual quer monopolizar o mercado, tendo assim vantagem ilícita moralmente perante os livreiros e também compradores. Sabem porque os reclamantes não quiseram se identificar? Porque o sr. Garcia é um ditador que tira do ar quem não segue suas imposições arbitrariamente favoráveis apenas a si mesmo. (Diego Marcell)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Urgente - pelo direito a vida


Em 24 horas, O parlamento de Uganda pode votar uma nova lei brutal que prevê a pena de morte para a homossexualidade. Milhares de ugandenses poderiam enfrentar a execução - apenas por serem gays.

Nós ajudamos a impedir esta lei antes, e podemos fazê-lo novamente. Depois de uma manifestação global massiva ano passado, o presidente ugandense Museveni bloqueou o progresso da lei. Mas os distúrbios políticos estão crescendo em Uganda, e extremistas religiosos no parlamento estão esperando que a confusão e violência nas ruas distraia a comunidade internacional de uma segunda tentativa de aprovar essa lei cheia de ódio. Nós podemosmostrar a eles que o mundo ainda está observando. Se bloquearmos o voto por mais dois dias até que o parlamento feche, a lei expirará para sempre.

Nós não temos tempo a perder. Quase metade de nós já se juntou ao chamado - vamos chegar a um milhão de vozes contra a pena de morte para gays em Uganda nas próximas 24 horas - clique aqui para agir, e então encaminhe este e-mail para todos:

http://www.avaaz.org/po/uganda_stop_homophobia_petition/?vl

Ser gay em Uganda já é perigosoe aterrorizante. Eles são frequentemente assediados e espancados, e apenas há alguns meses o ativista de direitos gays David Kato (foto acima), foi brutalmente assassinado em sua própria casa. Agora os ugandenses da LGBT são ameaçados por essa lei draconiana que impõe prisão perpétua a pessoas condenadas por relações com o mesmo sexo e a pena de morte para "ofensores sérios". Até mesmo ONGs trabalhando para prevenir a disseminação do HIV podem ser condenadas por "promover a homossexualidade" sob essa lei cheia de ódio.

Agora mesmo, Uganda está em tumulto político - na onda da primavera árabe, pessoas em todo o país estão tomando as ruas, protestando contra os altos preços de comida e gasolina. O presidente Museveni respondeu reprimindo violentamente a oposição. Essa revolta forneceu aos extremistas religiosos no parlamento a chance perfeita de tirar da gaveta a lei homofóbica apenas dias antes do parlamento ser fechado e todas as leis propostas serem apagadas dos livros.

O presidente Museveni desistiu desta lei no ano passado depois da pressão internacional ameaçar o suporte e auxílio a Uganda. Com protestos violentos varrendo as ruas, seu governo está mais vulnerável que nunca. Vamos fazer uma petição com a força de um milhão para impedir a lei da pena de morte para gays novamente e salvar vidas. Nós temos apenas 24 horas - assine abaixo, e então conte a amigos e família:

http://www.avaaz.org/po/uganda_stop_homophobia_petition/?vl

Este ano nós nos solidarizamos com o movimento de igualdade de Uganda para mostrar que toda vida humana, não importa o credo, nacionalidade ou orientação sexual, é igualmente preciosa. Nossa petição internacional condenando a lei da pena de morte para gays foi entregue ao parlamento - impulsionando uma rede de notícias globais e pressão suficiente para bloquear a lei por meses. Quando um jornal publicou 100 nomes, fotos e endereços de suspeitos gays e os identificados foram ameaçados, a Avaaz auxiliou uma ação legal contra o jornal e nós ganhamos! Juntos nós nos levantamos, por vezes e vezes, pela comunidade gay de Uganda - agora eles precisam de nós mais que nunca.

Com esperança e determinação,

Emma, Iain, Alice, Morgan, Brianna e o resto da equipe da Avaaz


FONTES:

Homossexualidade a um passo de ser motivo para pena de morte na Uganda
http://www.publico.pt/Mundo/homossexualidade-a-um-passo-de-ser-motivo-para-pena-de-morte-no-uganda_1493436

Uganda enfrenta o fundamentalismo cristão
http://www.outraspalavras.net/2011/05/03/uganda-enfrente-o-fundamentalismo-cristao/


Apoie a comunidade da Avaaz! Nós somos totalmente sustentados por doações de indivíduos, não aceitamos financiamento de governos ou empresas. Nossa equipe dedicada garante que até as menores doações sejam bem aproveitadas.

terça-feira, 26 de abril de 2011

TIM – crimes sem fronteiras


Em toda minha vida de telefonia móvel perdi a conta de quanto fui roubado pela TIM.

As que mais me marcaram: 1° foi quando eles me deram uma promoção que se eu colocasse uma quantia tal de crédito eles me dariam certa quantia de mensagens, promessa não cumprida e sem solução, já que tenho mais o que fazer da vida que ficar me dedicando a correr de um lado para o outro como um idiota que é o que nos faz a indústria e o governo, todos eles ladrões da sociedade.

Agora, a mais recente: o crédito que eu coloco tem que ser consumido no tempo determinado por eles, do contrario são tirados de mim, apesar de eu ter pagado, os créditos me são tomados sem nenhum aviso = ROUBO!

Alguém mais se sente roubado? Manifeste-se.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O país do swing e do sangue


Uma mente vazia
Que vê o tempo passar
Por baixo do viaduto das idéias
De onde buzinam e jogam papeis de bala
Para você lamber.
Presidentes que convencem que não mentem
Presidem você.
Fazem da tua pátria uma bandeira costurada de símbolos ocultos.
Fazem da tua pátria algumas arvores, uns bichos e alguma terra.
Fazem da tua dignidade uma moeda de troco.
Fazem da sua língua uma maquina de controle para dominar analfabetos culturais.
Em tempos assim que percebemos que a única coisa que sobrou de seguro é o sexo.
Que se pode confiar na família até ela te soltar pela janela do prédio.
Que na alma do país, você pode marcar o seu gol,
Até o goleiro resolver lançar seus membros esquartejados aos cães.
Que pode se confessar com o padre que come seu filho toda semana.
Que você pode dar seu dízimo ao tráfico de armas.
Que você pode fazer o que quiser, mas na imprensa você só aparece no carnaval, desfilando com um lindo fio dental.
Este é o país que brilha a estrela que se aposentou entre o vermelho sangue que jorra pela história e por um dedo mínimo.

Diego Marcell
24/07/10

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