segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Lista Proibida Blog do Tarso


LISTA PROIBIDA DOS VEREADORES DE CURITIBA (atualizada em 26 de agosto de 2012)
Não vote e não reeleja os seguintes vereadores de Curitiba.
Ajude com novos nomes e justificativas.
Vereadores que pretendam ver seus nomes retirados da lista, favor enviar solicitação com justificativa.
NÃO VOTEM NOS SEGUINTES NOMES:
Aladim Luciano (PV):
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB)
Votou “sim” pela lei que permite a transferência da permissão de táxi para familiares e terceiros em caso de morte do taxista, o que é totalmente inconstitucional e imoral.
Tirou 1,6 (de zero a 10) em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
Aldemir Manfron (PP):
Aumentou sua própria remunerações para R$ 13,5 mil e ainda criou o seu 13º salário.
Não pediu o afastamento definitivo de João Cláudio Derosso.
Votou em João do Suco para presidente da Câmara de Vereadores, o candidato do Derosso.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB).
Tirou 1,9 (de zero a 10) em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
Algaci Túlio (PMDB):
Confessou que os parlamentares que atuam em meios de comunicação, inclusive ele, receberam verbas para divulgar ações da Casa. Os vereadores compravam notas fiscais de outras empresas para emiti-las em nome da Oficina da Notícia, empresa de Cláudia Queiroz, esposa do ex-presidente do legislativo municipal João Cláudio Derosso (PSDB).
Segundo a Gazeta do Povo é um dos vereadores que têm ligação com beneficiários de verba publicitária. Documentos mostram que vereadores têm servidores ou parentes que receberam dinheiro da comunicação da Câmara, o que fere a Constituição e a Lei 8.666/93.
Tirou 1,7 (de zero a 10) em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
Não tentará a reeleição.
Beto Moraes (PSDB):
Votar nele pode eleger Mary Derosso (PSDB), a irmã do Derosso (nosso sistema eleitoral é o proporcional em lista aberta), pois ambos fazem parte da “Unidos por Curitiba” (PSB/PSDB/PSD/DEMO/PHS/PRB/PMN).
Aumentou sua própria remunerações para R$ 13,5 mil e ainda criou o seu 13º salário.
Demorou muito para pedir o afastamento definitivo de João Cláudio Derosso.
Votou em João do Suco para presidente da Câmara de Vereadores, o candidato do Derosso.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB).
Votou “sim” pela lei que permite a transferência da permissão de táxi para familiares e terceiros em caso de morte do taxista, o que é totalmente inconstitucional e imoral.
Tirou 0,6 (de zero a 10) em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
Caíque Ferrante (PRP):
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB)
Se absteve e deixou ser eleito João do Suco para presidente da Câmara de Vereadores, o candidato do Derosso.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB).
Tirou 1,2 (de zero a 10) em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
Não tentará a reeleição. Não vote em quem ele apoiar.
Celso Torquato (PSD):
Votar nele pode eleger Mary Derosso (PSDB), a irmã do Derosso (nosso sistema eleitoral é o proporcional em lista aberta), pois ambos fazem parte da “Unidos por Curitiba” (PSB/PSDB/PSD/DEMO/PHS/PRB/PMN).
É do PSD, partido que foi criado por membros do DEMO para fugirem da pecha de direitistas conservadores e poderem conseguir um boquinha no governo federal.
Votou em João do Suco para presidente da Câmara de Vereadores, o candidato do Derosso.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB).
Votou “sim” pela lei que permite a transferência da permissão de táxi para familiares e terceiros em caso de morte do taxista, o que é totalmente inconstitucional e imoral.
Tirou 2,9 (de zero a 10) em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
Denilson Pires (DEM):
Votar nele pode eleger Mary Derosso (PSDB), a irmã do Derosso (nosso sistema eleitoral é o proporcional em lista aberta), pois ambos fazem parte da “Unidos por Curitiba” (PSB/PSDB/PSD/DEMO/PHS/PRB/PMN).
Foi o relator da “CPI do Derosso” que recomendou a total absolvição do presidente João Cláudio Derosso (PSDB), acusado pelo Ministério de Público de várias irregularidades.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, o denunciou à Justiça por formação de quadrilha, acusado de desviar R$ 8,1 milhões do Sindicato dos Moto­­ris­tas e Cobradores de Curitiba e Re­­gião Metropolitana (Sindimoc) en­­tre 2006 e 2010 (foi presidente do sindicato por 12 anos). Para o Gaeco, foi usado dinheiro do sindicato para despesas com manutenção e abastecimento de veículos particulares, em lojas de conveniência (com notas fiscais inexistentes), assessoria jurídica, cirurgia particular, despesas com alimentação (sem comprovação), pagamentos de contas pessoais e adiantamentos, além da não contabilização de receitas.
Votou em João do Suco para presidente da Câmara de Vereadores, o candidato do Derosso.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB).
Votou “sim” pela lei que permite a transferência da permissão de táxi para familiares e terceiros em caso de morte do taxista, o que é totalmente inconstitucional e imoral.
Tirou 0,8 (de zero a 10) em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
Dirceu Moreira (PSL):
Relator do Conselho de Ética da Câmara Municipal de Curitiba, apresentou relatório solicitando o arquivamento da representação contra o presidente da Câmara, João Cláudio Derosso (PSDB), referente ao contrato milionário que celebrou com a empresa de sua esposa.
Aumentou sua própria remunerações para R$ 13,5 mil e ainda criou o seu 13º salário.
Não pediu o afastamento definitivo de João Cláudio Derosso.
Votou em João do Suco para presidente da Câmara de Vereadores, o candidato do Derosso.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB).
Votou “sim” pela lei que permite a transferência da permissão de táxi para familiares e terceiros em caso de morte do taxista, o que é totalmente inconstitucional e imoral.
Tirou 4,8 (de zero a 10) em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
Dona Lourdes (PSB):
Votar nela pode eleger Mary Derosso (PSDB), a irmã do Derosso (nosso sistema eleitoral é o proporcional em lista aberta), pois ambos fazem parte da “Unidos por Curitiba” (PSB/PSDB/PSD/DEMO/PHS/PRB/PMN).
É do Partido “Socialista” Brasileiro mas vota apenas projetos neoliberais. Está no partido errado.
Votou em João do Suco para presidente da Câmara de Vereadores, o candidato do Derosso.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB).
Votou “sim” pela lei que permite a transferência da permissão de táxi para familiares e terceiros em caso de morte do taxista, o que é totalmente inconstitucional e imoral.
Tirou 0,0 em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
Emerson Prado (PSDB):
Votar nele pode eleger Mary Derosso (PSDB), a irmã do Derosso (nosso sistema eleitoral é o proporcional em lista aberta), pois ambos fazem parte da “Unidos por Curitiba” (PSB/PSDB/PSD/DEMO/PHS/PRB/PMN).
Segundo a Gazeta do Povo é um dos vereadores que têm ligação com beneficiários de verba publicitária. Documentos mostram que vereadores têm servidores ou parentes que receberam dinheiro da comunicação da Câmara, o que fere a Constituição e a Lei 8.666/93.
Foi membro da “CPI do Derosso” que votou pela total absolvição do presidente João Cláudio Derosso (PSDB), acusado pelo Ministério de Público de várias irregularidades.
Foi preso de madrugada acusado de desacato por policiais militares, e estaria batendo numa mulher, segundo a Banda B. Preso, alegou que renda mensal é de R$ 100 (cem reais) por mês.
R$ 100? Como assim? Ele mesmo votou pelo aumento de sua própria remunerações para R$ 13,5 mil e ainda criou o seu 13º salário.
Em 2009 foi indiciado por estar dirigindo embriagado quando se envolveu em um acidente de trânsito no bairro Cajuru, onde mora. Em seu depoimento justificou que o cheiro etílico descrito por policiais que o abordaram foi provocado pelo uso de álcool gel para prevenção da gripe A.
Votou em João do Suco para presidente da Câmara de Vereadores, o candidato do Derosso.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB).
Votou “sim” pela lei que permite a transferência da permissão de táxi para familiares e terceiros em caso de morte do taxista, o que é totalmente inconstitucional e imoral.
Segundo a Gazeta do Povo seu assessor fazia negócios com a Câmara, no próprio gabinete do vereador.
Tirou 1,6 (de zero a 10) em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
Felipe Braga Cortes (PSDB):
Votar nele pode eleger Mary Derosso (PSDB), a irmã do Derosso (nosso sistema eleitoral é o proporcional em lista aberta), pois ambos fazem parte da “Unidos por Curitiba” (PSB/PSDB/PSD/DEMO/PHS/PRB/PMN).
É do PSDB, o partido da privataria Tucana.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB).
Votou em João do Suco para presidente da Câmara de Vereadores, o candidato do Derosso.
Votou “sim” pela lei que permite a transferência da permissão de táxi para familiares e terceiros em caso de morte do taxista, o que é totalmente inconstitucional e imoral.
Tirou 3,2 (de zero a 10) em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
É o quinto vereador que mais faltou sem justificativas na Câmara de Curitiba (12 sem justificativa e 85 com justificativa).
Francisco Garcez (PSDB):
Votar nele pode eleger Mary Derosso (PSDB), a irmã do Derosso (nosso sistema eleitoral é o proporcional em lista aberta), pois ambos fazem parte da “Unidos por Curitiba” (PSB/PSDB/PSD/DEMO/PHS/PRB/PMN).
Segundo a Gazeta do Povo é um dos vereadores que têm ligação com beneficiários de verba publicitária. Documentos mostram que vereadores têm servidores ou parentes que receberam dinheiro da comunicação da Câmara, o que fere a Constituição e a Lei 8.666/93.
É do PSDB, o partido da Privataria Tucana.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB)
Votou em João do Suco para presidente da Câmara de Vereadores, o candidato do Derosso.
Votou “sim” pela lei que permite a transferência da permissão de táxi para familiares e terceiros em caso de morte do taxista, o que é totalmente inconstitucional e imoral.
A Câmara de Vereadores repassou para sua empresa de publicidade pelo menos R$ 31,5 mil, segundo a Gazeta do Povo, o que é ilegal.
Tirou 3,3 (de zero a 10) em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
Jair Cézar (PSDB):
Votar nele pode eleger Mary Derosso (PSDB), a irmã do Derosso (nosso sistema eleitoral é o proporcional em lista aberta), pois ambos fazem parte da “Unidos por Curitiba” (PSB/PSDB/PSD/DEMO/PHS/PRB/PMN).
É do PSDB, o partido da Privataria Tucana.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB).
Votou em João do Suco para presidente da Câmara de Vereadores, o candidato do Derosso.
Tirou 4,6 (de zero a 10) em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
Jairo Marcelino (PSD):
Votar nele pode eleger Mary Derosso (PSDB), a irmã do Derosso (nosso sistema eleitoral é o proporcional em lista aberta), pois ambos fazem parte da “Unidos por Curitiba” (PSB/PSDB/PSD/DEMO/PHS/PRB/PMN).
É do PSD, partido que foi criado por membros do DEMO para fugirem da pecha de direitistas conservadores e poderem conseguir um boquinha no governo federal.
Votou em João do Suco para presidente da Câmara de Vereadores, o candidato do Derosso.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB).
Votou “sim” pela lei que permite a transferência da permissão de táxi para familiares e terceiros em caso de morte do taxista, o que é totalmente inconstitucional e imoral.
Tirou 1,4 (de zero a 10) em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
É o segundo vereador que mais faltou sem justificativas na Câmara de Curitiba (17 sem justificativa e 61 com justificativa).
João Cláudio Derosso (ex-PSDB):
Ex-presidente da Câmara Municipal de Curitiba, renunciou à presidência depois que viu que seria cassado.
Era presidente há 15 anos, está sendo acusado pelo Ministério Público de celebrar contrato milionário com a empresa de publicidade da própria esposa, entre outras irregularidades.
O MP o acusa de nepotismo, por contratar em cargo comissionado a sogra e a cunhada.
MP o acusa de contratar 5 servidores fantasmas.
Aumentou sua própria remunerações para R$ 13,5 mil e ainda criou o seu 13º salário.
Seria o vice de Luciano Ducci (PSB), antes do escândalo.
Votou em João do Suco para presidente da Câmara de Vereadores, o candidato do Derosso.
Segundo a Gazeta do Povo é um dos vereadores que têm ligação com beneficiários de verba publicitária. Documentos mostram que vereadores têm servidores ou parentes que receberam dinheiro da comunicação da Câmara, o que fere a Constituição e a Lei 8.666/93.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB).
Votou “sim” pela lei que permite a transferência da permissão de táxi para familiares e terceiros em caso de morte do taxista, o que é totalmente inconstitucional e imoral.
Tirou 0,0 em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
Se desligou do PSDB e não poderá ser candidato em 2012!
Perdeu o cargo por decisão do TRE/PR.
Agora quer eleger a irmã, Mary Derosso, para continuar a dinastia da família Derosso na Câmara. Não vote nela!
João do Suco – João Luiz Cordeiro (PSDB):
Votar nele pode eleger Mary Derosso (PSDB), a irmã do Derosso (nosso sistema eleitoral é o proporcional em lista aberta), pois ambos fazem parte da “Unidos por Curitiba” (PSB/PSDB/PSD/DEMO/PHS/PRB/PMN).
Segundo a Gazeta do Povo é um dos vereadores que têm ligação com beneficiários de verba publicitária. Documentos mostram que vereadores têm servidores ou parentes que receberam dinheiro da comunicação da Câmara, o que fere a Constituição e a Lei 8.666/93.
Demorou muito para pedir o afastamento definitivo de João Cláudio Derosso.
Aumentou sua própria remunerações para R$ 13,5 mil e ainda criou o seu 13º salário.
Líder do prefeito Luciano Ducci (PSB), mandou que os demais vereadores de situação votassem contra um pedido de informações sobre a organização social – OS chamada ICI (Instituto Curitiba de Informática), pois para ele o ICI “é independente”. Mas o ICI recebe milhões de dinheiro público e pode e deve ser fiscalizado!
Votou em nele mesmo para presidente da Câmara de Vereadores, ele que é o candidato do Derosso.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB).
Tirou 2,1 (de zero a 10) em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
Jorge Yamawaki (PSDB):
Votar nele pode eleger Mary Derosso (PSDB), a irmã do Derosso (nosso sistema eleitoral é o proporcional em lista aberta), pois ambos fazem parte da “Unidos por Curitiba” (PSB/PSDB/PSD/DEMO/PHS/PRB/PMN).
Relator no Conselho de Ética da Câmara Municipal, teve a coragem de escrever em seu relatório que o presidente da casa, João Cláudio Derosso (também do PSDB), não cometeu nenhuma irregularidade, mas apenas um desvio ético no escândalo com a empresa de sua esposa com contrato milionário com a Câmara. Recomendou, assim, apenas o afastamento de Derosso por 90 dias.
Aumentou sua própria remunerações para R$ 13,5 mil e ainda criou o seu 13º salário.
Votou em João do Suco para presidente da Câmara de Vereadores, o candidato do Derosso.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB).
Votou “sim” pela lei que permite a transferência da permissão de táxi para familiares e terceiros em caso de morte do taxista, o que é totalmente inconstitucional e imoral.
Tirou 3,1 (de zero a 10) em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
Juliano Borghetti (PP):
Aumentou sua própria remunerações para R$ 13,5 mil e ainda criou o seu 13º salário.
É do PP, o partido que já foi ARENA e PDS, apoiador da ditadura e golpe militar de 1964. É o partido de Paulo Maluf.
Se absteve e deixou ser eleito João do Suco para presidente da Câmara de Vereadores, o candidato do Derosso.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB).
Votou “sim” pela lei que permite a transferência da permissão de táxi para familiares e terceiros em caso de morte do taxista, o que é totalmente inconstitucional e imoral.
Tirou 1,4 (de zero a 10) em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
Julião Sobota (PSC):
Não pediu o afastamento definitivo de João Cláudio Derosso.
Faltou a primeira sessão do ano na Câmara Municipal para ir ao jogo do Atlético/PR.
Aumentou sua própria remunerações para R$ 13,5 mil e ainda criou o seu 13º salário.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB).
Votou “sim” pela lei que permite a transferência da permissão de táxi para familiares e terceiros em caso de morte do taxista, o que é totalmente inconstitucional e imoral.
Tirou 0,5 (de zero a 10) em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
Julieta Reis (DEM):
Votar nela pode eleger Mary Derosso (PSDB), a irmã do Derosso (nosso sistema eleitoral é o proporcional em lista aberta), pois ambos fazem parte da “Unidos por Curitiba” (PSB/PSDB/PSD/DEMO/PHS/PRB/PMN).
Aumentou sua própria remunerações para R$ 13,5 mil e ainda criou o seu 13º salário.
Votou em João do Suco para presidente da Câmara de Vereadores, o candidato do Derosso.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB).
Votou “sim” pela lei que permite a transferência da permissão de táxi para familiares e terceiros em caso de morte do taxista, o que é totalmente inconstitucional e imoral.
Segundo a Gazeta do Povo é um dos vereadores que têm ligação com beneficiários de verba publicitária. Documentos mostram que vereadores têm servidores ou parentes que receberam dinheiro da comunicação da Câmara, o que fere a Constituição e a Lei 8.666/93.
Tirou 1,9 (de zero a 10) em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
Maria Goretti (PSDB):
Votar nela pode eleger Mary Derosso (PSDB), a irmã do Derosso (nosso sistema eleitoral é o proporcional em lista aberta), pois ambos fazem parte da “Unidos por Curitiba” (PSB/PSDB/PSD/DEMO/PHS/PRB/PMN).
É do PSDB, o partido da Privataria Tucana.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB). Pediu para retirar seu nome da Lista Proibida por estar faz pouco tempo na Câmara mas não demonstrou estar fiscalizando Ducci.
Mario Celso (PSB):
A Gazeta do Povo disse que ele sugeriu calote dos empréstimos à Arena do Atlético Paranaense.
Segundo a Gazeta do Povo é um dos vereadores que têm ligação com beneficiários de verba publicitária. Documentos mostram que vereadores têm servidores ou parentes que receberam dinheiro da comunicação da Câmara, o que fere a Constituição e a Lei 8.666/93.
É do Partido “Socialista” Brasileiro mas vota apenas projetos neoliberais. Está no partido errado.
Não fiscalizou a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB).
Abandonou seu cargo para ser Secretário para Assuntos da Copa do Mundo de 2014 do sofrível governo Beto Richa (PSDB).
Não vai tentar se reeleger, mas lançou o filho Mario Celso Jr (PSB). Não vote nele! Não adianta existir renovação com a eleição de filhos dos atuais vereadores.
Nely Almeida (PSDB):
Votar nela pode eleger Mary Derosso (PSDB), a irmã do Derosso (nosso sistema eleitoral é o proporcional em lista aberta), pois ambos fazem parte da “Unidos por Curitiba” (PSB/PSDB/PSD/DEMO/PHS/PRB/PMN).
Foi membro da “CPI do Derosso” que votou pela total absolvição do presidente João Cláudio Derosso (PSDB), acusado pelo Ministério de Público de várias irregularidades.
Não pediu o afastamento definitivo de João Cláudio Derosso.
Votou em João do Suco para presidente da Câmara de Vereadores, o candidato do Derosso.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB).
Votou “sim” pela lei que permite a transferência da permissão de táxi para familiares e terceiros em caso de morte do taxista, o que é totalmente inconstitucional e imoral.
Tirou 0,2 (de zero a 10) em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
Não tentará a reeleição. Não vote em quem ela apoiar.
Odilon Volckmann (PSDB):
Votar nele pode eleger Mary Derosso (PSDB), a irmã do Derosso (nosso sistema eleitoral é o proporcional em lista aberta), pois ambos fazem parte da “Unidos por Curitiba” (PSB/PSDB/PSD/DEMO/PHS/PRB/PMN).
Está sendo acusado de nepotismo na Câmara de Vereadores, por ter contratado em seu gabinete sua atual namorada.
Está envolvido em suposta irregularidade com o cartão qualidade da prefeitura de Curitiba. Imagens da RPVTV mostram servidores municipais usando o cartão, fornecido pela prefeitura, para simular compras no mercado do vereador, que ficava com 10% e os servidores embolsavam o resto.
Votou em João do Suco para presidente da Câmara de Vereadores, o candidato do Derosso.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB).
Votou “sim” pela lei que permite a transferência da permissão de táxi para familiares e terceiros em caso de morte do taxista, o que é totalmente inconstitucional e imoral.
Tirou 0,6 (de zero a 10) em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
Pastor Valdemir Soares (PRB):
Votar nele pode eleger Mary Derosso (PSDB), a irmã do Derosso (nosso sistema eleitoral é o proporcional em lista aberta), pois ambos fazem parte da “Unidos por Curitiba” (PSB/PSDB/PSD/DEMO/PHS/PRB/PMN).
Não quer o impeachment de João Cláudio Derosso (PSDB), é contra seu afastamento definitivo.
Aumentou sua própria remunerações para R$ 13,5 mil e ainda criou o seu 13º salário.
Votou em João do Suco para presidente da Câmara de Vereadores, o candidato do Derosso.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB).
Votou “sim” pela lei que permite a transferência da permissão de táxi para familiares e terceiros em caso de morte do taxista, o que é totalmente inconstitucional e imoral.
Tirou 1,7 (de zero a 10) em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
É o terceiro vereador que mais faltou sem justificativas na Câmara de Curitiba (15 sem justificativa e 59 com justificativa).
Paulo Frote (PSDB):
Votar nele pode eleger Mary Derosso (PSDB), a irmã do Derosso (nosso sistema eleitoral é o proporcional em lista aberta), pois ambos fazem parte da “Unidos por Curitiba” (PSB/PSDB/PSD/DEMO/PHS/PRB/PMN).
Segundo a Gazeta do Povo, é ficha suja. Foi condenado em 2009 pelo TJ por improbidade administrativa e enriquecimento ilícito.
Foi membro da “CPI do Derosso” que votou pela total absolvição do presidente João Cláudio Derosso (PSDB), acusado pelo Ministério de Público de várias irregularidades.
Não pediu o afastamento definitivo de João Cláudio Derosso.
Aumentou sua própria remunerações para R$ 13,5 mil e ainda criou o seu 13º salário.
Votou em João do Suco para presidente da Câmara de Vereadores, o candidato do Derosso.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB).
Tirou 0,6 (de zero a 10) em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
Renunciou ao cargo uma hora e cinco minutos após receber a notícia de que teria que enfrentar um processo de cassação do mandato, por peculato. Seria aberto um processo pela Câmara por causa da denúncia de que ele teria ficado com parte dos salários dos funcionários do gabinete, segundo informações de um ofício da 10ª Vara Criminal de Curitiba.
Não poderá se reeleger por causa da renúncia. Não vote em quem ele apoiar.
Pedro Paulo (PT):
Segundo a Gazeta do Povo é um dos vereadores que têm ligação com beneficiários de verba publicitária. Documentos mostram que vereadores têm servidores ou parentes que receberam dinheiro da comunicação da Câmara, o que fere a Constituição e a Lei 8.666/93.
Professor Galdino (PSDB):
Votar nele pode eleger Mary Derosso (PSDB), a irmã do Derosso (nosso sistema eleitoral é o proporcional em lista aberta), pois ambos fazem parte da “Unidos por Curitiba” (PSB/PSDB/PSD/DEMO/PHS/PRB/PMN).
Demorou muito para pedir o afastamento definitivo de João Cláudio Derosso.
Envolvido em vários escândalos com seus ex-funcionários.
Votou em João do Suco para presidente da Câmara de Vereadores, o candidato do Derosso.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB).
Votou “sim” pela lei que permite a transferência da permissão de táxi para familiares e terceiros em caso de morte do taxista, o que é totalmente inconstitucional e imoral.
Tirou 2,7 (de zero a 10) em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
É o quarto vereador que mais faltou sem justificativas na Câmara de Curitiba (13 sem justificativa e 48 com justificativa).
Renata Bueno (PPS):
Tirou 3,6 (de zero a 10) em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB), inclusive seu pai é vice de Ducci.
É a vereadora que mais faltou sem justificativas na Câmara de Curitiba (27 sem justificativa e 93 com justificativa).
Em entrevista exclusiva para o Blog do Tarso, criticou a gestão Luciano Ducci (PSB) e de seus antecedentes (Beto Richa e Cassio Tanigucchi) ao dizer que “falta ousadia, falta criatividade, falta transparência, falta humildade” e “falta sobretudo capacidade de pensar o futuro com os olhos do futuro”. Mas está apoiando o prefeito e seu pai é vice de Ducci.
Roberto Hinça (PSD):
Votar nele pode eleger Mary Derosso (PSDB), a irmã do Derosso (nosso sistema eleitoral é o proporcional em lista aberta), pois ambos fazem parte da “Unidos por Curitiba” (PSB/PSDB/PSD/DEMO/PHS/PRB/PMN).
Segundo a Gazeta do Povo é um dos vereadores que têm ligação com beneficiários de verba publicitária. Documentos mostram que vereadores têm servidores ou parentes que receberam dinheiro da comunicação da Câmara, o que fere a Constituição e a Lei 8.666/93.
É do PSD, partido que foi criado por membros do DEMO para fugirem da pecha de direitistas conservadores e poderem conseguir um boquinha no governo federal.
Votou em João do Suco para presidente da Câmara de Vereadores, o candidato do Derosso.
Apoiou que as concessões/permissões de serviços públicos dos taxistas fossem herdados por seus parentes, o que é uma total inconstitucionalidade.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB).
Vereadores que atuam em meios de comunicação receberam verbas para divulgar ações da Casa. Os vereadores compravam notas fiscais de outras empresas para emiti-las em nome da Oficina da Notícia, empresa de Cláudia Queiroz, esposa do ex-presidente do legislativo municipal João Cláudio Derosso (PSDB). Muitas dessas notas fiscais eram emitidas por empresas de funcionários da própria Câmara Municipal. É o caso de Laércio Men, funcionário do gabinete do vereador Roberto Hinça, entre 2006 e 2010, e dono da Men & Cia. A empresa recebeu dinheiro para fazer propaganda da Câmara em programas de rádio e televisão. Esta prática é ilegal. De acordo com a legislação que rege os procedimentos licitatórios no país, o servidor público não pode prestar serviços extras ao poder público, mesmo que indiretamente.
Tirou 0,5 (de zero a 10) em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
Sabino Picolo (DEMO):
Votar nele pode eleger Mary Derosso (PSDB), a irmã do Derosso (nosso sistema eleitoral é o proporcional em lista aberta), pois ambos fazem parte da “Unidos por Curitiba” (PSB/PSDB/PSD/DEMO/PHS/PRB/PMN).
Não pediu o afastamento definitivo de João Cláudio Derosso.
Como presidente interino da Câmara, arquivou pedido de afastamento do Derosso.
Apresentou 19 propostas voltadas ao Hospital Santa Madalena Sofia, administrado pela esposa e parentes dela.
Votou em João do Suco para presidente da Câmara de Vereadores, o candidato do Derosso.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB).
Votou “sim” pela lei que permite a transferência da permissão de táxi para familiares e terceiros em caso de morte do taxista, o que é totalmente inconstitucional e imoral.
Tirou 0,3 (de zero a 10) em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
Serginho do Posto (PSDB):
Votar nele pode eleger Mary Derosso (PSDB), a irmã do Derosso (nosso sistema eleitoral é o proporcional em lista aberta), pois ambos fazem parte da “Unidos por Curitiba” (PSB/PSDB/PSD/DEMO/PHS/PRB/PMN).
Segundo a Gazeta do Povo é um dos vereadores que têm ligação com beneficiários de verba publicitária. Documentos mostram que vereadores têm servidores ou parentes que receberam dinheiro da comunicação da Câmara, o que fere a Constituição e a Lei 8.666/93.
É do PSDB, o partido da Privataria Tucana.
Votou em João do Suco para presidente da Câmara de Vereadores, o candidato do Derosso.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB).
Votou “sim” pela lei que permite a transferência da permissão de táxi para familiares e terceiros em caso de morte do taxista, o que é totalmente inconstitucional e imoral.
Tirou 1,8 (de zero a 10) em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
Tico Kuzma (PSB):
Votar nele pode eleger Mary Derosso (PSDB), a irmã do Derosso (nosso sistema eleitoral é o proporcional em lista aberta), pois ambos fazem parte da “Unidos por Curitiba” (PSB/PSDB/PSD/DEMO/PHS/PRB/PMN).
É do Partido “Socialista” Brasileiro mas vota apenas projetos neoliberais. Está no partido errado.
Votou em João do Suco para presidente da Câmara de Vereadores, o candidato do Derosso.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB).
Votou “sim” pela lei que permite a transferência da permissão de táxi para familiares e terceiros em caso de morte do taxista, o que é totalmente inconstitucional e imoral.
Tito Zeglin (PDT):
Segundo a Gazeta do Povo é um dos vereadores que têm ligação com beneficiários de verba publicitária. Documentos mostram que vereadores têm servidores ou parentes que receberam dinheiro da comunicação da Câmara, o que fere a Constituição e a Lei 8.666/93.
Aumentou sua própria remunerações para R$ 13,5 mil e ainda criou o seu 13º salário.
Votou “sim” pela lei que permite a transferência da permissão de táxi para familiares e terceiros em caso de morte do taxista, o que é totalmente inconstitucional e imoral.
Tirou 1,7 (de zero a 10) em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
Zé Maria (PPS):
Foi membro da “CPI do Derosso” que votou pela total absolvição do presidente João Cláudio Derosso (PSDB), acusado pelo Ministério de Público de várias irregularidades.
Aumentou sua própria remunerações para R$ 13,5 mil e ainda criou o seu 13º salário.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB).
Votou “sim” pela lei que permite a transferência da permissão de táxi para familiares e terceiros em caso de morte do taxista, o que é totalmente inconstitucional e imoral.
Tirou 3,7 (de zero a 10) em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.
Zezinho do Sabará (PSB):
Votar nele pode eleger Mary Derosso (PSDB), a irmã do Derosso (nosso sistema eleitoral é o proporcional em lista aberta), pois ambos fazem parte da “Unidos por Curitiba” (PSB/PSDB/PSD/DEMO/PHS/PRB/PMN).
Foi membro da “CPI do Derosso” que votou pela total absolvição do presidente João Cláudio Derosso (PSDB), acusado pelo Ministério de Público de várias irregularidades.
Não pediu o afastamento definitivo de João Cláudio Derosso.
Aumentou sua própria remunerações para R$ 13,5 mil e ainda criou o seu 13º salário.
Votou em João do Suco para presidente da Câmara de Vereadores, o candidato do Derosso.
Não fiscaliza a gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB).
Votou “sim” pela lei que permite a transferência da permissão de táxi para familiares e terceiros em caso de morte do taxista, o que é totalmente inconstitucional e imoral.
Tirou 0,0 em nível de transparência segundo a Gazeta do Povo.

domingo, 2 de setembro de 2012

Sebos e Livros Usados


Texto escrito por André Ferreira do Livronauta
Segundo dados do IBGE de 2008, o brasileiro lê em média 1,8 livros por ano (contra 4 na Colômbia e 15 na Suécia). São dois os fatores que contribuem para essa baixa taxa de leitura anual: o desinteresse cultural e o alto preço dos livros vendidos nas livrarias. Para aqueles que apreciam uma boa leitura, existe uma alternativa boa e barata: os sebos.
Os sebos são livrarias que vendem livros usados com preços mais baixos em relação as livrarias tradicionais. Ao contrário do que muitos pensam, pelo fato do livro já ter sido manuseado, podemos encontrar obras em boa qualidade e em ótimo estado de conservação. Diferentemente das livrarias tradicionais – que normalmente priorizam os best-sellers e lançamentos – os sebos possuem uma grande variedade de títulos, podendo encontrar diversas obras fora de publicação.
Como e quando surgiram as primeiras livrarias e sebos ?
As primeiras livrarias surgiram em meados do século XVI na Europa após o aperfeiçoamento da prensa móvel, onde o processo de cópia dos livros passou a ser mecânico e não mais manual, consequentemente aumentando o número de livros produzidos. Na França, por exemplo, os pioneiros foram os boquinistas, que até hoje vendem seus livros às margens do Rio Sena em Paris.
No Brasil, as livrarias demoraram a aparecer, somente por volta da metade do século XIX, quando
as primeiras máquinas de impressão chegaram no país.
O aumento do número de livros circulando pelas cidades fez com que o comércio literário se tornasse uma necessidade para a população. Os colecionadores e curiosos apaixonados pelos livros que saíam à procura de antiguidades e raridades, acabaram incentivando um outro tipo de comércio ainda inexistente, o comércio de livros usados, conhecidos na época por alfarrábios na Europa. No Brasil, as lojas de livros usados são popularmente conhecidas por “sebo”.
O termo “alfarrábio” deriva do nome Al-Farabi, filósofo muçulmano que viveu entre 870 e 950 d.C. Por sua imensa biblioteca de textos antigos e com a reputação de grande leitor, Al-Farabi teve seu nome alterado e incorporado na língua portuguesa para denominar “livro usado”. Acredita-se que o termo “sebo” derive de quando ainda não existia energia elétrica e a leitura era realizada sob a luz de velas que respingavam vestígios de gordura nos livros.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Novelas de Cavalaria


Quem leu um dos maiores livros da história da humanidade jamais se esquecerá das loucas aventuras de Dom Quixote de la Mancha, seu pajem Sancho Panza e seu cavalo Rocinante contadas por Miguel de Cervantes Saavedra. O autor era apaixonado por novelas de cavalaria (consideradas os primeiros best sellers da humanidade), possuindo em sua biblioteca pessoal diversas obras como: Amadis de Gaula, Palmerin
de Oliva, Palmerin de Inglaterra, Olivante de Laura, Espelho de príncipes e cavaleiros,
Tablante de Ricamonte e Tirante o branco.Novelas de Cavalaria
As novelas da cavalaria eram derivadas de poemas épicos e das canções de gesta Francesas e Inglesas, provavelmente das lendas do rei Arthur e da Távola Redonda. Descreviam cavaleiros de sangue azul que nunca existiam, separados de seus pais na infância e com a missão de fazer justiça no mundo. Estes cavaleiros tinham ideais cristãos, ajudavam reis em desgraça, damas em apuros, libertavam prisioneiros injustiçados, e lutavam contra feras que só existiam na imaginação do autor.
Estes feitos eram apresentados como verdadeiros e chegaram a enganar muitas pessoas. Em pouco tempo, nobres, classe média alta, Santa Tereza, Inácio de Loyola e muitos conquistadores da América traçaram seus caminhos inspirados nas ideias loucas das novelas.
Cervantes, que já conhecia o mundo e era aficionado ao extremo pela leitura deste gênero, soube fazer uma crítica completa sobre o fenômeno narrando Quixote. Este mal conseguiu sair de La Mancha — sua terra — onde pouco depois voltou doente. Mais tarde recuperado, Quixote saiu novamente cada vez mais fora de si, pensando somente em ser igual a aqueles heróis, fiéis aos ideais, batendo sempre de frente com a realidade e dando um exemplo de que cada louco tem em si, o cerne da verdade. Na incansável busca pela justiça acaba perdendo sua saúde física e mental, porém cultivando seus ideais.
Ao lançar seu herói no mundo, Cervantes nos apresentou um filósofo, uma forma de ver que toda moeda tem duas caras, que toda reflexão pode ser válida de acordo com o contexto. Que qualquer bússola que coloquemos em nossa vida atua diretamente sobre o nosso presente. Ao longo da obra não fica claro se ele defendeu os ideais das novelas de cavalaria ou se as expôs ao ridículo, tamanha é a quantidade de situações hilárias e sem nexo com a realidade.
Como crítico literário e admirador desta arte, Cervantes chegou ao ponto mais alto neste gênero nascente: colaborar com a gênese do romance moderno. Fazendo a sátira das novelas de cavalaria, escreveu a mais humana, profunda e bonita de todas, marcando o fim do gênero com o seu melhor trabalho.
Sobre o autor
Alejandro Rubio trabalha em um sebo e é aficionado por novelas de cavalaria.
FONTE LENDO

terça-feira, 28 de agosto de 2012

O Cantar de Mio Sid

Por André Ferreira

O mais antigo poema épico, “O Cantar de Mio Sid“ chegou ate nós sendo lembrado de geração em geração por meio dos jograis ou menestréis que os interpretavam de acordo com a situação. Assim foram sendo modificados ao longo do tempo e o que temos hoje, é uma canção de gesta datada de 1207, transcrita no século XIV pelo copista Pedro Abád. O manuscrito está preservado junto a milhares de livros na biblioteca Nacional da Espanha onde foi recuperado porém, a primeira e mais duas páginas internas foram irremediavelmente perdidas.

O poema narra as façanhas do Cavaleiro Castelhano Rodrigo Díaz de Vivar, chamado de Campeador, El Cid ou Mio Cid, um personagem histórico espanhol nascido em 1043, que participou honrosamente na lutas contra os mouros invasores na Península Ibérica. Com o posto de governador de Valência, Rodrigo possuía tanto poder que não precisava de permissões do rei para governar.

A obra é dividida em 3 partes:

1a. parte – Cantar do desterro: acusado de roubo, Cid é desterrado de Castilha, abandona mulher e filhas para lutar contra os infiéis.

2a. parte – Cantar das bodas: uma vez reconquistada Valência, Cid é perdoado pelo rei e recupera seu senhorio. O rei pede que entregue a mão de suas filhas aos infantes de Carrion; embora desconfiado ele permite o casamento.

3a. parte – Afrenta de Corpes: as filhas são ultrajadas e abandonadas pelo maridos, ele vai a juízo contra eles e consegue que o rei tire do convívio real estes inimigos.

Na vida real, Cid morreu na cama de seu castelo em Valência, com a satisfação do dever cumprido e seu sangue circulando nas veias da monarquia castelhana. Foi sepultado ao lado de sua esposa, Jimena, nas terras da Catedral de Burgos. Sua obra ainda é admirada por muitos e é possível encontrá-la em sebos do munto todo.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Por que criar seu próprio cenário de RPG?


Quando um grupo de jogadores decide começar uma campanha de RPG, costumo dizer que eles precisam passar por 3 etapas: encontrar os jogadores, decidir qual sistema de regras utilizar e qual cenário jogar. Jogo RPG a mais de 8 anos e passei por diversos sistemas e cenários possíveis. Das fantásticas histórias de Forgotten Realms para os obscuros contos de Ravenloft; dos heróis de Tormenta para os demônios da Divina Comédia; das tribos de WereWolf no Mundo das Trevas até as tecnologias bizarras de Cyberpunk. Todos estes cenários acompanhados de diversos sistemas: AD&D; D&D, Storyteller, GURPS, 3D&T, Daemon etc.
O contato com todos estes sistemas e a incansável vontade de jogar me levou a uma seguinte questão: porque não criar o nosso próprio cenário?
Alguns sistemas já não possuíam uma base de regras que alimentasse as ações dos jogadores; a maioria das áreas do cenário já haviam sido exploradas; a maioria dos vilões estavam mortos e quase toda a população conhecia os nobres cavaleiros. Foi ai que decidimos criar o nosso cenário. Você pode estar se perguntando: qual a graça de criar um cenário e um novo sistema se você encontra tudo isso pronto nos livros?
A prática do RPG estimula constantemente sua imaginação. Diversos autores fazem questão de colocar em suas obras a seguinte frase: “Esse material é apenas uma base para você começar a jogar; você possui total liberdade para alterar as regras/histórias e adaptar o jogo para os jogadores do seu grupo; use a imaginação e divirta-se” (não necessariamente com estas palavras). Outro motivo que nos levou a desenvolver um cenário foi a situação financeira. Para podermos comprar umlivro, era necessário juntar todas as economias do grupo e realizar pedidos pela internet, uma vez que o material era quase inexistente em nossa cidade. Sabiamos que muitos suplementos não eram baratos e diversos deles só eram encontrados em inglês. Juntando o conhecimento de cada um dos jogadores, começamos a escrever. Criamos um novo continente, uma nova raça, novas cidades, classes, armas, itens mágicos, rumores e boatos, deuses, vilões, guerreiros, tudo! Desenvolvemos nossas próprias regras baseadas em tabelas e sistemas diversos.
Jogamos este cenário por mais de 2 anos e acreditamos não ter esgotado as opções para uma nova campanha. Realizamos adaptações, alteramos regras, criamos um background para as cidades e os personagens conforme os jogos iam acontencendo. Digitalizamos todo o material e criamos um e-book para a divulgação entre os amigos. Em menos de 6 meses, recebiamos diversos elogios e críticas que ajudavam ainda mais a fazer o nosso cenário crescer.
Vale lembrar que, muitos dos sistemas que você joga atualmente nasceram deste mesmo jeito. Um grande exemplo é a cidade de Gorendill em Arton (Tormenta). Essa cidade surgiu em um espaço da revista Tormenta como sendo “A Cidade do Leitor”. Toda a estutura da cidade foi criada pelas sugestões que os leitores enviavam a redação e posteriormente publicadas edição seguinte. Em alguns meses, a cidade se tornou um dos ambientes mais interessantes para se jogar! Você se sentia feliz ao explorar um ambiente que você ajudou a criar.
Não estou dizendo para você abandonar os cenários e sistemas atuais (até porque todos são ricos em detalhes e magníficos para se jogar) e sair por ai criando diversos mundos. A criação de um material de RPG exige muito estudo, seja ele histórico-literário para o tipo do cenário, ou matemático para as regras do sistema. O que estou sugerindo é que você utilize sua base de conhecimento e aventure-se em criar algo novo. A renovação ajuda a manter o RPG ativo e aumenta as opções de você ter um ótimo jogo.

Sobre o autor
Rafael Vieira é jogador/narrador de RPG e trabalha em um Sebo de Curitiba
Publicado no Paragons

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Dica Musical - Zeca Baleiro

Zeca Modernex numa bela crítica social. Clips lançados nesta semana.

E-reader vs. livro impresso


Diante da polêmica gerada no maior mercado de livros do mundo, EUA, onde gigantescas livrarias fecharam suas portas devido à impossibilidade de concorrerem com o livro digital, surge a dúvida: quais são as vantagens e desvantagens da nova mídia?
a) Portabilidade: sem dúvida, esta vantagem é muito clara e não merece extensão de comentários;
b) Disponibilidade de informações: hoje, qualquer tablet pesando menos de 200 gramas tem capacidade de armazenar mais títulos que a maior biblioteca do mundo, contando com a indexação das informações num formato muito superior ao das bibliotecas, onde somente a bibliotecária sabia onde o livro estava e quais as obras que abordavam determinado tema;
c) Segurança do arquivo: custo menor para aquisição de pacotes de livros em oferta, porém não havendo garantia de poder reinstalá-los em caso de perda de dados; ou seja, você vai ter que pagar de novo;
d) Impacto ecológico menor: opa! Aí chegamos em um ponto muito complicado e que vamos discutir abaixo. O livro de papel é muito menos poluente e impacta menos o meio ambiente que os livros digitais. Sim! É uma verdade.
Paisagens devastadas e poluídas
O livro em si não é tão poluente, mas sim, os produtos químicos que são usados na fabricação do papel. A madeira usada para a produção de papel não tem nada a ver com florestas a serem preservadas, visto que estas são de fibras curtas e não servem para papel, que precisa de fibras longas (basicamente pinus e eucalyptus). Sabemos que estas árvores são reflorestadas, apresentando um risco mínimo para o meio ambiente e sendo possível manter com facilidade a sustentabilidade ecológica.
O tablet é uma peça maravilhosa da engenharia moderna, mas é tão poluidor quanto qualquer computador (levando em conta que já tive 14 deles na minha vida). Muitos deles, após alguns anos vão parar na vala do lixo comum, gerando acúmulo de substancias tóxicas; remessas gigantescas são exportadas para a China, onde mulheres e crianças em condições sub-humanas de trabalho fazem o garimpo dos materiais nobres para queimar o resto.
Temos também uma quantidade sem fim de elementos químicos altamente poluentes que serão despejados no meio ambiente sem o menor critério. Sem contar com a contaminação das mineradoras, que tornam paisagens totalmente devastadas e poluídas, quase sempre em países do terceiro mundo, além de oferecerem situações degradantes aos empregados.
“Mero consumismo”
Para se construir um único computador, são utilizados cerca de 1.800 quilos de materiais dos mais diversos tipos, sendo que desse total, mil e quinhentos litros são de água, duzentos e quarenta de combustíveis fósseis e vinte e dois de outros produtos químicos. Ou seja, um tablet, infinitamente menor e com recursos tecnológicos de ponta, gasta mais recursos naturais do que construir uma motocicleta!
Produtos ecologicamente corretos não são os que estamos consumindo, visto que o alto custo inviabiliza a concorrência em um mercado onde o preço é cada vez menor. Se você tivesse que decidir entre comprar um aparelho menos agressivo ao meio ambiente por 3 mil reais ou um outro com materiais inferiores, por 500 reais a menos, nem perderia tempo em pensar. Aliás, esse não é um debate que a indústria da informática coloca em pauta, tornando público somente o que é importante para eles.
Proteger as árvores é uma questão puramente sentimental, sem o menor sentido ecológico, pois elas são um recurso renovável. O que devemos proteger são as florestas e as pessoas que habitam nosso planeta. Por isso, mesmo usando meu notebook utilizo as palavras de Philip Roth de que tudo não passa de “mero consumismo”, sendo que chegou para ficar entre nós. Aliás, qual será a próxima novidade emtablets? Daqui a seis meses iremos aposentar o nosso e partir para outro com melhor imagem, menor consumo e mais recursos...
Jobs e Macunaíma
Qual é a vantagem de ter todas as informações na mão sem pesquisar, sem criar caminhos lógicos no cérebro? Sem as sinapses geradas pelo raciocínio lógico, podemos contar com a involução do ser humano; a acomodação vai nos forçar a percorrer o caminho inverso ao que percorremos na história do animal humano. O engenho pode chegar a ser deixado de lado, visto que os programas computacionais vão resolver todos nossos problemas; o conhecimento vai ser substituído pela habilidade num jogo similar ao de um vídeo game. A criação artística e sua contemplação pode se perder em um maremoto de imagens, onde tudo parece igual, mera sequência de bytes.
Podem os meios magnéticos preservar a cultura? Se levarmos em conta que os vencedores sempre destruíram a cultura da civilização vencida e que 10.000 anos de tradições e conhecimentos foram enterrados em guerras, não resta dúvida de que não vai ter byte sobre byte daqui a algumas gerações. O crescimento exponencial da quantidade de informações e a necessidade de backups ainda maiores dá a certeza de que muita coisa vai se perder e que iremos sofrer a cada dia da mesma forma que muitos sofreram com a queimada de Alexandria (biblioteca).
Nossa cultura é de primeira linha? Depende do ponto de vista. Tenha em conta que o herói hoje é Steve Jobs, um marqueteiro inigualável, previsor do futuro com qualidade. Mas não foi mais que isso. Eu acho que prefiro Macunaíma, última linha da vida, mas muito humano e nacional. Não se fazem mais heróis como antigamente.
***
[Alejandro Francisco Rubio é livreiro há mais de 40 anos e tem um sebo em Curitiba]

Texto publicado no Observatorio da Imprensa

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails