quarta-feira, 6 de abril de 2011

Só a sombra da cruz...

Masturbação

Vejo em muitos blogs de "crentes" este assunto ser dito e repetido,
algo que além de ser meio idiota, acho sem finalidade de discussão,
porque vejo que há tanto a ser ensinado na vida espiritual, quando
ficam discutindo fatos que irão prejudicar os jovens ao invés de
edificá-los. Não falarei mais sobre o assunto, mas vou deixar um
vídeo de um cara que é sempre relevante ao falar.

Os efeitos perniciosos do ufanismo


Já vivi encantado pelo otimismo. Afirmei com contundência que a sorte é bumerangue que sempre volta com fortuna. Cantei com um público frenético: “Vai dar tudo certo, em nome de Jesus”. Em minhas palestras e sermões, antecipei grandes reviravoltas na vida dos ouvintes. Mas, com o passar do tempo, percebi que apesar de toda a boa vontade, tais guinadas não aconteciam com a frequência que eu desejava. Nem tudo dava certo! Alguns amigos agonizaram, carcomidos de câncer. Outros foram à bancarrota. Quantos casamentos celebrei que terminaram em divórcio. Por que não confessar a infantilidade? Repeti jargões ufanistas sem levar às últimas consequências minhas afirmações . Pior, capitalizei em cima de ilusões. Percebo que não estou só. Políticos e conferencistas motivacionais ladeiam líderes religiosos a repetir frases de efeito - que, na verdade, só servem para fortalecê-los. Infelizmente, as consequências são desastrosas. Mulheres azedaram na vida porque alguém lhes prometeu que Deus (ou Santo Antônio) traria marido “no tempo certo”. Empresários se desesperaram porque alguém assegurou que “o Senhor não permite que seus filhos fracassem nos negócios”. Pais e mães se perderam existencialmente porque jamais cogitaram um câncer “permitido” em uma família piedosa e obediente. É comum ver pessoas acorrentadas a promessas que “um dia chegarão” - mas que não chegam nunca; ver pessoas debitando paradoxos e agruras nos “paradoxos” e “mistérios insondáveis da eternidade”. Nada como o dia a dia para arrasar com os discursos triunfalistas. Crianças agonizam com diarréia nas favelas. Faltam ambulâncias nas periferias para salvar os infartados. Professores da rede pública recebem uma ninharia no perpétuo ciclo ignorância-desemprego-miséria. Quem ganha com o triunfalismo? As revistas de fofoca com seus conselhos de auto-ajuda, os televangelistas e as religiões pequeno burguesas. Nos sucessivos arroubos de vitória, as relações utilitárias com a Divindade prosseguem intocadas e os cantores gospel faturam bem. Reconheçamos: a vida de muitos simplesmente não vai dar certo. A estrutura econômica deste país, assimétrica, não permite que multidões subam a escadaria da inclusão social. Os oligarcas não vão abrir mão de seus benefícios (basta ver a miséria do Maranhão, feudo de uma família poderosa). Muitos não vão entrar na terra prometida. Homens adoecerão sem conseguir recuperar suas empresas. Mulheres não vão sair do lugarejo que lhes asfixia. Rapazes, que sonhavam em jogar futebol na Europa, terão que se contentar com o saláro de balconista. Não se deve desprezar a realidade em nome da uma esperança fantasiosa. Não se deve negligenciar injustiça social em nome de intervenções de Deus. Não se deve perpetuar ilusão em nome do otimismo. Sou pastor, pregador e conferencista, mas não tenho o direito de descolar meu discurso da existência concreta que as pessoas enfrentam todos os dias. Não há outro caminho senão assumir compromisso com a verdade. E lutar dentro dela. Obrigo-me não à verdade metafísica, absolutizada dos dogmas ou da filosofia. Abraço a verdade que o cotidiano impõe e esperneio para transformá-la. Acredito que só é possível promover a liberdade quando ensinar que o engano não conduz a lugar nenhum senão a decepção. – “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!”. Para que o mundo seja minimamente transformado não há outro recurso senão embrenhar-se na vida como ela é, arregaçar as mangas e lutar.


Soli Deo Gloria.


texto de Ricardo Gondim


segunda-feira, 4 de abril de 2011

A missão da Igreja no século XXI


“Como o Pai me enviou, eu também vos envio.” (Jo 20.21b)
Se a igreja não é missionária no dia a dia, na totalidade da sua presença no mundo, ela deixa de ser igreja para tornar-se uma associação, um clubinho de auto-ajuda.

Compreender que cada membro deve capacitar-se para que o Espírito Santo o use dando-lhe oportunidades maiores para esta ação, que não seja sempre o mesmo leitinho, que Paulo já advertia no passado, mas que seja uma constante busca pelas novidades do Criador.

Este tema faz jus somente aos cristãos verdadeiros e só assim faz sentido. Mesmo que um não convertido que freqüente a igreja pense no seu direito de fazer missões, ele não consegue exercê-la, já que “a missão é de Deus e, portanto, tudo o que a igreja pode fazer é se unir a Deus na missão que já está acontecendo para a redenção da criação.” (González, 2009, p. 212). Não faz sentido exigirmos isto de alguém, isto é algo que deve fazer parte da consciência do cristão através de certa instrução e o Espírito manifestará na vida dos seus esta necessidade.


Missão integral no nascimento da igreja

Atos 2. 1-13

Quando pensamos em missão automaticamente vem a nossa mente aquele missionário na África e a igreja daqui o sustentando. Porém, o que este texto em Atos expressa, este trecho do nascimento da igreja, ele deixa claro o principal ato dela já sendo executado no exato momento do seu nascimento, que é a missão, quando o Espírito veio sobre aquelas pessoas, das 120 ali, não foram 5 ou 10 que saíram a proclamar as maravilhas de Deus, mas todas!

O fato principal desta passagem sempre foi deixado de lado em nome de uma errônea validação do dom de línguas como evidencia do batismo com o Espírito Santo. Porém, está claro que neste momento do nascimento da igreja ninguém falou em línguas estranhas, sendo este um dom sistematizado por Paulo nas cartas, mas que no nascimento da igreja não ocorre. O que ocorre é o evangelismo, a comunicação a todos das maravilhas de Deus, aqui habita o sentido máximo da nossa característica cristã, o falar, comunicar de forma entendível, de forma clara as maravilhas de se ser cristão, de ter o Espírito de Cristo em nós.

E como se dá esta comunicação clara? Desta forma que nós como cristãos nos apresentamos na rua? Fazendo separação, andando aparentemente com um tipo de roupa? Um tipo de penteado? Um tipo de palavreado? Abarrotado de palavras arcaicas tiradas de uma cultura não pertencente a nós?

(ler novamente Atos 2. 8-11)

O fato que devemos atribuir valor e grande glória a Deus é pela comunicação aqui ocorrida e não pelo ato extraordinário de se falar uma língua que não se sabia previamente.

Esta passagem deve ser o impulso histórico da igreja em todas as suas fases. É nossa responsabilidade compreende-la em nosso contexto de época, de cultura e de território.

O pensamento da igreja em missões não deve ser o de sustentar um missionário em terra distante, mas pensar cada membro como um missionário integral. No bairro, no ponto de ônibus, na panificadora, na escola, no trabalho.

Não pense agora, porém, que basta comprar um bloco de folheto e distribuir pela cidade. O missionário integral tem a sua vida como aparelho comunicativo do seu estado de Igreja, e um aparelho comunicativo deve conhecer-se inserido no contexto temporal em que atua; do contrário a comunicação do evangelho falha.

Ficou cada vez mais claro que o contexto social e econômico do teólogo imprimi seu selo sobre a teologia de cada um. Surgiu assim toda uma série de teologias que, em lugar de negar seu caráter contextual o afirmam, declarando que isso provê com perspectivas novas e valiosas quanto ao sentido das Escrituras, do evangelho, e das doutrinas em geral. (González, 2009, p. 72)

E se vermos desta forma “toda teologia é necessariamente contextual, e aquela que pretende ser universal e livre de seu contexto, simplesmente é uma teologia preconceituosa.” (González, 2009, p. 72) pois como podemos afirmar sem conhecimento de causa da cultura oriental ou africana se nunca saímos da nossa cidade no interior do Brasil?


Comunicação como instrumento eficaz

Augustinho diz que existem duas coisas necessárias ao tratamento das Escrituras: uma maneira de descobrir (modus inveniendi) aquelas coisas que se devem compreender e uma maneira de expressar aos outros (modus proferiendi) aquilo que aprendemos. (Hesselgrave, 1994, p. 29)

O primeiro passo que dará sucesso à proclamação do evangelho é o conhecer e entender aquele a quem estão passando estas informações, e isto só é possível se colocando no lugar destes, sentindo suas dores e alegrias, inserir-se no contexto do outro para que o evangelho de Jesus faça sentido no momento da proclamação.

O grande aspecto da torre de Babel foi a perda de comunicação dos seres humanos que só se restituiu com a igreja em Atos 2. Porém, devemos estar conscientes espiritualmente para aprendermos que estas comunicações hoje ultrapassam a linguagem somente, mas que ela toda é composta de signos (símbolos) que dependem de interpretação.

Aristóteles desenvolveu a base do que ainda hoje podemos falar dos processos de comunicação, para ele haviam três pontos de referencia: o orador, o discurso e o ouvinte. Entre estes existem um processo de codificação e decodificação.

O emissor (que é o orador de Aristóteles) possui um código dentro dele, que exteriorizado torna-se mensagem. Então a comunicação deve ser voltada para a recepção e ajustada aos diferentes públicos, o que a Bíblia deixa claro nos exemplos apostólicos, principalmente de Paulo.

Portanto, o emissor deve analisar o receptor em termos antropológicos, sociológicos e psicológicos. Quanto mais pudermos saber sobre o receptor, mais sucesso teremos, já que poderemos usar as informações para moldar a mensagem do evangelho ao contexto do outro.

A palavra “comunicação” vem do latim COMMUNIS (comum). Devemos estabelecer uma “comunhão” com alguém para haver comunicação. A “comunhão” encontra-se em códigos partilhados mutuamente (Hesselgrave, 1994, p. 39)

Por isso a decodificação do receptor, jamais é plena da mensagem do emissor, sendo que ambas possuem uma distância muito longa de coisas em comum, mas o quanto mais claros pudermos ser e mais próximos da realidade do outro, mais chances haverão do evangelho fazer sentido, sendo que ele como mensagem é símbolo e símbolo fora de contexto não possui sentido. Devemos aproximar o código do receptor a tal ponto dele decodificar sem que sejam abstrações sem paralelismo fundamentalmente evangélicos.

Já que “somos observadores imperfeitos ou porque interpretamos erroneamente o modo como o mundo é de fato” (Hesselgrave, 1994, p. 51) é que nossas igrejas não estão alcançando aqueles que deveriam.

Pensamos que o “nós como instrumentos de Deus para a evangelização” é baseado em horas de oração. Isso nunca foi realidade, já que aí transferimos a responsabilidade para nós como se o poder de conversão do outro estivesse no instrumento e não no Senhor; mas a capacitação do cristão como comunicador é um louvor a Deus como se dissesse: “estou pronto para o Senhor me usar com aqueles que o Senhor deseja alcançar e colocar no meu caminho”, pois também tem a ver com humanidade, humildade e amor, o colocar-se no lugar do outro e o aprender sobre o outro contexto gera respeito, o que em muitos casos as excessivas horas de oração fazem o contrario, pois os ascetas não tendo contato com os “pecadores” acabam tornado-se soberbos.

Este é o principal motivo do pouco sucesso de muitos missionários mundo afora, e não por ser uma “luta com o inimigo”, mas por estes terem pouco conhecimento das diferenças lingüísticas, políticas, econômicas, sociais, psicológicas, religiosas, nacionais, racionais, entre outras.

O bom missionário é aquele que se insere por completo na sua proposta missional.

A igreja nasce, mantém-se e transforma-se pela missão de Deus. Ao mesmo tempo, ela também é sujeito ativo nessa missão. Isso é, a igreja discerne e descobre a atividade de Deus no mundo e dela participa. (González, 2008, p. 23)


Missão da Igreja na Teologia do Cotidiano

A Igreja é a representação e a explanação de Deus no mundo, ela é o conhecimento do Divino no mundo material e natural como também a imagem da Religião em meio a aqueles que precisam da regeneração.

Mas não da forma que automaticamente nos vem a mente, daqueles belos prédios e catedrais no meio das cidades, ou de grupos que se reúnem e cultuam a Deus, este testemunho não é a plenitude do conhecimento da sabedoria de Deus através da Igreja na sociedade (Ef 3.10), mas apenas a mínima parcela da sua capacidade e propósito.

A unidade da Igreja, também não é esta que se apresenta em grupos que se reúnem para propósitos eclesiásticos, evangelísticos, de estudo ou outros, mas da ligação espiritual e amorosa que se identifica no natural, são os irmãos que mesmo sem conhecimento prévio, mesmo afastados geograficamente, falam uma só língua e pronunciam uma só mensagem.

O regenerado não é aquele que abraça a fé cristã unicamente, ou que se “converte” ao cristianismo, o que se batiza em alguma instituição, ou abandona os vícios e muda suas velhas práticas, pois tudo isso pode ser meramente impelido pelo externo e estar sujeito a novas mudanças quando algum evento assolar o ser, ou até mesmo se ele eventualmente continuar até o fim da vida dedicando-se a esta fé, mas por implicações externas e manter-se ali por comodismo ou inúmeras outras possibilidades de fatores, ainda assim este não será um regenerado.

A Igreja em sua missão só terá sucesso ou fará sentido se os seus indivíduos regenerados viverem de forma igualitária dentro do propósito de Deus para cada membro do seu Corpo, no meio da sociedade, mesclando-se a ela e partilhando de tudo que permita a proximidade e a experiência no mesmo grau que os não regenerados, para através da sua vida ser exemplo vivo, claro, evidente e palpável daquele que tem o Espírito de Deus o guiando, em oposto a aquele que não O têm. Só assim a Igreja falará à aqueles que se encontram fora de Cristo, se a Igreja for e viver onde os pecadores vão e vivem, seguindo o exemplo do que Jesus fez.

O que se vê é que pessoas se convertem ao cristianismo e se enclausuram dentro de quatro paredes e saem visitar as pessoas apenas para distribuir folhetos e falar versículos bíblicos, e isto não é missão da Igreja e isto não surte efeito (com exceção de casos específicos, mas não por méritos do objeto, mas por escolha do Espírito Santo).

A instituição religiosa faz um desserviço a missão integral, ao fabricar uma cultura segmentada “gospel”, ela pretende converter as pessoas a esta cultura, que é em geral uma cópia pobre das culturas gerais e contrárias a reflexão existencial, religiosa e social.

Se o evangelho não for compreendido e praticado em sua essência por aqueles que realmente são Igreja, e os mesmo se deixarem sucumbir pela pressão exercida pela instituição e tudo que vem atrelado a sua prática limitadora e prisional, a Igreja verdadeira será engolida por um sistema que tenta transpor o espiritual à matéria e a inversão de valores tomará conta dos Filhos de Deus que se deixarem levar pelo comodismo.

Diego Marcell 04-04-11

Este artigo foi inspirado além dos livros usados como referência, também outros dois que são indispensáveis para a compreensão do tema na atualidade.

Fundamentos da teologia prática de Júlio Zabatiero, editora Mundo Cristão.
A igreja emergente de Dan Kimball, editora Vida.

Referências

HESSELGRAVE, David J. A comunicação transcultural do Evangelho volume 1. São Paulo: Vida Nova, 1994.

L. GONZÁLEZ, Justo. Breve Dicionário de Teologia. São Paulo: Hagnos, 2009.

L. GONZÁLEZ, Justo; Cardoza Orlandi, Carlos. História do movimento missionário. São Paulo: Hagnos, 2008.

sábado, 2 de abril de 2011

Músicas que transcendem o modismo - curtindo o lado B



Complexo Arte Records com novidades musicais.

Algumas pérolas da banda Dogma 85
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segunda-feira, 28 de março de 2011

O crime teológico de “A Cabana”


O credo de Atanásio fala a respeito do Pai, do Filho e do Espírito Santo como não feitos, nem criados, nem gerados, mas procedentes uns dos outros, pois não são três Deuses, mas um, portanto o centurião quando viu a morte de Jesus e teve aquele estranho súbito sentimento que o revelava Jesus o filho, realmente, de Deus (Lc 23.47) ele não poderia ver um homem como outro qualquer gerado do Ser Máximo, mas o procedente, que desta forma é o próprio, concebendo então a compreensão da morte do próprio Deus naquele momento, por sua criação inteira.

O que se vê no cristianismo de hoje que quer se dissociar a tri-Unidade de Deus, se assemelha a uma antiga crença chamada Triteísmo, analise sua doutrina:

Ensina três pessoas distintas, como se as pessoas da trindade fossem independentes umas das outras.
Método triteísta: muito do que se fala e se escreve sobre a Trindade aproxima-se perigosamente do triteísmo; fala do Pai, do Filho e do Espírito Santo, como falando de três pessoas individuais humanas, fala-se muito em cooperação das três pessoas, num plano em que trabalham nele separadamente, ouve-se falar de concílios de eternidade, como se os três se reunissem numa mesa redonda e individual a fim de que chegassem num acordo. (Silveira, p. 118)

Se não for possível aceitar que ali na morte de Cristo estava Deus, se nossa fé é tão fraca e defeituosa a ponto de exercer novos conceitos para a Trindade, então este cristianismo não se vê muito fundamentado.

Andei lendo alguns comentários sobre o livro “A Cabana” antes de iniciar minha leitura, algo que estranhei foi um comentário de um pastor que admiro muito por suas análises teológicas cotidianas e culturais, ele elogiou bastante o livro, mas analisando uma questão do enredo como erro teológico, situação elevada pelos extremistas tradicionais à heresia.

Quando cheguei no capítulo da referente citação, confesso que me arrepiei pela definição que o mesmo dá de Deus, mas um arrepio bom foi este, já que o escritor mostra algo de admirável profundidade teológica e espiritual, o capítulo 6 faz jus ao título e realmente é uma “Aula de vôo” para os espiritualmente dispostos a irem a cabana encontrarem Deus. Quando o Pai diz que Ele estava sendo crucificado com Jesus não é um crime, como o título deste texto sugere, mas uma verdade que faz sentido desde quando obtive alguma compreensão teológica verdadeira, se não fosse assim, quem seria Jesus na cruz? Seria o Jesus de várias seitas que no decorrer da história surgiram e continua surgindo, que fazem planos e cálculos para estabelecer algum sentido racional onde só existe mistério e fé, por ser a não-limitação do Ser perfeito que não é concebido pelos conceitos reduzidos por conceitos e conseqüências dos arredores da mentalidade humana.

A Cabana é um livro profundamente espiritual para quem se deixa penetrar pela reflexão da vida, um livro que mexeu muito comigo e me fez aprofundar ainda mais nas questões relacionadas a este Ser que nos criou. Um livro que mexeu comigo de forma suave e cotidiana. Recomendo a todos como fundamental para compreender que Deus não é aquele cara do quadrinho nas instituições religiosas.

Diego Marcell 28-03-11

Referencias

SILVEIRA, Agissé B. GONÇALVES, Israel B. Teontologia – Um Ser que é Deus um Deus que é Pai. Mafra: FAEST editora, 2009.
YOUNG, William P. A Cabana. Rio de Janeiro: Sextante, 2008.
Novo testamento King James edição de estudo. São Paulo: Abba Press, 2007.

quinta-feira, 24 de março de 2011

O verdadeiro milagre


E sucedeu que, passados dias, o ribeiro se secou, porque não tinha havido chuva na terra. Então veio a ele a palavra do SENHOR, dizendo: Levanta-te, e vai para Sarepta, que é de Sidom, e habita ali; eis que eu ordenei ali a uma mulher viúva que te sustente. Então ele se levantou, e foi a Sarepta; e, chegando à porta da cidade, eis que estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; e ele a chamou, e lhe disse: Traze-me, peço-te, num vaso um pouco de água que beba. E, indo ela a trazê-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me agora também um bocado de pão na tua mão. Porém ela disse: Vive o SENHOR teu Deus, que nem um bolo tenho, senão somente um punhado de farinha numa panela, e um pouco de azeite numa botija; e vês aqui apanhei dois cavacos, e vou prepará-lo para mim e para o meu filho, para que o comamos, e morramos.
E Elias lhe disse: Não temas; vai, faze conforme à tua palavra; porém faze dele primeiro para mim um bolo pequeno, e traze-mo aqui; depois farás para ti e para teu filho. Porque assim diz o SENHOR Deus de Israel: A farinha da panela não se acabará, e o azeite da botija não faltará até ao dia em que o SENHOR dê chuva sobre a terra. E ela foi e fez conforme a palavra de Elias; e assim comeu ela, e ele, e a sua casa muitos dias.
Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou; conforme a palavra do SENHOR, que ele falara pelo ministério de Elias. (I Reis 17. 7-16 Bíblia Hábil)

Esta é uma humana revelação da atitude divina ante os seus filhos.

O que tem mais valor? Ver um milagre extraordinário, maravilhoso aos olhos, espantoso? Mas que amanhã não suprirá sua necessidade diária, um pão multiplicado hoje, extravagantemente claro aos olhos, mas que a sua falta irá te fazer passar fome amanhã? Ou o milagre do suprimento cotidiano, o milagre imperceptível da sustentação diária?

As pessoas, principalmente os que se dizem “pentecostais”, não percebem este detalhe, assim como o povo não percebia que no êxodo eles tinham suas necessidades básicas alcançadas diariamente, mas o povo quer determinar um milagre que não exija dele esforço algum para conquistá-lo, o povo quer ver chuva de canivete, chuva de casa própria, chuva de emprego, sem se capacitar para tal.

Deus quer ensinar que o maior milagre é imperceptível a pessoas fúteis, mas valorizado por pessoas dignas que percebem no dia a dia, nas coisas simples da vida a poderosa mão de Deus, essas pessoas jamais exigirão dEle, jamais se indignarão e jamais se frustrarão com Deus, pois sabem que Ele trabalha de forma natural e soberana na regência do Universo. Que a sua atuação é um ciclo gradativo de acontecimentos que cooperam para o bem dos que O temem. Que Ele não interfere na ordem natural das coisas, mas faz da sua atuação e intervenção um processo dentro da ordem para um fim proveitoso. No milagre da vida Ele lança sua ação, dessa forma entende-se que nada se faz sem a sua vontade e atuação, diferente do ato esporádico e chamativo que tem mais a cara do diabo, que executa coisas maravilhosas aos olhos dos homens para chamar sua atenção e usá-los, mas que essas obras não evocam nenhum beneficio aos seres humanos, sendo apenas ilusão.

As coisas de Deus são naturais e duráveis, é executada em processos preparatórios ao ser e leva a fins benéficos que geram futuro.

Diego Marcell 21-10-10

quarta-feira, 23 de março de 2011

O profeta vaidoso


Esta teologia que nós fazemos é pura vaidade que nasce no Éden e que brota da futilidade da concepção humana pós-Éden, adornado de esteticismo burlesco em nome do sagrado, mas alimentando apenas o que é profano, no que sobra das suas características ruins.

Instituições e mais instituições criadas a partir do auto-endeusamento formando “a religião” que levará a um conceito de Deus “revelado” a estes “teólogos-profetas-apóstolos” da independência.

É engraçado como a futilidade humana precisa destas figuras, destes limitados “iluminados”, a revelação de Jesus não é suficiente para eles, é pouco atraente para quem não entende a simplicidade, ou não aceita uma religião, ou um plano divino que não seja cheio de esquemas mecânicos para funcionar.

Descobri recentemente mais um destes conceitos perfeitos de cristianismo surgido do sueco Emanuel Swedenborg, a chamada Nova Igreja. O interessante é que pouco das doutrinas e da admiração e devoção dos seguidores parte de Jesus e dos escritos dos apóstolos que com Ele andaram, mas da reinterpretação destes coitados que tiveram sonhos mágicos com algum deus, que sempre elege alguém, mas sempre se contradiz de um profeta a outro, ou seja, ou são vários deuses ou um deus bipolar este que se revelou ao sueco, a Ellen White, ao Joseph Smith e a tantos outros que originaram seitas mundo a fora.

Diego Marcell 23-03-11

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