quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Igrejas Bizarras #5


detalhe na pintura
passaram na igreja, no poste e no gurí em cima da bicicleta.
Essa igreja Deus é Amor fica no início do bairro Jardim América, rente a BR. em Mafra SC.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A VISÃO DA BOTA DE COBRA "PROFÉTICA"




Capítulo 1


A visão da bota de cobra


1. Palavra de Ana Paula Valadão, filha de Marcio Valadão, um dos sacerdotes que estavam em Belo Horizonte, na terra dos tupiniquins colonizados.

2. Ao que veio a palavra do Senhor, nos dias de Dilma, filha sucessora de Lula, rei do Brasil, no oitavo ano do seu reinado.

3. Assim veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:

4. Filha minha, antes que te formasse no ventre eu te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta.

5. Então disse eu: Ah, Senhor Deus! Eis que não sei falar… Só cantar… Porque ainda sou uma menina.

6. Mas o Senhor me disse: Não digas: Eu sou menina, porque a todos a quem eu te enviar, irás. Tudo quanto te mandar, falarás.

7. Então, imediatamente fui conduzida a Dallas (EUA) e lá, outra vez veio a mim a voz do Senhor dizendo: Que é que vês, Ana Paula? E eu disse: Vejo lojas.

8. E disse-me o Senhor: Viste bem, porque eu velo pela minha palavra. Agora entre na loja. Então entrei.

9. Imediatamente, veio a Palavra do Senhor a mim pela segunda vez dizendo: Que é que vês, Ana Paula? Eu disse: Vejo botas…

10. Então, o Espírito (não a minha futilidade) disse:

11. Assim diz o Senhor: Conheço suas botas, e sei que não estas preparadas para o que irá acontecer. Todavia digo, não temas filha minha, porque assim como fui com Jeremias, serei contigo a diferença é que ele viu amendoeiras. Você vê botas.

12. Agora vai e compre uma bota de couro de cobra “piton” e volte ao Brasil, porque lá falarei ao meu povo o que há de acontecer.

13. Então voltei e o Espírito do Senhor revelou-me a cidade de Barretos, sendo uma das três cidades-base instaladas no mundo espiritual. Juntas, essas cidades formam um principado chamado Exu Boiadeiro. São elas Madri (Espanha e touradas), Dallas (terra dos cowboys americanos) e Barretos (terra dos rodeios).

14. Disse eu: Ai de mim, Senhor! O que falarei ao teu povo?

15. Então pela terceira vez veio a Palavra do Senhor dizendo: Diga ao povo que o sacrifício da cruz não foi o suficiente para quebrar com todo principado e potestade existente no mundo espiritual e na imaginação dos que se dizem profetas, mas não são…

16. Diga ao meu povo, os que tem sede de justiça, que eu ouvi o clamor deles, e por isso levantei você! Diga ao meu povo que a injustiça, fome, miséria, nudez, escassez são combatidas assim… Com atos proféticos!

17. Sim! Diga ao meu povo que Paulo era louco quando disse “escudo da fé, capacete da salvação, couraça de justiça” porque nada é mais poderoso do que um chapéu, um cinto e um par de botas piton quando se trata de fé mágica e de “demônios boiadeiros”.

18. Diga ao meu povo, que Paulo errou quando nos mandou calçar o “evangelho da paz”.

19. Na verdade, ele quis dizer “botas piton de guerra”, que muito possivelmente, de acordo com os profetas desta geração, é feita com o couro da mesma cobra que tentou a Eva.

20. Filha minha, diga ao meu povo que não lhes falta o conhecimento da palavra, porque eles tem você para matar o Exu Boiadeiro e mostrar a cobra, digo a bota.

21. Diga ao meu povo para colocarem o nome do meu filho dentro do chapéu! E fazerem reverência a Ele igual aos peões de boiadeiro fazem a “nossa” senhora de Aparecida! Por que essa reverência tem de ser minha! Para mim! Assim diz o Senhor!

22. Diga ao meu povo que Barretos é minha! Por que vocês foram lá, tocaram numa ferradura e disseram: “Barretos é de Jesus”! Digam ao meu povo que vocês também fizeram isso em Brasília e que agora Brasília está em chamas de avivamento!

23. Diga isso sem medo, porque o meu povo não lê jornal e jamais irão ver que a corrupção vem aumentando grosseiramente antes, durante e depois que vocês passaram por lá.

24. Diga isso sem medo, pois vocês também foram no Rio de Janeiro e fizeram do sambódromo um “santódromo”, conforme suas belas palavras. Afinal de contas, a prostituição nos carnavais praticamente acabou depois que vocês passaram por lá com o evangelho da “guerra espiritual”. Aleluia!

25. Quanto aos que duvidam e se levantam contra o que digo através de ti, eu levantarei contra eles o meu juízo por causa de toda a sede de justiça que eles carregam dizendo que a cruz ainda pode salvar a geração mais incrédula, mimada, dissimulada, arrogante, bobinha, frágil e mágica que carrega o evangelho de Walt Disney no coração.

26. Tu pois, cinges os teus lombos, e levanta-te, e dize-lhes tudo quanto eu te mandar; Não te espantes diante deles, para que eu não te envergonhe diante deles.

27. Porque eis que hoje, eu te ponho por peoa de Barretos, te ponho sobre todos que estão distante do seu trono com a mais nova American Cowgirl para domar o Exu Boiadeiro com seu chapéu da salvação, cinto da justiça e sua bota piton feita da couro da serpente que enganou a Eva! Assim diz o Senhor, pai da moda.

28. Quanto ao mais, por ventura todas as demais coisas não poderão ser escritas no livro de Lamentações dos que tem fome e sede de justiça?

27 Dicas para se tornar um cantor gospel famoso



Essas regras são uma constatação pessoal do "valor médio" do louvor gospel brasileiro. Siga-as a risca e seja um sucesso instantâneo.

1. Fale pouco de Deus e de sua obra redentora... Mais ainda, faça as pessoas acreditarem que Deus é o Papai Noel dos adultos;

2. Vogais... seu refrão adora mais se tiver vogais, elas mostram sua espiritualidade e encobrem sua capacidade de criar refrões inteligentes."Ouaieoua" é algo que vai fazer todos sentirem o maior êxtase espiritual;

3. Leia Cantares, Jó, Ester e outros livros pouco lidos da Bíblia, faça uma salada com versículos desses livros... Junte em um refrão grudento;

4. Ministrações espontâneas... você precisa ter ministrações espontâneas, mesmo que você as ensaie e decore tudo o que vai falar, e fale sempre a mesma coisa no mesmo momento em todas suas ministrações;

5. Diga sempre que foi Deus quem te deu a música... isso tira de você o peso de não saber compor, e também te dá uma arma poderosa contra os que fizerem criticas... "Você ousa questionar Deus e o Espírito Santo?";

6. Fale em línguas... não importa se ninguém entende, isso mostra que você é muito espiritual. Se você não sabe falar, finja que fala..."rita lava saia", "ripa lá pra trás", "chupa bala halls" e "siri anda lá na praia" são bons exemplos de embromação;

7. Chuva é extravagante... sempre faça 5 musicas sobre chuva por cd;

8. Fogo e rio também são extravagantes... sempre peça pra Deus mandar fogo e te afogar no rio;

9. Por aplicação direta das 2 regras acima, se você pedir chuva de fogo, você será ungido(a) com a unção da face de leão marinho do norte, e rio de fogo com a unção do peixe boi sagrado. Cuidado, se você pedir fogo e depois chuva, a chuva apaga o fogo!;

10. Nunca leia a Bíblia... afinal ela pode condenar as idéias propagadas por suas músicas, leia caixinhas de promessas e Kenneth Hagin;

11. Faça atos proféticos... ignore o fato de que os profetas do Velho Testamento só faziam tais coisas por ordem de Deus. Ignore também o fato de que no VT os profetas faziam as coisas para ilustrar uma realidade espiritual, não para mudar a realidade espiritual;

12. Cante como a Ana Paula Valadão... Se não for possível, finja que é. Se não der para imitar a Ana Paula Valadão, ao menos imite a Nívea Soares. Se nem assim der, determine que você pode, afinal suas palavras têm poder (lembre-se: se a Bispa Sônia Hermandes pode desafinar diante de um microfone para milhares de pessoas, você também pode);

13. Shophar... você precisa de um, mesmo que não faça idéia do que seja um Shophar.

14. Dançarinas... arranje dançarinas, Tai-chi Chuan é uma boa alternativa. Quanto mais parecidas com mariposas, melhor;

15. Gravação ao vivo é extravagante... ninguém nunca pensou em fazer isso, vá e destrua os poderes satânicos em quixopó do norte com sua ministração profética de 15 minutos;

16. Compre um violão de 12 cordas, e tenha uma igreja em Contagem;

17. "Penteai a noiva"... é um bom nome par ministério de louvor extravagante, e soa bem melhor que dizer "fazei chapinha na noiva";

18. Role no chão durante as ministrações... Crê-se que o deus dos extravagantes se agrada dos que se portam como sofredores de epilepsia;

19. Coloque um pimenta do reino embaixo da língua... ninguém vai entender o que você canta, lembre-se: "gemidos inexprimíveis";

20. Durante a ministração, repare bem em tudo o que os outros estão fazendo... Qualquer atitude no sense extravagante deve ser copiada, ainda que você não faça idéia do porquê;

21. Compre CDs do hillsongs, hosanna music, Jason Upton e Vineyard... copie todas as músicas que derem para ser tocadas em sol maior. Aliás, toque todas em sol maior. Sol Maior é meu Pastor e nada me faltará;

22. Se você for um cantor gospel romântico decadente... invente uma visão, experiência, ou algo do tipo e diga que Deus revelou que você deve gravar só adoração [não mencione o fato do seu produtor ter te avisado que essa é a tendência do mercado, nem fale que você está desesperado para arranjar dinheiro pra ir pra Las Vegas]. Se funcionou para Michael W Smith vai funcionar pra você;

23. Você tem um objetivo: Ser extravagante;

24. Lembre-se: nunca venda um CD por menos de 25 reais... ou a gravadora não terá o dinheiro para fazer o jabá.

25. Fale mal de todo tipo de musica secular... A associe ao demônio e à falta de santidade. É preciso reduzir a concorrência com musicas de qualidade;

26. Emita barulhos estranhos e tenha atitudes esquizofrênicas... Todo tipo de comportamento alucinado pode ser facilmente dissimulado em manifestações do "poder de Deus";

27. Dissimule milagres... Objetos transformados em ouro voltaram à moda.

Vi no Púlpito Cristão

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Tirinha #2

O culto chato




prefácio
Esse texto parte de uma visão generalista, se na sua comunidade o culto, reunião, celebração ou como quer que você chame, não acontece desse jeito, deixe um comentário, que isso enriquece muito a conversa.
novos formatos
Esse final de semana você provavelmente vai ou foi num culto, reunião, celebração ou como quer que você chame na sua comunidade. Esse culto (vou chamar de culto, porque é assim que chamam na minha comunidade) deve ter um formato específico que se repete a cada semana.
A ordem dos acontecimentos deve ser essa:
o saudação
o louvor
o pregação
o benção
Talvez tenha santa ceia, batizado, avisos e outras coisas que são particulares a cada comunidadade ou denominação.
Não sei se falei no meu polêmico post introdutório que mudei para são bento do sul faz uns três meses. Antes morava em Curitiba e lá já estava habituado na comunidade que ia. agora que mudei, tenho dificuldade de ir pra igreja e isso por dois motivos — primeiro não conheço ninguém, segundo, o culto é chato. E é sobre o culto chato que quero falar.
o culto chato
Em Curitiba descobri que não ia no culto para ter comunhão com Deus, isso eu podia ter em qualquer outra comunidade. Eu participava daquela comunidade porque lá estavam (e ainda estão) os meus amigos, lá estavam pessoas com quem eu gostava de passar tempo junto e o culto era uma desculpa para isso acontecer (obviamente a palavra e o louvor me agradavam, mas isso eu conseguia em outros lugares também).
Eu, Gustavo Nering, acredito que o formato atual de culto está completamente ultrapassado. Não é que culto aqui em São Bento do Sul é chato, esse formato de culto é que é chato. O formato de culto atual não ajuda as pessoas em alguns dos principais problemas da nossa sociedade, o individualismo e a solidão. E consequentemente a maioria das comunidades deixam para depois do culto aquilo que podia ser contemplado dentro do culto.

Só quero deixar claro que acredito no poder do culto, não acho ele irrelevante, e não acho que isso é desculpa para deixar de convidar as pessoas a visitar nossa comunidade. Acredito no crescimento espiritual através do louvor e da pregação da palavra, só acho falta uma coisinha que é o ponto central desse texto.
a divisão
Em grande parte das denominações a igreja é disposta em bancos ou cadeiras viradas para o púlpito, altar ou palco onde ficam o grupo de louvor, o pregador e todo mundo que fala durante o culto.
As cadeiras ou bancos viradas para um mesmo ponto diminuem o contato humano e direcionam o olhar. Essa disposição tem a função de deixar as pessoas quietas para ouvir o pregador.
A comunhão, algo básico, essencial e elementar do cristianismo, fica para depois do culto, quando — os que tem a autorização — já falaram lá na frente. Quem vem pela primeira vez no culto só tem comunhão com alguém se for abordado ou se abordar alguém.
a conversa
Porque, ao invés de bancos que apontam para a frente, uma roda? Assim que eu imagino Jesus falando para as pessoas, alguns em pé, outros sentados, talvez um negócio parecido com o Altas Horas, tendo espaço para interação, perguntas, indagaçõe, etc.
Ou porque não tornar a comunhão como parte do culto? Um momento em que as pessoas se juntam em grupos e conversam sobre aquilo que foi falado no culto, e que, muito provavelmente, continua logo após o culto.
E esse é o ponto central do meu texto. Nosso formato de culto é muito semelhante à uma sala de aula, um formato vertical em que um fala e os outros ouvem.
Porém, com a internet, nós estamos num momento de estrutura social horizontal, num momento colaborativo onde todos podem contribuir.
Também, por causa da internet, muitas pessoas tem dificuldades sérias de se relacionar com pessoas de verdade, de ir ao encontro de outros, de puxar assunto e muitas vezes ir à igreja afirma a solidão.
A conversa deveria fazer parte do culto, e o culto deveria contemplar a comunhão como parte dele. É na conversa que nós conhecemos os outros e é na conversa que ensinamos e aprendemos.
A conversa é uma ferramenta fantástica, e ela é uma peça estratégica e fundamental na evangelização ao próximo. Nós temos que sair da nossa igreja para pregar, mas podemos também utilizar o espaço do culto para além dos nossos muros, mesmo estando dentro deles.
concluindo
Eu sei que novos formatos geram uma quantidade de problemas operacionais, que o espaço físico nem sempre ajuda e que muitas comunidades são muito conservadoras em relação ao seu culto, porém algo precisa ser feito para que nossas igrejas encham e se acalorem, ao invés de ficarem cada vez mais vazias e mais frias.
O número de pessoas sem religião aumenta a cada dia, e se não estivermos dispostos a conversar dentro da nossa igreja, fora será muito mais difícil. As pessoas clamam por um relacionamento em que haja confiança e fidelidade, e muitas vezes isso não acontece dentro da igreja. A Igreja precisa pensar em ferramentas para estimular relacionamentos reais e criar espaços de comunhão dentro do culto podem ser peça chave para o começo de qualquer relacionamento.

Fonte Crentassos

sábado, 11 de dezembro de 2010

Cuidado com o Pr. Ouriel de Jesus, pregador oficial da Cruzada de Milagres no Dia da Bíblia



QUERIDOS, RECENTEMENTE ACESSANDO O SITE DA IEADI DESCOBRI QUE NO DIA 11 DE DEZEMBRO OCORRERÁ UMA CRUZADA DE MILAGRES, ONDE O MINISTRANTE OFICIAL É NADA MAIS, NADA MENOS DO QUE O PR. OURIEL DE JESUS. O QUE PARECE QUE NINGUÉM SABE É QUE ESTE PASTOR A ALGUM TEMPO É O RESPONSÁVEL POR UMA DAS MAIORES HERESIAS DESSA DECADA QUE SE ACABA.
QUERO INFORMAR QUE NO PRINCÍPIO DA MINHA FÉ FUI TELESPECTADOR FIEL DO PROGRAMA "CRISTO VENCEDOR" APRESENTADO POR OURIEL, EM MINHA IMATURIDADE, VIBRAVA A CADA DEMONSTRAÇÃO DE PODER E VISÕES DE ANJOS POR PARTE DESTE, NO ENTANTO, APÓS ASSISTIR O PROGRAMA ONDE OURIEL LANÇA O LIVRO "TRIUNFO FINAL DA IGREJA", ONDE MUITO JOGO DE LUZ, PIROTECNIA E CAI-CAI, LOGO PERCEBI E MEUS OLHOS SE ABRIRAM PARA O QUE REALMENTE OURIEL DE JESUS SIGNIFICAVA NO REINO.
ANALISE A SÉRIE DE ARTIGOS QUE ESTAREMOS PUBLICANDO AQUI NO IDE DURANTE A SEMANA, E TIRE SUAS CONCLUSÕES.

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Nos seus vinte séculos de história, não só as perseguições foram ameaças à sobrevivência da Igreja de Cristo. Os modismos teológicos também foram terríveis obstáculos à sua caminhada. Frente a essas heresias que se arvoraram contra a ortodoxia da Palavra de Deus, o Espírito Santo levantou os Pais da Igreja, também conhecidos como apologistas, que defenderam a fé cristã, fazendo-a prevalecer.

Todavia, hoje vemos um panorama diferente. A Igreja, cheia de recursos teológicos e apologéticos, conhece os seus inimigos externos, sabe como refutá-los, porém se manifesta temerosa e insegura, quando este inimigo está no seu interior, sutilmente disfaçado em sobrenaturalismo ou algum tipo de avivamento.

No último semestre de 2003, a igreja evangélica de língua portuguesa nos Estados Unidos foi abalada pelas aberrações teológicas descritas no livro "O Triunfo Eterno da Igreja", que neste artigo será identificado como TEI, de autoria do Pr. Ouriel de Jesus e um grupo de obreiros da World Revival Church em Boston, Massachussets, que segundo estes, foi traduzido no Paraíso, numa suposta "Sala das Escrituras". Conforme o relato dessas pessoas, eles estiveram nesse "paraíso" em "arrebatamento de sentidos". A reação do Concílio Geral das Assembléias de Deus dos Estados Unidos, ao qual o Pr. Ouriel de Jesus era filiado, foi imediata. Assim que detectaram sérios desvios das Escrituras através da leitura e análise do livro, o Concílio da denominação, como medida cautelar, decidiu radicalmente em desfiliar esse pastor do seu rol de membros e dissolver o Distrito de Língua Portuguesa. Além do jornal "Mensageiro da Paz", órgão oficial das Assembléias de Deus no Brasil, edição de outubro, e da excelente revista "Ultimato", que na edição de novembro de 2003, publicou refutação sobre essa fantasia escatológica, Flávio Costa, membro da World Revival Church, também produziu um sério estudo apologético sob o título "O Triunfo Eterno da Igreja à Luz das Escrituras", onde foi a fundo, refutando com firmeza e autoridade bíblica os ensinos heréticos contidos nessa pseudo-revelação. Antes do lançamento do livro, essa Igreja já era centro de algumas controvérsias doutrinárias relacionadas com "manás invisíveis" que os crentes recebiam e testemunhavam dos seus "sabores", as visões de anjos, alguns jamais encontrados na Bíblia. Depois dessa "angelomania" vieram os contatos com mortos que partiram com o Senhor que enviavam mensagens para os seus entes queridos vivos, algo que podemos definir como uma "mediunidade" disfarçada de evangélica. Comunicação com mortos, mesmo com aqueles que morreram no Senhor, é comunicação com demônios ( 1 Sm 28.7-14; 2 Rs 21.6; Is 8.19; Lc 16.26-31).

Dr. Erwin Lutzer, pastor da Igreja Moody Memorial, de Chicago apresenta na pág.84 do seu excelente livro "A Cruz de Hitler" a seguinte declaração "a Bíblia proibe qualquer tipo de contato com o mundo dos espíritos por uma boa razão: os demônios se disfarçam de anjo de luz, na tentativa de enganar tantos quantos puderem. É claro que existem 'mestres', ou inteligências não-humanas, na expectativa de uma oportunidade de entrar em contatos com seres humanos. Viabilizar essa transformação de consciência é exatamente o que o maligno deseja". Ao escrever este trabalho, reitero minha confiança de que o lema da Reforma Protestante do Século XIV,"Sola Scriptura", não mudou. A Bíblia, só ela é o singular livro de Deus através dos séculos e é detentora da completa revelação divina para a humanidade. Por isso, afirmo que todas as asseverações do Pr. Ouriel nesse livro refletem algum tipo de paranóia e que suas visões e revelações recebidas não encontram qualquer sustentação bíblica quando confrontadas à luz das Sagradas Escrituras. Ultimato descreveu com propriedade o comportamento desse líder, como "suicídio do bom senso"

O TEI pretende ser uma revelação do livro selado do Profeta Daniel, das palavras inefáveis que Paulo viu no Paraíso, do livrinho que João engoliu e de um "Avivamento do Tempo do Fim" cujo "patrocínio", Deus só entregou para Ouriel de Jesus e seu Grupo dos 15, da World Revival Church, em Boston (TEI prólogo).

Devemos aceitar passiva e cegamente as afirmações de Ouriel de Jesus, sem passá-la no filtro das Escrituras? Jamais!!! Até o apóstolo Paulo passou por este teste em Beréia (At 17.11) e devido a esse comportamento, os crentes da Igreja de Cristo naquela cidade foram chamados de "nobres", porque filtravam biblicamente todo o ensino que recebiam, repudiando-o se necessário fosse. Contudo, o Pr. Ouriel prega que os seus ensinos tem que ser aceitos cegamente sem questionamentos pela razão ou pelo intelecto humano (pág.42) e os que se aventuram a fazê-lo, são por ele denominados de incrédulos ou de fé poluída, contaminada e se arriscam a perder a salvação!!! Exalta os novos convertidos, visto que segundo ele, estes ainda não foram contaminados ( não foram discipulados!!!). Se o TEI é verdadeiro, do que o Pr. Ouriel tem medo? A verdade não tem medo de questionamentos. Ela não teme ser exposta. Quem precisa mascarar ou justificar o que afirma é porque teme a luz. E quem teme a luz do discernimento é porque está nas trevas! A Carta do Apóstolo aos Romanos 13:12 adverte-nos " deixemos portanto as obras das trevas" !!!
Uma ênfase excessiva na vida e no caráter do fundador.

Todos os movimentos heréticos que apareceram durante a história da Igreja, procuraram destacar excessivamente a personalidade dos seus fundadores, naquilo que conceituamos como "culto à personalidade". A honra que o Islamismo concede a Maomé, chega a deificá-lo; o Mormonismo presta a Joseph Smith um culto quase divino; o Adventismo concede à sua fundadora Ellen Gold White, a honra de uma profeta infalível; os seguidores da Santa Vovó Rosa, atribuem à ela poderes idênticos ao Espírito Santo; os adeptos do coreano Sun Young Moon, afirmam ser ele o verdadeiro Messias enviado por Deus. O TEI não poderia deixar por menos, quando refere-se ao seu líder. Vejamos algumas declarações sobre o Pr. Ouriel de Jesus contidas no livro: Apóstolo do Avivamento, qualidades e virtudes testificadas pelo Espírito Santo, incomum humildade, quebrantamento, espírito pacífico, sabedoria e determinação, profunda intimidade com Deus, descomprometimento com sistemas, títulos e posições, pronto a pagar o preço que for necessário e a aceitar os desafios para tapar as brechas que foram abertas desde a morte dos últimos apóstolos; homem que aceitou o desafio para liderar o grande e último Avivamento; líder que será dirigido pelo Deus Filho e pelo Deus Espírito Santo que conduzirá esse Avivamento em dimensão tal que alcançará os quatro cantos da terra. Esse líder saberá discernir as astutas ciladas do adversário....". E há uma aberração ainda maior, na página 338 do livro, Ouriel de Jesus é chamado pelo Profeta Daniel, de "Anjo de Fogo", devido à autoridade, fé, coragem, ousadia e unção que ele receberá do Altíssimo!!! E o "profeta Daniel" continua descrevendo o caráter espiritual desse "ser glorioso": introduzirá a obra do tempo do fim sem se preocupar com o preço a ser pago, com as renúncias que terá que fazer e com as perdas de amizade que terá ao se apresentar voluntariamente para introduzir e ver realizar-se a obra do tempo do fim. Essas qualidades encontradas nas páginas do TEI e atribuídas ao Pr. Ouriel não o apresentam como um simples homem, nem um anjo, mas como um "semi-deus". É a manifestação da "Síndrome de Herodes".
Arrogância e Superioridade Espiritual

O motivo do aparecimento de muitas seitas através da História é que os seus fundadores "descobriram" que a Igreja tinha falhado no seu propósito e que eles eram a restauração da Igreja Neotestamentária. Foi assim com Joseph

Smith, quando fundou o Mormonismo, Charles Taze Russel, quando fundou a Sociedade Torre de Vigia (Testemunhas de Jeová), Ellen G. White, quando fundou o adventismo, Rev. Moon, o "Messias Coreano", fundador da Igreja da Unificação Mundial, entre outros. A leitura do livro apresenta mesmo que veladamente, uma superioridade dos ensinos da WRC em relação a outras denominações quando afirma na página 93 : "Assim como Deus separou e elegeu uma nação, um povo, dentre os demais e, dessa nação, Ele separou uma tribo para Lhe oferecer louvor e adoração e cuidar do sacerdócio, assim Ele escolheu e separou uma igreja (World Revival Church) para ser o berço do último Avivamento, oficializando-a e destacando-a para que, através dela, seja introduzido esse Avivamento do tempo do fim até os confins da terra".
A arrogância espiritual do Pr. Ouriel de Jesus chega ao cúmulo de etiquetar os que estão arraigados na Palavra e se habilitam a combater os seus ensinos, afirmando que esses possuem uma fé poluída e contaminada. O grande apologista da fé cristã do séc. XX Francis Schaeffer, chamava de super-espiritualidade a tendência de alguns avivados em desprezar o intelecto, a apologia, o corpo e a cultura, para enfatizar o espetacular e o extraordinário.

Similaridades com outros Movimentos Heréticos

Quase todas as seitas heréticas tiveram a sua origem em visões espetaculares. O islamismo, a maior religião do mundo depois de Cristianismo é fruto das visões de Maomé por volta do ano 600. A mariolatria católica romana repousa em grande parte sobre as visões de Lourdes (1858), Fátima (1918) e Meljugorje (1981).

O TEI (ver Considerações do Pastor Ouriel de Jesus) afirma que no dia 14 de setembro de 2001 às 14:30 hs, quando o Pr. Ouriel de Jesus e o seu grupo de oração da WRC oravam, "o céu se abriu e nós vimos e ouvimos o Pai dizendo ao Filho: É hora de a Igreja ser tirada da Terra pois não está conseguindo cumprir sua missão e Jesus com um olhar de preocupação não respondia palavra. Foi quando pudemos ver o Espírito Santo interceder pela Igreja pedindo ao Pai que lhe fosse dada mais uma oportunidade". O Livro de Mórmon também faz uma afirmação quase semelhante. Joseph Smith Jr, "preocupado com questões religiosas dos seus dias", orou pedindo orientação a Deus sobre qual denominação era a verdadeira igreja. Então, na primavera de 1820 ele teve uma visão do Pai e seu Filho Jesus Cristo, que lhe disseram que todas as igrejas tinham apostatado e que seus credos era uma abominação. Em 1832, veio a segunda visão. Um anjo chamado Moroni contou a Joseph Smith a respeito de um livro de placas de ouro que se encontrava no Monte Cumorah , em Palmyra, N.York e lhe entregou umas lentes especiais chamadas Urim e Tumim, com as quais poderia decifrar e traduzir a nova revelação de Deus para a humanidade que estava naquele livro.

O TEI em "Considerações do Pr. Ouriel de Jesus"afirma que "ficamos impressionados ao ver que do meio do Livro sai uma luz que resplandece muito intensamente. Essa luz é uma espécie de sinalização no processo de leitura e tradução do Livro". Outra similaridade é que o Mormonismo revelou o anjo Moroni e o Ourielismo, uma nova saga angélica com Mestre, Jadiel e Elifelete. Mera coincidência, plagialismo sectarista ou trevas em dose dupla?!?!


Distorções Doutrinárias

Apoiado pela revelação histórica da Palavra de Deus, a Reforma Protestante declarou no Séc. XVI a famosa expressão em latim "Sola Scriptura". Essa afirmação era a síntese de todo o movimento: só a Bíblia, nenhuma outra revelação, mesmo que fosse entregue por um anjo. O TEI, segundo as fantasias espirituais do Pr. Ouriel e seu grupo foi traduzido do original que está no Paraíso (outro plágio do mormonismo???). Apesar de afirmarem que "este livro não tem o propósito ou a pretensão de se comparar ou substituir a Bíblia Sagrada...", pretensiosamente ou inocentemente, eles já colocam as Escrituras em desvantagem e inferioridade, pois a Palavra de Deus foi escrita aqui no planeta Terra em um período de 1600 anos por aproximadamente 40 escritores humanos, não tem nenhuma cópia original e nenhum dos seus escritores está vivo!!! A audácia do Pr. Ouriel e do seu grupo chega ao extremo até de mudar o nome das Escrituras, de Bíblia para Livro Eterno, nome este que foi estabelecido pelos Pais da Igreja nos primeiros séculos da História Cristã.

"Arrebatamento de sentidos" é outra declaração suspeita de Ouriel. Se é o mesmo um tipo de arrebatamento bíblico, vamos checá-lo com a experiência pessoal do Apóstolo Paulo (2 Co 12:1-10). Paulo não soube explicar direito o que aconteceu ("se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe) , não se expôs demasiadamente (conheço um homem que...), não teve a menor pressa em relatar o ocorrido (há catorze anos), não entrou em detalhes sobre o que viu ou ouviu (palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir), não omitiu a providência tomada por Deus para que ele não se ensoberbecesse (foi me posto um espinho na carne).

"...O céu se abriu e nós vimos e ouvimos o Pai dizendo ao Filho: É hora de a Igreja ser tirada da Terra pois não está conseguindo cumprir sua missão e Jesus Cristo, com um olhar de preocupação, não respondia palavra. Foi quando pudemos ver o Espírito Santo interceder pela Igreja pedindo ao Pai que lhe fosse dada mais uma oportunidade...Foi no momento dessa experiência sobrenatural que eu disse a Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo que eu estava disposto a pagar o preço que fosse necessário" (TEI, pág. 21). Não é preciso ser um profundo estudioso das Escrituras para detectar sérios problemas doutrinários nessa afirmação do Pr. Ouriel:

1. Ele declara, que junto com o seu grupo "viu o Pai, o Filho e o Espírito Santo". Ora, a Bíblia afirma terminantemente que "ninguém jamais viu a Deus, e nem pode ver: aquele que tem, ele só, a imortalidade e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver; ao qual seja honra e poder sempiterno. Amem (I Tm 6:16, Jo 1:18, Ex 33:20).

2. A revelação dada a Ouriel diz que a " Igreja de Cristo não está cumprindo com a sua missão", em outras palavras, a Igreja falhou.

3. Vejo uma profunda blasfêmia e muita audácia do Pr. Ouriel de Jesus nesta declaração, pois faz pouco caso da obra do Espírito Santo na Igreja e audaciosamente se coloca como um substituto da "obra inacabada". Faltou pouco para se equiparar com Sun Young Moon, que afirma ser o verdadeiro Messias, pelo fato de Jesus "falhar em não se casar e morrer em uma cruz". Não precisamos de nenhum outro e presunçoso "messias" seja ele Bar Kohba, Sun Young Moon, Inri Cristo ou Ouriel de Jesus ou alguém mais que se levantar, pois o preço já foi pago e homem nenhum foi capaz de suportá-lo a não ser o glorioso "Filho de Deus", que sofreu a afronta e o vitupério da Cruz por cada um de nós. O preço dos cravos, da afronta, das chicotadas e da alienação total, como Mel Gibson monstrou magistralmente em seu filme "A Paixão do Cristo", só foi pago por Ele, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

4. Segundo esse relato, Deus o Pai está falando em desistir de um dos seus propósitos em relação à Igreja, depois reflete melhor e decide dar uma outra oportunidade, porque aparece "um homem" disposto a pagar o preço ( ele mesmo, Ouriel!!). Que tamanho disparate em relação à soberania de Deus! Um dos atributos de Deus apresentados pela Palavra de Deus é a sua imutabilidade (Ml 3.6). Não há Nele nenhuma mudança ou variação (Tg 1.17b).


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Por Pr. Antonio Donizeti Romualdo
Co-pastor na Assembléia de Deus em Tampa, Florida
B.A. in Theology , Latin American Advanced School of Theology
E-mail: adorocristo@yahoo.com

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Observador do seu tempo - Walter McAlister




Durante muitos anos, a voz de sotaque inconfundível foi familiar aos crentes brasileiros: “Que Deus os abençoe rica e abundantamente”, dizia o fundador da Igreja Pentecostal de Nova Vida pelas ondas da Rádio Relógio Federal. O missionário canadense Robert McAlister, carinhosamente conhecido no Brasil como bispo Roberto, teve papel destacado na inserção do Evangelho entre as classes médias urbanas. A denominação que fundou ajudou a mudar o conceito da sociedade acerca dos evangélicos – e, passados dezesseis anos de sua morte, seu legado é incontestável. “Ele deixou um exemplo de seriedade e valorizou a vocação pastoral”, diz, com orgulho, seu filho e sucessor no ministério, Walter McAlister Jr.

Mas os tempos e a Igreja Evangélica são outros. E Walter, mais do que ocupar o púlpito que um dia foi de Roberto, hoje é um analista do segmento no qual nasceu, cresceu e construiu sua carreira ministerial. Aos 53 anos, o bispo está lançando O fim de uma era(Anno Domini), livro no qual fala como observador e participante ativo do movimento evangélico nacional, com todas as suas facetas, crises e paradoxos. Mas a experiência própria não é a única credencial que ostenta – Walter, nascido nos Estados Unidos e naturalizado brasileiro, tem uma sólida formação acadêmica e teológica, que inclui os cursos de graduação e mestrado em disciplinas como psicologia e estudos bíblicos na América do Norte. Ordenado ministro do Evangelho em 1980, ele hoje é o bispo primaz e presidente do Colégio dos Bispos da Aliança das Igrejas Cristãs Nova Vida, entidade que agrega 140 congregações.
O quadro que emerge de seu livro não é animador. Walter prevê o fim da Igreja – não o corpo místico de Cristo, que segundo ele “nunca falirá”, mas o atual conceito de igreja no Brasil. “A Igreja Evangélica hoje não cresce, incha. A diferença é que um corpo, quando cresce, mostra saúde; já o inchaço é sintoma de alguma doença”, aponta. Como outros indícios desse mal, o bispo aponta a superficialidade, o mundanismo, a falta de ética e a corrupção. “Aliás, no que tange à corrupção do mundo secular, ela em pouco difere da que se alastra nos meios cristãos”, lamenta. Durante esta conversa com CRISTIANISMO HOJE, Walter McAlister admitiu que lhe dói o coração ver a situação da Igreja contemporânea: “Queria ser mais gentil. Mas há momentos em que se faz necessário e urgente dizer a verdade dura, mesmo que isso nos custe muito.”

CRISTIANISMO HOJE – Em O fim de uma era, o senhor analisa a Igreja contemporânea, e o quadro que traça não é nada animador. Trata-se de uma instituição falida?
WALTER MCALISTER – Não, a Igreja nunca falirá. Ela é o corpo de Cristo e consegue sempre atravessar os séculos, mesmo que seja por meio de um remanescente fiel. Mas O fim de uma era trata do conceito atual de igreja no Brasil, e este sim, está prestes a falir. Ela está à beira de uma série de mudanças que serão percebidas como o fim, se não da Igreja como um todo, certamente de um “sonho” ou de um ideal que hoje ocupa o imaginário cristão.

No livro, o senhor chega a falar até mesmo do fim do atual modelo de cristianismo ocidental. Caso esteja certo em seu prognóstico, o que virá depois dele?
Historicamente, o que geralmente se segue a épocas como a nossa é um período de perdas, perseguições e desencanto. Os que se preparam para tais épocas promovem reflexão, semeando para uma nova era de vigor e devoção. Em primeira instância, haverá muito choro, revolta e medo. Haverá quem vá perguntar o que deu errado e os que se calarão, pasmos pelas perdas. Muitos fugirão dos líderes desacreditados. As coisas podem piorar ainda mais. Mas há sempre a possibilidade de renovação em meio aos escombros. O remanescente fiel se voltará para Deus em oração. Haverá redutos de oração intercessória, contrição e comunhão.

Alguns demógrafos preveem que os crentes poderão ser metade da população nacional já por volta da década de 20 deste século. Poucas nações do mundo experimentaram avanço tão notável de um segmento religioso na história contemporânea, fato que é muito festejado por líderes evangélicos – e criticado por outros tantos, que não têm enxergado qualquer mudança significativa na sociedade a partir dessa maior presença evangélica. É um paradoxo?
A Igreja Evangélica no Brasil hoje não cresce, incha. A diferença é que um corpo, quando cresce, mostra saúde; já o inchaço é sintoma de alguma doença. A qualidade da nossa devoção coletiva caiu muito, embora os nossos números tenham crescido. Os que não veem mudança estão equivocados. Mudou muita coisa, sim. No livro, mostro que tanto a sociedade quanto a Igreja Evangélica visível se tornaram mais superficiais, mais fascinadas pelos meios, mais gananciosas – e ficaram menos éticas e menos sérias. Aliás, no que tange à corrupção do mundo secular, ela em pouco difere da corrupção que se alastra nos meios cristãos.

Cada vez mais pessoas famosas, como artistas e celebridades, têm frequentado igrejas, mas essa alegada conversão parece não interferir em seu comportamento. Qual o preço disso para a fé evangélica?
A fé foi banalizada e transformada numa filosofia vazia. Em grande parte, a Igreja perdeu a sua alma. O fato de celebridades afirmarem conversão sem o necessário fruto de arrependimento é o resultado direto, e mais visível, de uma distorção da mensagem cristã. Afirmar que uma profissão pública de fé é o suficiente para que alguém se considere salvo reduz o conceito da salvação a um momento de decisão apenas. Mas Tiago disse que fé sem obras é morta. Muitos chegarão a Cristo, no último dia, fazendo uma “profissão” de fé. Mas obterão uma resposta condenatória, por eles terem praticado o mal. Paulo disse que o justo viverá pela fé, mas também disse que haverá ira e indignação para os que são egoístas, que rejeitam a verdade e seguem a injustiça, conforme Romanos 2.7 e 8.

O senhor aponta os líderes evangélicos como grandes responsáveis pela crise da Igreja. Qual a sua avaliação sobre a liderança evangélica brasileira?
A liderança evangélica brasileira reúne de tudo um pouco. Ocupamos um espectro largo, que vai dos mais corruptos e hipócritas aos mais piedosos e angustiados com a situação atual. Há homens muito bons no Brasil que querem servir ao Senhor, mas são pressionados, qual Arão, a fabricar bezerros de ouro para agradar o povo e garantir, por exemplo, uma reeleição a seu posto. Mas também há lideres que vendem seus púlpitos a agendas políticas, ou pior, traem sua vocação sacerdotal se candidatando pessoalmente a cargos eletivos. Há mercantilistas que usam o Evangelho como desculpa para vender seus produtos na TV, enriquecer ou obter benesses de poderosos. Para eles, a Bíblia é um pretexto e não uma autoridade. São pessoas equivocadas ou corruptas, que criam igrejas vaidosas, vazias e superficiais. Por outro lado, há homens que se dedicam, de corpo e alma, ao serviço do povo de Deus. Não são famosos, mas estão dando sua vida em prol do rebanho do Senhor.

Por que a Igreja contemporânea tem abandonado temas antes considerados inegociáveis, como arrependimento, justificação pela fé, juízo de Deus, céu e inferno e segunda vinda de Cristo?
Porque essas não são mensagens populares. Elas incomodam aqueles que procuram na fé apenas um meio de alcançar bem estar. Somos uma civilização narcisista, uma sociedade que define o mundo a partir da sua própria vontade. Como já aconteceu inúmeras vezes ao longo da história da Igreja, a proclamação do Evangelho hoje rende-se muitas vezes às questões do dia a dia, da moda ou dos anseios da sua geração.

E quanto aos assuntos básicos da fé e da prática evangélica, como batismo, liturgia e pecado? Na sua opinião, as igrejas têm falhado no ensino?
A Igreja sofre, de modo geral, de um analfabetismo bíblico e teológico, bem como uma miopia histórica surpreendente. Pelo nível de ignorância bíblica que percebo na maioria dos cristãos, associado à ausência de piedade demonstrada pelo povo de Deus, eu diria que alguém está deixando a dever. Esse problema não acha sua fonte no rebanho, mas nos pastores. É bom lembrar que foram os líderes das sete igrejas do Apocalipse que foram cobrados pela condição dos rebanhos.

Evangélicos sempre criticaram católicos por suas concessões à religiosidade popular e às superstições religiosas. A Igreja Evangélica brasileira pratica hoje uma fé sincrética?
Sem dúvida! No que diz respeito à religiosidade popular, já ultrapassamos os católicos. Aliás, de uns tempos para cá, os católicos até estão copiando as nossas práticas populares.

É possível falar-se em unidade do Corpo de Cristo diante da infinidade de igrejas e denominações que existem hoje?
A unidade do Corpo de Cristo não é um projeto, é um fato. Ao mesmo tempo, Paulo disse que é necessário que haja divisões entre nós para que os aprovados sejam conhecidos, conforme I Coríntios 11. Logisticamente, a união institucional é impossível; sempre foi assim, desde a Igreja do primeiro século, com todas as suas divergências e ramificações. Todavia, há uma só Igreja. Quem a vislumbra como um todo vê algo estranhamente animador: há membros da Igreja invisível atuando em todos os arraiais. Há pessoas piedosas, devotadas a Cristo, com todos os seus defeitos, erros de doutrina e diferenças, que estão contribuindo para o crescimento do Reino de Deus.

Por que a evangelização clássica, aquela da visitação a lares e hospitais, dos cultos ao ar livre e do evangelismo pessoal, foi abandonada pelas igrejas?
Bem, não estou ciente de tal abandono. Há ainda muitas igrejas que visitam lares e realizam evangelismo em hospitais ou prisões. Acontece que a comunicação vem sofrendo uma revolução incrível. Talvez, no caso de cultos ao ar livre, eles tenham sido substituídos por novas formas de proclamação. Mas concordo que não há o mesmo zelo por almas perdidas que vi quando jovem. Talvez tenhamos nos tornados frios e sem compaixão pelos que estão se perdendo. É um fato triste e denuncia o esfriamento do nosso amor, inclusive pelo Senhor.

Pode-se dizer que o neopentecostalismo é um movimento de fé genuinamente evangélico?
Antes de tudo, é fundamental aqui definirmos bem os termos evangélico e neopentecostal. Primeiro: o termo neopentecostalismo não é para mim um conceito cronológico, no sentido de um movimento que evoluiu com o passar do tempo a partir do pentecostalismo e que, por isso, configuraria uma nova etapa do pentecostalismo. Nada disso. Quando falo de neopentecostalismo, refiro-me a algo que evoluiu a partir da invasão de valores neoliberais e materialistas na periferia do antigo pentecostalismo. O que resultou dessa mutação é uma espiritualidade formada em função de valores e anseios seculares, mundanos.

O que deu certo e o que deu errado no neopentecostalismo brasileiro?
O que deu errado é que eles acabaram formando valores anticristãos e levam pessoas a segui-los. Nesse caso, expandir esse tipo de fé não é nenhum mérito – na verdade, é um problema. O que deu certo – e eu não diria que “deu certo”, mas que funcionou – para o neopentecostalismo foi atender certos anseios das massas, no que se refere aos desejos dessa geração, e oferecer soluções fáceis, como qualquer profissional de marketing faria. O povo se sente explorado, impotente e vitimado. Assim, a oferta de uma certa ilusão de poder adquirido é tudo o que o povo quer. Por isso, os neopentecostais crescem numa velocidade impressionante.

A fé como produto de consumo, onde a bênção está diretamente ligada à atitude do devoto diante da organização religiosa, é a ênfase na m´dia produzida pelos grupos evangélicos, particularmente na TV. É uma maneira legítima de divulgar a fé?
De forma alguma; é antibíblica, pois Deus fica em segundo plano, enquanto o cliente – o necessitado – fica em primeiro. Em vez de pregar submissão a Deus e confiança na sua vontade, que pode até se manifestar por meio de cura ou resposta a oração, vemos o benefício proclamado como o bem principal. Isso é idolatria. Além do que, a televisão em si é um meio comprometido e incapaz de formar conceitos cristãos. A presença de pastores na televisão é equívoco. Um equívoco bem-intencionado, mas ainda assim um equívoco.

A Igreja Cristã Nova Vida é neopentecostal?
Não a considero neopentecostal, como muitos a classificam, pois ela nem de longe compactua com esses valores e anseios. Somos “neo” por termos sido fundados há pouco tempo, em termos históricos, e somos “pentecostais” por crermos na continuidade dos dons manifestados no dia de Pentecostes. Mas não somos neopentecostais, pois rejeitamos essa espiritualidade mundana e todas as suas práticas. Na verdade, as origens da Igreja Cristã Nova Vida se reportam à Rua Azuza, em Los Angeles, em 1906. Meu tio-bisavô, R.E. McAlister, levou a mensagem pentecostal de lá para o Canadá, onde ajudou a fundar as Assembleias de Deus canadenses. Seu sobrinho, Walter – meu avô –, foi superintendente nacional durante os anos 50 e o filho dele, Robert, foi o nosso fundador. Fomos fundados, então, em cima dos firmes alicerces de Azuza e não de movimentos análogos posteriores. Assim, meu pai não “brotou” no Brasil com uma nova teologia inventada; ele deu continuidade à teologia clássica que vinha se desenvolvendo em seu país desde o avivamento de Azuza.

Seu pai, carinhosamente chamado pelos crentes brasileiros de bispo Roberto, teve participação direta na explosão do neopentecostalismo. Diversos líderes dessa corrente – Edir Macedo, fundador da Igreja Universal; Romildo Soares, que deu origem à Igreja da Graça; e Miguel Ângelo, da Cristo Vive – são oriundos da Igreja de Nova Vida e foram seguidores de Roberto. Olhando agora em perspectiva, como o senhor avalia este legado? Acha que o bispo McAlister cometeu equívocos em sua trajetória ministerial?
Todos cometem equívocos. Mas qualquer pessoa com um mínimo de informações não estereotipadas e superficiais sobre o bispo Roberto sabe que não se pode atribuir as práticas neopentecostais negativas aos equívocos do meu pai. Veja que muitos ex-católicos fundaram seminários evangélicos conceituados, mas ninguém aponta o papa como pai desses seminários. Ora, do mesmo modo, é um equívoco apontar meu pai como ligado diretamente a esses movimentos. O fato de a Nova Vida ter sido o lugar onde esses líderes começaram sua jornada cristã não faz de meu pai seu mentor. Basta ler seus livros, como O encontro real, Dinheiro – Um assunto altamente espiritual e Bem-vindo ao Reino de Deus, entre outros, para perceber que, mais de trinta anos atrás, ele já denunciava como negativas as práticas que depois se tornariam tão conhecidas e associadas ao mundo neopentecostal.

Por que a Nova Vida dividiu-se em duas correntes?
Porque houve quem não concordasse com a direção que dei à denominação após a morte de meu pai. Houve ainda quem vislumbrasse outro para sucedê-lo como primaz. Eles estavam no seu direito de achar isso.

Isso não foi resultado da descentralização administrativa, já que cada igreja local recebeu autonomia?
Bem, vamos considerar que ajuntamento de facções não constitui união. Ao darmos independência, cada um pôde escolher pertencer ou não. A união tornou-se muito mais legítima, uma vez que passou a ser uma questão do coração e não de um nome em comum apenas. A Igreja Cristã Nova Vida é uma associação voluntária de igrejas independentes, que afirmam o bispo primaz como o seu pastor. Mas cada pastor opta livremente por seguir minha liderança, que é pastoral em palavra e exemplo. Os líderes que não desejam continuar a andar conosco estão perfeitamente livres para sair, sem perder pensão ou plano de saúde, nem tampouco a sua igreja. A minha atuação, assim como a do Colégio de Bispos, funciona como numa igreja local – só que os nossos membros são ministros ordenados. Nós velamos pelo bem estar de cada pastor, pela ética, pela harmonia doutrinária e pela transparência e a responsabilidade fiscal. Os que desejam andar conosco empenham sua palavra de viver dentro desses parâmetros, afirmados anualmente na assinatura da Aliança das Igrejas Cristãs Nova Vida.

Uma reunificação das diferentes vertentes hoje faria sentido?
Isso não me parece plausível. Uma reunificação teria de passar pelas mesmas questões que nos separaram desde o início. Hoje existem muitas “Novas Vidas”, igrejas que saíram de nós e de algum modo mantêm o, digamos, sobrenome por se reportarem ao bispo Roberto como fundador. Não há planos para reunificá-las. Acho que seria como querer transformar o português, o espanhol e o francês novamente em latim. Muito tempo passou, doutrinas foram reavaliadas, posturas foram firmadas e cada linha de atuação acabou por se distanciar das outras. Embora tenhamos esse mesmo sobrenome, somos igrejas realmente diferentes.

As diferenças entre igrejas tradicionais e pentecostais já não têm a mesma diferença de outros tempos. É como se houvesse uma terceira via teológica, misturando as características dos dois grupos. O senhor acha isso bom ou ruim?
Para responder, é preciso analisar caso a caso. Há igrejas tradicionais que realizam cultos nos moldes neopentecostais. Não creio que isso seja benéfico. Pelo contrario, é um modus operandiesquizofrênico, pois nos cultos tradicionais essas pessoas abraçam as máximas da tradição, mas em determinados momentos abandonam essas máximas para desfrutar de métodos neopentecostais. Por outro lado, há pentecostais que estão se reavaliando. E, consequentemente, buscando trazer do passado práticas e noções bíblicas e benéficas que claramente foram perdidas durante a ruptura entre os tradicionais e os pentecostais, para não falar da ruptura que houve durante a Reforma Protestante. Concordo que houve uma mistura e creio que cada igreja seria muito bem servida pelos seus lideres se voltasse a valorizar suas próprias origens. Afinal, uma tradição não é uma prisão, e sim um lar.

O senhor diz em seu livro que se sente solitário no ministério. Quais os reflexos dessa solidão na vida de um ministro do Evangelho?
Essa solidão nos remete ao silêncio e a uma reavaliação constante de motivações. Ou vivemos perante a face de Deus intencionalmente ou buscamos nos outros a justificação de nosso ministério e nossa vida. O primeiro é um caminho difícil, mas necessário. O segundo é vaidade e correr atrás do vento.

Por Carlos Fernandes, em Cristianismo Hoje

Fonte Iconoclastas

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Jesus não era evangélico




MANOEL SILVA FILHO

Fico a conjecturar, se houvesse um retrocesso na história e Jesus voltasse novamente, não entre nuvens do céu na parousia em poder e glória, mas, novamente como o singelo profeta da Galiléia, e visitasse as zilhões de igrejas espalhadas pelo planeta que se intitulam cristãs, se Ele seria simpatizante de algumas das denominações instituídas do nosso tempo. Com certeza os “conheço as tuas obras” e os “tenho, porém, contra ti” sobre esses agrupamentos ditos evangélicos, atingiriam dimensões colossais.

Ora, Jesus, uma vez entre nós outra vez, certamente usaria da mesma sabedoria que usou quando andava pela Terra, nas ruas da Palestina, não aderindo a nenhum dos postulados dessas denominações, das propostas das grandes corporações da fé e dos super conglomerados da religião, das igrejas-empresa que superestimam números, estatísticas e resultados de crescimento numérico, não se encaixando em nenhuma bitola teológica sistemática ou dogmática, não se deixando caber em nenhuma fôrma doutrinária.

Essa recusa de ser domesticado pelos chicotes dos domadores do circo da religião atual é a mesma reação com que Ele se negou intermitentemente em tomar partido por qualquer das facções religiosas, políticas e humanitárias de Sua época: Os fariseus, com sua sobrecarga de regras e manias de assepsia exagerada, se vendo como santos de pau oco; os saduceus, sacerdotes profissionais do templo, incrédulos mundanizados que não criam na vida sobrenatural e futura; os essênios, escapistas, fugindo do mundo e se refugiando em mosteiros no deserto, achando que eram os exclusivos filhos da luz, que todas as pessoas do mundo estavam nas trevas, e iam torrar no fogo do inferno; os pragmáticos zelotes, xiitas radicais que esperavam derrubar o Império Romano se utilizando da violência das armas; os herodianos, entreguistas, colaboracionistas, puxa-sacos da família de Herodes, rei fantoche marionetado pelo governo romano.

Com certeza Jesus, se voltasse ao nosso tempo e adentrasse pelas naves das igrejas evangélicas da atualidade, não se deixaria seduzir pela pompa de seus cultos, pelo aparato ofuscante da maioria de suas liturgias, com Cristo exposto no nome, nos hinos e nas pregações, mas sem Cristo na devoção do coração, e não se alumbraria com suas proposições arrogantes, suas insolências fundamentalistas, seus testemunhos mirabolantes, suas pseudo-curas dissimuladas, por seus eternos cabos de guerra doutrinários puxados pelos defensores ferrenhos do calvinismo e do arminianismo, suas ênfases maniqueístas dicotômicas e esquizofrênicas, sua doutrina triunfalista com promessas de céu na terra, seus argumentos furados de prosperidade a qualquer preço, cujo slongan ortoprático é: “Os fins não justificam os meios. Tudo por mim mesmo e pela causa da minha conta bancária”.

E mais, Jesus detectaria de cara, traços inconfundíveis dos partidos religiosos de seu tempo camuflados na igreja da atualidade como os novos fariseus, com suas igrejas repletas de líderes de mente reduzida e exclusivista, com suas reações preconceituosas contra quem é e pensa diferente; os novos saduceus hedonistas que querem sentir prazer sensual em seus cultos preparados para entreter e acariciar seus egos mimados; os novos zelotes, que condenam e violentamente matam sumariamente os que não pensam como eles; os novos herodianos que vivenciam um cristianismo camaleônico, mimético e diluído entre o amor obsessivo ao dinheiro e o compromisso com as causas reais do Reino de Deus.

Jesus se voltasse hoje, teria que chamar novamente novos seguidores retirados das ruas, homens simples, alijados pela igreja e pela sociedade, e agregaria gente sincera e inconformada de dentro das igrejas instituídas e fundaria uma nova igreja, à semelhança do que aconteceu a dois mil e poucos anos atrás.

Essa igreja, a nova comunidade que encarna Cristo, a nova sociedade alternativa composta de discípulos que desacreditam no cristianismo falido dos nossos tempos com toda a sua sobrecarga de patologia e esquizofrenia aguda, mas que, apesar dos pesares, ainda amam e insistem em seguir a Jesus.

MANOEL SILVA FILHO, CONSPIRADOR DO REINO, LÍDER DA COMUNIDADE ABRIGO R15 NO GENIZAH


Leia Mais em: Genizah

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Templos #2

Essa é a igreja O Brasil Para Cristo, de Rio Negro PR
do meu amigo "irmão Machado"
ele vivia me convidando para visitar sua igreja, mas eu nunca consigui associar o local correto dela, até que por acaso nesse dia que eu e a Raquel saímos para fotografar algumas igrejas, eis que demos de cara com esta obra arquitetonica incompleta que mais me lembra uma igreja católica carismática...




domingo, 5 de dezembro de 2010

Igrejas Bizarras #4

Essa é a igreja conhecida como Belém Paraguai, ou a famosa igreja do véu.
É tipo restaurante japonês, tem que tirar o sapato pra entrar.
Também fica na Vila Ivete em Mafra SC.



sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Igrejas Bizarras #3




Essa é a terceira da série pseudo-Assembléia de Deus.
Detalhe importante é "as aguas que jorram do trono" deve ser por causa do esgoto que corre ao lado da igreja.
Esses pastores desta igreja estão prosperando, típicos exemplos do governo petista, semi-analfabetos mas de carrinho zero na garagem.
A igreja fica na Vila Ivete em Mafra SC.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Templos #1



Igreja fundada pelo meu querido amigo, pastor Alaor (hoje pastoreando na cidade de Dourados MS) e o pastor Leandro, ainda com o nome de Reviver. Hoje o templo está localizado na entrada da cidade de Mafra SC, onde antigamente era uma boate muito trash chamada Bacos.

Quebrando paradigmas


(Por Ed René Kivitz)

Os cristãos não têm mais templos, nem sacerdotes que oferecem sacrifícios a um Deus ultrajado em sua justiça, e não precisam guardar dias sagrados ou observar rituais para a purificação pessoal e veneração a Deus.
O apóstolo Pedro é porta voz da doutrina do Novo Testamento a respeito do culto ao ensinar que aqueles que estão em Cristo são semelhantes a pedras vivas, edificados como casa espiritual, para sacerdócio santo, a fim de que ofereçam sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por meio de Jesus Cristo (1 Pedro 2.5). O único sacrifício espiritual agradável a Deus que um cristão pode oferecer é a sua própria vida: Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional (gr. logiken: genuíno, legítimo, autêntico). Em outras palavras, se a igreja, em Cristo, é templo de pedras vivas, cada cristão é um sacerdote, e sua própria vida, o sacrifício, então o culto ganha outra dimensão.
Este novo conceito de culto traz duas implicações.
A primeira é que “a vida é um culto”, e nesse caso, “quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Coríntios 10.31). O que costumamos chamar de louvor, com pessoas reunidas para cânticos, é um momento no todo da adoração, e não a totalidade de nossa devoção a Deus.
A segunda implicação é que apresentar a vida como um sacrifício vivo a Deus, necessariamente desemboca no serviço. Russell Shedd diz que “o corpo e a mente não são sacrificados num altar, segundo o modo da antiga aliança, mas incorporados no serviço ativo dentro do corpo de Cristo, a Igreja. Os dons distribuídos pelo Espírito Santo são um sinal claro da aprovação de Deus aos sacrifícios vivos que lhe foram oferecidos”.
Reuniões para louvor e cânticos, muito embora justificadas pelo Novo Testamento, eram, entretanto, um parêntesis na vida de serviço sacerdotal da Igreja no mundo, e não a totalidade de sua dedicação a Deus. Os cristãos não prescindem dos grandes ajuntamentos para louvor e edificação… mas a celebração não encerra a totalidade da vivência da fé, sendo, de fato, apenas uma de suas partes… sendo inclusive muito reducionista do amplo sentido de servir a Deus.
A igreja de Jesus é, portanto, desafiada pelo Novo Testamento, a viver além dos limites do templo, do domingo, do culto e do clero. Muito provavelmente nada disso seja novidade. O problema é que nossa prática eclesiástica não acompanha nossa lucidez teológica... a igreja não se vê mais como um instrumento nas mãos de Deus para “fazer convergir em Cristo todas as coisas, tanto as que estão no céu quanto as que estão na terra” (Efésios 1.10). Isto é, a igreja perde o sentido de missão, pois se o Senhor Jesus quer exercer sua autoridade no universo criado por meio da igreja, ela não pode permanecer intra-muros... O maior desafio pastoral contemporâneo é pegar os cristãos reunidos no templo, no domingo, para o culto onde o clero desempenha sua performance, e despejá-los na segunda-feira para a vivência da fé, onde quer que se encontrem. Deixar que a igreja se compreenda como “comunidade reunida para o culto” é uma completa distorção dos propósitos de Deus.
Irmãos.com
Notas:
Extraído de Quebrando Paradigmas, publicado em setembro de 1995
****************************************
Talvez esse seja um dos grandes problemas das igrejas hoje... voltar seus olhos e sua adoração para fora das paredes de um templo qualquer. crentassos

soli Deo Gloria

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Vítera




Em sua vítera efêmera, transcende o pragmatismo de quem aceita valores dogmáticos como maiêutica de uma filosofia sofista que só ilude e iludia aqueles que em sua vã demagogia não consegue decifrar o virtual do atômico, a tese da anti-tese, a imagem real com aquela que se reflete no fundo da caverna de sua consciência.

Por Fernando Bueno
Fonte Manipulação

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