sábado, 12 de janeiro de 2013

UMA VIAGEM PELA MENTE DE PAULO



Acho que já deu para todo mundo notar que eu não concordo com Friedrich Nietzsche quando acusa Paulo de ser o fundador do “Cristianismo”. A Basílica é de São Pedro, não de São Paulo! 

Paulo perdeu a “parada” na construção do “Cristianismo” simplesmente porque o que Paulo discerniu, creu, ensinou e praticou, jamais criaria um “Cristianismo”, mas tão somente igrejas que se amavam, se correspondiam, se comunicavam, e se sentiam parte do Corpo Universal de Cristo. 

Essas igrejas não deixavam de ser o que eram e nem as pessoas quem eram nas circunstancias de suas vidas e culturas, visto que não haveria nunca nenhum poder humano, central ou regional, que fizesse ninguém dominar sobre ninguém, ditando ensinos de homens e revelações do ego, pois, Cristo é o Cabeça do corpo e Nele temos o Amém de Deus—conforme Paulo!
Além disso, não haveria uma profissão teológica a ser buscada e nem um status profético de detentor de novas revelações a ser alcançado, pois, em Cristo, todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento já haviam sido revelados. 

O apostolo também cria que o mistério desse crer e saber geraria um sentir de almas unidas no amor de Cristo. E, assim, o mundo veria a presença do reino de Deus.
Ele também cria que esse testemunho tinha que ser dado dentro do contexto onde a Palavra estava sendo anunciada. Assim, para os judeus ele era escândalo entre os gentios!
Para os gentios ele não era um escândalo entre os judeus, quando raspou a cabeça, tomando voto. Afinal, quando alguém faz parte de uma cultura onde a revelação se originou, pode passar a pensar que sua cultura e sua história são santos também. E os que souberam depois—os gentios, no caso—sentem-se privilegiados em poder ter algum contato com a “cultura original”, como o fazem os católicos e evangélicos quando beijam o chão de Israel! 

Hoje a exemplificação também vem dos novos convertidos evengélicos que recebem a Jesus e tem que "engolir" o pacote como se tudo fosse o evangelho, até o jeito de falar ou vestir!
O engando é pensar que quem chegou antes já discerniu mais. Paulo nuca creu nisso. Por isso mesmo botou Pedro sob a Graça e enfrentou tudo e todos pela verdade do Evangelho.
Nisto ele também se gloriava.
Dois mil anos depois... 

Já para nós, em certas coisas, temas e circunstancias da vida, Paulo parece um pouco de menos para os liberais e um pouco demais para os conservadores—e nada para os neopentecostais!
Para nós Paulo é tão demais ainda que o “demais” de Paulo, pouca gente tem enxergado.
E Paulo apesar de saber que era demais, era para si mesmo tão de menos, que nunca pensou que sua pessoa fosse ficar nada além do que nele se via e dele se ouvia!
Mas a mediocridade se aferra às circunstancialidades do “aplicativo” do Princípio da Palavra em Paulo e não cresce no Principio da Palavra a fim de fazer seu “aplicativo” no momento histórico em que se está vivendo.
Assim, o Universal em Paulo se reduz a slogans e o “aplicativo circunstancial” se transforma é “principio universal”.

Alguns exemplos.

Primeiro os slogans que sobraram:

Pela Graça sois salvos!—para os Reformados.

Não me envergonho do Evangelho!—para os Missionários.

Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim!—para os Santificados.

Dou Graças a Deus porque falo em línguas mais do que todos vós!—para os Carismáticos.

Tudo é vosso!—para os liberais.

Todas as coisas são puras para os puros!—para quem gosta daquilo que a maioria diz não poder ou gostar.

Não é bom para o homem o comer com escândalo!—para quem anda doido para fazer alguma coisa e tenta se controlar.

O bispo seja marido de uma só mulher!—para aquele que tem um medo horrível de gostar tanto de pregar quanto gosta de mulher.

O bispo governe bem a sua própria casa!—para o líder que acha que consegue manter os filhos escondendo bem seus próprios corações.

Há muitos outros slogans!

Outro dia eu volto a eles.

Agora os aplicativos.

Ora, os aplicativos são tantos que eu vou deixar a expansão deles para outra hora. Aqui vou apenas dar alguns poucos exemplos.
Vejamos:

O bispo seja marido de uma só mulher!—porque no principio Deus criou Adão e Eva, não Adão e suas mulheres. No entanto, Adão caiu e o mundo de Paulo não era o jardim do Éden.

Portanto, a fim de que o Evangelho fosse boa notícia para todos—incluindo os que tinham mais de uma esposa ou mulher quando conheceram a Palavra—, Paulo recomenda que o bispo seja o referencial desse novo modelo.
Afinal, não há homem nem mulher (Gl 3:28).
E o homem que não quiser sua mulher pensando como ele, que pense como ela.
E assim, haverá igualdade.
Mas o mundo é caído!
Cada geração tem que entender e saber recomeçar sem negociar com o Princípio da Palavra.
O aplicativo carrega o Princípio, mas não pode ser instituído como forma.

Mais algumas acusações feitas ao irmão Paulo.

Ele é acusado de ter inventado o “bispo” (que era bispo de casas de fraternidade, o outro nome é igreja, e não essa figura estereotipada de hoje), a “hierarquia” (que era orgânica e não funcional), o “silencio das mulheres” (que era cultural), o tom agressivo (que era o mínimo que ele poderia fazer considerando a dor das circunstancias), a lógica na argumentação (porque ele era inteligentíssimo), a independência excessiva (porque ele cria, não duvidava e não tinha medo), etc...

Para mim, sinceramente, ele é o homem que discerniu e explicou a razão da esperança melhor que ninguém. Isso ninguém pode negar!

Mas se Paulo tivesse sido entendido nos Princípios Essenciais da revelação que transmitia, a história teria sido possivelmente outra, em razão de que a essência do que Paulo ensinou não criaria o que o “Cristianismo” se tornou, em qualquer de suas variáveis.

Perfeito nunca seria—somos caídos e Paulo se considerava o principal entre os pecadores—, mas seria muito mais revolucionário!

E não haveria uma Basílica que representasse o Templo de Jerusalém sendo erguida em nome da fé em Jesus!
Mas também não haveria o Protestantismo.

Paulo não era um protestante, ele era um inconformista.

Ele jamais proporia uma Reforma. Ele cria em subversão, em revolução permanente, em nunca se conformar com este século e suas produções, ainda que teológicas.

A fé de Paulo estaria em permanente estado de crescimento: tanto no conhecimento de Deus, como em auto-percepção e em discernimento da natureza humana--e também da natureza!
O que a gente não entende quando lê a Palavra em Paulo é que ali há a revelação eterna, e que ela está sendo enviada ignorantemente —como convém à piedade—na forma de cartas para pessoas que se reuniam em casas, e que tinham nomes semelhantes a Fernando, Mara, Suzana, Antônio e Suzane, Maria Helena, Alfredo, Sergio e Débora, Raimundo e Murilo.
Ou seja:

Paulo sabia que o que dizia era a Verdade do Evangelho de Cristo. Ele não tem nenhuma dúvida a respeito da revelação recebida.
Quando ditava algo ou escrevia para enviar aos Efésios, Romanos, Filipenses, Coríntios ou qualquer outra cidade, poderia também ser Rio de Janeiro, São Pedro, Curitiba, Teresina e Sobral do Ceará.
Ele era responsável eternamente pelo que ensinava acerca do Evangelho e, ao mesmo tempo, completamente solidário e participe do momento e das circunstancias das vidas de seus ouvintes.
Ele sabia que o que dizia era o Evangelho e que o Evangelho não era nada mais nem menos que aquilo.
Ele só não sabia era que sua “correspondência” iria ser lida durante dois mil anos, todos os dias—especialmente aos domingos—, por milhões, bilhões de seres humanos, e que essas pessoas iriam pensar que todas as soluções imediatas que ele, Paulo, buscava alcançar no “aplicativo” do Principio Universal do Evangelho, iriam se transformar em “conteúdo fixo” do evangelho, e que viria a ser ensinado como “mandamento para todas as culturas dos gentios da terra”.
Logo ele? que lutou contra isso o tempo todo? tendo feito mais inimizades por causa disso do que por qualquer outra razão entre os judeus ou entre os cristãos judaizantes!?

Não!

Paulo jamais gostaria que o carioca fosse como os gregos e pernambucanos como os holandeses, e os paulistas como italianos!
Paulo estabeleceu os Pontos Ômega e fez aplicação circunstancializada dos Princípios, conforme o aplicativo pertinente ao contexto.
Aquelas coisas eram importantes naquela hora, mas não dava para comparar com Bem do Evangelho.
E, à semelhança dele, Paulo cria que cada geração iria ter que reconhecer também, como ele mesmo pediu a Timóteo que o fizesse—em suas ações, atitudes, amor, longanimidade, fé, pureza, saber, e também pelas armas da justiça, quer ofensivas, quer defensivas; por boa fama e por desonra; como quem morre, mas eis que vivo está!—, o significado de crer no Evangelho de Jesus!

“Em Cristo não há homem, nem mulher; nem escravo, nem liberto; nem judeu, nem grego”—foi o que ele disse.

Isto é Universal.

É! em Cristo!

Voltamos dois mil anos...
Havia um monte de gente vivendo em Corinto.
A cidade era portuária e o verbo corintianizar era sinônimo de tudo o que os cariocas são no imaginário universal: o povo da boa vida, do prazer e do momento de alegria.
Em Corinto as prostitutas cultuais desciam da Acrocorinto com o rosto nu e as roupas apenas em suficiência para aumentar a sedução.
Uma mulher que tivesse marido e fosse fiel a ele deveria se diferenciar desse paradigma com “autoridade”—e a expressão simbólica da mulher que não gosta que fiquem gritando nas costas “sua gostosa!”, naquela época, era botar o véu sobre a face.
Se no Brasil esse sinal fosse respeitado, muitas mulheres usariam véu, se a percepção cultural das pessoas fosse idêntica.
Naquele tempo o véu era o sinal vermelho para qualquer pretensão.
Hoje se puser o véu a “rapaziada” arranca e se não ouvir um sonoro “me deixa em paz”, nem sempre desiste.
O problema é que em Corinto se o que funcionasse fosse o “me deixa em paz”, Paulo iria dizer:
“Irmãs, diferenciem-se, numa circunstancia dessa, dizendo “me deixe em paz”.
Mas era o véu que respeitavam.
E respeitavam-no porque aquela mulher tinha “dono”.
Era a percepção “para fora”.
Para o lado de “dentro” Paulo diz que o “dono” daquela mulher não deveria fazê-la sua propriedade a fim de
abusar dela.
Afinal, a mulher saiu do homem, mas o homem nasce de mulher.
E assim como o homem é a gloria de Deus, assim também a mulher é a gloria do homem!
E olhe que para Paulo a palavra gloria significava gloria!
(Falaremos disso noutra ocasião).

Resumindo:

Coisas do dia a dia se transformaram em lei de conduta entre os cristãos.
E nas cartas inspiradas enviadas aos amigos e irmãos da comunidade, até os nomes das pessoas mencionadas são vistos como especialmente eleitos como santos e parte da revelação.
Essas pequeninas coisas é que obscurecem as Universais!
Sabe o que é isso?
É nunca ter entendido a Palavra.
Paulo mesmo disse que a letra mata--até mesmo nas cartas de Paulo!
Quem já conheceu o irmão Paulo não fica mais com esse problema.
Sabe que Paulo era absolutamente certo de ter crido e processado a Palavra da Verdade da Graça de Deus revelada em Seu Filho Jesus Cristo.
Sabe que tudo isso é decisão de Deus.
É mistério.
Cristo é a Revelação.
O Evangelho é a Boa Noticia, mas não se encerra numa única explicação cultural. Não se deixa prender nem por judeus, nem por gregos, nem por americanos, ingleses, brasileiros ou até mesmo argentinos (o “até mesmo” revela meu mergulho no momento histórico emocional brasileiro de fazer piadas com argentinos).

Certo?

O que fazer então?

Bem, vou parar por aqui.
Estou meio cansado.

Já escrevi demais por hoje.
Amanhã eu continuo.

Caio

www.caiofabio.net
www.vemevetv.com.br

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Dica musical - Eu não sei dançar - Ervilhas Astrais (O melhor do ano)



Este ano o Nucleo Pensante teve a honra de conhecer coisas novas, mudamos nossos conceitos e agimos apenas como registro pós-moderno, já não damos bola para aquilo que Max Weber registrou no seu principal livro; com tudo e por tudo  isso elegemos a melhor música do ano em definições bem objetivas: aquilo que mais nos tocou e mostrou originalidade.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Trechos extraídos do livro ‘A revolução do Cinema Novo’ de Glauber Rocha



Para fazer cinema é fundamentalmente necessário quatro coisas: amor, inteligência, sensibilidade e sobretudo insolência. (Miguel Torres)

            O primeiro filme independente de produção foi Rio, 40 graus (1955) de Nelson Pereira dos Santos, este filme foi influenciado pelo Neorrealismo, apesar de ser muito anterior ao ‘movimento’ do cinema novo, ele é um marco inicial neste conceito todo, sendo considerado pelos cinema novistas o primeiro filme brasileiro de fato.

Diferente dos intelectuais franceses, nós temos uma formação cultural muito confusa: lê-se primeiro os dadaístas, depois a tragédia grega. (p. 112)

            Os três primeiros filmes mais importantes do movimento são: Vidas secas, Deus e o diabo na terra do sol e Os fuzis. Foram feitos longas e curtas antes destes, mas que ainda não refletiam a satisfação estética dos autores.

Devemos refletir sobre a violência e não fazer um espetáculo com ela... o interessante não é a ação em si, mas o seu caráter simbólico. (p. 125 – sobre a violência usada no cinema, principalmente norte-americano)

            Uma grande turma entre cineastas e críticos espalhados por Rio, São Paulo, Bahia e alguns na Europa mantinham além das primeiras produções, muitos artigos em jornais e revistas, até que surge a expressão (que era nova apenas no Brasil) de Cinema Novo. A proposta era se desvencilhar do colonialismo norte americano, do modo industrial colonial que no Brasil dominava através dos grandes estúdios (Vera Cruz e Atlântida) com as suas chanchadas. A ideia do cinema de autor era além de criar argumentos condizentes a nossa realidade, produzir e também fazer a distribuição, ou seja, colocar todo o processo na mão do artista, por isso foi criada a Difilm, que era produtora e distribuidora do cinema novo.

            No inicio haviam os fortemente influenciados por Eisenstein como Glauber Rocha, Miguel Borges, Carlos Diegues, David E. Neves, Mario Carneiro, Leon Hirszman e Marcos Farias; e os que defendiam Bergman, Fellini e Rossellini que eram Paulo Saraceni e Joaquim Pedro de Andrade. Mas com o tempo a busca por uma linguagem latino-americana se firmava.

Gustavo Dahl disse que ‘nós não queremos saber de cinema. Queremos ouvir a voz do homem.’ Gustavo definiu nosso pensamento. Nós não queremos Eisenstein, Rossellini, Bergman, Fellini, John Ford, ninguém. Nosso cinema é novo não por causa da nossa idade. O nosso cinema é novo como pode ser o de Alex Viany e o de Humberto Mauro que nos deu em Ganga Bruta nossa raiz mais forte. Nosso cinema é novo porque o homem brasileiro é novo e a problemática do Brasil é nova e nossa luz é nova e por isto nossos filmes nascem diferentes dos cinemas da Europa.
Nossa geração tem consciência: sabe o que deseja. Queremos fazer filmes antiindustriais; queremos fazer filmes de autor, quando o cineasta passa a ser um artista comprometido com os grandes problemas do seu tempo; queremos filmes de combate na hora do combate e filmes para construir no Brasil um patriotismo cultural.
Não existe na America Latina um movimento como o nosso. A técnica é haute couture, é frescura para a burguesia se divertir. No Brasil, o cinema novo é uma questão de verdade e não de fotografismo. Para nós a câmera é um olho sobre o mundo, o travelling é um instrumento de conhecimento, a montagem não é demagogia mas pontuação do nosso ambicioso discurso sobre a realidade humana e social do Brasil! (p. 52)

Novo não quer dizer PERFEITO pois o conceito de perfeição foi herdado de culturas colonizadoras que fixaram um conceito de PERFEIÇÃO segundo os interesses de um IDEAL político. Os artistas que trabalhavam para os príncipes faziam uma arte HARMÔNICA segundo a qual a terra era plana e todos os que estivessem do outro lado da fronteira eram bárbaros. A verdadeira Arte Moderna, aquela que ética - esteticamente revolucionaria, se opõe, pela linguagem, a uma linguagem dominadora. (p. 133)

Porque a linguagem que o cinema novo persegue, a linguagem que dependerá de fatores sociopolítico-econômicos para se comunicar efetivamente com o público e influenciar na sua libertação não pretende ser a organização de uma academia, no sentido tão prezado pelos teóricos que necessitam de Deus para se salvar, mas proliferação de estilos pessoais que coloquem em duvida permanente um conceito de linguagem, superestagio da consciência.
A qualidade da obra de arte, me disse outro dia na praia o poeta Ferreira Gullar, será resultado da capacidade que o artista terá de elaborar seu material dentro do maior rigor dialético: é ele que conjugará informação, imaginação, razão e coragem, elementos sem os quais qualquer obra de arte não se realiza. (p. 149)

A final o Glauber queria dizer que o Cinema Novo não era um movimento, mas uma forma de expressão que não era restrita a nada, como ele escreve em 1965 no famoso texto EZTETYKA DA FOME:

Onde houver um cineasta disposto a filmar a verdade e a enfrentar os padrões hipócritas e policialescos da censura, aí haverá um germe vivo do cinema novo. Onde houver um cineasta disposto a enfrentar o comercialismo, a exploração, a pornografia, o tecnicismo, aí haverá um germe do cinema novo. Onde houver um cineasta, de qualquer idade ou de qualquer procedência, pronto a por seu cinema e sua profissão a serviço das causas importantes de seu tempo, aí haverá um germe do cinema novo. A definição é esta e por esta definição o cinema novo se marginaliza da indústria porque o compromisso do cinema industrial é com a mentira e com a exploração. (p. 67)

Todo este discurso e esse legado ideológico continuam validos para os nosso dias, num tempo novo, precisamos encontrar uma linguagem relevante para o audiovisual brasileiro do terceiro milênio.

O cinema novo não é uma escola acabada, é um movimento que se faz, se processa, se desenvolve à medida que se realiza... precisamos de uma linguagem nova e até mesmo complexa. A tal simplicidade, as vezes, é apenas um disfarçado recurso da mediocridade, da pobreza de imaginação, do mau gosto, do primarismo etc. (p. 81)

Dica musical - O sonho de Doroty - Ervilhas Astrais

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Rádio Transamérica de Curitiba




A Transamérica é a primeira rádio FM de Curitiba, sendo inaugurada em 10 de março de 1977.  Ela tem um dono só, Aloísio de Andrade Faria que em 1973 recebeu 6 concessões de rádio e as situou em Curitiba, São Paulo, Recife, Salvador, Brasília e Rio de Janeiro, sendo que  hoje já são mais de 65 emissoras afiliadas.
Desde 1991 tem programação via satélite o que faz com que se faça uma programação padrão nacionalmente, ficando o conteúdo local restrito apenas das 10 ás 12 e das 16 ás 19 horas, além da programação esportiva que depende do horário dos jogos.
            Como se trata de uma rádio comercial ela direciona no que é vendável e explora a pesquisa com o publico e a atualidade do que toca ou se busca de programação; um exemplo é que a 4 meses em decorrência da popularidade do MMA eles iniciaram um programa sobre o assunto toda segunda-feira das 20 ás 21 horas.
Antigamente o publico da Transamérica era de 15 a 29 anos nas classes A e B, depois que investiram no esporte variou muito, mas a média é de 20 a 45 anos nas mesmas classes A e B. Ela segue uma programação basicamente de musica norte-americana, por ser uma rádio que explora o pop. Segundo o diretor da mesma eles não pagam o famoso Jabá, apenas mandam para o ECAD o valor referente a quantidade de vezes que as músicas foram tocadas.
A transamérica tem um transmissor Norte-americano que possui uma qualidade bem superior aos nacionais e consequentemente tem o custo maior também. Em termos de funcionamento técnico o sistema da emissora se resume fundamentalmente ao conjunto: transmissor, antena, torre, cabo e mesa de operação; eles têm um transmissor de 35 kg e a antena alemã que consegue radiar 380 mil watts, chegando até a Camboriú sendo a mais potente do sul do país e garantindo a popularidade e a tradição que a rádio tem nesta região do Brasil.

Diego Marcell 

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